INICIAR SESIÓNAmin não voltou rápido, os dois se fecharam no quarto, Sky foi para seu quarto com vontade de chorar, deixou tudo arrumado, estava sentada esperando com o pensamento distante, se perguntando o que Agnes faria em seu lugar, já que era uma mulher forte e decidida.
Rigel se aproximou sorrateiro, bateu na porta que estava aberta - Posso falar com você? Babá má? Pelo sorriso, ela soube quem era, se levantou enxugando os olhos marejados - Sim. Ele estava com uma pulseira feita a mão, nas mãos, mostrou para ela - Eu trouxe de viagem, pra você, deixei aqui na cama, aí fiquei com raiva e peguei de volta. - Já que vai embora, vou te dar, de novo. - Pra não ir achando que não sou legal. Ela sorriu surpresa, chegando mais perto da porta - Trouxe mesmo pra mim? Porque? Pegou na mão olhando com deboche - É tão simples, pra dar a alguém interesseira. - Foi feita por mendigos? Daqueles hippies? - Ou você achou no chão? Ele pegou de volta rindo, adorando a afronta dela - Tem seu nome e os pingentes de lua, estrelas, Sky significa céu, né. - Eu não quis dizer, que te acho oportunista, nem sempre pode levar a sério, tudo o que digo. - Vai querer ou não? Ela esticou o braço - Sim, a não ser que você conheça outra Sky. Conhece? Ele colocou no braço dela - Não, ainda bem, uma só já me incomoda o bastante. - Se quiser ficar, é só falar, com o meu irmão, o Amin não vai reagir bem, você foi a única que ele, meio que gostou. - Ainda está escondendo alguma coisa, não é? - Essa história dos seus pais, não faz sentido. - Não vou contar, ainda posso te ajudar a mentir. - É uma oportunidade única. Ele estava na lavanderia encostado na secadora, de braços cruzados, ela na porta do quarto encostada, acariciando a pulseira, sorriu pensando que não podia contar nada - Não sei, será? - Todo curioso, é fofoqueiro, a minha amiga sempre diz. - Ela me ensina a ser menos ingênua, quer saber o que ela disse de você? Ele disse que adoraria, ela respondeu o encarando fixamente nos olhos - Que com certeza você não presta e gosta de atormentar as babás, principalmente as novinhas. - É uma crise de meia idade Rigel? Ele começou rir - Não, é que adoro uma caridade mesmo. - Então falou muito de mim, pra ela? Sky sorriu com deboche - Não muito, ela gosta de me ouvir, quando quero reclamar, essas coisas. Ele olhou na direção da cozinha - Já vou. A minha mãe está nos chamando. - Eu só tentei ser legal, pra não se sentir sozinha, aqui. Foi saindo da lavanderia - Sei como é ruim, não se sentir parte de nada. - Eu não estava dando em cima de você sua boba. Ela foi junto, ficou quieta apreensiva, ouviram batidas fortes na porta, vindo do corredor, Amin estava chutando muito irritado, Violeta estava toda sem jeito - Eu vou levar você, é melhor irmos logo. - O Amin ficou chateado, não quer falar com você, para se despedir. - Hoje vai ser um dia daqueles. - O dinheiro está comigo, já vou te dar, pega lá as suas coisas rapidinho Sky. Ela apenas concordou, foi pegar as coisas, dava para ouvir Amin chorando xingando, dizendo que odiava ela, as duas foram saindo pela sala, Sky ficou triste arrasada, falou tchau para Ivan, Rigel estava no carro, para levar elas. Só após sair, Sky começou chorar sentida, com a sensação de estar errada o abandonando, primeiro foram a loja que estava o celular dela, não teve conserto, Riven já sabia e pediu para comprarem um semelhante. Quando Sky soube, ficou completamente calada preocupada, levou as mãos ao rosto, pensando nos pais, no tamanho da encrenca em que iria se colocar. Violeta saiu na calçada para atender uma ligação, era Riven querendo notícias, Rigel se aproximou de Sky, louco para descobrir mais coisas - Vamos escolher, pega um parecido, eles nem vão notar. - Seu pai faz o que, da vida? Ela encostou no balcão cabisbaixa - Ele se aposentou recentemente, trabalhava de porteiro, em uma empresa grande. - E a minha mãe faz faxinas, eles não são bobos. - Controladora como ela é, se eu aparecer com um par de meias diferentes, ela nota. - Ela mexe em todas as minhas coisas do nada, tipo revirando procurando, verificando sei lá o que. - Não consigo pensar, escolhe você, por mim tanto faz. - Estou ferrada de qualquer jeito. Violeta voltou, se aproximou abraçando Sky - Nosso reizinho já se acalmou viu, esse menino é uma tempestade mesmo, igual a mãe dele. - Não era pra ser, e está tudo bem. Foi muito bom te conhecer, adorei os dias que ficou em casa. Sky a abraçou, disse que nunca iria esquecer como foi bem recebida, por todos, Rigel deu duas opções, teve que escolher sozinho, pediu para colocarem película e capinha, devolveu o celular estragado junto. A levaram para o terminal rodoviário, Violeta a acompanhou comprar a passagem, fez questão de pagar, agradeceu muito por ela ter tido paciência com o Amin, lamentou por não ter dado certo. A deixaram lá faltando menos de meia hora, para o ônibus chegar, Sky foi para casa sem avisar a ninguém, demorou a tarde toda, sem pressa alguma. Estava caminhando pelo bairro, enrolando, quando viu o pai passando de carro, com a Ivete, uma tia da Tainanda, que morava no bairro também. Algo não corriqueiro, mais até normal, pensou que era só uma carona, passando na esquina da casa de Ivete, Sky os viu descendo do carro, muito próximos, se beijaram até, na boca. Desacreditada ela ficou olhando, foi para casa revoltada, decepcionada, nunca achou que seu pai fosse capaz de ser infiel, sempre foi muito apegada e o admirava bastante também. Nem pensou em contar a mãe, porque sabia o quanto ela era difícil, não tinha ninguém em casa, ela entrou e deixou tudo como estava, fechado, foi deitar no quarto sentindo um vazio imenso dentro de si, muita tristeza por causa do pai. Começou mexer no celular novo, colocou o chip, estava configurando, quando seus pais chegaram juntos, ela os ouviu conversando sobre o mercado, correu esconder o celular, porque sua mãe mexia para ler as conversas, a tratava como criança. Apreensiva com medo de não conseguir disfarçar, ela se levantou, foi indo até a cozinha, ao vê-la quase que espiando, seu pai sorriu, foi beijar abraçar, Sky quase não correspondeu séria, sua mãe se aproximou a olhando dos pés a cabeça, reparando - Achei que não ia voltar pra casa. A abraçou - Parou de estudar, não foi? - Nem pra fazer uma ligação Lalinha, isso é coisa da sua amiga, por isso ela contou, não é? - Vai menina, fala o que aconteceu. - Seu pai pagou a faculdade esse mês, atoa, você acha que dinheiro cai do céu. - Sorte que não pagamos aquela porcaria de república. Sky não tinha postura para a enfrentar nunca, concordou foi encostar na pia - É, me desculpa eu devia ter falado, mais fiquei com medo, de decepcionar vocês. Dariele sua mãe, estava guardando as compras, respondeu séria - Já decepcionou, ainda deu prejuízo. Saiu da cozinha, Joaquim seu pai, se aproximou lhe dando uma maçã - Ignora a sua mãe, ela não gosta de saber das coisas, pela boca dos outros. - Vamos sair andar e você me conta tudo. - Da pra estudar outra coisa também, tentar uma bolsa 100%. Sky se afastou o evitando, foi guardar a maçã - Não pai, eu quero trabalhar. Vou te devolver o dinheiro, desse mês. Tirou mais de quinhentos reais do bolso, quando foi dar, ele recusou confuso - Como conseguiu esse dinheiro Skylar? - O que você andou fazendo... Dariele entrou na cozinha brava, com a caixinha do celular nas mãos - O que é isso aqui? Viu o dinheiro nas mãos dela, tomou como se fosse voar para cima e bater - Eu sabia que você estava metida com coisa errada! Jogou em cima da mesa gritando - Onde conseguiu isso?O primeiro passeio romântico de Rigel e Sky foi uma viagem algumas semanas depois, inesquecível para uma charmosa cidadezinha à beira-mar, ficaram em uma pousada aconchegante e só então puderam ter um momento mais íntimo, já que na casa dela não dava e na dele o Amin estava quase sempre junto. Aproveitaram quase uma semana, fazendo tudo da lista dela e começando a dele, que não era safada e surpreendentemente romântica, com tudo para ser feito a dois ou em família. Caminhando de mãos dadas pela praia, sentindo a brisa do mar e o sol, surgiu um novo desejo, casar na praia, algo íntimo simbólico, que era para a família e até o final da viagem, se tornou algo só deles, com direito a fotógrafo, pés descalços. Não contaram a ninguém, gravaram para a família ver, eles tinham um relacionamento encantador e cheio de cumplicidade, aqueles casais até chatos de tão tranquilos, que não brigavam por nada, riam por tudo e se doavam igualmente, sempre pensando no futuro, ansiosos para a chegada
Ele se aproximou de Amin sério - Ela que não me deixou contar. O desceu do balcão - Vai ficar com o seu pai um pouco. Olhou para Sky - Porque você está aqui? - Aconteceu alguma coisa?Ela estava o olhando ansiosa, ficou desconcertada, respondeu baixinho - Vim ficar com você, abrir o exame juntos. - Quando eu cheguei, não tinha ninguém. Rumi e Violeta estavam arrumando a mesa, com salgados, docinhos, refrigerantes, Theo pegou Amin a força com brincadeira e saiu no quintal, Riven também foi. Rigel pegou o celular no bolso - Você não disse nada, eu já vi. - Quer ver? Ela ficou surpresa sem jeito - Quero! Ficou feliz?Ele deu o celular nas mãos dela- Sim, eu já esperava por isso. - E você? Gostou?Ela ficou emotiva, devolveu o celular - Uhum! Desculpa por não ser nada do jeito que você queria. Ele a abraçou - Tudo bem! Vamos aproveitar de outras maneiras. - Vou tomar banho, quer ir ficar no meu quarto ou fica de boa aqui? Antes dela responder, Amin jogou a bola dentro
Saiu correndo, abriu o portão pelo interfone, até Riven sair do quarto, Amin já estava na calçada, foi correndo para o ponto de ônibus e sentou, começou chorar sentido, Riven foi atrás correndo, sentou ofegante bravo - Eu não quero bater em você, mas você está pedindo. - Amin sabe que não pode sair sozinho, vai ficar de castigo. Ele se levantou olhando a rua dos dois lados, Riven o segurou pelo braço chamando atenção, Amin foi desfalecendo de propósito, deitou no chão - Vou pegar o mesmo ônibus que a babá má e ir ficar com ela, porque ela não pode ter outra criança e me deixar. - Por isso ela foi embora né?- Todo mundo prefere os bebês. Riven o pegou no colo - Não é verdade! - Nós gostamos de você e dos dois bebês também. - Não é qualquer ônibus, que vai pra onde a gente quer. - Tem que saber andar, é muito perigoso filho. - Se você quiser eu peço pra alguém te levar ver a babá má, mais você tem que prometer, nunca mais fugir. - Porque se algo ruim acontecer com você, eu
Não decidiram nada sobre a revelação, ele foi pra casa, não tinha ninguém lá, antes das vinte horas, voltou para casa de Sky, ela estava sentada na escada sozinha, no escuro, se levantou quando ele chegou, desceu abrir o portão com cara de choro, ele a abraçou, perguntou o que tinha acontecido, se estavam bem, ela foi entrando - Não foi nada com a gente. Entrou e fechou a porta, disse que a mãe tinha saído, começou contar toda sem jeito, que tinham denunciado o tio dela por ab uso, duas familiares e uma vizinha, ele ficou ouvindo sem entender o motivo do nervosismo, logo ela falou sobre a mãe, Dariele foi fazer o mesmo, denunciar, quando Sky falou que não conseguia ir, ele foi entendendo tudo melhor. Ela contou o que aconteceu na casa da vó, chorou bastante, ele ficou se sentindo péssimo com dó, colocou crédito no celular dela, se ofereceu para irem buscar Dariele, soube da história do Tião também. O irmão de Dariele tinha sido preso, quase linchado na rua, ela foi na delegacia
Ela pensou para responder e mentiu - Sei lá, queria mudar a mim. Ele perguntou com deboche se deu certo, ela disse que sim, igual ao cabelo, para pior. Ele foi penteando até desembaraçar tudo, percebeu que estava muito danificado com as pontas ralas, desalinhado - Pronto. O que dá pra fazer, no seu cabelo? Para melhorar? - Não tem um creme, shampoo sei lá, umas coisas de salão? Ela se levantou, entrou no quarto - Sei lá, tem. Vou ver alguma coisa! Ele se levantou, foi na porta do quarto - Não vai ver nada, né?Ela sorriu sutilmente, foi colocando outro chinelo, passou perfume, estava usando o solitário e a pulseira que ganhou dele, não tirou mais pra nada, exatamente pelo motivo que falou quando ganhou o anel. Foi pegando a bolsa, passou por ele e foi tomar os remédios, mais de dez comprimidos - Não posso demorar pra comer, se não vou passar mau.- Esse lug
Ele respondeu sendo paciente - Eu só fico preocupado, não estou te culpando por nada. - A minha mãe e a Rumi foram ao Brás e trouxeram algumas coisas, pro neném, eu nem olhei, esperei pra ver com você. Ela estava pegando suco na geladeira, parou na frente dele- Mais eu disse que não queria nada de bebê. Ele respondeu sério - Mais agora já foi, é só guardar, da pra menina ou menino. - Vamos na farmácia pegar os remédios, se você quiser alguma coisa, já aproveita e pega.Ela foi lavar o copo de costas pra ele - Não posso pedir, entrega?- Não quero sair. Ele disse que seria bom irem dar uma volta, ao ver a cara dela brava, pediu o contato da farmácia, ela foi pegar as receitas, explicou pra que era cada coisa, eram vários remédios, vitaminas, ele quem conversou com a farmácia, deu o celular nas mãos dela e foi no carro pegar um cartão, chegaram duas mensagens da " Nina ", deu pra ver só uma parte " Sério amor que ótimo 😻😻 " " Quando vai passar aqui? " Para Sky foi a gota







