INICIAR SESIÓND
Depois da visita surpresa da minha mãe, eu tenho evitado ir à casa dela, e até mesmo o meu pai estar ajudando, pois fica me pressionando.
Isso já estar passando dos limites, a última que a minha mãe aprontou, foi planejar um jantar em minha casa com a família da Riahnna sem o meu consentimento. Tomei um susto ao entrar em minha casa, nesse dia eu estava muito estressado, porque o conselho me deu menos de 30 dias para aparecer com uma noiva ou namorada preste a pedir em noivado, e para me livrar dessa pressão disse que logo iria apresentar minha namorada, porém ela estava viajando, uma mentira deslavada, mas que me traria paz momentânea.
Usei essa mentira ao meu favor para poder me livrar dessa Riahnna que parece mais um robô, só sabe sorrir e sempre respondendo em monossílaba. Odeio mulheres assim, que não tem vontade própria e sim agi como uma submissa. Não os expulsei por que usei esse jantar ao meu favor, alegando que logo a minha namorada estaria chegando de viagem. A minha mãe ficou desconfiada, pois nunca mencionei nada. Sempre me analisando e eu tentando manter tranquilo, assim manteria a minha mentira adiante.
Ela tinha me perguntado sobre o nome da minha namorada e apenas falei o primeiro nome que veio em minha mente. Clara! Ela insistiu em saber do sobrenome e eu apenas disse que não iria revelar. Mas que logo iria apresentar para todos, assim matando essa curiosidade para conhecer a minha namora de mentira.
Mesmo contra vontade por hora aceitaram, agora teria que ver uma pessoa que pudesse fazer esse papel, eu não iria deixar eles me tirarem a presidência do hotel, só porque eu sou solteiro. Eu tinha visto esse nome, só não sei onde, eu precisava saber, eu tenho quase certeza que foi uns dos contratos do hotel. Pedi para meu assistente ver sobre uma funcionária com o nome Clara, é um nome comum, logo vou encontrar uma e fazer um contrato de casamento de mentira, com um bom valor ela não terá como recusar.
Esses dias minha mãe estar até mais tranquila. O que não me deixa em paz é o conselho. Meu assistente me liga.
Ligação online.
— Senhor Gusmão, encontrei duas Claras contratada pelo hotel, porém uma delas já é casada e trabalha na rede algum tempo, porém a outra é uma recém-contratada, acabou que de ser registrada.
— Me enviei tudo por e-mail, que vou verificar pessoalmente, obrigado.
Desligo e espero o e-mail. Me apresso para chegar em minha casa. Preciso resolver logo isso.
Não demora e já estou entrando no meu condomínio. Recebo a notificação, porém deixo para abrir em casa.
Será que essa Clara aceitaria um contrato? Se ela é nova no hotel, até seja melhor. Ela ainda não foi vista pelo concelho e nem pelos meus pais. Ela deve estar precisando de dinheiro, preciso investigar e estudar de como posso fazer uma proposta irrecusável.
Estou olhando para o currículo dela a mais de vinte minutos, porém não tem nada que me faça entender o porquê ela esteja no hotel! Pois ela é nova, já trabalhou fora, então por que ela veio para Brasil?
Preciso saber mais sobre a vida dela, até mesmo a foto que o meu assistente enviou não consigo ver detalhes de seu rosto. Mando uma mensagem para meu amigo, quem sabe ele consiga me ajudar investigando sobre a vida dela. Clara Rodrigues, o que você esconde?
Grito em pensamento.Após enviar a mensagem para meu amigo, ele disse que iria tentar ser rápido para me responder.
Agora só esperar.
A noite aproveitei para sair com meus amigos, precisava relaxar, essa pressão na empresa não estar me fazendo bem, nada do que passar a noite com uma bela mulher em minha cama...
Acordo com uma puta dor de cabeça e meu celular tocando que nem o inferno! Abro meus olhos e me dou conta de que eu não estou em meu quarto, olho para o lado e vejo a bela ruiva que estar esparramada na cama, com lençol cobrindo partes de seu corpo. Encontro meu celular e me arrependo de atender.
Ligação online:
— Otávio Gusmão, onde você estar? Acabei de chegar em sua casa e você não estar? Onde você se meteu meu filho?— minha mãe grita do outro lado. Isso tem que acabar mesmo eu saindo da casa deles, ainda, sim, ela tenta me controlar.
— Por que a senhora está em minha casa? Já conversamos sobre respeitar o meu espaço. E espero que seja a última vez ou tomarei atitudes de que a senhora não vai gostar!— falo já colocando a minha roupa e saindo do quarto para não acordar a mulher que estar no quarto.
— Olha, como você fala comigo, eu sou a sua mãe, e não admito ser desrespeitada dessa forma!
— A senhora já parou para pensar que eu não sou mais um adolescente, sou um homem de 28 anos, e ainda sim quer manter esse controle sobre a minha vida. Já estou cansado disso tudo! E espero que ao chegar em minha casa a senhora não esteja mais, e só volte a entrar quando for convidada.— falo cheio de raiva.
Desligo, sei que às vezes sou rude, mais se eu não fizer isso ela vai continuar querendo controlar a minha vida mesmo depois de adulto. Já basta o que ela fez no passado. Saio do quarto do hotel deixando tudo pago e sigo para minha casa, e caso ela esteja ainda lá tomarei as medidas, já basta à pressão que estão fazendo na minha vida.
Pego meu carro e vou ao automático, não demoro muito e chego à minha casa e o carro da minha mãe continua aqui.
Eu queria que só dessa vez ela me ouvisse, não quero ser um filho ruim, mais ela verá a minha pior versão. Entro em casa, e adivinha a merda de quem estar aqui? A tal da Riahnna dessa vez eu não sou educado.
— Quero que saiam da minha casa agora!— grito assustando as duas enquanto estão bem sentadas em minha sala.
— Filho! Você ficou louco? Não é assim que se tratam as visitas!— minha mãe me fala reprendendo.
— Não vou repetir, se não sair eu chamo os seguranças e mando tirar a força.
— Você não se atreveria! Eu sou a sua mãe, Otávio! O que está acontecendo com você? Hein? Quando vê isso é essa namorada misteriosa que estar fazendo a sua cabeça contra mim!
— A senhora não ver que estar sendo inconveniente? Já tinha deixado claro na ligação, eu quero a senhora fora da minha casa e deixe a chave reserva aparte de hoje só entrará com a minha permissão e não adianta chorar ou apelar para meu pai, pois não vou admitir mais essas suas ações de querer controlar a minha vida. Vão embora agora!— falo com a voz cheia de raiva para ela sentir o quanto isso estar me incomodando. Ela se faz de vítima e fica com lágrimas nos olhos. Ela pega sua bolsa e Riahnna faz o mesmo.
— Um dia você vai me agradecer por estar cuidando de você, Otávio, essa mulher qualquer, só querem o seu dinheiro e nada mais. — Ela diz mais não dou a mínima, quando ela sai fecho a porta e ligo para portaria avisando que a entrada de todos da minha família está bloqueada até a segunda ordem. Belo começo de manhã!
Vou em direção ao meu quarto, tomo um banho e coloco uma roupa de ficar em casa, meu celular começa a tocar e vou ver de quem se trata, é o meu amigo me fazendo abrir o sorriso.
Ligação online:
— Otávio!
— Fala Felipe, me diga que você tem novidades?
— Tenho, estou enviando o relatório, mais deseja que te adiante algo?
— Por favor!
— Clara Rodrigues, ela tem 21 anos, faz 22 no próximo final de semana, ela é órfã, ela quando apenas tinha 15 anos, ganhou uma bolsa de estudo para EUA, passando se o período de estudando e tem as melhores notas, ainda trabalhou na área, porém o seu visto não foi permanente, e nesse meio tempo ela acabou de ter a guarda provisória da filha de uma amiga, a pequena Valentina Sampaio Rodrigues, ela mora na rua, Juvêncio número sete, ela chegou ao Brasil, a mais de vinte dias e estar trabalhando no Hotel ah 17 dias, ela ainda é temporário e vive de aluguel, não tem nenhum bem em seu nome, ela apenas tem uma quantia pequena em sua conta, ela é humilde, trabalha para viver com a pequena que fica o mesmo período do trabalho no orfanato que ela cresceu. Orfanato senhora das causas impossíveis. E isso é tudo. Nesse relatório tem tudo que você precisa saber até mesmo fotos da mãe da menina que estar sobre a sua guarda.
— Obrigado, Felipe conto com sua descrição.
— Não precisa agradecer se precisar de algo mais é só me falar!
Desligo e fico olhando o arquivo que ele me enviou, tudo bem detalhado, agora o sobrenome da menina que me deixa intrigado, vejo as fotos e paro em uma que me faz perder o chão, é ela Vivian! Olho a foto da menina e tem alguns traços dela, não pode ser! O mesmo tempo que me envolve com ela, e a idade da menina. Não pode ser! Bato com força na bancada!
Como pôde me enganar!
Então ela se casou.
Agora por que a menina não ficou com o pai?
O tempo parecia não passar.Enquanto esperávamos o resultado, eu mandava mensagens para Pedro, dizendo que estava tudo bem, que era só uma garganta inflamada”.Ele acreditou claro, confiava em mim.Mas quando o médico voltou, o olhar dele dizia tudo antes mesmo das palavras saírem.— Dona Belinda... seus exames estão prontos. — Ele fez uma pausa. — A boa notícia é que você está bem, a inflamação é leve. Mas... há um outro resultado que eu preciso conversar com você.Meu coração parou.— O que foi, doutor?Ele sorriu de leve, com aquele tom calmo que só aumenta o nervosismo.— Parabéns. Você está grávida. Cerca de oito semanas.— G-grávida? — minha voz falhou.— Sim. — Ele confirmou. — Todos os níveis indicam isso. É uma gestação inicial, mas está tudo bem com o bebê.Olhei para minha mãe, sentindo o chão sumir sob meus pés.— Isso não é possível... eu tomo contraceptivo, doutor... injetável... eu não posso...— Nenhum método é cem
Na noite anterior ao casamento, quase não consegui dormir.Deitada, olhando o teto, eu sentia o coração acelerado.Muita coisa passava pela minha cabeça a faculdade, a empresa, meus pais, o medo de não estar pronta…Mas, acima de tudo, o rosto do Pedro.O jeito como ele me olhava, como segurava minha mão, como me fazia sentir segura.Nada é como planejamos, Bel. minha mãe sempre dizia.E agora eu entendia.Porque o que o Pedro e eu tínhamos era isso: algo que fugiu de qualquer plano, e ainda assim era perfeito.No dia seguinte, acordei com o sol entrando pela janela e minha mãe entrando no quarto, toda animada:— Acorda, noivinha! O grande dia chegou!— Meu Deus, parece um sonho… — sussurrei, sentando na cama, com o coração disparado.— E é, meu amor. O sonho mais lindo da sua vida.Enquanto me arrumava, olhei para o vestido pendurado e senti as lágrimas virem.Era simples, elegante, com um toque de renda e o brilho suave do mar re
Alguns meses depois....Se alguém tivesse me dito que, aos vinte anos, eu estaria casada… eu teria rido alto e dito: Mentira!Mas olha só pra mim agora, completamente apaixonada e com um anel no dedo.Sim, o Pedro me fez uma surpresa.Um pedido de casamento que eu jamais imaginaria, e claro… eu aceitei sem pensar duas vezes.Na verdade, isso nunca fez parte dos meus planos.Eu queria terminar minha faculdade de Direito, ajudar meu pai na empresa, construir uma carreira sólida, ser dona de mim antes de pertencer a alguém.Casamento? Amor?Não… isso parecia coisa distante, quase irreal.Mas como minha mãe sempre diz, a vida se diverte bagunçando o que a gente planeja.E ela estava certa totalmente certa.O Pedro entrou na minha vida de um jeito inesperado, quase sem pedir licença.E foi impossível não ser levada por ele.Ele tem esse olhar firme, essa calma que contrasta com o meu caos, e uma forma de me olhar como se eu fosse o
O plano ainda estava de pé o restaurante, o anel, as famílias.Mas agora... tinha um novo peso.Aquele pedido de casamento não seria apenas sobre amor.Seria sobre promessa, proteção e entrega.E naquela noite, Belinda descobriria que o homem que amava estava disposto a lutar por ela com o corpo, com o coração, e com tudo que fosse preciso.Segui para casa com um único propósito: descansar e tomar um banho e após seguir para buscar a minha namorada. Chegando em casa estava tudo certo para seguir como o combinado só precisava de um banho e me jogar na cama e assim que sai do banho só visto uma bermuda e me jogo na minha cama, hoje eu farei esse pedido e meu propósito e fazer a Bel esquecer o que aquele babaca tentou fazer. Nada e nem ninguém vai nos separar.Após pronto sigo para casa dos meus sogros, vou de carro, precisava mostrar para Bel que essa noite seria longa.Não demora e sou recebido pelo meu amigo Heitor.— Espero que esteja com o coração b
Por um segundo, não consegui respirar. O sangue subiu à minha cabeça e tudo dentro de mim queimou. A imagem se repetia na mente como uma tortura.A raiva veio como um soco.— Filho da puta!— rosnei, me levantando bruscamente da cadeira, a visão turva pela fúria.Antes que eu pudesse atravessar o corredor, Heitor apareceu.— Ei, mano, o que foi? Que cara é essa?Eu não consegui nem disfarçar.— Eu vou acabar com esse playboy! — cuspi as palavras, mostrando o celular com a mão trêmula. — Olha isso, Heitor! Ele teve a audácia de encostar na Belinda!Os olhos dele se arregalaram, e o semblante se transformou.— Filho da mãe... — murmurou, e o tom de raiva em sua voz foi o empurrão que faltava. — Vamos. Eu vou com você.Ele já estava com o telefone no ouvido enquanto descíamos para a garagem.— Bel, onde você está? — perguntou, tentando manter a calma. — Hm... tá certo. Não, não aconteceu nada, é que não te vi na empresa, estranhei. Entendi. Depois
Algumas meses depois...O meu namoro com a Belinda estava indo muito bem. Claro, tínhamos nossas diferenças, mas nada que uma boa conversa não resolvesse. O problema maior era o mundo dela: baladas, saídas com os amigos... e principalmente o ciclo de amizade dela, sempre cercado de playboys. Só de lembrar do quanto Maurício ficou surpreso quando nos assumimos juntos, algo dentro de mim se acendeu um alerta silencioso que nunca senti antes.Nunca fui de sentir ciúmes, mas ele tinha algo... aquele olhar de quem não esqueceria fácil. Por isso, sempre peço para a Belinda não ficar sozinha com ele. Não por não confiar nela, mas por ele.Fora isso, ela me surpreende todos os dias. Cada gesto, cada sorriso, cada beijo roubado quando ela chega ao trabalho me faz lembrar do quanto sou sortudo.Nosso relacionamento e o ambiente profissional não se misturam. Sempre mantemos nosso profissionalismo, mesmo que eu não consiga evitar um toque, um beijo rápido quando ela cruza a porta do escritório.N







