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02.

last update Data de publicação: 2021-10-16 10:14:29

- Suspense, você gosta? – questionou como se estivesse conversando com alguém da sua idade.

- Ahh, não – respondeu, quando ouviu um carro chegando.

Joshua inclinou a cabeça e viu que era seu pai com seus irmãos.

- Mãe, o pai chegou! – ele gritou da sala.

- Estou indo – ela gritou de volta para ele.

Jensen carregava a mochila de Mackenzie, e ela corria na sua frente, para entrar logo em casa. Alan vinha atrás deles.

Mackenzie abriu a porta e viu Vivi sentada no sofá e Joshua no outro móvel.

- Oi – ela disse olhando para Vivi, se aproximando.

- Oi – levantou-se para cumprimentá-la, avistando Jensen e Alan entrando na sala.

As duas deram um beijo na bochecha uma da outra.

- Mas que menina linda – Alan disse olhando para Vivi, e viu sua esposa vindo da cozinha com Ricardo e Verônica, e sorriu. Cumprimentou o casal e os quatro voltaram para a cozinha.

- Ih, Joshua, sobrou para você ficar de babá, foi? – Jensen disse, tirando sarro do irmão e sentando no sofá.

- Sem graça – Joshua jogou uma almofada no irmão.

- Eu não sou um bebê para precisar de babá, você é quem precisa – Vivi respondeu para Jensen, brava.

- Viu, Jensen?! Ela não é um bebê – Mackenzie disse, estava sentada do lado de Vivi e riu do que ela disse para o irmão.

- Você tem personalidade forte, gostei disso – ele falou para Vivi e riu sem graça.

Estava anoitecendo, e todos estavam na sala assistindo a um filme que passava na tv, quer dizer; tentando assistir porque um falava mais que o outro e ninguém conseguia prestar atenção em nada.

Vivi e Mackenzie estavam sentadas no chão, encostadas no mesmo sofá que Joshua e Jensen estavam. Elas conversavam animadamente, sem se importarem com quem pudesse ouvir sobre o que falavam. De vez em quando, Jensen provocava as duas, só para vê-las irritadas. Vivi não entendia por que ele era tão chato.

- Mãe? – Mackenzie chamou.

- Sim, filha.

- A Vivi pode dormir no meu quarto? – perguntou, torcendo para que a resposta fosse sim.

- Se a mãe dela não se importar, é claro que pode.

- Deixa, mãe? – agora foi Vivi quem disse, praticamente implorando.

- Claro que pode, Vivi – Verônica falou, sorrindo para a filha.

As duas se levantaram e foram em direção aos seus pais para dar os beijos de boa noite, e subiram as escadas rumo ao quarto.

- Se comportem – Jensen falou, irritando Mackenzie, que virou as costas e mostrou a língua para ele, fazendo todos na sala rirem.

- Como ele é chato – Vivi resmungou para a outra, enquanto estavam na escada.

- Você se acostuma – Mackenzie disse rindo.

Era de madrugada, quando Vivi acordou assustada com o grito de Mackenzie.

- Que foi? – perguntou preocupada, levantando-se do colchão.

- Pesadelo – Mackenzie respondeu, chorando compulsivamente.

Vivi não sabia o que fazer e sentou-se na beirada da cama, quando viu alguém entrando no quarto e acendendo a luz.

- O que aconteceu, minha pequena? – Jensen perguntou carinhosamente, sentando do lado da irmã e abraçando-a.

- Pesadelo, Jen, 'tô com medo – Mackenzie respondeu, enxugando as lágrimas.

- Eu já te disse que pesadelos são coisas que nunca acontecerão de verdade, não disse? E que mesmo se acontecer, estou aqui para te proteger – falou olhando nos olhos da irmã.

- É, mas mesmo assim, eu tenho medo – ela disse.

- Então, hoje eu vou dormir aqui, para você não ficar com medo, está bem? – perguntou.

- Certo – respondeu para ele.

Vivi estava ali na beirada da cama observando tudo. Como ele pode ser tão fofo e chato ao mesmo tempo?, se perguntava em pensamento. Ele sorriu para ela.

- Você está bem? – questionou sorrindo.

- 'Tô, eu só fiquei preocupada com a Mackenzie – respondeu.

- Não tem com o que se preocupar, está tudo bem, eu estou aqui agora – ele sorriu, confortando-a. - Agora vamos todos dormir – Jensen falou, se ajeitando na cama com a irmã.

Vivi voltou para o colchão, e Jensen a esperou deitar para apagar a luz.

Amanheceu e estava um dia lindo, com o céu azul e sem nuvens.

Vivi acordou e ficou rolando no colchão, estava com preguiça de levantar.

- Você vai afundar o colchão desse jeito – Jensen falou rindo, fazendo-a rir também.

- Bom dia – Vivi falou, sentando no colchão.

- Bom dia, dormiu bem? – ele perguntou olhando-a.

- Sim, eu 'tô com fome – respondeu bocejando.

- Você é das minhas, adora comer – disse, levantando da cama com cuidado para não acordar Mackenzie. – Vamos tomar café – ele fez sinal com a cabeça em direção à porta, para Vivi, que levantou e foi atrás dele.

Jensen preparava o café e ela o observava.

- Cadê todo mundo? – perguntou curiosa.

- Estão na sua casa, devem estar esperando a mudança chegar – respondeu colocando o café na mesa.

- 'Tô com saudade da Nina – Vivi fez bico.

- Quem é Nina? – questionou rindo do bico dela.

- Minha companheira, quer dizer; minha cachorra – respondeu sorrindo para ele.

- Eu adoro cachorros, mas minha mãe tem alergia e eu não posso ter um.

- Eu deixo você brincar com a Nina – Vivi disse querendo consolá-lo, fazendo o rir.

Os dois conversavam tão distraidamente que não perceberam a presença de Mackenzie na cozinha.

- Por que vocês não me acordaram? – ela perguntou esfregando a mão nos olhos.

- Porque você estava dormindo tão bonitinha que fiquei com pena de te acordar – Jensen respondeu dando um beijo na testa da irmã.

- Eu tenho... tinha aula hoje.

- É, tinha – ele disse. – Mas a mamãe achou melhor você ficar em casa para ajudar a Vivi com as coisas dela, e por causa do seu pesadelo.

- Ah, entendi – Mackenzie sentou ao lado da amiga, sorrindo para ela.

Os três tomaram café, arrumaram a cozinha, se trocaram e foram para a casa de Vivi. Dois caminhões estavam estacionados em frente à residência, só que ela estava mais interessada em saber onde estava Nina.

- Mãe, cadê a Nina? – perguntou indo em direção à ela.

- Bom dia para você também, Vivi – Verônica disse, olhando para a filha.

- Ah, bom dia mãe, e a Nina onde 'tá? – olhou ao redor.

- Ela está no quintal com o seu pai – respondeu, rindo da ansiedade dela para ver a cachorra. Vivi foi correndo rumo aos fundos da casa, e viu seu pai com Nina. Estava dando de comer e beber para a cachorra, que estava faminta.

- Nina! – ela gritou e a cachorra parou de comer quando ouvi a voz de Vivi, e foi correndo em sua direção.

Para a sorte da menina, Nina ainda era um filhote de labrador, e isso foi o único motivo para não ter derrubado Vivi no chão. Ela abraçou a cachorra, apertando-a e matando a saudade.

Mackenzie se aproximou e Vivi apresentou Nina para ela. As duas ficaram um bom tempo brincando com a cachorra.

Todos os Ackles ajudavam os Lavignes com a mudança, carregando caixas, montando móveis, arrumando, e tudo que se fazia quando se mudava.

Jensen e Joshua estavam no quarto de Vivi montando a cama, enquanto Mackenzie e a menina os observavam.

- Eu não vou dormir nessa cama – falou brincando e fazendo careta. E Mackenzie riu.

- Se você não dormir, eu durmo – Jensen disse, olhando e rindo para ela. - Você acha que eu não sei montar uma cama? - ele perguntou.

- Sim – as duas responderam gargalhando e Joshua também riu.

- Vocês me pagam – Jensen falou, apertando o parafuso.

- Duvido – Vivi disse, olhando para ele.

- Ah, é? – ele perguntou, se levantando e indo a direção a ela.

- Sim! – se impôs.

- É melhor vocês correrem – ele disse, agora olhando para Mackenzie.

- Por quê? – a irmã perguntou intrigada.

- Por isso... – Jensen começou a cutucar as duas, fazendo-as cair na gargalhada.

- Corre! – gritou para Vivi, que a obedeceu, saindo correndo, com Mackenzie logo atrás e Jensen perseguindo-as.

- Crianças... – Joshua disse, rindo do que estava acontecendo.

Passou um mês desde que a família Lavigne havia chegado em Dallas, já estavam completamente instalados em sua casa, se adaptando à nova vida.

Verônica era bibliotecária e conseguiu um emprego em uma biblioteca perto da escola que Mackenzie e Jensen estudavam. Para facilitar tudo, colocou Vivi no mesmo colégio, só que as duas não estudavam na mesma classe, já que sua filha era um ano mais velha que Mackenzie.

De manhã, os quatro iam juntos, e no horário de saída, Verônica já estava em casa, então Vivi voltava com Jensen e Mackenzie.

Jensen era seis anos mais velho que Vivi, mas isso não impedia que os dois se tornassem amigos. Afinal, Vivi estava se tornando grande amiga de Mackenzie, por que não poderia ser dele também? Ela não era uma criança chata e nem nada, muito pelo contrário, era bastante madura para sua idade.

- E aí Vivi, está gostando de Dallas, escola e tudo mais? – Jensen perguntou enquanto voltavam para casa depois da escola.

- Eu 'to, aqui é diferente de Phoenix – respondeu sorrindo.

- Diferente como? – perguntou curioso.

- Não sei – ela respondeu e riu.

- Então como você sabe que é diferente? – Jensen perguntou confuso e rindo.

- Não sei explicar, mas é diferente – disse confusa por não saber explicar.

- Só você mesmo – ele falou rindo.

Quando chegaram em frente da casa de Vivi, ela correspondeu com um sorriso.

- Aqui – ele entregou os cadernos dela que estava carregando.

- Obrigada – respondeu pegando-os, sorrindo para ele. – Mais tarde eu vou à sua casa para visitar a Zie – disse nas escadas.

- 'Ta certo, eu falo para ela – Jensen falou, indo embora.

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Último capítulo

  • Destino   60.

    Todas as noites, Jensen eVivi davam um abraço e beijo de boa noite nos filhos. Thomas e Jennifer estavam tão acostumados com isso que não conseguiam dormir tranquilamente quando não acontecia. E como de costume, Jensen foi até o quarto da filha.- Cadê minha princesa? – falou alto assim que chegou à porta.- Aqui! – ela gritou e levantou os braços.- Pronta para dormir? – aproximou-se, ficando em pé aos pés da cama.Jennifer meneou a cabeça positivamente.- Felipo está esperando por você - Jensen sorriu para a esposa, que estava sentada na cama ao lado de Jennifer.- Vou lá - sorriu de volta e deu um abraço apertado na filha; logo em seguida, um beijo em sua bochecha.- Boa noite, mamãe - acariciou os cabelos dela.Vivi saiu do quarto.Jensen sentou no lugar anteriormente ocupado pela esposa, ao lado da f

  • Destino   59.

    À noite, naquele mesmo dia,Vivi acabava de sair do seu banho. Jensen e Thomas estavam na cama, e o menino dormia tranquilamente. Seu pai o observava com ternura.Ela se juntou a eles na cama.Thomas agora estava no meio dos dois.Vivi só acariciava o filho, não dizia absolutamente nada.- Nosso tesouro - Jensen sussurrou, olhando para a esposa, que simplesmente meneou a cabeça positivamente.Jennifer estava na balança, sendo empurrada por sua mãe. Enquanto isso, do outro lado do parquinho, Jensen cuidava de Thomas, que brincava no escorregador e nos brinquedos de escalada.- O Felipo vai cair – disse desesperada, apontando para onde ele estava.- Não vai não, seu pai está com ele – explicou e começou a empurrar lentamente a balança.- Mas e se o papai cair junto? – perguntou desconfiada.- Aí salvamos os dois, o que acha? –

  • Destino   58.

    Vivi estava sentada na varanda, folheando algumas revistas. Thomas, que agora estava com um ano e seis meses, corria pelo quintal, brincando com Funny.Ela estava de olho no filho. O observava se divertindo com a cachorra, que agora era imensa, mas por incrível que pareça tinha um cuidado todo especial com ele.- Mamãe - ele gritava, correndo em sua direção, com alguma coisa em suas mãos.- O que foi, meu amor? – perguntou, se inclinando para ver o que era.- Funny - ele apontou para a cachorra.- Ah sim, esse brinquedo é dela -Vivi disse assim que viu o que ele tinha em mãos; um dos brinquedos de borracha de Funny.- Tó - colocou o brinquedo no chão, para que ela pudesse pegar, e o fez imediatamente.Funny saiu em disparada pelo quintal, com seu brinquedo na boca. Thomas ria todo feliz pela cachorra.Vivi achou engraçado aquilo tudo e riu também.

  • Destino   57.

    - Oi, bebê. Oi, bebê - brincava com o filho, que dava alguns gritinhos e batia palminhas como resposta.- Papai está em casa - falava animada para ele.- Como estão? – ele perguntou depois de lhe dar um selinho.- Tudo em perfeita ordem - respondeu sorridente e ele lhe sorriu de volta.- E você, criança feliz?! - olhou para o filho, que sorria para ele. Deu-lhe um beijo em sua cabeça.Thomas esticou os bracinhos para que Jensen o pegasse no colo. Ele nunca recusava esse pedido do filho.Colocou sua mochila no chão e o pegou no colo, o jogava para cima e o bebê ria descontroladamente.Vivi estava ao lado deles e se divertia com a alegria do seu filho, de apenas cinco meses.- Preciso tomar um banho - disse, parando a brincadeira.- Eu o seguro enquanto isso - fez menção de pegá-lo no colo e Jensen o entregou para ela. Assim que o fez, Thomas começo

  • Destino   56.

    - Assim espero - riu de leve.- Já arrumou as malas? – Alan perguntou para a esposa, que fez um sinal de positivo com a cabeça.- Como assim? – Jensen interrogou confuso. - Vocês vão embora hoje?- Sim - Donna confirmou, estranhando a reação do filho. - Você esqueceu? – o indagou.- Provavelmente - riu de si próprio. - Que horas é o vôo?- Daqui duas horas - Alan respondeu.- Por isso é melhor irmos - Donna o avisou.- Vou sentir saudades - Jensen fez bico.- Nós também - Donna se aproximou, lhe dando um abraço.- Vou buscar as malas - Alan disse, se retirando da cozinha.Enquanto isso,Vivi estava na sala, amamentando Thomas. Permanecia em silêncio, só observando o filho.- Amor - ouviu Jensen dizer, chegando à sala com Donna. - Meus pais já estão indo.- Já? &

  • Destino   55.

    Algumas horas depois, os dois dormiam profundamente quando foram acordados pelo choro quase estridente do filho.Vivi tentou se levantar, mas foi impedida por Jensen.- Deixa que eu vou - a avisou, se levantando.Vivi apenas meneou a cabeça positivamente, ainda estava dolorida e completamente sonolenta para sair andando. Jensen voltou com Thomas no quarto, e ele estava um pouco mais calmo.- É cólica - explicou e colocou o bebê delicadamente sobre a cama deles.- Sério? –Vivi franziu a testa, em sinal de desespero.- Sim - sorriu e começou a fazer pequenas massagens em círculos na barriga do filho, que lentamente se acalmava.- Amor, ele está sofrendo -Vivi resmungou e algumas lágrimas escorreram por seu rosto.- Já está passando, não fique assim - olhou para a esposa de um jeito carinhoso.- Não dá - iniciou um choro copioso

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