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Capítulo 1

Autor: Crisfer
last update Data de publicação: 2025-05-08 04:45:47

Alicia arqueou as costas, os dedos se enterrando nos lençóis quando João se posicionou atrás dela, suas mãos firmes agarrando seus quadris. Ele não hesitou — com um movimento fluido, ele a preencheu completamente, um gemido rouco escapando de sua garganta ao sentir como ela se ajustava perfeitamente a ele.

— Deus, você é apertadinha... — ele rosnou, os dedos marcando sua cintura enquanto começava a se mover.

Ela mal conseguia pensar. Cada embate dele era calculado para tirá-la do eixo — profundo, depois mais rápido, depois com uma rotação dos quadris que a fazia ver estrelas. Alicia gemeu, os nós dos dedos brancos de tanto se agarrar à cama.

— Mais... — ela suplicou, a voz trêmula. — Por favor, mais...

João não precisou ser pedido duas vezes. Seus quadris bateram contra ela com força renovada, cada movimento mais selvagem que o anterior, até que o som de pele contra pele enchia o quarto. Ela podia sentir ele pulsando dentro dela, a tensão em seus músculos — ele estava perto, tão perto.

No último instante, ele se puxou para trás, um grunhido escapando de seus lábios enquanto evitava o inevitável. Seus lábios encontraram as costas dela, beijando a coluna suada enquanto suas mãos deslizavam pela cintura fina de Alicia.

— Pequena você é tão apertada, tão gostosa que é difícil me controlar, quero te foder muito ainda... — ele murmurou, a voz carregada de possessividade.

Antes que ela pudesse responder, ele a virou de frente, seus corpos se colando novamente. Ele a beijou profundamente, sua língua invadindo sua boca no mesmo ritmo que seu corpo se reconectava ao dela. Dessa vez, ele foi mais devagar — quase reverente — mas não menos intenso. Cada movimento era meticuloso, como se ele quisesse memorizar cada suspiro, cada tremor dela.

Alicia envolveu suas pernas em torno dele, os calcanhares pressionando as costas dele, incentivando ele a ir mais fundo. Ele respondeu com um sorriso malicioso contra seus lábios antes de acelerar novamente, seus corpos se movendo em uma sintonia perfeita, como se já se conhecessem há uma vida inteira.

O ar no quarto estava pesado, carregado de cheiro de sexo e suor, e quando os olhares deles se encontraram, algo mudou — não era mais apenas fogo. Era algo mais profundo, mais perigoso.

Mas não havia tempo para pensar. João enterrou os dedos nos cabelos dela, puxando sua cabeça para trás enquanto seus quadris continuavam seu trabalho implacável.

— Vem, pequena, goza comigo — ele ordenou, a voz áspera.

E ela obedeceu.

O orgasmo a atingiu como uma onda, seu corpo se contorcendo sob ele, e ele a segurou firme, prolongando cada segundo até que seu próprio prazer o alcançou. Ele a enterrou no colchão, os dentes cravados no ombro dela, um rugido abafado escapando enquanto despejava tudo o que tinha nela.

Por um longo momento, os únicos sons no quarto eram suas respirações ofegantes.

João roçou os lábios no pescoço dela, seus dedos traçando padrões preguiçosos em sua pele.

— Ainda não acabamos — ele sussurrou, e Alicia sentiu um calafrio percorrer sua espinha.

Ela sabia que ele estava certo.

Esta era apenas a primeira noite.

João não demorou a recuperar a força. Assim que sentiu o sangue voltar a ferver em suas veias, já estava sobre Alicia novamente, seus dedos firmes puxando ela de lado. Ela estava deitada de perfil, as coxas grossas e suadas ainda tremendo do último orgasmo, quando ele se encaixou por trás, seu corpo quente se moldando perfeitamente ao dela.

— Tão perfeita... — ele rosnou no seu ouvido, antes de entrar nela com um movimento fluido, a preenchendo por completo.

Alicia arqueou as costas, um gemido rouco escapando de seus lábios. Ele começou devagar, mas já sabia que não ia demorar muito — ela estava tão molhada, tão quente, que cada estocada era como ser puxado para dentro do paraíso. Ele agarrou sua coxa, a erguendo com força, a abrindo ainda mais, e o novo ângulo fez os dois suspirarem em êxtase. Agora ele podia ir mais fundo, mais forte, e ele não se conteve.

— Isso, pequena... assim mesmo — ele murmurou, os quadris batendo contra ela com um ritmo que a fazia perder o fôlego.

Alicia gritou, os dedos se agarrando aos lençóis, o corpo todo tremendo. Ela já não sabia mais quantas vezes tinha gozado aquela noite, mas João parecia determinado a fazer ela perder a conta. Cada palavra dele, cada "pequena" sussurrado em seu pescoço, fazia seu corpo reagir como se fosse a primeira vez.

Ele mudou de posição novamente, rolando ela de bruços e puxando seus quadris para cima, a dominando completamente. Agora, sem pudor, ele a tomou com força total, suas mãos segurando seus pulsos contra a cama enquanto seus quadris se moviam num ritmo selvagem.

— Você é minha essa noite — ele grunhiu, os dentes cravando em seu ombro. — Só minha, pequena.

Ela não contestou. Como poderia? Seu corpo já não lhe pertencia — ele era dele, completamente.

Quando o último orgasmo a atingiu, foi como um terremoto. Seu corpo arqueou, os músculos se contraindo em torno dele, e ele finalmente cedeu ao próprio prazer, enterrando-se nela até não aguentar mais, libertando-se com um gemido rouco que ecoou pelo quarto.

Exaustos, os corpos colados de suor, ele a puxou contra seu peito, seus dedos traçando círculos preguiçosos em sua cintura. Alicia mal conseguia manter os olhos abertos — o cansaço e o prazer a puxavam para um sono profundo.

João observou seu rosto relaxado, os lábios ainda inchados de tanto beijar, e algo estranho apertou em seu peito.

Mas ele ignorou.

Era só uma noite.

E, no entanto, quando ela se aninhou contra ele, mesmo dormindo, ele não a afastou.

Apenas a puxou mais perto.

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Último capítulo

  • EM NOME DO FILHO    FINAL

    Dez anos se passaram desde o dia em que Alicia, Roberto e João assinaram juntos a certidão que reconhecia oficialmente o que o coração deles já sabia há tempos: eram uma família. Completa. Inusitada. Real.A casa onde viviam era outra — não porque haviam se mudado, mas porque o tempo tinha deixado suas marcas boas. A varanda agora era coberta por trepadeiras floridas, um balanço de cordas e madeira pendia de uma árvore robusta no quintal, e os risos infantis ecoavam como trilha sonora constante.Pietro tinha doze anos e era a mistura viva dos três. Herdara a sensibilidade de Alicia, o senso de justiça aguçado de Roberto e a serenidade encantadora de João. Estela, com nove, era pura luz, como o nome que Pietro escolheu quando ainda era uma criança. Tinha olhos atentos ao mundo, perguntas afiadas e uma forma de abraçar que desarmava qualquer dureza.Aquela manhã de sábado começara com cheiro de café e bolo de laranja saindo do forno. Alicia andava pela cozinha descalça, os cabelos mais

  • EM NOME DO FILHO    Capítulo 85

    O dia amanheceu sereno, com uma brisa suave entrando pelas frestas da janela e espalhando pelo quarto um cheiro leve de lavanda. Estela dormia tranquila no berço improvisado entre o quarto de Alicia e o de Roberto. Pietro, já mais crescido e falante, tinha passado a noite com os avós, deixando o trio com um raro silêncio — e uma rara privacidade.A casa parecia respirar junto com eles. Cada detalhe da decoração, cada foto na parede, cada brinquedo no chão, carregava história. Um lar construído entre amores improváveis, barreiras vencidas e promessas cumpridas. Mas naquele dia, algo maior os esperava: a formalização daquilo que o coração deles já reconhecia há muito tempo. Uma família.— Tá pronta? — João perguntou, ajeitando o colarinho da camisa clara, os olhos brilhando por trás dos óculos de leitura que ele sempre esquecia no topo da cabeça.Alicia respondeu com um sorriso que era meio nervoso, meio incrédulo, enquanto ajeitava o vestido azul escuro que escolhera especialmente para

  • EM NOME DO FILHO    Capítulo 84

    O sol ainda não havia se debruçado completamente no horizonte quando o silêncio daquela manhã foi rompido por um gemido abafado vindo do quarto. A cidade ainda bocejava quando dentro da casa de tons claros, aquecido por cortinas translúcidas e móveis acolhedores, o tempo parava. Alicia segurava na mão de Roberto enquanto olhava para João com os olhos marejados de dor e emoção. O momento havia chegado.Ela queria aquele parto em casa. Queria sentir cada parte da vida nascendo com intimidade, acolhimento e amor. Eles haviam se preparado juntos, com cursos, consultas e planos. Pietro estava com a avó materna, levado carinhosamente no dia anterior, quando as contrações se tornaram ritmadas.A sala agora parecia uma extensão do coração daquela família. O colchão no chão, lençóis estendidos, a banqueta de parto, as essências no difusor, a playlist suave de fundo e os dois homens que Alicia amava de verdade, ajoelhados ao seu lado. Roberto fazia compressas mornas, acariciava as costas dela e

  • EM NOME DO FILHO    Capítulo 83

    O sol de fim de tarde entrava pela grande janela da sala, dourando as cortinas e os brinquedos espalhados por Pietro. No centro do cômodo, Alicia dobrava algumas roupinhas recém-compradas para o novo bebê, sorrindo ao ver os tamanhos minúsculos das peças, tão parecidos com as que Pietro usava pouco tempo atrás. O menino agora corria pela casa com seus dois anos bem vividos, falando sem parar, cheio de perguntas e risadas. Ele era o tipo de criança que preenchia o ambiente com luz — e barulho.João vinha da cozinha com as mãos molhadas, secando-as no avental que ele insistia em usar nas tardes em que cozinhava. Roberto, sentado no chão ao lado do filho, tentava montar uma pista de carrinhos.— Mamãe, o papai João disse que hoje vai ter lasanha! — gritou Pietro, correndo até Alicia e segurando sua perna com força.— Vai sim, meu amor — ela respondeu, acariciando os cabelos do filho. — Mas primeiro, você precisa guardar esses brinquedos, certo?Pietro fez uma careta exagerada, que arranc

  • EM NOME DO FILHO    Capítulo 82

    A brisa da manhã entrava suave pelas janelas abertas da nova casa. O campo ao redor parecia emoldurar a cena que se desenrolava lá dentro com uma delicadeza quase cinematográfica. Em meio aos móveis de madeira clara e às cores aconchegantes da decoração, Alicia caminhava descalça pela sala, a mão repousando com ternura sobre a barriga já arredondada pela nova gravidez.O tempo tinha passado rápido. Um ano se fora desde que haviam deixado a cidade grande. O antigo apartamento, os olhares tortos no elevador, os cochichos no parquinho… tudo parecia tão distante agora. A nova vida no interior, cercada pela natureza, pelas galinhas da vizinha, pelo cheiro de mato molhado e pelas caminhadas no fim da tarde, era o cenário perfeito para a família que eles estavam construindo — juntos.Pietro, agora com dois anos completos, era o reflexo vivo daquela nova fase. Curioso, carinhoso e falante, corria pela casa como um raio de sol, seus cachinhos balançando, os pezinhos fazendo barulho no assoalho

  • EM NOME DO FILHO    Capítulo 81

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