Compartir

02 - Petter Harris

Autor: Anne Vaz
last update Fecha de publicación: 2023-12-02 04:23:05

Petter Harris

Chegar na casa da Helena, me trouxe diversas preocupações, principalmente quando notei que a Laís estava mais eufórica do que imaginava, enquanto Helena estava com o mesmo olhar tristonho e podia notar que ela se esforçava para que seus pais não percebessem que ela estava atuando.

Estou tão acostumado com as fotos que recebo da vigilância que coloquei sobre ela que consigo perceber o seu humor pelo olhar. Ver as duas se despedindo dos pais da Helena me deu a chance de mandar mensagem para o Henrique e todos os nossos amigos avisando que já estávamos saindo da casa dos Lira. No mesmo instante chegam as notificações deles afirmando que estarão a postos assim que avisar.

O mochilão da Laís estava programado para ser por quinze dias, passaríamos em cinco países e terminaríamos na Alemanha, entregando ela na casa da avó em Berlim. Tivemos sorte que ela escolheu justamente o período que o irmão dela Matheus teria a sua primeira missão.

O que deixaria os olhos dos pais dela focados nessa missão, em vez de estar na primogênita que estaria conhecendo vários países acompanhada de mim e da Helena.

Finalmente embarcamos para o demorado voo, me sentei o mais distante que pude das meninas e via a Helena tentando se concentrar em algo no seu tablet, mas conseguia notar os momentos em que seu olhar se perdia olhando para fora da aeronave.

Quando percebo que a Laís finalmente se aconchegou em sua poltrona, saio do meu lugar, começo a caminhar entre as poltronas e me sento na poltrona de frente da Helena e penso no que falar, fico sem ter o que falar para ela, as ideias me somem.

Não consigo evitar olhar para o seu rosto delicado e imaginar beijando-a, fazendo ela gemer o meu nome e principalmente senti-la implorando pelo meu toque.

— Quantos anos você está? — É a primeira coisa que me vem a mente, como se não soubesse até o tamanho de sua lingerie.

Seu olhar parece confuso com a minha pergunta e a vejo voltar novamente a sua atenção para o tablet que ela tinha em suas mãos delicadas.

Mas ela me responde com outra pergunta e o que me faz respirar fundo tentando controlar a irritação por ela não me responder, custa ser educada e conversar comigo?

— Idade suficiente para não ter de responder, se me der licença estava estudando um pouco. — Sua atitude retira o resto de paciência que tenho.

Me inclino sobre a mesinha e pego o tablet de sua mão, afasto o dispositivo do corpo e a vejo se levantar no intuito de conseguir recuperar o aparelho, vê-la ganhando um tom avermelhado em suas bochechas pela irritação me divertiu por um momento, é a primeira vez que a vejo corar e como ela ficou linda. A vejo respirando fundo e olhar em meus olhos, percebo que ela ia se sentar novamente e tomo a atitude.

Passo meu braço por sua cintura e a puxo na minha direção a sentando em meu colo, seu susto foi momentâneo e aproveito a posição e sinto o seu perfume, encaixo meu rosto na curva de seu pescoço, não resisto e passo a mão por sua costa e a vejo se rendendo ao meu toque e me sinto um pouco sortudo com isso.

— Estou com vinte anos, em alguns meses farei aniversário. — A ouço e me lembro que havia perguntado a sua idade.

— Desculpa Helena, hoje estou a serviço do senhor Fritz, mas quando voltar para casa, conversarei com o Henrique, sobre te fazer a minha esposa. — Digo sem pensar, sentindo um sorriso brotar em meus lábios.

Talvez ela tenha uma ideia do que sinto e aceite tranquilamente o que acontecerá e se não aceitar faremos conforme é feito em nosso meio, um casamento para fechar alianças, aceitarei de bom grado a mão da irmã do meu líder, do chefe da minha casa. O pensamento me tira um sorriso satisfeito em saber que as possibilidades de que ela seja minha sejam realmente reais.

— Está louco, quem te disse que quero algo sério com você… — Deixo uma risada sair e olho novamente para a Laís conferindo para ver se ainda estava dormindo.

— Essa é a nossa forma de ser, não quero brincar com você e nem te iludir, então posso muito bem pedir a sua mão em casamento para o seu irmão. — A vejo bufando irritada.

— Meu irmão é uma criança, ele não tem envolvimento com isso. — Ela sai do meu colo e vai para o banheiro.

Assim que ela se levanta, o olhar da Laís me pega de surpresa, a vejo se levantando e caminha até a poltrona a minha frente, a mesma que até ainda pouco estava a sua amiga, ela suspira e olha uma vez em direção ao banheiro.

— Helena não carrega o fardo de ser do nosso meio Petter, a minha amiga sofreu muito com o fim do namoro dela, então caso esteja interessado apenas a se divertir com ela, afasta-se. — Sorrio para a pequena garota de olhos verde na minha frente e fico feliz.

— Não quero me divertir, minha cota de diversão acabou tem algum tempo senhorita. — Digo com sinceridade.

— Acho bom, ou terei que falar com o seu líder e acho que não é isso que queremos. — Sorrio para a mulher que tem tirado a paz do Henrique e apenas confirmo com a cabeça.

Me afasto das poltronas onde elas estavam sentadas e volto a programar o roteiro do mochilão, mesmo que tenhamos planejado o sequestro tenho que agir conforme as expectativas das minhas duas protegidas.

Finalmente o nosso voo termina e chegamos à Itália, saímos em direção ao aeroporto e alugo o carro que usaremos nos primeiros dias que ficaremos aqui, o piloto tinha ordem de voltar para a Nova York assim que descansasse.

Coloco as malas das duas no porta-malas e as minhas no banco do passageiro, retiro a minha pistola da cintura e coloco na lateral do carro, mesmo que esse mochilão seja um dos maiores segredos mal guardados da “First”, pode ter alguém com interesse de fazer mal a filha da Madame Suíça, preciso estar precavido com qualquer situação.

Ao chegar no primeiro hotel que havia sido escolhido no roteiro, vamos cada um para os nossos quartos, escolho o que fica de frente para o quarto da Laís e como já era alta madrugada me deito na cama para descansar da viagem cansativa. Antes de dormir mando mensagens para todos avisando que chegamos e que as duas já estão dormindo.

Na manhã seguinte, providencio o café da manhã para as princesas enquanto tomo o meu café em meu próprio quarto, olhando pela janela vejo que o lugar está bastante movimentado, o que pode ser um problema para retirar a Laís daqui.

— Melhor avisá-los. — Falo comigo mesmo.

Passo a mensagem para o Henrique e o deixo ciente dos riscos e ele concorda em esperar que estejamos em algum lugar mais tranquilo e de fácil acesso.

Agora é hora de atuar, servir realmente de segurança da princesinha da máfia e da Helena. Olho mais uma vez para saber se a minha pistola estava carregada, a guardo no cós de minha calça e deixo o terno cobrir.

Saio do meu quarto no instante que a camareira chegava com o café da manhã no quarto das meninas, havia pegado um quarto duplo unido por uma pequena ante sala, com uma varanda de frente para o Coliseu, a vista era linda, não tem como negar que ela soube escolher um bom lugar para ficarmos.

A camareira deixa o carrinho com o café das duas e abro as portas para a varanda e sinto o calor infernal que estava hoje, tenho certeza que sofrerei com esse terno por aqui, passo a mão na testa para limpar o suor que começa a descer pelo meu rosto. Vou até a porta da Helena e bato na porta para que ela saia e chame a Laís.

Bato algumas vezes e começo a me preocupar que ela não esteja bem, seguro na maçaneta e olho para dentro do quarto e vejo a cama desarrumada e o som do chuveiro me chama atenção. Para o meu azar havia um espelho que estava na direção do banheiro e conseguia ver a silhueta dela no box…

— Ela é linda não é? — Me assusto com a voz da Laís atrás de mim.

— Bom dia, senhorita… — Digo assustado. — Bati e como ela não me respondeu, abri para saber se estava bem.

— Claro que sim, agora você voltará para o seu quarto e trocar essa roupa, me recuso ter um cara de terno e esculta atrás de mim. — Olho para o conjunto que estava usando e de ótima qualidade.

— Me quer usando o que então? — Pergunto revirando os olhos.

— Algo leve e com cara de turista, nada que o deixe você com cara de segurança. — Suspiro e olho mais uma vez para o quarto e fecho a porta.

Tudo bem, vou lá trocar de roupa.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • ENTRE O CHEFE E O SEGURANÇA   52 - Helena Harris

    Helena HarrisPrendo a respiração e seguro firme na mão da enfermeira que estava ali como meu apoio. Quando a dor passa consigo relaxar. — Vamos conseguir amor, era meu desejo estar segurando a sua mão, mas essa panterinha tinha outros planos. — Vejo Petter sair do carro e correr em direção ao avião. — Estou indo, seja valente assim como sempre foi. Concordo com a cabeça e vejo sua ligação cair, olho para a enfermeira que tenta ligar novamente, mas é em vão. Acho que ele já deve ter decolado. — Helena você está com oito centímetros, mas já sinto a cabecinha da Charlie, na próxima quero que empurre. — Olho assustada para o celular e não via o meu marido ali. — Não podemos esperar, ele está vindo… — Pergunto para Rebeca que estava entre minhas pernas. Seguro a mão da enfermeira e deixo um grito de dor sair. Céus é como se estivesse sendo partida ao meio. Olho para Rebeca, ela estava com um sorriso no rosto. — Isso, filha, está quase lá. — Nesse momento não a corrijo. Quero apenas

  • ENTRE O CHEFE E O SEGURANÇA   51 - Helena Harris

    Helena Harris O que poderia esperar desse casamento… O pensamento surge enquanto observo as ondas se quebrando próximo à praia. Estamos há cinco meses no México, vejo Petter ficando cada dia mais irritado, não conseguem terminar a caçada dos ratos que se infiltram próximo ao Miguel. Agradeço a Deus que Andrei e Olívia se casaram duas semanas depois de mim, o que me garantiu minha amiga ao meu lado. Claro que fiz amizade com Nicoly, a esposa de Miguel que estava perdendo a paciência com o que estava acontecendo ao seu redor, a vi quando ela matou um dos soldados por olhar menosprezando o que ela dizia. Vê-la daquela forma foi um choque, mas o que esperar de uma mulher que já está nesse mundo desde quando eu ainda era uma criança. Sinto minha garotinha me chutando, nos últimos dias venho sentindo um desconforto cada vez maior, essa garotinha será enorme olhando pelo tamanho que está a minha barriga. Fiquei tão feliz quando na última ultrassom descobrimos que nosso bebê é uma menina,

  • ENTRE O CHEFE E O SEGURANÇA   50 - Petter Harris

    Petter HarrisEstava em uma reunião com Henrique e Miguel Carrillo, que continuava tendo problemas com as pequenas células leais ao Gonzalez, pelo que estava acontecendo no México eles estavam tentando derrubar Miguel para assumir o seu lugar.E como um dos membros da “First”, ele pediu ajuda para apagar de vez com esse incêndio, claro que Henrique não iria negar ajuda ao homem que o ajudou resgatar a sua esposa.Mas não poderia sair daqui, me candidatei a ir, sei que não será nada difícil e muito menos que me tirará de casa por muito tempo. Posso levar a Helena quando estiver mais tranquilo.Vinha suspeitando de que ela estivesse grávida e pelo que notei, ela nem se deu conta que estava com sua menstruação atrasada, não queria dizer nada.Quero que ela tenha o prazer de me surpreender. Mas quando o Bryan entra no escritório da sede da empresa que Henrique mantém como fachada, onde faz a lavagem de dinheiro. Ele nos avisa o que aconteceu, nem deixo que termine.Meu pulse se acelera, é

  • ENTRE O CHEFE E O SEGURANÇA   49 - Helena Lira

    Helena LiraEm casa passo direto para o quarto, mal consigo ouvir as ordens que Petter dava para os soldados que nos trouxeram, quero apenas me livrar dessas roupas com cheiro de hospital e relaxar depois desse encontro.— Mas que droga!Digo irritada com o encontro inesperado que acabo de ter.Não fazia ideia que ela estivesse aqui, ou será que ela veio trabalhar aqui porque queria tentar me encontrar.O irônico disso é que ela está na maternidade, logo ela que abandonou um bebê de três meses, totalmente dependente de uma mãe, com o pai que fez o melhor possível.Estava tão frio e com os pensamentos fervilhando que não me importei de entrar de cabeça no chuveiro gelado como Petter gosta de usar quando chega de madrugada em casa.A agua gelada corre por meus cabelos enquanto descanso a minha testa no azulejo, não vou chorar por ela está próxima, aquela mulher não merece nenhum sentimento meu.Mas, chorarei por descobrir que serei mãe, que em mim existe o fruto do meu amor. Coloco as

  • ENTRE O CHEFE E O SEGURANÇA   48 - Helena Lira

    Helena LiraOs dias tem se passado tão rápido, mas sinto que estou deixando alguma coisa de lado, não consigo descobrir o que.Falta uma semana para o meu casamento, Laís e Olivia se uniram com a minha mãe para organizarem o meu casamento, estou amando cada uma das etapas que Petter fez questão de me proporcionar.Minha despedida de solteira foi a poucos dias no lugar mais lindo que já conheci. Tia Carolina me levou para Paris, escolher o meu vestido de noiva.Petter orgulhoso como só ele é, me disponibilizou um cartão com o limite que ultrapassa as barreiras do universo. Laís perturbou tanto o juízo do Henrique que ele providenciou um para sua esmeralda.As aulas começaram há poucos dias e hoje estou sem nenhuma concentração para estar aqui, acordei com um mal-estar horrível. Petter vem me mimando a cada dia, trazendo coisas diferentes para mim.Talvez aquelas rosquinhas que trouxe ontem é o motivo de estar me sentindo tão mal hoje. Só de lembrar nelas sinto o enjoou. Me ergo da cade

  • ENTRE O CHEFE E O SEGURANÇA   47 - Petter Harris

    Petter HarrisVer o japonês à minha frente não foi bom, o desejo de enfiar o soco nele até sentir os seus ossos se esfarelando era maior do que saber sobre o que era o assunto.Fecho a tela do notebook a minha frente e tento parecer relaxado na frente do Tanaka, vejo o seu conselheiro entrar apenas para fechar e nos dar privacidade. Pelo visto, o assunto é delicado o suficiente para não haver testemunhas.Entrelaçando os dedos sobre meu abdômen e espero que ele diga o motivo de ter pedido essa reunião. Posso enxergar em seus olhos que está indeciso.Que não sabe ao certo o que falar, ou como começar a falar. — Diga Tanaka, o que deseja?Pergunto quando o suspense e a curiosidade pulam de minha boca. Ele percebe e sorri. O vejo respirar fundo e pedir permissão para sentar à minha frente, arqueiro o rosto dando a permissão que precisa.— Sei o que aconteceu anos atrás, sem quem é o responsável! — Ele diz com tranquilidade.— O que espera que eu faça? — Pergunto.— Que a proteja e guard

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status