Início / LGBTQ+ / Desejos Proibidos / Capítulo Dois – Surpreendido

Compartilhar

Capítulo Dois – Surpreendido

Autor: Mitha Souza
last update Data de publicação: 2025-10-23 00:30:17

Noah Benson

CONTINUA...

Ele apenas assente, os olhos marejados.

— Sim… uhmmm… — O gemido escapa involuntariamente junto ao choro contido.

Minha preocupação aumenta.

— E por que você está com febre e gemendo assim? Isso te faz ficar doente?

— Eu preciso tirar o leite de vez em quando. Quando não faço isso, ele empedra e causa muita dor… febre… uhmmm.

Sua voz é entrecortada pelos gemidos involuntários, o desconforto evidente em cada palavra.

Franzo a testa, absorvendo a informação. — E como você faz pra… tirar o leite?

Ele suspira, exausto, os olhos meio fechados.

— Costumo usar uma bombinha. Mas esqueci que ia dormir na sua casa depois da aula e não tirei o leite antes de sair…

Ele se encolhe ainda mais, puxando o moletom para se cobrir. O frio da febre o faz tremer, e noto que sua pele está toda arrepiada.

Minha preocupação cresce. Olho para ele, buscando alguma solução. — Existe outro jeito de tirar esse leite… só para aliviar?

Simon balança a cabeça devagar, desviando o olhar.

— Só há outro jeito… e isso é impossível de acontecer… me deixa quieto, Noah. Vai dormir, cara.

— Me diz que outro jeito é esse, Simon. Deixa-me te ajudar, cara. — Minha voz sai firme, mas carregada de preocupação.

Ele solta uma risada amarga, sem nenhum humor.

— Então arranja um bebê para mamar, seu idiota. — Sua voz quebra no final da frase, e seus olhos marejam ainda mais. — Agora pensa na cena patética que seria eu… amamentando um bebê.

A última palavra mal sai, ele se entrega a num choro angustiado, cobrindo o rosto com as mãos. Seus ombros tremem, e a dor que ele sente agora parece não ser apenas física.

Eu permaneço ali, observando, tentando encontrar uma maneira de ajudá-lo sem pressioná-lo ainda mais.

Fico ali, observando Simon, tentando compreender a dor que ele deve estar sentindo—tanto física quanto emocionalmente. Minha testa se franze em inquietação, e um peso se instala em meu peito. Um homem que gera leite em seus seios… nunca imaginei que isso fosse possível. Engulo seco, tentando assimilar a situação.

Devo estar louco pelo que estou prestes a sugerir, mas, neste exato momento, não consigo imaginar outra solução para aliviar sua dor e agonia—nem para acalmar a minha própria inquietação. Solto um suspiro baixo, olho para ele e ajeito minha postura, como se isso me desse mais coragem.

— Simon, eu... posso tentar? — Minha voz sai mais hesitante do que eu esperava.

Ele me encara, as sobrancelhas franzidas, uma expressão confusa cruzando seu rosto.

— Tentar o quê, Noah?

Passo a língua sobre os lábios, sentindo minha boca seca. O silêncio entre nós se estende por alguns segundos, e meu coração parece acelerar.

Fico olhando para ele, reunindo coragem para dizer.

— Tentar... sugar os seus seios... sugar o leite e... te aliviar, cara.

Simon se inclina ligeiramente para trás, como se minha sugestão o tivesse chocado. Seus olhos se arregalam por um breve instante antes de ele balançar a cabeça, incrédulo.

— Você está ficando maluco? Tá de brincadeira?

— Não, meu amigo… — Murmuro, enquanto me aproximo lentamente. Minhas mãos hesitam por um instante, mas logo alcanço o tecido do moletom, puxando-o para expor ainda mais seus seios e me dando acesso. — Só quero te ver bem. Estou agoniado com a sua agonia.

Minha voz soa baixa, quase um sussurro. Olho nos olhos dele, buscando alguma resposta, alguma permissão silenciosa.

— Prometo que não vou te machucar. Isso fica aqui entre nós. Só me deixa ajudar, está bem?

Ele me encara, os olhos arregalados, claramente espantado com minha atitude. Sua respiração está levemente acelerada, como se tentasse processar a situação.

Com cuidado, deslizo as mãos pelo moletom até abri-lo por completo, expondo seus seios inchados. Meu olhar percorre a pele tensa, absorvendo cada detalhe. Então, me acomodo sobre ele, que está deitado. Meus movimentos são cautelosos enquanto me sento ao seu lado, sobre o colchão, sentindo o peso da decisão que acabei de tomar.

Fecho os olhos e, com cuidado, abocanho seu bico. Começo a sugar e me espanto com a textura em minha boca, além do sabor do leite que escorre por minha língua.

— Uhmmm — Simon geme quando sugo com mais força, mas sem exagero.

— O que foi? Eu te machuquei?

Ele inspira fundo antes de responder.

— Não… Só foi uma sensação estranha, um alívio misturado com dor. Meus seios ficam sensíveis, cara… tem certeza de que quer fazer isso?

Hesito por um instante, mas minha determinação se mantém.

— Não sei, mas vou tentar, está bem? Tenta relaxar.

Volto a sugar o seio dele, a sensação não é ruim. Me acomodo mais confortavelmente para que fique bom para fazer isso. O bico do peito dele é gostoso de chupar e o leite não é ruim.

Sugo um pouco de cada peito. Começando a gostar de fazer isso. Olho para ele, que geme baixinho enquanto sugo seus mamilos. Ele me encara, aliviado talvez.

Depois de algum tempo mamando, percebo que ele dormiu e a febre está diminuindo. Talvez a dor tenha passado também e ele relaxou e dormiu. Sinto vontade de continuar chupando esses biquinhos que adorei sugar.

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App
Comentários (2)
goodnovel comment avatar
Mariatainá Rocha
que final em
goodnovel comment avatar
Gabrielle Pereira
o que, é isso ...
VER TODOS OS COMENTÁRIOS

Último capítulo

  • Desejos Proibidos    Capítulo Noventa e Quatro — Fim da Jornada

    Era manhã em São Paulo. O céu nublado, o ar úmido, o silêncio confortável. Simon preparava café. Noah trocava Eduardo, agora com seis meses e olhos atentos. A casa estava cheia de vida. Era um lar feliz e cheio de cor e amor. Romeu Santana havia assumido a Benson & Co. A fusão com a Vértice avançava com ética e transparência e nome Benson, antes sinônimo de poder e silêncio, agora era símbolo de reparação. Simon e Noah se dedicavam integralmente à Axis & Co. e ao Projeto Essência e Liberdade. A sede em São Paulo funcionava como centro estratégico. Unidades em Natal, Recife, Lisboa, Buenos Aires e Luanda já estavam em operação. Naquela manhã, Simon sentou-se à mesa com um caderno onde escrevia as ideias que surgia ao longo do dia. Noah se aproximou. — Está escrevendo o quê? — Os últimos acontecimentos do projeto para o documentário. — Devíamos escrever a nossa história — sugeriu. — É uma boa ideia. — Ele assentiu, rindo — O mundo precisa saber em como transformamos nossa dor em

  • Desejos Proibidos    Capítulo Noventa e Três — A Rede se expandiu

    A rotina ficou mais intensa após o julgamento. Livres dos problemas e da pressão que antecedeu aqueles dias, agora Noah, Simon e sua equipe podia se concentrar na expansão da Essência e Liberdade. O mapa estava sobre a mesa. Mariana marcava os próximos destinos: Bogotá, Toronto, Luanda. Enquanto Simon revisava os relatórios. Noah organizava os arquivos de comunicação e Romeu falava com os coordenadores jurídicos. A Essência e Liberdade havia se tornado uma rede, não apenas de acolhimento. Mas de articulação política. — Estamos em dez países diferentes— disse Mariana. — E com potencial para dobrar isso nos próximos dois anos. Simon olhou para Noah. — A gente precisa crescer, mas temos que nos preocuparmos para que esse crescimento não seja desordenado. Romeu entrou na sala com um envelope na mão. — Temos algo importante para resolvermos. É sobre o bebê da Noely — disse. — A família materna não quer assumir. Estão pedindo que a guarda seja transferida para você, Noah. Simon fic

  • Desejos Proibidos    Capítulo Noventa e Dois — O Julgamento

    O tribunal estava lotado. Havia jornalistas, ativistas, advogados e muitos curiosos. Mas o que se julgava ali não era apenas um crime. Era um legado construído sob o preconceito e a arrogância. Charles Benson, ex-presidente da Benson & Co., estava sentado diante do juiz. Cabeça baixa, olhando para o chão. O rosto envelhecido, ninguém estava ali por ele. Não havia nenhum aliado. Romeu entrou na sala em cadeira de rodas. Simon e Noah o acompanharam. Linda Benson estava presente, mas não como testemunha. Sentou-se discretamente na última fileira, estava ali apenas como uma mãe apoiando um filho. O promotor iniciou a sessão. — O réu é acusado de tentativa de homicídio, formação de quadrilha e obstrução de justiça. A vítima, Sr. Romeu Santana, sofreu um ataque brutal no estacionamento da Benson & Co. E as provas indicam que o mandante foi Charles Benson. Romeu prestou depoimento em tudo o que foi dito. Estava firme e esperançoso de a justiça seria feita. — Eu fui atacado por tentar p

  • Desejos Proibidos    Capítulo Noventa e Um — Romeu acordou...

    O quarto do hospital estava em silêncio. Romeu respirava com ajuda de aparelhos. O corpo ainda imóvel. Mas os sinais vitais estavam estáveis. Simon o visitava todos os dias. Noah também fazia isso sempre que podia. Às vezes, sentia-se culpado pelo que aconteceu com ele. Linda havia enviado flores. E Mariana cuidava dos boletins médicos e da segurança. O ataque havia acontecido meses antes, no estacionamento da Benson & Co. Romeu saía de uma reunião quando foi abordado por dois homens encapuzados. A pancada na cabeça foi precisa e violenta. Passou por duas cirurgias delicadas e ainda estava em coma. A polícia investigava. Mas sem pistas concretas até aquele momento. Nós tínhamos suspeitas, mas sem provas concretas, não foi possível avançar. Até que Mariana recebeu uma denúncia anônima. Um ex-funcionário da segurança interna da Benson & Co. Que nos enviou documentos, e-mails e gravações. — Foi Charles Benson — disse o homem. — Ele mandou silenciar o Romeu. Achava que ele uma ameaça

  • Desejos Proibidos    Capítulo Noventa — A Primeira Semente

    O prédio era simples. Três andares, fachada neutra, janelas largas. Mas por dentro, tudo pulsava. Cada parede carregava um significado, cada espaço tinha um propósito. A primeira unidade internacional do projeto Essência e Liberdade havia sido inaugurada em Lisboa. Não por acaso: Portugal era ponte entre continentes, entre histórias, entre línguas. Um lugar onde passado e futuro se encontrava. Simon caminhava pelos corredores com os olhos atentos. Cada sala tinha um nome: Escuta, Acolhimento, Recomeço. Nada foi escolhido ao acaso. Cada palavra representava um passo na jornada de quem chegava ali. Ele lembrava das conversas intermináveis com Noah sobre como seria esse espaço. Queriam que fosse mais que um prédio. Queriam que fosse um abraço. Noah vinha logo atrás, conversando com os voluntários que organizavam os últimos detalhes da coletiva. A imprensa estava do lado de fora, ansiosa. Era um marco histórico para o projeto — e para eles. — Está tudo pronto — disse Mariana, entregando

  • Desejos Proibidos    Capítulo Oitenta e Nove — Essência e Liberdade Internacional

    A proposta chegou com força total. Uma marca internacional, conhecida por campanhas progressistas e impacto social, queria unir forças com a Axis & Co. Não apenas como parceria comercial. Mas como um símbolo. Como uma bandeira. Simon leu o contrato com atenção, cada cláusula parecia pesar toneladas. Mariana estava ao lado, destacando riscos e oportunidades com a precisão de quem já enfrentou batalhas corporativas. — Eles querem usar a Essência e Liberdade como modelo — disse Mariana, com a voz firme. — Replicar em outros países. Com vocês como rosto. Noah, sentado à frente, permanecia em silêncio. O peso da decisão não era financeiro. Era o peso da exposição. Desde o início, o projeto nasceu como um grito contra o silêncio, mas agora seria um megafone global. — Continuaremos muito expostos. Será que saberemos lidar com isso? — perguntou Noah, quebrando o silêncio. — Como garantimos que não vire vitrine? Simon fechou o documento e respirou fundo. A lembrança dos primeiros dias volt

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status