INICIAR SESIÓNNarrado por Clara LuzNem tinha chegado ao fim do expediente, quando recebi uma mensagem de Bianco cancelando o encontro e colocando um fim em seja lá o que tínhamos. Isso me murchou de tal forma que até perdi a vontade de fazer as coisas. Não por gostar dele, mas por finalmente perceber que o erro está em mim. Lucas me Trocou por Elisa. Rafael mal para em casa desde que me declarei. Agora Bianco não quis nem uma amizade comigo. Ou seja, o problema sou eu.É sexta-feira novamente, uma semana após ser dispensada por Bianco. Chego do trabalho, tomo banho, me troco e vou dar uma volta pelo labirinto. Virou rotina nos últimos dias. Como sempre, Rafael não veio para casa depois do trabalho. Fico imaginando se ele está namorando alguém e eu estou atrapalhando ao ficar nessa casa. Pensar nisso faz minhas lágrimas escaparem. Eu me apaixonei perdidamente pelo meu marido de contrato.Chego na fonte que fica dentro do labirinto e me sento na beira, deixando as lágrimas saírem abundantes nesse es
Narrado por ClaraPassei o domingo todo evitando Rafael dentro de casa, e consegui sair antes de encontrar com ele. Mas como trabalho em seu andar, literalmente diante da sua porta, tive que vê-lo em algum momento. E foi muito estranho. Apenas desejamos bom dia como dois estranhos. No horário do almoço Michelle decidiu me levar para experimentar comida japonesa em um lugar que ela disse ser barato e de qualidade. Meio desajeitada, depois que ela me ensina a usar os palitinhos que não decorei o nome, me distraio comendo. Apesar dos jantares dos Monteiro, onde eu comia os restos, nunca experimentei peixe cru, nem essas especiarias. Gostei.Michelle me encara de tal forma, que paro de comer e encaro de volta.— Amiga, não quero parecer intrometida, mas você não parece bem. Há algo que possa fazer para melhorar seu dia? Alguém que queira morto? — pergunta.Sorrio da sua expressão comicamente assassina. E solto um longo suspiro.— Preciso mesmo falar sobre isso, mas não sei se posso.— Am
Narrado por LucasNo dia do soco...Freio o carro bruscamente na entrada da nossa casa, saio e bato a porta.— Como foi? O que descobriu? — Minha mãe está aflita.— Olha na minha cara o que descobri. Ele me deu um soco por causa dela, mãe. — Aponto o lugar ainda dolorido.Minha mãe se deixa cair no sofá.— Então é sério. Precisamos fazer alguma coisa para tirar essa coisinha do nosso caminho.— Claro. Ou perdemos tudo. Principalmente se vier um herdeiro legitimo.Eu sei muito bem que a minha mãe mentiu. A ouvi discutindo com um pobretão que queria mais dinheiro para se calar sobre ser meu pai. Juro que sou capaz de matar para que nunca descubram isso. Eu sou um Costa Valente, ninguém vai tirar isso de mim.Conto tudo que aconteceu na casa do meu pai para ela. Por fim, ela diz:— Vamos estudar a situação, entender o que levou a essa união dos dois. Com as informações traçaremos o plano para tirar essa pedra do nosso caminho. Essa sonsa vai ser tirada do nosso caminho, custe o que custa
Narrado por ClaraDentro do carro só silêncio.— Depois daquela cena toda, você não vai falar nada? — Quebro o silêncio. Estou irritada. O vejo apertar o volante com tanta força que seus dedos ficam brancos. — Eu juro que não te entendo, Rafael. Você me deu um lar, um emprego, diz que não quer que eu peça desculpas. — Desvio o olhar para a janela. — Mas toda vez que age assim parece que fiz algo errado, mesmo que eu nem consiga entender o que.Assim que fecho a boca, o silêncio volta a reinar.— O que queria falar sobre o contrato? — insisto em fazê-lo falar.Ele para o carro no acostamento e me encara. Seus olhos mostram uma mistura de raiva com tristeza. Não faço ideia do significado da sua expressão agora.— Fui eu que fiz algo errado, Clara — começa, me surpreendendo. — Quero que me perdoe pela minha atitude quando visitou seus pais, assim como o show idiota que dei hoje. Eu sinto por ter magoado você, mas faria tudo de novo.— Não entendo.— Clara, você é uma menina no corpo de u
Narrado por Clara LuzA conversa com Rafael não me desanimou em nada de participar do churrasco. Estou curiosa demais, nunca participei de nenhum evento assim, tirando as vezes que servi nos jantares na casa dos Monteiro. Hoje serei apenas uma convidada, isso é empolgante.Com a troca de cargo, acabou que recebi pelo mês inteiro no outro cargo antigo. Achei que era coisa do Rafael, mas Michelle me contou que é política da empresa. Então, aqui estou eu, saindo de uma loja com várias sacolas, contendo uma calça jeans, uma blusinha estilosa, e, finalmente, peças intimas. Quando estava escolhendo, me lembrei de Rafael dizendo que não queria que eu usasse, mas deve ter sido somente pelo momento. Duvido que ele realmente se importe com o que visto sob minhas roupas.Quanto as roupas que ele mentiu ter alugado, vou continuar usando. Por tudo que aprendi sobre ele nesses dias que estamos juntos é que só vai me chatear tentar devolver ou pagar. Até imagino ele dizendo “O que eu quero com roup
Narrado por RafaelQuando sai da sala e não vi Clara me esperando, um alerta acendeu. Eu sabia que ela tinha ido sozinha. E só de lembrar de como ela saiu daquela casa na última vez, tive medo.Porra, Clara! Por que não me esperou?Kevin já adivinhou que tinha algo errado pela minha expressão. Fomos juntos até a cada dos Monteiro, onde a encontramos no chão, literalmente sendo agredida, pelo maldito Santos. Aquilo me cegou. Tive tanto medo que agi sem pensar. Não falo sobre espancar o Santos, isso foi merecido. Kevin me contou que fizeram um bom trabalho nele. Me refiro a forma como falei com Clara. Fui duro demais com ela. Mas ela poderia estar morta agora, então prefiro pedir perdão que visitar seu tumulo... Só que ainda não pedi. Estamos meio que nos evitando. E hoje está pior. Clara está estranha. Não sei se é pelo que aconteceu na casa dos Monteiro ou se ainda é pela nossa situação. A vejo inquieta.Hoje é sexta-feira à noite. E estou em casa, sem planos para sair. Apesar dos vár







