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Me deixando em paz!

Autor: Liha
last update Data de publicação: 2025-01-12 05:32:54
POV Olívia

Com passos leves, caminhei em direção à cozinha. Meu estômago logo roncou, e tudo que eu queria era encontrar algo quente para beber antes de dormir. Empurrei a porta da cozinha, esperando que estivesse vazia.

Mas não estava.

Meus olhos se arregalaram ao encontrar Felipe. Ele estava de costas, sem camisa, apenas com uma calça jeans cinza que pendia perigosamente na cintura. Seus ombros largos e costas bem definidas brilhavam sob a luz amarelada que emanava da cozinha. Ele mexia a
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Último capítulo

  • Entre a Coroa e o Desejo   O Desmoronar de um Império

    POV Felipe:O celular vibrou no console do carro, e o nome de Olívia no visor trouxe um sorriso instantâneo ao meu rosto. Mas, assim que atendi, o sorriso morreu. O som que veio do outro lado não era de saudação; era o som do puro terror.— Felipe... ela esteve aqui. Ela segurou a Luna. Ela disse que... — a voz de Olívia quebrou em um soluço sufocado. — Ela disse que eu ia perder a minha filha se não sumisse. Felipe, eu estou indo embora. Eu não posso ficar aqui!Meu sangue gelou e, logo em seguida, ferveu. Eu não precisei de nomes. O rastro de destruição tinha a assinatura de Rebeca.— Olívia, não se mexe! Eu estou chegando! — gritei, jogando o carro para o acostamento e fazendo um retorno proibido enquanto o motor rugia.O trajeto até o apartamento dela foi um borrão de alta velocidade e fúria. Quando entrei, encontrei o cenário de um pesadelo. Olívia estava no meio da sala, as mãos trêmulas segurando o próprio corpo, andando de um lado para o outro como se o chão estivesse em chama

  • Entre a Coroa e o Desejo   Intrusa

    Pov Olívia O silêncio do pós-êxtase ainda pulsava na minha pele quando fechei a porta do apartamento. Por alguns segundos, encostei a testa na madeira, tentando separar as duas versões de mim mesma — a mulher que ainda tremia pelo toque de Felipe… e a mãe que precisava subir aquelas escadas. Respirei fundo. Silêncio demais. Não era um silêncio comum. Era errado. Frio. Vazio. Meu coração desacelerou por um instante — e então disparou com violência. A luz da cozinha estava apagada. Denize já deveria ter ido embora, mas algo dentro de mim gritava que aquilo não estava certo. Caminhei devagar, cada passo calculado, como se o chão pudesse denunciar minha presença. Passei pelo quarto da minha avó. Ela dormia, tranquila, com a expressão leve de quem acreditava que tudo estava bem. Aquilo deveria me acalmar. Mas só piorou tudo. Subi as escadas sentindo o ar mais pesado a cada degrau. Quando meus olhos encontraram a porta do quarto de Luna entreaberta, meu corpo inteiro gelou

  • Entre a Coroa e o Desejo   Meu Felipe

    POV: Felipe Pela janela, as torres de Eldora pareciam cinzas sob o céu nublado, mas nada era tão sombrio quanto o peso no meu peito. Eu agi como um animal ferido. As palavras que disparei contra Olívia ainda ecoavam aqui dentro, cada uma delas soando como uma traição à mulher que, agora eu sabia, tinha enfrentado o inferno por minha causa. — Henrique — chamei, minha voz saindo mais rouca do que o normal. O detetive entrou, a postura rígida, mas os olhos inquietos. Ele era o homem que havia me entregue o relatório meses atrás, aquele que afirmava que Olívia tinha partido por vontade própria, nos braços de outro. — Majestade — ele inclinou a cabeça. — Eu quero a verdade, Henrique. E quero agora — levantei-me, caminhando até ele com uma fúria contida. — Você me disse que ela me traiu. Me disse que ela sumiu com um amante. Mas a Olívia que eu reencontrei estava passando fome em Londres para proteger a nossa filha. Como você explicaria esse "equívoco"? Henrique empalideceu. —

  • Entre a Coroa e o Desejo   Corrida matinal

    O dia amanheceu cinzento em Eldora, combinando perfeitamente com o meu estado de espírito. Eu não tinha pregado o olho direito, revirando na cama enquanto as ofensas do Felipe e a arrogância do Éric duelavam na minha memória. Deixei a Luna com a babá— Apesar de eficiente, me lembrava a todo segundo que eu estava vivendo sob a vigilância dele — e saí para encontrar a Bia.Correr sempre foi o meu escape. O impacto dos pés no asfalto ajudava a organizar o caos na minha cabeça.— Ele disse o quê?! — Bia quase parou de correr, os olhos arregalados enquanto tentava recuperar o fôlego.— Exatamente isso, Bia. Ele me reduziu a nada. Questionou minha fidelidade enquanto eu estava passando fome em Londres por causa da mãe dele — respondi, limpando o suor da testa com o dorso da mão, o ritmo da corrida aumentando conforme minha raiva subia. — O Felipe é um babaca. Ele acha que, porque me colocou num apartamento de luxo, agora é meu dono.— Amiga, eu sempre soube que o ego desse homem era maior

  • Entre a Coroa e o Desejo   O cachorro arrependido

    Pov Olívia O barulho da porta do quarto batendo ainda ecoava nos meus ouvidos enquanto eu me atirava na cama, sufocando um grito contra o travesseiro. O silêncio que se seguiu no apartamento era pesado, doentio, carregado pelo cheiro de comida esfriando e vinho derramado que agora parecia o odor de um funeral. O funeral da minha paz. O funeral da esperança de que, em Eldora, eu finalmente teria uma família. Eu ouvi os passos abafados do Éric pelo corredor. Ouvi o murmúrio baixo da minha avó Amélia tentando acalmar a Luna na sala. E, finalmente, ouvi a porta da frente se fechar. Éric tinha ido embora, provavelmente sangrando por dentro e por fora. Fiquei ali, encolhida, sentindo meu peito arder. As palavras do Felipe rodavam na minha mente como lâminas. “Trepando com ele?”. Como ele pôde? Depois de tudo o que eu passei, depois de cada noite em claro em Londres segurando o choro para não acordar a Luna, rezando para que ele aparecesse, para que ele me salvasse daquela miséria... a

  • Entre a Coroa e o Desejo   Ciúmes 2

    Pov Olívia O almoço era um completo campo minado. O barulho dos talheres batendo nos pratos de louça parecia um metrônomo marcando o tempo para uma explosão. O estopim não foi uma ofensa direta, mas algo muito mais simples. Luna se engasgou levemente com um pedaço de carne e, antes que eu pudesse reagir, o Éric e o Felipe se moveram ao mesmo tempo.Éric foi mais rápido. Ele inclinou a cadeira dela, limpou o canto da boca da minha filha com o guardanapo e deu um tapinha suave nas costas dela, dizendo: "Calma, pequena, tá tudo bem". Luna sorriu para ele, pegou na mão dele e continuou comendo como se nada tivesse acontecido.Felipe estancou com a mão no ar, a poucos centímetros da filha. O rosto dele passou do pálido para o vermelho em segundos. Ver que a Luna buscava o toque do Éric antes do dele foi o fim.— Já chega dessa palhaçada — Felipe disse, a voz num tom tão baixo que fez os pelos do meu braço arrepiarem. — Éric, eu agradeci pelo que você fez, mas acabou. Eu posso cuidar da

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