로그인Ivone Marques foi como tantas mulheres que só despertavam depois de serem esmagadas pelo amor: ela tentou, com todas as forças, fazer um homem como Fabiano Moraes se apaixonar por ela. Mas, depois de três anos de casamento, os dois viviam como completos estranhos. Quando Ivone ficou entre a vida e a morte, vítima de uma armadilha cruel, Fabiano, em vez de estar ao lado da esposa, acompanhava a antiga paixão da vida dele. Ivone decidiu arrancar aquele homem do coração, ainda que isso rasgasse a alma dela. Só que ela não imaginava que aquele sujeito, acostumado a mandar em tudo e em todos, não ia aceitar ser descartado tão fácil. Ele passou a rondar a vida dela como um fantasma insistente, se aproximando passo a passo, afastando qualquer outro homem que tentasse chegar perto e fechando todas as rotas de fuga dela. — Lá atrás, foi você que fez questão de se casar comigo. Enquanto eu não disser que a gente se divorciou, você não vai sair da minha vida nunca! — Declarou ele, certo de que ainda mandava nas regras do jogo. Ivone o encarou com frieza e respondeu: — Sinto muito. Sr. Fabiano, você já foi chutado pra fora do jogo por mim faz tempo. Quem decide o divórcio sou eu. Se eu digo que acabou, acabou.
더 보기Ivone já tinha mandado investigar e tinha descoberto que aquela casa tinha sido comprada por Fabiano antes de eles se casarem.Por causa disso, o imóvel não fazia parte dos bens do casal e, no divórcio, ela não teria direito a nenhuma fração daquela propriedade. Então ela sabia que precisava usar o próprio divórcio como moeda de troca com Fabiano.Ivone saiu do condomínio Vida Doce e entrou no carro.Ivone não sabia para onde Fabiano tinha viajado a trabalho, nem qual era o fuso horário lá fora. Mesmo assim, ela não queria perder nem um minuto. Cada dia a mais que Maia dormia naquela casa era, para Ivone, mais um insulto.Ivone ligou direto para o celular de Fabiano. O toque chamou várias vezes, até cair na caixa postal, sem que ele atendesse. Em seguida, ela discou para Rui. Aconteceu a mesma coisa: chamada ignorada.Do lado de fora, o vento cortante assobiava. Ivone, sentada no interior escuro do carro, cerrou os dentes e deixou escapar um sorriso frio.De repente, o celular dela com
— Então me responde: por que tinha que ser justamente aqui?Ivone deu um passo à frente. Sob a sola do sapato, o cimento guardava a marca de dois pezinhos miúdos, afundados no concreto úmido quando ela teve um ano. Os pais a seguravam, rindo, enquanto pressionavam os pés dela contra o chão recém-feito.Ela respirou fundo, lutando para segurar as lágrimas.— Você sabe que aqui era a minha casa. — Disse Ivone, a voz rouca.Claro que Maia podia morar ali.O que não podia era o fato de Fabiano ter comprado justamente aquele imóvel para instalar Maia. Isso doía mais do que se ele próprio cravasse uma faca no peito de Ivone.Maia tirou um lenço dobrado do bolso e estendeu para Ivone.— Enxuga essas lágrimas. Tá muito frio. — Falou Maia com suavidade.Ivone não se mexeu. Nem chegou a olhar para o lenço.— Ivi, não se agarra mais a isso. — A voz de Maia soou mansa, mas firme. — Essa casa já não é sua há muito tempo. No dia em que seu pai vendeu, ela deixou de ser de vocês. Ela ia acabar nas mã
Maia, sentada na cadeira de rodas, ajeitou o cachecol em volta do pescoço.— Amanhã de manhã faz um pouco de sopa de frango com creme. Quero levar pro meu tio no hospital. — Disse Maia.— Sim, senhorita. — A cuidadora respondeu, empurrando a cadeira de rodas em direção à casa.— Maia!A voz cortou o ar de repente, tensa, aflita, carregada de raiva.O homem que dirigia o carro era claramente segurança. Assim que ouviu os passos apressados, ele virou-se instintivamente, colocando-se entre Maia e a direção do som, em posição de defesa.Por isso, quando Maia olhou para trás, no primeiro momento ela não conseguiu ver o rosto de quem se aproximava. Mas aquela voz…— Deixa. Ela é minha amiga. — Disse Maia, num tom tranquilo.O segurança se afastou um pouco para o lado. Foi então que Maia viu Ivone, parada no meio do vento frio, os olhos vermelhos.Maia baixou os cílios por um instante. Um dia, aquele tipo de expressão em Ivone faria seu peito apertar. Maia não suportaria vê-la chorar ou sofre
Ivone assentiu e saiu do quarto.Assim que as portas do elevador se fecharam, Maia surgiu na outra ponta do corredor, sendo empurrada pela cuidadora na cadeira de rodas. Ela fixou o olhar nos números vermelhos que subiam no painel, pensativa.…Ao deixar o hospital, Ivone passou a dirigir sem destino certo.Na verdade, para conseguir a vaga no exterior, ela não precisava, necessariamente, da ajuda do professor Márcio. A família Moraes ou o próprio Davi teriam influência suficiente para abrir esse caminho.Em Cidade Uíge e até no país, em muitos setores, o que a família Moraes e a família Braga decidiam virava regra.Se Paula interviesse, o assunto seria resolvido num piscar de olhos. Mas Ivone justamente não queria que a avó soubesse. Se Paula descobrisse, certamente faria de tudo para impedir. Ela ainda nem tinha encontrado um jeito de contar sobre o divórcio.Ivone achava que Paula já estava ficando velha demais para aguentar esse tipo de abalo.Davi também estava fora de cogitação.






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