เข้าสู่ระบบ"As vezes o que Deus tem pra você é muito melhor do que o que você anseia."A casa já não era a mesma. Havia um novo som ecoando pelos cômodos: o choro suave de uma criança que, dali em diante, traria luz e alegria a todos.Por mais estranho que parecesse, ninguém além de Maya se lembrava de Lucas.Ela tentou explicar a Dadá que ele era o pai de seu filho, e a mulher ficou sem palavras.— O destino é mesmo imprevisível — murmurou, surpresa. — Quem diria que o próprio pai da criança seria quem fez o parto?Maya sorriu de leve.— Pois é... nem eu esperava, Dadá.Os dias começaram a se ajeitar e a paz voltou a reinar na mansão, exceto nos dias em que aquela criança estava agitada.Lucas não perdeu o seu dom e se transformou em um dos médicos mais reconhecidos de todo o país.Maya comandava os negócios da família, e novas filiais foram surgindo ao redor do mundo.Um dia, em seu escritório, uma carta foi entregue pela secretária.O julgamento de Geremy e Jenny estava marcado para a semana
Realidade e sonhos estão interligados. A realidade pode ser um sonho, assim como um sonho pode se tornar realidade. As luzes, agora intensas, revelavam cada traço de seu rosto. Maya o fitou de perto enquanto as lágrimas se acumulavam em seus olhos. — Eu... eu tô sonhando? — sussurrou, com a voz trêmula. — Não é possível... O doutor não entendeu de imediato. Mas, antes que pudesse perguntar, ela o puxou com força, colando seus lábios aos dele. O beijo foi urgente, ansioso, carregado de gratidão, saudade e desespero. — Diz que eu não estou sonhando... — implorava Maya, entre beijos e lágrimas. — Por favor, diz que é real... Ele envolveu seu rosto com as duas mãos, obrigando-a a encará-lo. — Você se lembrou de alguma coisa? Ela chorava e sorria ao mesmo tempo, com a voz embargada pela emoção. — Sim! — exclamou, quase em grito. — De tudo! Eu me lembro de cada detalhe... de nós... do que vivemos... e também de quando tudo acabou. As palavras saíam atropeladas, como se não
Dizem que relembrar é o mesmo que reviver...Na mansão, já passava das duas da manhã. Maya mal conseguia manter os olhos abertos. Seus lábios tremiam, a pele estava fria. Segurando firme a mão dela, Dadá suplicava:— Aguenta, menina, por favor...Mas Maya soltou a mão da senhora e, com os lábios pálidos, murmurou algo quase inaudível:— Eu não aguento mais...— Não! Pelo amor de Deus, não! — gritou Dadá em desespero.Nesse instante, a porta se abriu. O segurança entrou, encharcado pela chuva.— O médico chegou!Dadá correu até ele, a voz trêmula:— Rápido, doutor, faça alguma coisa!— Afastem-se — pediu o médico com firmeza, aproximando-se da cama. — Preciso examiná-la.— Ela soltou a minha mão... — chorava Dadá.— Fique calma, senhora. Ela ainda está viva, apenas desmaiou de exaustão.Maya recobrou os sentidos lentamente. Viu Dadá ao seu lado, segurando firme sua mão.— Menina, o doutor já está aqui. Vai ficar tudo bem.O médico, porém, estava sério. Virou-se para os seguranças:— El
Confiar é esperar que seja feita a sua vontade. Ter fé é pedir pra que aconteça, mesmo sabendo que pode não ser ela a escolhida.Os meses voaram, como se fossem dias. Lucas acompanhava cada passo daquele paraíso. Sorria com cada acontecimento: os chutes que mexiam a barriga de Maya, as novas ultrassons, as idas dela ao jardim. Tudo era novidade e encanto.De repente… nove meses. Como o tempo corria.Numa tarde tranquila, Maya repousava em seu quarto. Dadá trouxe uma sopa e comentou:— Parece que vai chover muito.Maya afastou-se um pouco, olhou pela janela e viu as nuvens escuras cobrindo o céu.— Realmente... parece que vem uma tempestade.Algumas horas depois, quando a noite caiu, relâmpagos começaram a cortar o céu e trovões estrondosos sacudiam a mansão. As luzes se apagaram de repente, restando apenas os clarões dos raios iluminando os corredores.Maya pediu que os seguranças verificassem. Um deles voltou ofegante:— Senhora, uma árvore enorme caiu sobre a rede elétrica. A estrad
"As vezes a vida nos surpreende com presentes que nem sabíamos que precisávamos.”Quando recobrou os sentidos, Maya encontrou Dadá aflita ao seu lado:— Está tudo bem, menina?— Sim — respondeu, ainda confusa.— Precisa ir ao médico.— Não é necessário.— Claro que é! Você desmaiou do nada!— Eu ando trabalhando muito, deve ser apenas cansaço.— Mesmo assim. Você precisa se cuidar.Depois de muita insistência, Maya concordou.No outro dia, pegou o carro e foi ao consultório do médico da família. Achava aquilo um enorme exagero, mas não gostava da ideia de ver Dadá tão preocupada.No consultório, esperava tranquila quando o doutor Marcos entrou com alguns papéis.— Eu disse que não tinha nada, doutor. Só vim porque a Dadá insistiu.Ele sorriu.— Sua saúde está ótima. Não há nada com que deva se preocupar.Maya respirou aliviada, até que o médico completou:— Mas eu deveria lhe dar os parabéns. Você está grávida.Um silêncio pairou naquele momento. Maya ficou pálida e não soube exatame
"Que você jamais conheça o desprazer que a vida proporciona quando se pode assistir a tudo, mas sem fazer absolutamente nada."Na manhã seguinte, ao acordar, Maya sentiu os olhos pesados e um vazio estranho no peito. Não sabia o que havia acontecido, mas era como se alguma coisa lhe faltasse. Olhou-se no espelho: os olhos estavam inchados, o que denunciava que havia chorado. Aquilo lhe causou certa inquietação. Não podia acreditar que ainda chorava por Geremy. Lembrou-se de tudo o que ele fizera, inclusive da morte de seus pais. Talvez tivesse chorado de raiva. Ele realmente fora um atraso em sua vida. Agradeceu a Deus por estar preso e por não sair de lá tão cedo.Foi até a cozinha e, com um enorme grito, disse:— Bom dia, Dadá!A pobre senhora se assustou, levando a mão ao coração:— Meu Deus, não faça isso, menina! Já disse que não tenho mais 20 anos!Maya sorriu.— Dormiu bem? — perguntou à velha senhora.— Sim.— Ah, que bom! — exclamou ela.Os dias começaram a passar, e as coisa







