INICIAR SESIÓNDariele estava trabalhando de olho no celular, quando atendeu ela chorando, ficou desesperada sem entender nada, tinham várias pessoas lá, casais, várias grávidas, a enfermeira foi ajudar Sky, deu água, teve que conversar com a mãe dela, a levou para a sala de acolhimento verificar os sinais vitais.
Todo mundo ficou olhando, as grávidas com dó e curiosidade, ainda mais por ela estar sozinha, até falaram que devia ser mãe solteira, adolescente. Sky estava tão nervosa, que nem viu Maryan sentada no fundo lá, a amiga de Rumi, ela estava acompanhando a irmã grávida, ficou de olho em tudo e mandou mensagem para Rumi contando, disse que o pronto socorro parou pra acompanhar tudo, ela achou ter ouvido a enfermeira falando que iam internar Sky, por causa de risco do bebê morrer do coração. A fofoca chegou lá um pouco diferente, Rumi largou o trabalho, foi sentar nos fundos da loja curiosa, fazendo perguntas, pediu uma foto, quis saber se ela estava com a barriga aparecendo, queria saber dos detalhes. Quando Sky voltou, entrou de novo no consultório, com os exames, estava com infecção de urina e o bebê abaixo do peso, realmente ia precisar ser internada, por estar acabando o tempo de carência, o convênio não liberou, a médica disse que ela precisava ir ao hospital urgente. Deu pra perceber mais o menos o que estava acontecendo, Maryan ficou atenta, disse que Sky ia ser internada, a parte de que não ia conseguir lá, ela não viu. Sky saiu muito nervosa passando mau, foi pra casa, porque não queria ir sozinha ao hospital, Dariele também estava indo embora, no auge do desespero, quis ligar para Violeta e desistiu, preferiu esperar chegar em casa, para entender tudo melhor. Rumi começou chorar com dó, pensou que talvez pudesse ser seu sobrinho, como mãe, se sensibilizou, foi pra casa almoçar nervosa, Amin estava lá assistindo na sala, todos os outros na mesa da cozinha almoçando, ela entrou emotiva - Mãe vem aqui. Violeta se levantou as pressas preocupada, achando que ela estava passando mau, Rumi mostrou o celular, Violeta também começou chorar, crente que era neto dela, foram para a cozinha, eles ficaram olhando sem entender preocupados, Rumi sentou no meio dos irmãos - A Maryan estava no médico com a irmã dela e viu a Sky. - Em um pronto socorro de obstetrícia, do convênio. - Parece que ia ser internada, com risco de perder o bebê, por causa do coração dele estar fraco. - Ela estava sozinha passando mau, chorando nervosa. Rigel interrompeu sério - Não é meu, se é isso que querem saber. Ivan perguntou se ele tinha certeza, porque aquilo era grave, ele se levantou sem terminar de comer - Tô falando que não é. Não tem como! - Só fiquei com ela uma vez e me cuidei. Foi para o quarto, com raiva imaginando que Sky estava ficando com outros ao mesmo tempo, por alguns instantes até pensou no irmão. Riven ficou quieto pensativo, Violeta sentou ao lado preocupada - Você não ficou mesmo com essa menina né filho? - Pelo amor de Deus, não mente pra mim. - Criança não tem culpa dos erros dos pais. Ele sorriu com deboche - Errou de filho? - Quem fica com qualquer uma, é o Rigel, não eu. - Por causa desse tipo de coisa, eu não me envolvo com ninguém atoa. - Agora tá aí falando de boca cheia que não é dele, mas e se for? - Duvido que vá procurar ela, oferecer ajuda. Rumi disse que ele iria, porque não era mal caráter, bem diferente do que a Sky disse, Riven se levantou - Ele não vai, gostando dela ou não. - Vou ligar pra mãe dela e saber o que está acontecendo, porque apesar de tudo, ela me ajudou muito com o meu filho e não custa nada, eu retribuir ajudando com o dela. - Sendo ou não, meu sobrinho. Foi para o quarto, logo voltou, pediu para não deixarem o Amin sair, foi para o quintal nos fundos, foi fechando tudo, Violeta falou que queria ver Sky, saiu também ansiosa. Dariele estava na rua atendeu achando que Sky tinha dito alto, Riven falou quem era, comentou que uma amiga viu Sky no hospital, perguntou o que estava acontecendo. Ela foi contando, sobre o que os médicos falaram, explicou a situação sobre o convênio, em momento algum falou sobre o pai do bebê, por estar nervosa deduziu que eles sabiam dessa parte. Violeta se ofereceu para ir até elas, conversar melhor e ajudar, Dariele foi sincera, sobre Sky estar depressiva rejeitando o bebê, pediu para não irem até lá ainda, porque ela já estava muito nervosa. Riven perguntou de quanto precisavam, ela nem aceitou dinheiro, disse que só o convênio em dia, já iria ajudar, ela mesma chorou muito, preocupada. Ele se prontificou em pagar, foram só duas parcelas, não ficou nem quinhentos reais, os dois começaram trocar mensagens, ela escondeu de Sky, disse que a patroa emprestou dinheiro e em poucos dias, iriam resolver tudo, internar ela pelo convênio. No mesmo dia além de pagar, Riven entrou em contato com o convênio, explicando a situação, em vinte e quatro horas, iriam liberar a internação. Ela acabou nem indo ao hospital público, porque não iria adiantar, arrumou tudo para ir no dia seguinte cedo, refazer exames e aguardar a liberação lá mesmo. Riven foi trabalhar, Amin tinha ouvido o nome de Sky escondido, quando estavam falando dela na cozinha, cochichando, ele só esperou o pai sair, espiou pela janela e saiu correndo - Vózinhaaaaaa! A pegou pela mão saiu puxando para o quarto - Vem, vamos conversar! - A babá má vai voltar né? - É uma surpresa pra mim? Violeta disse que não, ele nem deu tempo dela inventar uma mentira, saiu correndo, foi se trancar no quarto dela, ligou a televisão no volume mais alto. Rigel saiu do quarto irritado, foi sentar na sala, disse que não via a hora de sumir de lá, Rumi estava deitada na sala, acariciando a barriga - Imagina quando forem dois, a minha chorando, ele gritando. - Ela está mexendo, vem sentir! Ele continuou sentado olhando a televisão - Não quero. Ela se sentou - Eles ligaram lá pra ter notícias, o bebê dela está abaixo do peso, com suspeita de sofrimento fetal. - Talvez os remédios dela, fizeram mau pra ele, porque ela não sabia que estava grávida e tomou por mais de um mês. - Ela está depressiva, também né, não é fácil passar por tudo isso sozinha, eu falo por mim, que tinha de tudo aqui e precisava do Theo. - Acho que ela engravidou em novembro, pelo o que entendi, porque ainda corre o risco de ter um abo rto e começou o pré-natal a poucos dias. - Ahhh também está com infecção de urina, que é muito perigosa na gestação. - Porque não liga pra ela, só pra saber se quer conversar, desabafar, você não disse, que ela não tem amigos? - E que com você, conseguia conversar? Ele ficou quieto ignorando, estava com dó, mais sem dúvidas de que não era seu o bebê, Violeta disse que ia sair e deixar Amin sozinho, Rumi deu sinal mostrando o irmão, Violeta sentou perto dele - Nossa que dia difícil né? - Ele ouviu o nome da Sky e já pirou. - A mãe dela está tão preocupada, chorou tanto, coitada. - Vocês acreditam que o pai dela, não quer ajudar com o convênio da menina? - Passou a semana na praia e não pagou. - Eu não consigo ver alguém que me ajudou precisando e ignorar. - Ela vai ser internada amanhã, Deus queira que não aconteça nada grave. Rigel respondeu com deboche provocando as duas - É, tomara que não, realmente as crianças não tem culpa dos erros dos pais. - Você deu dinheiro pra ela? - Achando que vai ganhar mais um netinho? Violeta percebeu que devia ter ficado quieta, começou mexer no celular disfarçando - Não, eu não. Seu irmão só resolveu a questão do convênio, porque ela ajudou o filho dele e muito. - E não custa nada ele ajudar o dela, ele quem disse. Rigel se levantou, foi no quarto e saiu pelos fundos, sem elas verem, só ouviram ele tirando o carro, Rumi ficou eufórica - Ele vai atrás dela, claro que é dele, tem que ser ou essa sonsa é muito da esperta.O primeiro passeio romântico de Rigel e Sky foi uma viagem algumas semanas depois, inesquecível para uma charmosa cidadezinha à beira-mar, ficaram em uma pousada aconchegante e só então puderam ter um momento mais íntimo, já que na casa dela não dava e na dele o Amin estava quase sempre junto. Aproveitaram quase uma semana, fazendo tudo da lista dela e começando a dele, que não era safada e surpreendentemente romântica, com tudo para ser feito a dois ou em família. Caminhando de mãos dadas pela praia, sentindo a brisa do mar e o sol, surgiu um novo desejo, casar na praia, algo íntimo simbólico, que era para a família e até o final da viagem, se tornou algo só deles, com direito a fotógrafo, pés descalços. Não contaram a ninguém, gravaram para a família ver, eles tinham um relacionamento encantador e cheio de cumplicidade, aqueles casais até chatos de tão tranquilos, que não brigavam por nada, riam por tudo e se doavam igualmente, sempre pensando no futuro, ansiosos para a chegada
Ele se aproximou de Amin sério - Ela que não me deixou contar. O desceu do balcão - Vai ficar com o seu pai um pouco. Olhou para Sky - Porque você está aqui? - Aconteceu alguma coisa?Ela estava o olhando ansiosa, ficou desconcertada, respondeu baixinho - Vim ficar com você, abrir o exame juntos. - Quando eu cheguei, não tinha ninguém. Rumi e Violeta estavam arrumando a mesa, com salgados, docinhos, refrigerantes, Theo pegou Amin a força com brincadeira e saiu no quintal, Riven também foi. Rigel pegou o celular no bolso - Você não disse nada, eu já vi. - Quer ver? Ela ficou surpresa sem jeito - Quero! Ficou feliz?Ele deu o celular nas mãos dela- Sim, eu já esperava por isso. - E você? Gostou?Ela ficou emotiva, devolveu o celular - Uhum! Desculpa por não ser nada do jeito que você queria. Ele a abraçou - Tudo bem! Vamos aproveitar de outras maneiras. - Vou tomar banho, quer ir ficar no meu quarto ou fica de boa aqui? Antes dela responder, Amin jogou a bola dentro
Saiu correndo, abriu o portão pelo interfone, até Riven sair do quarto, Amin já estava na calçada, foi correndo para o ponto de ônibus e sentou, começou chorar sentido, Riven foi atrás correndo, sentou ofegante bravo - Eu não quero bater em você, mas você está pedindo. - Amin sabe que não pode sair sozinho, vai ficar de castigo. Ele se levantou olhando a rua dos dois lados, Riven o segurou pelo braço chamando atenção, Amin foi desfalecendo de propósito, deitou no chão - Vou pegar o mesmo ônibus que a babá má e ir ficar com ela, porque ela não pode ter outra criança e me deixar. - Por isso ela foi embora né?- Todo mundo prefere os bebês. Riven o pegou no colo - Não é verdade! - Nós gostamos de você e dos dois bebês também. - Não é qualquer ônibus, que vai pra onde a gente quer. - Tem que saber andar, é muito perigoso filho. - Se você quiser eu peço pra alguém te levar ver a babá má, mais você tem que prometer, nunca mais fugir. - Porque se algo ruim acontecer com você, eu
Não decidiram nada sobre a revelação, ele foi pra casa, não tinha ninguém lá, antes das vinte horas, voltou para casa de Sky, ela estava sentada na escada sozinha, no escuro, se levantou quando ele chegou, desceu abrir o portão com cara de choro, ele a abraçou, perguntou o que tinha acontecido, se estavam bem, ela foi entrando - Não foi nada com a gente. Entrou e fechou a porta, disse que a mãe tinha saído, começou contar toda sem jeito, que tinham denunciado o tio dela por ab uso, duas familiares e uma vizinha, ele ficou ouvindo sem entender o motivo do nervosismo, logo ela falou sobre a mãe, Dariele foi fazer o mesmo, denunciar, quando Sky falou que não conseguia ir, ele foi entendendo tudo melhor. Ela contou o que aconteceu na casa da vó, chorou bastante, ele ficou se sentindo péssimo com dó, colocou crédito no celular dela, se ofereceu para irem buscar Dariele, soube da história do Tião também. O irmão de Dariele tinha sido preso, quase linchado na rua, ela foi na delegacia
Ela pensou para responder e mentiu - Sei lá, queria mudar a mim. Ele perguntou com deboche se deu certo, ela disse que sim, igual ao cabelo, para pior. Ele foi penteando até desembaraçar tudo, percebeu que estava muito danificado com as pontas ralas, desalinhado - Pronto. O que dá pra fazer, no seu cabelo? Para melhorar? - Não tem um creme, shampoo sei lá, umas coisas de salão? Ela se levantou, entrou no quarto - Sei lá, tem. Vou ver alguma coisa! Ele se levantou, foi na porta do quarto - Não vai ver nada, né?Ela sorriu sutilmente, foi colocando outro chinelo, passou perfume, estava usando o solitário e a pulseira que ganhou dele, não tirou mais pra nada, exatamente pelo motivo que falou quando ganhou o anel. Foi pegando a bolsa, passou por ele e foi tomar os remédios, mais de dez comprimidos - Não posso demorar pra comer, se não vou passar mau.- Esse lug
Ele respondeu sendo paciente - Eu só fico preocupado, não estou te culpando por nada. - A minha mãe e a Rumi foram ao Brás e trouxeram algumas coisas, pro neném, eu nem olhei, esperei pra ver com você. Ela estava pegando suco na geladeira, parou na frente dele- Mais eu disse que não queria nada de bebê. Ele respondeu sério - Mais agora já foi, é só guardar, da pra menina ou menino. - Vamos na farmácia pegar os remédios, se você quiser alguma coisa, já aproveita e pega.Ela foi lavar o copo de costas pra ele - Não posso pedir, entrega?- Não quero sair. Ele disse que seria bom irem dar uma volta, ao ver a cara dela brava, pediu o contato da farmácia, ela foi pegar as receitas, explicou pra que era cada coisa, eram vários remédios, vitaminas, ele quem conversou com a farmácia, deu o celular nas mãos dela e foi no carro pegar um cartão, chegaram duas mensagens da " Nina ", deu pra ver só uma parte " Sério amor que ótimo 😻😻 " " Quando vai passar aqui? " Para Sky foi a gota







