Inicio / Romance / Culpada aos olhos do CEO / Capítulo 7 - Confronto

Compartir

Capítulo 7 - Confronto

Autor: Ptc kelly
last update Fecha de publicación: 2025-02-26 03:11:09

Dois dias depois eu fui chamada sendo informada que tinha uma visita. Eu estava tão eufórica! Por um momento imaginei que fosse a minha vó. Mas quando adentrei a sala vi que se tratava do Carlos. Meu semblante passou de alegria e euforia para desconforto e medo. Sinceramente Carlos não me fazia bem, sentia-me assustada, desde a última vez fiquei apreensiva, nosso encontro não foi dos melhores. Minha cabeça ainda doía daquela batida na mesa, mas resolvi ouvi-lo, quem sabe ele peça desculpas.

 Percebi que não tinha nada a ver com o que eu pensei, quando vi ele dispensando o policial que era obrigado a fazer vigia no lado de fora da porta. Também percebi que ele aproximou-se mais do que o necessário daquele homem, o que aparentou que estava pagando para o policial nos deixar sozinhos. Eu permaneci com minha expressão a mesma, não mostraria que estava com medo daquilo.

 Eu sempre soube que Carlos deu trabalho a Cecília, e era óbvio pra mim, visto que sempre ouvia as discussões de ambos ao telefone. Cecília sempre contava com pesar que Carlos sempre pedia dinheiro para seus luxos. Eu sentia pena dela, ele claramente não tinha visão de um homem maduro de seus trinta e poucos anos. Não sabia exatamente a idade dos filhos de Cecília, não é que ela não tenha falo, é que não dei importância a esse detalhe. Mas era evidente que Lúcio era o mais velho.

 Carlos pouco importava-se com a empresa deles, Cecília contava que ele não gostava de ter responsabilidades, por esse motivo ele nunca tinha se casado. Eu sempre achei que talvez as mulheres que não tenham sido tão loucas a ponto de casar com alguém que pouco se importava com os outros além dele mesmo. Carlos era um ser humano de índole horrível e uma personalidade horrorosa. Era notório seu racismo para com os de classe inferiores.

 Ele virou-se a minha direção aproximando-se e segurando meu braço direito de forma nada amigável. Talvez ele tenha voltado para concluir o serviço que Lawrence o interrompeu da última vez.

 — Finalmente podemos conversar a sós querida Samira.— Meu estomago embrulhou com a parte "Querida".

 Era óbvio que Carlos me detestava sem nem mesmo esforçar-se o bastante para conhecer a minha pessoa. Ele puxou meu braço desajeitadamente me trazendo de encontro ao seu corpo de forma nada agradável. De cenho franzido o encarei confusa com sua mudança de atitude totalmente brusca. Lembro-me muito bem que ele tinha praticamente me agredido, que era caso de até processo se eu tivesse interesse. Mas enrolada da forma que já estou eu queria distancia de justiça. O afastei imediatamente puxando meu braço, mas a minha força por mais que persistente não comparava com a de um homem de trinta e poucos anos. Meu pulso doeu imediatamente, era como uma agulhada no osso do pulso. Mordi os lábios ao senti-la, me prendi de um grito. Puxei a respiração nervosa tentando me conter e não demonstrar fraqueza, Carlos não merecia aquilo.

 — Porque está tão nervosa?— Ele me prendeu contra a única mesa que tinha naquela sala.

 — É que não gosto de qualquer um com esse tipo de aproximação  comigo. Você é o último da lista a qual eu permitiria algo desse tipo.— Segurei meu pulso direito com a mão esquerda. Tinha certeza que estava deslocado. Prendi um grito quando senti que não conseguia erguer a mão direita.

 — Isso pouco importa Samira.— Ele falava o meu nome de forma desdenhosa. — Você não tem opção de escolha, pensa um pouco...— Ele puxou meu corpo como se eu não pesasse nada e me posicionou sobre a mesa. Suspirei totalmente desconfortável. — Posso tira-la daqui sem muito esforço sabe, eu sou o único que está fazendo as acusações nesse caso, e eu sou o único que pode retira-las.

 Carlos acariciou meu rosto e eu afastei do toque imediatamente. Eu não podia acreditar naquilo que estava ouvindo. Carlos não estava preocupado em quem era o assassino, ele não se importava com isso, ele estava no intuito de apenas me manter pressa a ele de alguma forma. Pensar naquilo me causou um medo absurdo, ele comprovou mais uma vez que não se importava com ninguém, nem mesmo sua própria mãe. Mas o que me deixava confusa era, por que eu? O que ele ganhava com isso? Porque tão de repente estava forçando uma aproximação intima comigo? Eu estava totalmente confusa e perdida naquela questão.

 — Como pode fazer tudo isso se não tem se quer dinheiro? sua mãe morreu, sua protetora e única que te dava uma renda está morta.— Eu o respondi. Não era sensato fazer aquilo realmente, mas eu tinha que puxar mais dali, pois aos poucos eu só conseguia duvidar dele. E se ele fosse o causador da morte de sua própria mãe?

 Carlos pareceu não gostar nenhum pouco. Seu rosto expressou raiva mas de uma forma um pouco contida. Ele pressionou meu pescoço tentando mostrar que tinha controle sobre aquela situação. O empurrei apenas com a mão esquerda e contive um grunido ao soltar o pulso direito. Pulei da mesa seguindo direção a porta.

 — Algém por favor pode abrir essa porta?— Bati na porta com a mão esquerda fazendo barulho o suficiente para que algum policial que não fosse o comprado me ouvisse.

 Mas era tecnicamente impossível pois a porta estava trancada, e eu sabia que o dinheiro sempre estaria a frente de qualquer dever. As pessoas estão desesperada todos os dias, o poder do dinheiro era capaz de destruir familias.

 Não consegui gritar pois Carlos cobriu minha boca imediatamente. Meu pulso estava doendo muito, eu estava começando suar. O medo do que poderia acontecer estava me consumindo. Era desesperador! Vi Carlos passar me arrastar para trás me afastando da porta. Por mais que eu tentasse não conseguia ser forte o bastante. Meu corpo tremia com medo percorrendo cada parte da minha carne. Carlos estava prestes me causar muito mal e eu não tinha forças o suficiente.

 Continua…

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • Culpada aos olhos do CEO   Capítulo 107 - Você é minha (hot) 🔥

    — Mas é claro que eu aceito.— O agarrei imediatamente deixando as lágrimas rolarem. Eu sempre sonhei em ser considerada por um homem. Não é só um casamento, é bem mais do que isso. É como sentir que eu sou amada finalmente e que não querem me deixar para trás como sempre aconteceu. É sentir que sou valorizada e que sou encarada como uma mulher e não como um passa tempo. Vê tudo que o Lúcio fez por mim até aqui vê o quanto ele se importou, o quanto ele me considerou importante. Não tenho palavras para descrever o que sinto no momento, mas com certeza aquele foi o melhor dia da minha vida. Pois eu confirmei por mim mesma que ali era o meu lugar. Não conseguimos nos controlar e isso era muito comum entre nós. O beijo romântico as lágrimas, aquele sentimento aflorando na minha pele. Era tudo que eu sempre queria e não me canso de pensar que estou sonhando. Lúcio ergueu meu corpo enquanto éramos tomado pelo amor. Nosso beijo estava tomando proporções perigosas aquele exato momen

  • Culpada aos olhos do CEO   Capítulo 106 - Aceita ser minha esposa?

    Hora ou outra aquele assunto volta a martelar na minha cabeça. Já faziam meses e Lúcio nunca havia me pedido em casamento. Tá eu sei, eu disse que ia esperar o tempo dele, mas que tempo demorado era aquele? Eu estava me segurando pra não jogá-lo contra a parede e perguntar o porquê de não ter feito o pedido até agora. Mas algo estava diferente aquela noitinha. Lúcio demorou muito a chegar e eu comecei ficar extremamente preocupada. Eu sei que às vezes devido o trabalho ele chegava um pouco tarde, mas meu Deus já era quase dez da noite! Deixei as crianças nos seus devidos quartos e caminhei pela sala naquela camisola muito grande por sinal. A verdade era que meus pensamentos estavam nele, porque demorar tanto? E porque não avisar nada? Eu iria batê-lo para nunca mais me fazer de doida daquela forma. Espera só ele chegar. Minha cabeça não parava de repetir aquilo até meu celular soar pela sala o som de um SMS. Corri direção ao sofá tateando a mão sobre ele até conseguir segu

  • Culpada aos olhos do CEO   Capítulo 105 - Despedida de um amigo

    3 MESES DEPOIS...Alguns meses haviam se passado, e muita coisa aconteceu nesse meio tempo. Aquele dia em especial recebi a visita inusitada do Lawrence. Era uma quarta feira as duas da tarde. As crianças brincavam no jardim enquanto eu me mantinha sentada no chão sobre a grama com a nossa pequena Luana.Ela estava a cada dia ficando enorme, e esse mês nos presenteou por finalmente engatinhar. Era difícil segura-la, ela preferia sempre estar no chão. A danadinha é super birrenta, saiu totalmente com meu temperamento.Lawrence se aproximou de mim sentando ao meu lado no chão sem dizer absolutamente nada. Seus olhos fixaram em Luana, enquanto a pobrezinha usava as mãos minúsculas para apoiar o peso do corpo.— Ela parece muito o Lúcio, mas também lembra você.— A voz de Lawrence parecia um pouco melancólica.O encarei de imediato percebendo uma expressão abatida. É verdade que eu me sentia de certa forma um pouco triste com o que houve, principalmente o desentendimento devido os seus sen

  • Culpada aos olhos do CEO   Capítulo 104 - Uma verdadeira mãe

    Eu sei que estava me saindo bem, isso foi o que percebi quando aquela manhã de sábado Marie aproximou-se de mim no jardim enquanto eu tentava colocar a pequena para dormir ao ar livre no carrinho sentindo aquela brisa e cheiro de flores. Era perfeito para a adaptação da bebê. Anne parecia diferente e um pouco calada demais, e isso me estranhou um pouco, mas me controlei pra não assusta-la fazendo perguntas exageradas sobre o assunto.— Você acha que a mamãe gosta de mim, Samira?— Anne me encarou logo que questionou, seus olhos pareciam pensativos.Soltei ar pela boca imediatamente com o susto. É eu não esperava que ela fosse me perguntar aquilo. Convenhamos eu detesto a mãe dela, mas a Anne não precisava saber disso.— Porque está perguntando isso meu bem?— Ela aproximou-se tocando a pequena no carrinho.— A mamãe nunca fez nada disso que você faz.Senti como um soco no estômago. Eu não queria causar esse tipo de sentimento na Anne, mas eu não podia evitar, eu sou dengosa demais com m

  • Culpada aos olhos do CEO   Capítulo 103 - Eu te amo

    — Você sabe...— Pausei passando a virar meu corpo ficando a sua frente, segurando seu rosto.— Que eu também amo você, eu amo muito.— Lúcio esboçou aquele sorriso tão lindo e contagiante que sempre tinha a capacidade de curar os meus dias difíceis.— Quando eu conheci você, quando investiguei sobre você, quando nos encontramos por pura coincidência todas aquelas vezes. Eu me sentia surpreso, era sempre tão diferente. Você foi a mulher mais forte que conheci em toda a minha vida e todas aquelas vezes eu voltava impressionado ao perceber que eu nunca fui forte comparado a você.Minha boca formou um "O" em completo susto, como ele podia dizer tudo aquilo daquela forma.— O que você tá fazendo?— Cobri a boca ouvindo sua risada.— Eu sempre achei que era forte.— Ele deslizou os dedos por meu rosto novamente.— Mas eu nunca fui e tão pouco sei se serei um dia como você. Você me fez perceber que nada é capaz de nos derrubar se não decidirmos nos deixar cair. Vê sua luta, e sua força mesmo que

  • Culpada aos olhos do CEO   Capítulo 102 - Surpresa, minha filha

    Lúcio disse cada palavra completamente de olhos vidrados aos meus olhos. Quando ficamos próximo e frente um ao outro ele me entregou a bebê.Eu não fui capaz de dizer nada só de sentir, eu sentia tudo, tudo que um ser humano é capaz de sentir. Eu sentia a euforia, a alegria, o amor, a emoção. Era um turbilhão de sensações. Lúcio me abraçou logo em seguida beijando minha testa.— Ela é tão linda que é difícil de acreditar ser real. — Disse ao tocar suas mãos coberta com luvas. — Porque ela está tão empacotada dessa forma?— Perguntei ao observar que ela estava com luvas, meias, sapatos, chapéu e a manta ao seu redor.— Ela é muito frágil meu amor, precisamos ter muito cuidado principalmente em questão de higienização. — Lúcio abraçou meu corpo por trás encarando a bebê. E foi algo incrível de vê, ela o encarava ela sorria.— Como ela ficou tão apegada a você? Olha a cara dela pra você. — Sorri engolindo os restos de lágrimas. — Meu amor ela é tão linda.— Ela tem os seus olhos, e esses

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status