FAZER LOGINO disparo ecoou como um trovão no espaço confinado da ala médica. No mesmo milésimo de segundo, Thomas, movido por uma reserva de energia que desafiava sua própria finitude, lançou-se à frente de Lisa, servindo de escudo humano.
— NÃO! — O grito de Lisa foi um rasgo de agonia.
Jason saltou, disparando se
O Laboratório Central de Criptografia era um santuário de silêncio e luz neon. Lisa, sentada diante do console principal, sentia os olhos de Jason e da General Oliver pesarem sobre suas costas como lâminas. Seus dedos, ainda trêmulos, dançavam sobre o teclado holográfico. Ela estava entregando os códigos de acesso à cópia que Jason recuperara.— Pronto — Lisa sussurrou, a voz desprovida de qualquer esperança. — O arquivo está aberto.A General Oliver aproximou-se, observando a torrente de dados fluindo pelas telas. Eram fórmulas químicas, registros de população, protocolos de controle atmosférico. Era o suficiente para convencê-la de que o legado de Thomas fora neutralizado.&md
O silêncio na Sala de Correção tornou-se denso, uma redoma onde apenas as respirações de Jason e Lisa existiam. A revelação de que a General Oliver era a mãe de Jason pairava no ar como uma névoa tóxica. Ele a olhava com uma mistura de adoração e desespero, os olhos percorrendo o corpo dela como se procurasse uma rachadura na armadura emocional que ela erguera.— Ela vai voltar em logo, Lisa — Jason sussurrou, a voz rouca, quase um lamento. — Se eu não sair daqui com uma resposta, com o código de recuperação daquele cartão... ela vai apagar você. E eu não posso ver isso acontecer. Eu não posso.Ele se aproximou mais, o calor do seu corpo contrastando com o frio metálico da cadeira de contenç&at
O Setor de Detenção de Alta Segurança não se parecia com as celas rústicas dos rebeldes na Terra. Aqui, tudo era de um branco ofuscante. Lisa foi presa a uma cadeira metálica no centro de uma sala cujas paredes eram feitas de um vidro polarizado, dando a sensação de que o vácuo do espaço a observava de todos os lados. Não havia sombras onde se esconder.A General Oliver estava sentada à sua frente, mas não havia mesas, papéis ou luzes sobre o rosto. Apenas o silêncio pressurizado da Estação.— Sabe por que chamamos este lugar de Sala de Correção, Lisa? — Oliver começou, sua voz suave ecoando nas paredes lisas. — Não é pela tortura física. A dor é primitiva, e você já
O som das botas da Polícia de Elite ecoava pelos dutos de ventilação, cada vez mais próximo. A luz vermelha de alerta do terminal piscava sobre o rosto de Jason, acentuando as linhas duras de sua mandíbula. Ele estendeu a mão, a palma aberta, aguardando.— Lisa, agora! — ele ordenou, a voz num sussurro urgente. — Eles vão derrubar essa porta em segundos. Se você estiver com isso na mão quando eles entrarem, eu não poderei impedir o que virá a seguir.Ela olhou nos olhos de Jason. Ele parecia desesperado, uma mistura de protetor e carrasco. Lisa precisava que ele acreditasse nela. Precisava que ele baixasse a guarda por tempo suficiente para que ela pudesse sair daquele perímetro.— Você disse que faria qu
O terminal ejetou dois pequenos cartões de memória com um clique mecânico que soou como um tiro no silêncio da subestação. Lisa os pegou com a rapidez de um reflexo nervoso. Ela olhou para a porta, depois para o próprio ombro. Em um ato de desespero visceral, ela descolou a borda do curativo. A ferida, ainda aberta e sensível, latejou. Ignorando a pontada de dor lancinante, ela pressionou um dos cartões contra a carne viva e fechou o curativo por cima, selando o segredo com seu próprio sangue. Se eles a revistassem, procurariam em bolsos e dobras; ninguém esperaria que ela usasse a própria dor como cofre.Jason entrou no segundo seguinte. A arma estava erguida, o cano apontado para a sombra até que o reconhecimento o atingiu. Ao ver o rosto dela, pálido e banhado pela luz azul fantasmagórica da tela, ele
Lisa não parou para observar os pedaços caírem. Precisava agir. Se ele percebesse que ela ouvira a conversa com Elias, as portas daquele apartamento nunca mais se abririam.— Falta pouco — Jason respondeu, recuperando o controle e aproximando-se. Ele estendeu a mão para tocar o rosto dela, mas Lisa se levantou com agilidade, fingindo que ia buscar sua bota no chão. — A general vai querer o relatório em breve. Mas você está segura aqui, Lisa. Nada vai te acontecer enquanto estiver comigo.— Eu sei — ela mentiu, forçando um sorriso melancólico que pareceu convencê-lo. — Só estou... Precisando de roupas limpas. Vou para o meu apartamento trocar de roupa. Depois podemos ir ao laboratório de diagnósticos, posso processar os dados finais