登入Ele riu com desdém, a voz pesada de desprezo:— Mas logo eu vou fazer ele perder até a chance de vender esse sorriso. Aí, a Nina vai entender quem é o homem em quem ela realmente pode se apoiar. Mesmo que ela vire esposa do Bruno, ainda vai ser pior do que ser minha amante.Rebeca olhou para o jeito obcecado dele e, de repente, ficou em silêncio.Só depois de muito tempo ela falou, num tom melancólico:— Naquela época, eu também era assim com o Thiago. Agora, vendo você desse jeito, eu vejo o quanto eu fui assustadora.Lorenzo teve certeza de que ela estava tirando sarro dele. Ele respondeu, irritado:— Você pode parar de se meter na minha vida. Eu sei muito bem que a Nina me ama. Antes, ela não tinha coragem de falar, porque ela se sentia menor, achava que não estava à minha altura. Mas agora, eu quero ouvir da boca dela. E quanto ao Bruno…O canto da boca dele se curvou num sorriso torto e sombrio, o olhar duro e cruel:— Eu vou fazer ele cair do pedestal e se estraçalhar no chão. Qu
Mesmo que ele criasse coragem para subir, Débora ia fechar a porta na cara dele.Naquele momento, Débora era a última pessoa no mundo disposta a aceitar qualquer ajuda que viesse dele.Thiago se recostou de novo no banco e ficou ali, apenas olhando para o prédio do outro lado do vidro, encarando o andar onde ficava a sala de Débora.Só depois de uma da manhã uma silhueta feminina, magra e cansada, apareceu, caminhando devagar até o estacionamento.…Na manhã seguinte, quando Lorenzo acordou, a cabeça dele latejava como se fosse explodir.A primeira coisa que ele fez foi pegar o celular em cima da cabeceira. Havia várias ligações perdidas e uma lista de mensagens não lidas, mas nenhuma, absolutamente nenhuma, de Nina.Ele abriu a lista dos assuntos mais comentados do momento. O topo ainda era a mesma coisa: uma enxurrada de matérias e postagens de denúncia sobre Bruno.Lorenzo, com o rosto fechado, encarou a tela imóvel do celular.Ele tinha empurrado Bruno até a beira do precipício, e,
No clube privado de luxo, Lorenzo estava sentado sozinho no sofá, com uma taça de uísque ainda na mão.Ele não estava totalmente bêbado. No olhar, havia um fogo de raiva mal contido, envolto por uma tristeza pesada, que não se dissipava.Quando ele viu Thiago entrar, ele puxou de leve o canto da boca num sorriso. Ele sabia perfeitamente a que ele tinha vindo.Como ele tinha previsto, Thiago se sentou e foi direto ao ponto:— Para de perseguir a empresa da Débora. No fim das contas, a Nina é uma mulher que você mesmo jogou fora. Vale mesmo a pena fazer esse circo todo?Lorenzo deu uma risada irônica e virou um gole de uísque de uma vez. O líquido escorreu pela linha do maxilar, molhando a gola da camisa social.Ele soltou um riso frio:— Você e ela terminaram faz tempo. Mesmo que você corra desse jeito por ela agora, pode muito bem ser que ela nem faça questão.— Ela não precisa fazer questão. — A voz de Thiago saiu calma, impossível adivinhar o que ele sentia. — Eu só quero que ela con
Ele usava um conjunto de moletom creme, bem simples, e o cabelo não estava arrumado, caía macio sobre a testa. Comparado com o ídolo impecável, sempre brilhando no estúdio de gravação ou na empresa, ele parecia outra pessoa.Sem maquiagem perfeita, sem terno alinhado. Mesmo com o rosto machucado, isso não diminuía em nada a beleza dos traços dele.Ele falou com uma humildade tranquila:— Débora, entra.— Eu não atrapalhei vocês, atrapalhei? — Eu perguntei.— Não. — Bruno se afastou um pouco para eu passar e respondeu de forma contida. — Nina acabou de tomar o remédio. Até agora há pouco ela ainda estava falando de você.Quando eu entrei no quarto, Nina justamente estava tentando se levantar da cama.Eu me aproximei rápido, estendi a mão e segurei o ombro dela:— Você precisa descansar direito. Como você está? Ainda está sentindo muito mal-estar?Ela levantou o rosto para me encarar, com um certo constrangimento no olhar:— Eu estou bem, só peguei muito frio. Se eu descansar um pouco, p
Valia mesmo a pena?Desde que ele começara a correr atrás de Nina, esse era o tipo de pergunta que todo mundo fazia para ele, sem parar.Quando Nina falou aquilo, Bruno soltou uma risada baixa e respondeu, com uma leveza quase irônica:— Que grande futuro você acha que existe nesse meio? No fim, tudo o que existe nesse mundo do entretenimento é ilusão de luz de palco, champanhe e mentira. A gente não passa de fantoche na mão do capital. Eu já ganhei dinheiro mais do que o suficiente. Agora eu só quero fazer o que eu realmente quero.Ele fez uma pausa, virou o rosto e deixou o olhar pousar no canto dos olhos vermelhos de Nina:A voz dele saiu baixa, arrastada, com uma ternura difícil de descrever.O coração de Nina perdeu o compasso por um segundo, e ela desviou o olhar às pressas.Ela não ousava se aprofundar demais em nenhum pensamento que envolvesse Bruno. Então, ela cortou o assunto, fingindo leveza, num tom de brincadeira:— E o que você quer fazer é sair no soco com o Lorenzo?Mas
A voz de Clara vinha carregada de ansiedade:— Então agora acabou de vez! A gente deixou o Lorenzo realmente furioso! A gente precisa fazer alguma coisa para salvar a situação! Olha, eu acho melhor amanhã a gente mandar a Nina não vir trabalhar. A gente demite a Nina! Pelo menos assim Lorenzo esfria a cabeça, vai que ainda dá para reverter alguma coisa!Eu senti uma raiva estranha subir pelo peito e a minha voz saiu bem mais fria:— Clara, como é que você consegue pensar assim? Por que que, sempre que dá problema, quem paga a conta tem que ser a mulher? A Nina fez o quê de errado? Se não fosse o Lorenzo aparecer no set, sem ouvir ninguém, indo para cima dela, você acha que o Bruno teria partido para a briga? Quem apanhou foi o Lorenzo, é verdade, mas quem começou tudo não foi ninguém da nossa empresa.— E o que é que eu posso fazer? — Clara explodiu do outro lado da linha. — Está bom! Já que você pensa assim, então eu lavo as minhas mãos! Faz o que você quiser! No máximo, a empresa fec







