A Noite em que Nós Duas Entramos em Trabalho de Parto
Eu já brinquei com os sentimentos de um universitário no passado. Assim que ele se apaixonou por mim, eu terminei tudo.
Anos depois, quando ele já tinha vencido na vida, ele se casou comigo na frente de todo mundo — e todos achavam que eu era uma baita de uma sortuda. Minha família tinha falido, então, para o resto do mundo, eu tinha tirado a sorte grande.
O que ninguém via era o que acontecia por trás das portas fechadas.
Toda santa noite, ele trazia uma mulher diferente para casa.
Eu nunca chorava. Nunca fazia cena.
E parecia que isso só deixava ele ainda mais furioso.
Então ele foi além. Ele engravidou a Natalie, o primeiro amor dele, de propósito.
Como eu continuei plena, ele me prensou contra a parede e exigiu:
— Stella, você sequer me ama?
Mais tarde, a Natalie e eu entramos em trabalho de parto na mesma noite.
Eu caí de joelhos e finalmente admiti que o amava, implorando para que ele me levasse ao hospital.
Ele me segurou firme, quase radiante de satisfação.
— Eu sabia — disse ele. — Sua mentirosa.
Em seguida, ele me empurrou para o lado, pegou a Natalie no colo e saiu andando sem olhar para trás.
— Depois eu te levo para o hospital. A dor do parto vai ser o seu castigo.