INICIAR SESIÓNFoi até o final da rua e sentou na frente de uma escola, que estava fechada, ficou lá até depois do horário de almoço, embaixo de uma árvore, quase não passava ninguém por lá.
A mais de uma semana, ela estava sem internet no celular, nem queria mesmo recarregar e ficar olhando o que a deixava triste. Seus avós usavam a internet do vizinho no celular deles, mais não quiseram ir pedir a senha para elas, porque se não o vizinho ia querer cobrar. Só quando a bateria acabou, ela voltou para casa, Dariele estava desesperada preocupada, quando a viu vindo, foi encontrar, chamou para sair um pouco, foram a uma padaria a meia hora de lá, conversando sobre a infância de Dariele naquela cidade, ela deu a entender que não gostava de quando morava com os irmãos, falaram do natal também, pensando em inventar uma desculpa pra não ir. Dariele levou só o cartão e o celular, sabia que Sky estava com dificuldade para comer em casa e estava odia ndo isso, mais quase tudo o que tentava fazer, ela não comia também. Querendo economizar mentiu que já tinha almoçado, falou para Sky escolher o que quisesse, sentou do lado de fora, Sky entrou sem muita vontade, quando viu o balcão foi logo escolhendo, um pedaço de torta de frango com requeijão, um refrigerante de limão com dois litros e um mini bolo de cenoura vulcão cheio de chocolate. Ela foi levando uma coisa de cada vez na mesa, rindo, Dariele ficou observando rindo também - Eu sempre gostei de comer aqui. Sky sentou agradecendo, pediu desculpas por não estar comendo a comida da avó, em dez minutos devorou tudo, tomou um litro de refrigerante, quando entraram para pagar, chegou um carro de entregas, o rapaz que desceu esbarrou sutilmente em Dariele, quando pediu desculpas, a reconheceu - Dari? Você não mudou nada! Apertou a mão dela sorridente - Essa é a sua filha? Com nome de cachorro? Dariele sorriu parecendo desesperada - É, a minha Lalinha. - Você também não mudou, incoveniente como sempre. Ele apertou a mão de Sky rindo - E você não aprendeu ainda, a ser menos sincera. - E o Joaquim? Faz muito tempo que não o vejo. Dariele se virou para pagar, Sky respondeu - Ele mudou, deixou a gente, essas coisas. Vocês eram amigos? Ele entrou atrás do caixa - Não, inimigos. - Eee Lalinha, já é uma moça. - Parabéns viu Dari, muito linda a sua filha. Dariele agradeceu, foi saindo com pressa, deu tchau, Sky foi atrás - Porque ele era inimigo do meu pai mãe? Dariele a beliscou como se fosse criança - Xiu fica quieta! Ele saiu atrás com o cartão dela nas mãos, assobiou alto - Oooo Dari, passa aproximação? Dariele praticamente empurrou Sky - Vai lá buscar! Ela voltou rindo - Obrigada! Qual o seu nome? Ele foi andando ao lado dela - Tião! Vocês estão a passeio? Dariele ficou virada de lado esperando, evitando olhar, Sky foi falando com ele - Não, viemos morar. Meus pais se divorciaram! - Você trabalha aí né, gostei muito de tudo. Ele parou ao lado delas - Sim, voltem mais vezes. - Ainda tem sonho de goiabada, só não todos os dias. Dariele disse que não gostava mais, agradeceu pelo cartão e saiu andando, Sky deu tchau, assim que se arrastaram começou fazer perguntas sobre ele, Dariele quase lhe acertou um tapa no braço - Você não me irrite, se não eu desconto em você a raiva da sua avó. Sky desviou rindo - O que eu fiz de errado? - Só quero saber quem ele é. Dariele disse que o dono da padaria, o tipo de pessoa que se achava melhor que os outros na escola, um intrometido chato, Sky achou graça - Ele era bonito quando novo também? - Estudou com ele? Ela disse que não, voltaram pra casa, foram faxinar para o fim de semana, Sky estava limpando a cozinha, foi lavar o chão, encontrou pó de café caído do saco de lixo, com resto de comida e cascas de frutas, começou fazer ânsia de vômito, ficou com muito nojo, quando foi lavar o quintal vomitou por causa do coco de cachorro. Dariele foi terminar de lavar tudo, ficou preocupada com medo dela estar doente, talvez alguma infecção, ou rejeitando o coração, a mandou ir deitar. Antes do acontecido, a família de Riven ia passar as festas de fim de ano na praia, depois decidiram ficar em casa no natal e ir ao clube no réveillon. A transportadora já estava quase parando de trabalhar, Rigel se afastou totalmente de tudo, não fazia nada além de ficar deitado assistindo o dia inteiro, parou de encontrar os amigos, nem caminhada não queria mais fazer. Amin estava diferente, passou dias tristonho comendo mal, vez ou outra se enfiava no quartinho de serviço escondido, mandou a avó não tirar nada da cama, porque ele gostava do cheiro, Violeta já tinha notado que toda vez que ele sumia descontente, ia pra lá, começou a lavar o lençol escondido e borrifar o perfume igual ao de Agnes, comprou só pra isso e não disse nada pra ninguém, além de Ivan. Ele estava de férias da escola, ficando um pouco com cada um, até trabalhar na boutique estava indo, com a Rumi, sempre aprontando um pouco como sempre, mais parou de tanta mal criação e birra, também não tocou mais no nome da Sky. Toda semana passou a perguntar quanto tempo faltava para o aniversário, as vezes perguntava com maldade rindo pro tio, porque só ele sabia do trato dele com Sky. Faltando duas semanas para o natal, os pais de Agnes decidiram fazer alguma coisa, Maysa a mãe dela, começou seguir Sky nas redes sociais, todos os ficou olhando pra ver se ela ficava online, ansiosa mandou mensagem " Oii Sky td bem?? Gostaria de conversar com vc, onde vc mora?? " " Sou a mãe da Agnes! Meu neto falou muito de vc estou muito ansiosa pra te conhecer! " Sky demorou muito pra ver, entrou nas redes sociais um dia em que foi ao mercado com a avó, comprar as coisas para o natal, ficou com medo de Riven ficar mais bravo ainda e bloqueou Maysa. Na véspera de natal começaram com os preparativos, a tarde os familiares de Dariele foram chegando, um dos irmãos mais velhos, divorciado, outro irmão com a família. Desde o dia anterior ela estava muito irritada, nervosa, brigou com o Joaquim por telefone, porque ele ia para a praia, que era um sonho de Sky, e não quis levá-la. Depois brigou com Sky, porque ela não estava se entendendo com o pai, nada vindo dela estava fazendo muito sentido, Sky ficou sem entender, sendo o saco de pancadas. Elas não eram de conviver com eles, Dariele nunca deixou Sky ir ficar com os primos, nem dormir nos tios, então ela não era apegada a eles. Todos estavam no quintal, acendendo a churrasqueira, as crianças tinham ganho uma piscina e estavam brincando, Dariele entrou para terminar um prato da ceia, Sky entrou logo atrás só para evitar a todos, só que deu a volta na casa, foi pela frente, estava passando mal, com queda de pressão, enjôo e cólica. A porta e janela da cozinha, que davam no quintal, estavam fechadas por causa da fumaça, quando ela entrou no corredor ouviu o tio falando baixo " Quando vou dar o seu presente, já faz muito tempo! " Ela foi se aproximando sorrateira sem entender, o viu encostado atrás de Dariele se esfregando nela, a puxando pela cintura, ela se encolheu tentando o evitar, Sky voltou para trás um pouco - Mãe? Foi entrando na cozinha, ele se virou ainda próximo dela, a apertando na cintura com uma mão - Lalinha olha como a sua mãe está magra. Com a outra mão do outro lado, começou acariciar o corpo dela escondido do lado que Sky não via - Eu acabei de falar a ela, que vocês podem ir pra minha casa comigo, lá tem mais espaço. Dariele ficou imóvel sem reação, empurrou a tigela de vidro no chão sutilmente, Sky ficou séria olhando os dois, ele se afastou rindo, como se nada tivesse acontecido, dizendo que ela não mudava, foi para perto de Sky a apertando nos ombros - Vamos passar uns dias na casa do tio Lalinha? Desceu a mão nos braços dela, foi apertar a cintura - Vamos ver se está magrinha como a sua mãe. Dariele estava abaixada pegando o doce, antes que falasse algo, Sky se afastou brava, pegou o celular e saiu rápido, não tinha pra onde ir, andou para longe de lá confusa, chorando muito, não conseguia entender o que viu, se sentiu muito mal pelo modo do tio a tocar. Foi perto da padaria, ainda estava aberta, entrou comprar uma água e três pães de queijo, sentou no cantinho lá dentro perto do caixa, ficou engolindo o choro mais de uma hora, outras pessoas passaram por lá, quando a atendente foi limpar as mesas, perguntou se ela morava lá perto, Sky balançou a cabeça que sim. A moça puxou assunto, reparando que ela estava chorando, falou sobre o programa da televisão, inicialmente Sky não queria gastar, mais estava com muita fome se sentindo fraca, sua avó não a deixou comer nada da ceia, nem um cacho de uvas, só liberou o almoço e ainda ressaltou que ela precisava deixar de ser fresca, porque lá não era como na casa dela. Ela não tinha almoçado, porque era frango cozido e só o cheiro estava a enjoando. Perguntou se lá tinha wi-fi, quando a moça passou, ela se levantou foi no balcão, pegou quatro carolinas, de chocolate, o último pedaço de torta, um refrigerante de um litro e meio de limão, começou comer tudo rápido mexendo no celular. Foi olhar as redes sociais da família de Riven, ele tinha removido ela, Rigel também, mais o dele dava pra ver tudo, ele postou um vídeo do pai com o Amin na piscina. Rumi estava junto, postou fotos mostrando a barriguinha que já estava aparecendo, deu pra ver que a família toda estava reunida, uma prima de Agnes mandou mensagem, passando o número da tia e pedindo para Sky procurar eles, quando se sentisse a vontade ou precisasse de qualquer coisa, disse que eles não iriam agir como o Riven e lamentavam muito pelo o que aconteceu. Ela não respondeu, nem salvou o número, não fez nada, já estava fora de casa a duas horas, tinha escurecido, Dariele estava preocupada, queria sair procurar, estava ligando e só chamava até cair na caixa postal. Tião chegou todo animado, com uma touca de natal, a padaria já ia fechar, as funcionárias estavam arrumando tudo, trocando olhares, ele logo viu Sky, falou oi e foi para dentro, a funcionária contou que ela estava lá a bastante tempo, olhando o celular tocar, chorando. Ele voltou distribuindo um pedaço de Chocotone para todos que estavam lá, sentou na mesa ao lado de Sky - E aí Lalinha cadê a Dari chata? - Sua mãe é chata com você também?O primeiro passeio romântico de Rigel e Sky foi uma viagem algumas semanas depois, inesquecível para uma charmosa cidadezinha à beira-mar, ficaram em uma pousada aconchegante e só então puderam ter um momento mais íntimo, já que na casa dela não dava e na dele o Amin estava quase sempre junto. Aproveitaram quase uma semana, fazendo tudo da lista dela e começando a dele, que não era safada e surpreendentemente romântica, com tudo para ser feito a dois ou em família. Caminhando de mãos dadas pela praia, sentindo a brisa do mar e o sol, surgiu um novo desejo, casar na praia, algo íntimo simbólico, que era para a família e até o final da viagem, se tornou algo só deles, com direito a fotógrafo, pés descalços. Não contaram a ninguém, gravaram para a família ver, eles tinham um relacionamento encantador e cheio de cumplicidade, aqueles casais até chatos de tão tranquilos, que não brigavam por nada, riam por tudo e se doavam igualmente, sempre pensando no futuro, ansiosos para a chegada
Ele se aproximou de Amin sério - Ela que não me deixou contar. O desceu do balcão - Vai ficar com o seu pai um pouco. Olhou para Sky - Porque você está aqui? - Aconteceu alguma coisa?Ela estava o olhando ansiosa, ficou desconcertada, respondeu baixinho - Vim ficar com você, abrir o exame juntos. - Quando eu cheguei, não tinha ninguém. Rumi e Violeta estavam arrumando a mesa, com salgados, docinhos, refrigerantes, Theo pegou Amin a força com brincadeira e saiu no quintal, Riven também foi. Rigel pegou o celular no bolso - Você não disse nada, eu já vi. - Quer ver? Ela ficou surpresa sem jeito - Quero! Ficou feliz?Ele deu o celular nas mãos dela- Sim, eu já esperava por isso. - E você? Gostou?Ela ficou emotiva, devolveu o celular - Uhum! Desculpa por não ser nada do jeito que você queria. Ele a abraçou - Tudo bem! Vamos aproveitar de outras maneiras. - Vou tomar banho, quer ir ficar no meu quarto ou fica de boa aqui? Antes dela responder, Amin jogou a bola dentro
Saiu correndo, abriu o portão pelo interfone, até Riven sair do quarto, Amin já estava na calçada, foi correndo para o ponto de ônibus e sentou, começou chorar sentido, Riven foi atrás correndo, sentou ofegante bravo - Eu não quero bater em você, mas você está pedindo. - Amin sabe que não pode sair sozinho, vai ficar de castigo. Ele se levantou olhando a rua dos dois lados, Riven o segurou pelo braço chamando atenção, Amin foi desfalecendo de propósito, deitou no chão - Vou pegar o mesmo ônibus que a babá má e ir ficar com ela, porque ela não pode ter outra criança e me deixar. - Por isso ela foi embora né?- Todo mundo prefere os bebês. Riven o pegou no colo - Não é verdade! - Nós gostamos de você e dos dois bebês também. - Não é qualquer ônibus, que vai pra onde a gente quer. - Tem que saber andar, é muito perigoso filho. - Se você quiser eu peço pra alguém te levar ver a babá má, mais você tem que prometer, nunca mais fugir. - Porque se algo ruim acontecer com você, eu
Não decidiram nada sobre a revelação, ele foi pra casa, não tinha ninguém lá, antes das vinte horas, voltou para casa de Sky, ela estava sentada na escada sozinha, no escuro, se levantou quando ele chegou, desceu abrir o portão com cara de choro, ele a abraçou, perguntou o que tinha acontecido, se estavam bem, ela foi entrando - Não foi nada com a gente. Entrou e fechou a porta, disse que a mãe tinha saído, começou contar toda sem jeito, que tinham denunciado o tio dela por ab uso, duas familiares e uma vizinha, ele ficou ouvindo sem entender o motivo do nervosismo, logo ela falou sobre a mãe, Dariele foi fazer o mesmo, denunciar, quando Sky falou que não conseguia ir, ele foi entendendo tudo melhor. Ela contou o que aconteceu na casa da vó, chorou bastante, ele ficou se sentindo péssimo com dó, colocou crédito no celular dela, se ofereceu para irem buscar Dariele, soube da história do Tião também. O irmão de Dariele tinha sido preso, quase linchado na rua, ela foi na delegacia
Ela pensou para responder e mentiu - Sei lá, queria mudar a mim. Ele perguntou com deboche se deu certo, ela disse que sim, igual ao cabelo, para pior. Ele foi penteando até desembaraçar tudo, percebeu que estava muito danificado com as pontas ralas, desalinhado - Pronto. O que dá pra fazer, no seu cabelo? Para melhorar? - Não tem um creme, shampoo sei lá, umas coisas de salão? Ela se levantou, entrou no quarto - Sei lá, tem. Vou ver alguma coisa! Ele se levantou, foi na porta do quarto - Não vai ver nada, né?Ela sorriu sutilmente, foi colocando outro chinelo, passou perfume, estava usando o solitário e a pulseira que ganhou dele, não tirou mais pra nada, exatamente pelo motivo que falou quando ganhou o anel. Foi pegando a bolsa, passou por ele e foi tomar os remédios, mais de dez comprimidos - Não posso demorar pra comer, se não vou passar mau.- Esse lug
Ele respondeu sendo paciente - Eu só fico preocupado, não estou te culpando por nada. - A minha mãe e a Rumi foram ao Brás e trouxeram algumas coisas, pro neném, eu nem olhei, esperei pra ver com você. Ela estava pegando suco na geladeira, parou na frente dele- Mais eu disse que não queria nada de bebê. Ele respondeu sério - Mais agora já foi, é só guardar, da pra menina ou menino. - Vamos na farmácia pegar os remédios, se você quiser alguma coisa, já aproveita e pega.Ela foi lavar o copo de costas pra ele - Não posso pedir, entrega?- Não quero sair. Ele disse que seria bom irem dar uma volta, ao ver a cara dela brava, pediu o contato da farmácia, ela foi pegar as receitas, explicou pra que era cada coisa, eram vários remédios, vitaminas, ele quem conversou com a farmácia, deu o celular nas mãos dela e foi no carro pegar um cartão, chegaram duas mensagens da " Nina ", deu pra ver só uma parte " Sério amor que ótimo 😻😻 " " Quando vai passar aqui? " Para Sky foi a gota







