LOGINIvone Marques foi como tantas mulheres que só despertavam depois de serem esmagadas pelo amor: ela tentou, com todas as forças, fazer um homem como Fabiano Moraes se apaixonar por ela. Mas, depois de três anos de casamento, os dois viviam como completos estranhos. Quando Ivone ficou entre a vida e a morte, vítima de uma armadilha cruel, Fabiano, em vez de estar ao lado da esposa, acompanhava a antiga paixão da vida dele. Ivone decidiu arrancar aquele homem do coração, ainda que isso rasgasse a alma dela. Só que ela não imaginava que aquele sujeito, acostumado a mandar em tudo e em todos, não ia aceitar ser descartado tão fácil. Ele passou a rondar a vida dela como um fantasma insistente, se aproximando passo a passo, afastando qualquer outro homem que tentasse chegar perto e fechando todas as rotas de fuga dela. — Lá atrás, foi você que fez questão de se casar comigo. Enquanto eu não disser que a gente se divorciou, você não vai sair da minha vida nunca! — Declarou ele, certo de que ainda mandava nas regras do jogo. Ivone o encarou com frieza e respondeu: — Sinto muito. Sr. Fabiano, você já foi chutado pra fora do jogo por mim faz tempo. Quem decide o divórcio sou eu. Se eu digo que acabou, acabou.
View MoreNo interior simples de um apartamento, iluminado apenas por um abajur, Aurora estava deitada na cama. Ela tinha acordado bem cedo, olhado as horas e voltado a dormir.Ela não sabia quanto tempo tinha passado quando, meio perdida entre o sonho e a vigília, ouviu o som da chave girando na fechadura da porta de entrada. O coração deu um sobressalto. Ela se sentou de uma vez, totalmente desperta, prendendo a respiração para escutar qualquer ruído lá fora. Sua pulsação disparou.Depois que a porta se abriu, ela ouviu o som metálico da chave sendo deixada sobre o armário de sapatos.— Cof… cof…A tosse familiar cortou o silêncio.Aurora apertou o peito com a mão, tentando controlar o coração disparado. Só depois de soltar um longo suspiro ela relaxou os dedos. Levantou-se, calçou as pantufas e já ia sair do quarto quando, no segundo seguinte, alguém empurrou a porta por fora.O homem de têmporas grisalhas claramente se surpreendeu ao vê-la ali. O espanto, no entanto, durou pouco. Em um pisca
Ao ouvir aquilo, a mão de Márcio, que segurava a xícara, parou por um segundo. O café dentro dela formou uma pequena onda. Ele tomou um gole, sem pressa:— Eu não sei por que o senhor resolveu desenterrar um assunto tão velho assim.— Ninguém é gentil com alguém de graça. Eu vou investigar todas as pessoas que se aproximaram da Ivi. Professor Márcio, o senhor não se importa, certo?Os dedos de Fabiano repousaram sobre o tampo da mesa.— Eu não me importo. No fim das contas, isso também é uma forma de o senhor protegê-la. Pensar na segurança dela só pode ser algo positivo. — Márcio lançou um olhar rápido para o homem sentado do outro lado. — No começo, eu só cuidei mais dela por causa da mãe dela. Mas ela realmente foi minha aluna excelente.Quando mencionou Ivone, um leve traço de admiração transpareceu em seu olhar.— O senhor é mesmo um homem generoso. O senhor não apenas tolerou que a mulher de quem gostava tivesse uma filha com outro homem, como ainda cuidou especialmente da menina
Depois de limpar o rosto do filho, Ivone afagou delicadamente a cabeça de Cofrinho:— Meu amor, eu sei que você já está se esforçando muito. Se você fizer só mais um pouquinho de força, pode ser? Desta vez, o seu pai e eu vamos ficar com você o tempo todo.A cabecinha de Cofrinho roçou de leve na palma da mão de Ivone:— Papai... mamãe...— Isso mesmo, meu amor. Força.A vozinha de bebê de Cofrinho saiu entrecortada, tropeçando nas palavras:— Fo...ça...Ivone acabou rindo em meio às lágrimas. Por dentro, sentiu o coração amolecer.Do lado de fora do quarto de isolamento, Fabiano, de camisa social preta, observava pelo monitor Ivone encostando carinhosamente o rosto na cabeça de Cofrinho.Ivone tinha um gênio forte e era teimosa, mas, no fundo, era toda delicadeza. Agora que tinha se tornado mãe, essa doçura tinha vindo toda à tona, suavizando cada gesto, cada olhar.— Você não vai entrar? — Roberto perguntou. — O que você ganha ficando aí, vendo tudo pela tela? Vai lá. Aproveita que s
Um Maybach parou em frente ao hospital. O motorista desceu e estava prestes a abrir a porta de trás quando ela se abriu por dentro.Davi saiu do carro.Ele usava máscara preta e boné preto. O hospital estava cheio de gente, com pacientes e familiares circulando por todos os lados. Ele não queria ser reconhecido. Se algum paparazzo o flagrasse ali, em meia hora surgiriam fofocas de todo tipo.Depois de descer, Davi lançou um olhar rápido ao redor. Era uma manhã tranquila, com um fluxo constante de pessoas entrando e saindo do prédio principal do hospital.Ninguém ali imaginaria que, sob aquela aparência de normalidade, os seguranças de Fabiano estavam espalhados pelo térreo, controlando discretamente todo o hospital.Antes, Davi tinha traçado um plano para tirar Ivone dali e já estava pronto para agir. Quem poderia imaginar que Cofrinho ainda estivesse vivo?E, além disso, o estado do menino não era bom. Em breve, ele passaria pelo transplante de medula. Ivone jamais iria embora justame






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