FAZER LOGINTodo o trajeto foi feito em silêncio e com ele me olhando com ódio, só quero entender quem era esse homen, pois para fazerem o que fizeram com sua família coisa boa ele não era, nunca aceitei matar criança, quando contratavam os meus serviços já deixava bem clara, e mulheres só se eu tivesse a certeza de que realmente estava metido na sujeira do marido, meu erro nesse caso foi não ter investigado a fundo, sempre investigo primeiro, não posso errar, e me sinto culpada por tudo o que aconteceu essa noite.
__que recepção é essa?__pergunto assim que entro na mansão e vejo minha tia e o Valentin, minha tia chora assim que me vê. __você está bem? Está ferida?__corre até mim e me abraça. __eu estou bem e, não, não estou ferida__não fisicamente, por que mentalmente estou acabanda, me afasto olhando para o meu novinho que me olha estranho__só preciso de um banho__dou alguns passos, antes que eu chegue a escada ouço a voz do meu tio. __Diana__paro olhando por cima do ombro__você cometeu um erro e, isso é inaceitável__me viro e volto a me aproximar com ódio. __que erro eu cometi? Me diz, a única coisa que fiz foi ir ao maldito lugar que o senhor mandou e, adivinha o que encontrei lá?__ele me olha e fecha a cara mais ainda__aquela família foi morta do mesmo jeito que os meus pais e meus irmãos, me diz o senhor__me aproximo ficando frente a frente com ele__agora me responde o senhor, em que merda o senhor me meteu? Eu que nunca admitir erros, o senhor me mandou a aquele lugar, agora me responde o por quê?__sinto o impacto de sua mão em meu rosto, olho para ele furiosa. __aí meu Deus... __quem você pensa que é para falar comigo assim? Se você estivesse focada em tudo o que eu te mandei fazer ao invés de tá de romance com traficante teria visto minha mensagem, te mandei mensagem falando que não era para você ir até aquele maldito lugar, mas pelo visto você estava muito ocupada__ele tira o celular do bolso, e vira, mostra a foto, desgraçados a foto sou eu e a Gabi, na hora que eu estava de saída__você está aqui para viver um romance barato ou vingar a morte de sua família? falei diversas vezes que o mais importante é não perder o foco, mas isso você esqueceu, em menos de uma semana que chegou naquele lugar, já disse, não admito erros, e você terá o seu castigo como todos, Heitor, o porão já está pronto?__meu olhar é de puro ódio, mas não falo nada. __já sim, senhor. __Mathias... __você vai para o quarto. __mas ela... __vai para o quarto tia__ela já me olha chorando mas logo se afasta, ela sabe que não pode fazer nada, sigo para o porão sem olhar para trás, olho tudo vendo que o circo já está armado, me sento em uma cadeira vendo os homens do meu tio entrarem eles não me olham, povo medroso, logo meu tio entra ao lado do Valentin ele está calado, não falou nada, mas sei que a demora vai ser nós dois ficarmos a sóis, tiro a bota que uso e logo tiro toda a roupa ficando só de top e de calcinha, não é a primeira vez que passo por isso, vou até o centro, o Heitor que é o homem de confiança do meu tio se próxima, e acorrenta meus braços deixando no alto. Foi meia hora de socos, chutes por várias parte do corpo, até de ferro eu apanhei, mas como sempre não imiti nem um som, quando meu tio estava satisfeito mandou me soltar e saiu, me deixando caída, já estava quase dormindo quando senti alguém me pegat nos braços, abro os olhos vendo ser o Valentin, ele me leva até o meu quarto sem dizer uma única palavra, me põe sentada no vaso sanitário e vai até a banheira ligando a torneira, ele se encosta na parede e fica me encarando, odeio quando fazem isso e, ele sabe disso. Me levanto e tiro o top, ele vem até mim e começa a me ajudar, entro na banheira sentindo meu corpo arder, fico por longos minutos ali, e ele lá, sentado na borda da banheira sem falar uma única palavra, termino meu banho e vou ao quarto ele fica no banheiro, tiro a toalha vendo o estrago que ficou em meu corpo, isso vai demorar dias para sumir, batem a porta dou permissão para que entrem, minha tia e a Maria, já vem chorando. __filha. __não comecem, eu estou bem__pego uma camisa, elas trazem remédio para dor e pomada era sempre assim, quando eu era castigada, elas sempre apareciam para cuidar dos machucados, não digo nada deixo elas fazerem o que querem depois só me visto e me sento na cama, tomando dois comprimidos de uma vez. __Diana, para com isso filha, você ainda tem uma vida pela frente__minha tia começa a falar, a Maria só sabe chorar__você vai casar, vai formar sua família. __não, eu não vou casar__ela olha em direção ao banheiro, olho vendo o Valentin parado__bom, agora quero dormir um pouco, estou exausta__ela me dar um beijo na cabeça e se afasta, a Maria faz o mesmo antes dela sair do quarto me olha e fala. __Diana...sua alma ainda tem salvação. __não tia, eu perdi a minha alma a quinze anos atrás__ela nega com a cabeça mas logo sai fechando a porta, me ajeito na cama e fecho os olhos sentindo uma dor insuportável, quando abro novamente meu querido noivo está me olhando, reviro os olhos já encomodada__sei que você quer falar, pode falar e depois me deixa dormir. __por que você fez isso?__ele pega o celular e me entrega, é um vídeo do churrasco, quem merda teve acesso a aquele quarto? será que foi ela? será que ela já sabe quem sou? __quem te mandou isso? __e isso importa? __sim importa e muito, é a minha identidade que está em jogo. __sua identidade__ele rir sem ânimo__ ai mostra o quanto você estava preocupada com sua identidade__ele grita, fecho os olhos e respiro fundo. __não grita__falo calma, pois não estou com paciência para discuti__você sabe que odeio que gritem, então fale baixo ou sai do meu quarto. __vai me dizer que isso faz parte do seu plano? Que para encontrar o assassino dos seus pais você precisa se esfregar com uma traficantezinha de merda, você nunca precisou disso__ele caminha de um lado a outro. __como você conseguiu isso? __você pensou que seu tio iria deixar você naquele lugar sem ter alguém de olho em seus passos, temos gente por todos os lados, agora me responde, isso faz parte do seu plano?___para de braços cruzados e me olha, esperando uma resposta. __não, isso não faz parte do meu plano, mas aconteceu, e eu gostei, e você sabe que não iremos nos casar__ele me olha como se não acreditasse em minhas palavras__já respondi a sua pergunta, agora me deixa dormir. __você sabe das leis do Cartel__eu deitada estou, deitada continuo__seu castigo não vai ser só umas pancadinhas de leve, seu tio pega leve contigo, mas eles não. __sei das leis, e também sei que nenhum deles ousariam a encostar um dedo em mim, o que aconteceu hoje aqui foi um caso isolado, meu tio só faz isso por que eu ainda respeito suas ordens, já que devo muito a ele, se a ordem fosse dada por outra pessoa nenhum que esta aqui sairia vivo e isso, você sabe, então para de drama e me deixa dormir__ele nega com a cabeça, me ajeito na cama vendo ele caminhar em direção a porta__apaga a luz antes de sair__ele não diz nada só apaga a luz e b**e forte a porta. Mas ele sabe que é verdade, aceito muita coisa por considerar meu tio, mas se fosse outra pessoa isso jamais aconteceria, mas essa foi a última vez, isso, eu garanto.Dois anos se passaram desde a noite em que o penthouse no alto da cidade se transformou em escombros e manchetes de jornal.Com o tempo, a memória coletiva se apagou. A polícia arquivou o caso com a anotação burocrática de “autoria desconhecida”. As manchetes pararam de circular, e os rostos que um dia assustaram e fascinaram o público deixaram de ser impressos nas primeiras páginas.Mas elas não cruzaram fronteiras distantes nem se esconderam em países estrangeiros. Apenas trocaram o barulho das armas pelo silêncio necessário para recomeçar.A nova vida se ergue no interior de Minas Gerais, onde a terra é vermelha e fértil. São quarenta hectares de pasto verde cortados por um rio de águas cristalinas e geladas. Aqui, o céu é imenso, limpo e livre do rastro tóxico da pólvora e da fumaça urbana. A casa de madeira branca tem a pintura desgastada pelo sol e pelo vento, e na ampla varanda de madeira escura, um cachorro de pelagem dourada dorme tranquilamente, sem se preocupar com ameaças.
A luz do dia tenta penetrar pelas frestas da janela, mas as cortinas grossas mantêm o quarto mergulhado em penumbra. É um hotel simples, daqueles que não fazem perguntas e não guardam registros por muito tempo. O ar carrega o cheiro forte de café queimado vindo do corredor e um leve rastro de mofo característico de lugares pouco frequentados. Ela desperta com o som da televisão no volume máximo. Se espreguiça devagar, os músculos ainda rígidos pela tensão da noite anterior, mas sem perder a postura de alerta que carrega consigo há anos. Estou sentada na poltrona perto da parede, a arma apoiada no colo, os dedos repousando suavemente sobre o cano. Meus olhos não se desviam da tela. Ninguém sabe nossos nomes verdadeiros. Para o mundo, somos apenas duas sombras que surgiram do nada para abalar o império construído sobre sangue e corrupção. Diana e Gabriela são apenas rótulos, nomes escolhidos para caber na história que estamos escrevendo. Mas há títulos que carregam um peso muito mai
Ele está caído no chão. O sangue escorre e embebe o carpete branco como tinta derramada. Ao lado, ela limpa a lâmina na calça do corpo com a mesma calma de quem tira poeira de uma mobília.Recarrego a arma contando os estalos metálicos. Três cartuchos usados. Dois guardas abatidos na entrada. A contagem está feita.Sangue. Morte. O cheiro forte de pólvora impregnado no ar. Nada disso é novidade para mim. Passei oito anos nesse mundo sujo. Já me chamavam de "Killer" muito antes de eu cruzar o caminho dela.Ela se levanta e guarda a faca no coldre interno da jaqueta.— Aqui acabou. Mas lá fora ainda não — diz, séria.Verifico o carregador e encaixo um novo com precisão.— Eu sei. Ele nunca trabalhou sozinho. Raízes profundas demais para serem cortadas de uma vez só.Ela pega o celular e disca um número sem hesitar. A voz que sai é fria, sem qualquer emoção — o tom de quem dá ordens definitivas.— Execução total. Sem exceções. Policiais, políticos, empresários. Todos os nomes ligados a e
Ele está caído no chão. O sangue escorre e embebe o carpete branco como tinta derramada. Ao lado, ela limpa a lâmina na calça do corpo com a mesma calma de quem tira poeira de uma mobília. Recarrego a arma contando os estalos metálicos. Três cartuchos usados. Dois guardas abatidos na entrada. A contagem está feita. Sangue. Morte. O cheiro forte de pólvora impregnado no ar. Nada disso é novidade para mim. Passei oito anos nesse mundo sujo. Já me chamavam de "Killer" muito antes de eu cruzar o caminho dela. Ela se levanta e guarda a faca no coldre interno da jaqueta. — Aqui acabou. Mas lá fora ainda não — diz, séria. Verifico o carregador e encaixo um novo com precisão. — Eu sei. Ele nunca trabalhou sozinho. Raízes profundas demais para serem cortadas de uma vez só. Ela pega o celular e disca um número sem hesitar. A voz que sai é fria, sem qualquer emoção — o tom de quem dá ordens definitivas.
A porta se fecha com um baque surdo. O clique da trava ecoa pelo ambiente como um disparo seco.Ele não se levanta. Apenas gira o copo de uísque entre os dedos longos, me observando com a calma de quem tem todas as peças do tabuleiro sob controle.— Foram mais rápidas do que o esperado. Impressionante. Usaram o duto ou o poço?Eu não respondo. Palavras não ferem. Aço sim.Avanço um passo. A lâmina de vinte centímetros surge na minha mão num movimento tão rápido que ele mal consegue acompanhar. Atrás de mim, dois passos de distância, ela segura a pistola firme, a mira direcionada ao peito dele. Os dedos dela estão brancos de tanta pressão no gatilho.— Não se mova — diz, a voz trêmula mas carregada de firmeza.Ele abre um sorriso lento e ergue as mãos num gesto de falsa rendição.— Uma faca e uma arma... contra mim e todos os meus homens? Vocês são corajosas. Ou apenas desesperadas.Ele não está assustado. Nunca esteve. Ele está calculando cada possibilidade, traçando rotas de fuga e f
O prédio de Mathias se ergue na escuridão como um túmulo de vidro e aço. Doze andares de silêncio controlado, onde cada canto é vigiado e cada movimento é registrado. Para ele, esse lugar é um império inatingível. Para nós, é só mais um alvo.Gabriela caminha ao meu lado, a respiração ritmada e controlada, a jaqueta grossa fechada até o pescoço para proteger o ferimento que eu costurei poucas horas atrás. Sei que o ombro dela ainda lateja sob o curativo, mas ela não deixa transparecer. A teimosia dela pode ser perigosa, sim. Mas também pode ser a nossa maior vantagem.— 4h16. Pronta? — pergunto baixo, conferindo o relógio luminoso no pulso.Ela assente lentamente, a mão fechada com firmeza no cabo da pistola que eu entreguei a ela. O metal brilha fracamente sob a luz da rua.— Pronta desde que você fechou o ferimento — responde, sem hesitação.A grade de ferro da ventilação cede com um rangido abafado, quase perdido na escuridão. Pó de ferrugem e resíduos acumulados por anos caem no m