INICIAR SESIÓNCOLETÂNEA DOS SHEIKS • 8 LIVROS EM 1 • 240 CAPÍTULOS DE PAIXÃO, PODER E REDENÇÃO Mergulhe no universo dos homens mais poderosos, possessivos e sedutores do Oriente Médio nesta coletânea especial e inesquecível. Oito histórias completas e independentes, reunidas em uma única edição eletrizante de 240 capítulos repleta de reviravoltas, casamentos por contrato, bebês secretos e inimigos que se rendem ao amor. Uma maratona impecável de leitura contínua para devorar sem parar. Prepare-se para se apaixonar oito vezes.
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Uma noite inevitável. Um segredo que pode mudar os rumos de uma dinastia. E um amor que nasceu onde só existia desprezo. Yasmin Silva dedicou os últimos três meses da sua vida a um único objetivo: manter o profissionalismo impecável como tradutora sênior na corte de Al-Zahra. No entanto, trabalhar para Tariq Al-Mansoor se provou um teste diário de paciência. O poderoso e implacável Sheik a enxerga como uma ameaça aos costumes do seu principado, uma estrangeira audaciosa que se recusa a se curvar diante de sua autoridade. Entre trocas de farpas e uma guerra fria nos corredores do palácio, a hostilidade entre os dois atinge o ponto de ebulição quando uma tempestade de areia avassaladora isola a capital, forçando Yasmin a se abrigar na ala privativa de Tariq. O que era para ser apenas uma noite de contenção se transforma em um incêndio incontrolável: incapazes de sufocar a atração avassaladora que mascaravam como ódio, eles se entregam a uma madrugada de paixão sem limites. Mas a manhã traz a frieza de volta. Determinado a proteger o trono e seu autocontrole, Tariq classifica a noite como um "erro tático" e afasta Yasmin de sua vida. Seis semanas depois, com as malas prontas para retornar ao Brasil, Yasmin descobre a verdade que mudará o seu destino para sempre: ela está grávida do herdeiro de Al-Zahra. Sabendo da rejeição do Sheik e dos perigos políticos que cercam um bebê gerado fora do matrimônio, Yasmin precisará decidir entre esconder o segredo ou encarar o homem mais poderoso do deserto para proteger seu filho, mesmo que isso signifique viver na propriedade do Sheik que a odeia. (◍•ᴗ•◍) Capítulo 1 O sol da tarde queimava a pele mesmo na sombra dos arcos do palácio de Al-Zahra. Yasmin sentia o suor escorrer lentamente entre as escápulas, mas recusava-se a soltar a pasta de couro que prensava contra o peito. As pontas dos seus dedos estavam frias, dormentes de tanto apertar a borda da capa. Não era o calor de quase quarenta graus do deserto que fazia seu estômago dar nós, mas a certeza absoluta de que, em menos de cinco minutos, estaria frente a frente com o homem que tornou seus últimos três meses um pesadelo burocrático. Ela ajeitou a mecha de cabelo que teimava em escapar do coque baixo e soltou um suspiro pesado, tentando desacelerar o ritmo frenético do próprio coração. Yasmin veio para o Oriente Médio com um contrato claro: traduzir os acordos bilaterais de energia e garantir que a linguagem técnica do contrato internacional estivesse impecável em português, inglês e árabe. O que ninguém avisou no momento da contratação era que o líder do principado acompanharia cada vírgula de perto. E com uma desconfiança absurda. O som característico de passos firmes contra o mármore ressoou pela galeria. Yasmin ergueu o queixo no mesmo instante. Tariq Al-Mansoor cruzou a abertura dos arcos sem pressa alguma. Ele não precisava erguer a voz ou apressar o passo para marcar presença; o ar ao redor simplesmente parecia ficar mais pesado na presença dele. Trajava o thobe tradicional, impecavelmente branco, sem um único amarrotado, e sobre os ombros ostentava a túnica escura com bordados dourados no colarinho. Seus traços eram angulosos, marcados por uma barba alinhada e por olhos escuros que pareciam calcular as fraquezas de quem cruzasse seu caminho antes mesmo do primeiro comprimento. Assim que os olhos de Tariq pousaram sobre Yasmin, o vinco entre as sobrancelhas dele se aprofundou ligeiramente. Era sempre assim. Não havia cordialidade, apenas um escrutínio frio. Desde que colocara os pés em Al-Zahra, Yasmin notou como ele a olhava: como se ela fosse uma peça com defeito no engrenamento perfeito de seu palácio, ou uma estrangeira atrevida demais para o gosto da corte. — Os documentos finais estão prontos, senhorita Silva? — perguntou ele, parando a dois passos de distância. A voz era grave, limpa, pronunciando cada palavra em inglês com um sotaque sutil e controlado que não deixava margem para hesitação. — Estão prontos, Sua Alteza — respondeu ela imediatamente, mantendo a voz firme e sustentando o olhar. Nada de baixar a cabeça. Ela aprendeu rápido que vacilar na frente daquele homem significava ser engolida por sua prepotência. — Fiz o confronto das três versões nesta manhã. As cláusulas de arbitragem comercial e as garantias ambientais estão perfeitamente espelhadas no árabe e no inglês. Não há margem para ambiguidades. Tariq não respondeu de imediato. Apenas estendeu a mão grande e de dedos longos, aguardando. Yasmin deu um passo à frente e entregou a pasta. Quando os dedos dele roçaram acidentalmente os dela ao segurar o couro, uma faísca estranha, um arrepio incômodo que subiu direto pela sua espinha, a fez puxar a mão com uma pressa quase embaraçosa. Ela deu meio passo para trás, pigarreando baixo para disfarçar o solavanco no peito. O Sheik abriu o dossiê sem pressa. O silêncio que se seguiu no terraço foi interrompido apenas pelo barulho suave das folhas sendo viradas e pelo rumor distante das águas das fontes no pátio interno. Ele lia rápido, os olhos correndo as linhas com uma atenção quase urgente. Yasmin ficou ali, de pé sob o mormaço, sentindo a umidade do ar grudar em seu pescoço, odiando a maneira como ele fazia questão de analisar cada detalhe como se esperasse encontrar uma falha proposital feita por ela. — A redação do artigo sétimo mudou desde a reunião de terça-feira — comentou ele, sem tirar os olhos do papel. — Mudou porque a equipe jurídica de Londres solicitou um ajuste na definição de prazos fiscais, como constava na ata que enviei para o seu gabinete ontem à noite — rebateu ela na hora, sem espaço para gaguejar. — Se o senhor tiver lido o relatório de transição, verá que a alteração beneficia os termos de Al-Zahra. Tariq finalmente ergueu o olhar da folha. Havia uma faísca perigosa no fundo daquela íris escura, uma mistura de irritação com algo que Yasmin não conseguiu decifrar. — Eu li o relatório, senhorita Silva — disse ele, a voz baixando um tom, tornando-se ainda mais sério — O que me impressiona é a sua audácia em assumir que preciso que me lembrem do conteúdo que circula no meu próprio gabinete. — Não estou lembrando o senhor por desdém, Alteza. Estou apenas justificando o meu trabalho. Foi para isso que me contrataram. Eles se encararam por longos segundos. A brisa quente do deserto soprou o tecido leve do bisht de Tariq, mas nenhum dos dois piscou. Havia meses que aquela guerra fria se desdobrava nos corredores do palácio. Yasmin recusava-se a desempenhar o papel de estrangeira submissa e amedrontada; Tariq recusava-se a amolecer o tom com quem quer que fosse, especialmente com uma mulher que o desafiava com o olhar a cada reunião. — O banquete de recepção aos investidores começa em duas horas — declarou ele, fechando a pasta com um estalo seco — Não quero atrasos nem hesitações durante a tradução simultânea no salão nobre. A presença de delegações da Europa e do Golfo exige precisão absoluta. — Não haverá erros, Sheik Tariq — assegurou ela, cruzando os braços atrás das costas para conter o leve tremor nas mãos. — Estarei pronta no horário estipulado. — Veremos. Tariq deu meia-volta, os trajes esvoaçando levemente enquanto ele caminhava de volta para o interior do palácio com passos largos e decididos. Assim que a figura dele desapareceu sob a sombra dos corredores de mármore, Yasmin soltou o ar dos pulmões com força, sentindo os joelhos fraquejarem por um segundo. Ela encostou-se no pilar de pedra fria e fechou os olhos. Aquele homem conseguia sugar todo o oxigênio do ambiente sem fazer o menor esforço. Ela olhou para o céu, onde nuvens pesadas e alaranjadas começavam a se formar, um indício claro de que o vento do deserto estava mudando de direção. A noite no salão de banquetes seria exaustiva, cheia de protocolos rígidos e conversas tediantes.O trajeto de volta ao palácio aconteceu sob um desconforto insuportável. Dentro do carro blindado, o ar condicionado parecia incapaz de resfriar o ambiente. Tariq mantinha o maxilar travado, os olhos fixos na estrada, enquanto Yasmin permanecia ao seu lado com a cabeça erguida, sem emitir um único som. Mas assim que o veículo passou pelos portões de ferro e parou diante da entrada privativa da ala leste, a tempestade contida finalmente desabou. Tariq saltou do carro e abriu a porta do lado dela antes mesmo que o guarda se aproximasse. Yasmin desceu sem aceitar a mão que ele estendeu, ajustando o vestido com movimentos rápidos e decididos. — Não volte a fazer um espetáculo daqueles na frente da imprensa! — esbravejou Tariq, seguindo-a a passos largos pelo corredor de mármore. A voz dele ecoava nos arcos altos, despida da frieza cerimonial. — Você é a esposa do Sheik de Al-Zahra! Aceitar flores e ficar sorrindo para um repórter qualquer como se estivesse livre é uma afronta direta à m
Yasmin ainda segurava com firmeza a alça da bolsa. Ela pretendia apenas entrar no carro oficial e encerrar aquela manhã exaustiva de exposição. Contudo, antes mesmo que ela alcançasse a porta traseira do veículo, onde um dos guardas reais já se posicionava para abri-la, uma movimentação rápida no corredor lateral que dava acesso aos jardins do ministério chamou sua atenção. — Senhora Al-Mansoor! — chamou uma voz jovem e afobada em inglês. Yasmin parou perto do estribo do carro e virou-se devagar. Um rapaz alto, trajando um terno bem alinhado e carregando uma câmera profissional a tiracolo, aproximou-se com passos apressados. Ele trazia o crachá da imprensa internacional e, nas mãos ligeiramente trêmulas, segurava uma rosa branca de haste longa, retirada de um dos arranjos da recepção do auditório. — Perdoe-me a audácia de me aproximar fora da área da coletiva — disse o jovem jornalista, curvando a cabeça em um gesto de respeito sincero, embora seus olhos brilhassem com admiração.
O aroma de incenso de oud e flores brancas preenchia os salões de recepção da ala central do palácio. Para o reino de Al-Zahra e para a imprensa internacional, aquele dia marcava o início das celebrações oficiais do matrimônio real. Nos jardins internos, tapeçarias tecidas em fios de ouro e dosséis de seda cobriam as galerias de mármore. Contudo, atrás das portas fechadas da suíte de preparação do Sheik, o clima era de uma gravidade silenciosa. Tariq observava o próprio reflexo no grande espelho de moldura dourada enquanto o alfaiate real ajustava as dobras finais do seu bisht cerimonial. A túnica preta bordada com fios de ouro reluzia sob a luz suave dos abajures. Ele trajava as vestes de sua linhagem com a altivez de sempre, mas seus olhos escuros demonstravam o peso das noites mal dormidas. Desde a tempestuosa sessão com o Conselho dos Anciãos três dias atrás, Tariq dedicou a cada hora vaga a blindar o principado de retaliações políticas e a garantir que os prepara
O salão nobre de Al-Zahra parecia banhado em ouro sob a luz suave dos grandes lustres. O silêncio da plateia de anciãos, ministros e embaixadores estrangeiros era notável, interrompido apenas pelas orações de bênção proferidas pelo Grande Mufti do principado. Yasmin mantinha o corpo ereto ao lado de Tariq, sentindo o peso do vestido marfim e o calor da mão dele, firme sobre a mesa cerimonial de madeira entalhada. Diante de todos, o juiz supremo abriu o pergaminho do contrato nupcial. As palavras em árabe foram lidas diante de todos, enquanto o acordo era oficializado. Aquele documento não representava apenas um casamento, mas também garantia o reconhecimento legal do bebê que Yasmin esperava. — Sheik Tariq Al-Mansoor — começou o juiz —, aceita Yasmin Silva como sua esposa real, prometendo honrá-la, protegê-la e garantir os direitos de sua descendência sob as leis e bênçãos deste reino? — Aceito — declarou Tariq, a voz rouca e
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