Compartilhar

45- O caos

Autor: Dreeh Lopes
last update Data de publicação: 2025-05-24 10:22:46

PH

Era para ser o melhor dia, o amanhecer de uma nova fase para nós dois. Acordei com Any em meus braços, sentindo o calor do seu corpo se aninhar perfeitamente ao meu. O sol que invadia o quarto, pintava o ambiente com tons quentes e acolhedores, enquanto nossas respirações suaves e os batimentos sincronizados dos nossos corações preenchiam o silêncio. Era um amanhecer de paz e felicidade, um contraste gritante com a tempestade que havíamos enfrentado no dia anterior. Beijos carinhosos e suss
Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App
Capítulo bloqueado

Último capítulo

  • Entre a Lei e o Crime- O DONO DO MORRO E A POLÍCIAL    76- O final Feliz

    Liz O sol banhou o Morro Senegal em um brilho dourado, mas aquele não era um dia comum. Era o dia do meu casamento com Brandon. E desta vez, não era apenas um pacto de amor e poder entre nós dois, era uma celebração que selava a nova era do morro sob os olhos de todos, incluindo minha família, que já haviam retornado das férias. A pequena igreja da comunidade, um refúgio de fé e tradição no coração do morro, estava abarrotada. Seus bancos de madeira simples mal comportavam a multidão que ansiava por testemunhar. O cheiro de flores frescas e incenso se misturava ao perfume familiar da pólvora e do suor que permeava cada viela. Era o nosso santuário, e ali, diante de Deus e dos nossos, iríamos nos unir. Eu caminhava pelo corredor, o vestido branco, era uma visão que parava o tempo. Longe de ser um traje de noiva tradicional e volumoso, ele era a personificação da minha força e elegância. Confeccionado em um crepe de seda pesada e fluida, com um brilho sutil que capturava a luz, ele

  • Entre a Lei e o Crime- O DONO DO MORRO E A POLÍCIAL    75- A paz celada e pedido de casamento

    Liz Os dias que se seguiram transformaram o Morro Senegal num palco para a minha vontade. A cada nascer do sol, as punições impostas aos traidores se desenrolavm, cravando minha autoridade na mente e no corpo de cada morador. O Coveiro, sujo e exausto, era a prova viva de que a arrogância se pagava com a miséria. A Velha Coruja, com sua faixa, tornou-se a voz que proclamava minhas vitórias. E Beto Sem-Braço, com seu corpo moído pelo trabalho forçado, era um monumento a insubordinação. O Morro Senegal respirava um ar de respeito. Os boatos cessaram, os murmúrios se transformaram em ordens obedecidas. A paz, a minha paz, havia sido imposta. E com ela, a prosperidade começava a florescer sob o meu pulso firme. As "bocas" funcionavam sem problemas, o dinheiro fluía, e até as famílias mais afastadas sentiam a diferença de ter uma Patroa atenta. Uma noite, a brisa trazia o cheiro de maconha das bocas de fumo e o som abafado de um samba distante. Eu estava na varanda da minha casa, obser

  • Entre a Lei e o Crime- O DONO DO MORRO E A POLÍCIAL    74- A patroa não está para brincadeira

    LizO cheiro de suor e pólvora ainda estava impregnado nas minhas narinas quando estacionei a moto na boca do morro. A adrenalina da caçada a Marcus começava a se dissipar, dando lugar a uma satisfação fria. A lição havia sido dada, e o recado claro: o Morro Senegal tinha uma nova patroa, mesmo que temporária, e ela não tremia nas bases. Ph, meu pai, sabia que podia contar comigo para manter a ordem enquanto ele aproveitava suas merecidas férias.Brandon se aproximou, limpando o sangue seco de Marcus da sua mão com um lenço. Seus olhos encontraram os meus, e um aceno de cabeça mudo trocamos. Aquele era o nosso idioma, o entendimento sem palavras que só existia entre quem compartilhava o mesmo tipo de fardo.— O Chris tá lá dentro com uns vapores, patroa. Parece que tem uns recados chegando — ele disse, sua voz rouca, como sempre.Meus passos ecoaram no corredor estreito da boca. Lá dentro, a fumaça de cigarro e o cheiro doce de maconha disputavam espaço no ar abafado. Chris estava sen

  • Entre a Lei e o Crime- O DONO DO MORRO E A POLÍCIAL    73- Acerto de Contas

    Liz — Ele pagou? — Minha voz soou impaciente no celular. Já passava das quatro da tarde, e Marcus ainda não havia dado as caras. — Não, patroa, ele sumiu. O vapor que estava na cola dele disse que ele despistou. Um arrepio frio percorreu minha espinha, mas não de medo, e sim de uma raiva crescente. Sumiu? Comigo, ninguém sumia. — Ele não sabe com quem está mexendo. Reúna os vapores. Quero todos na boca em cinco minutos. — Sim, patroa. Olhei para Brandon, que estava ao meu lado, sua expressão séria refletindo a minha. — Ele vai se arrepender de ter nascido. — Sussurrei, mais para mim mesma do que para ele. Brandon apenas acenou, seus olhos fixos em mim, entendendo a fúria que eu sentia. Não era só sobre o dinheiro, era sobre autoridade. Era sobre mostrar quem mandava agora no Morro Senegal. Chegamos a boca e os vapores já estavam reunidos. A tensão era palpável no ar. Todos sabiam que Marcus havia cruzado uma linha. — Escutem bem. — Minha voz cortou o silêncio. — Marcus sumiu

  • Entre a Lei e o Crime- O DONO DO MORRO E A POLÍCIAL    72- A dona do morro

    Um Ano Depois Liz Um ano desde que a minha vida virou de cabeça para baixo e se reajustou em um novo eixo. Um ano desde que a verdade sobre minha origem veio a tona e eu abracei o que sempre esteve em meu sangue. Agora, aqui estamos, uma família unida e feliz. Meu sangue, meu povo. — Cadê os meninos? Vamos chegar atrasados. — A voz da minha mãe ecoou pela casa, carregada de uma urgência divertida. — Ryan está descendo com eles. — meu pai avisa, segurando as últimas malas para colocar no carro. Os gêmeos estavam descendo as escadas com a ajuda de Ryan, eles ainda estavam aprendendo a andar, e era a coisa mais fofa do mundo. Um calor reconfortante invadiu meu peito ao vê-los, uma sensação que só eles conseguiam provocar. — Não aguento essas fofuras, venham dar um beijo na melhor irmã do mundo. — Meus pequenos cambalearam em minha direção, com uma energia contagiante. Eu os peguei nos braços, dando beijos que os fizeram gargalhar até ficarem sem ar. Era o som mais doce do mundo.

  • Entre a Lei e o Crime- O DONO DO MORRO E A POLÍCIAL    71- Uma nova chance

    PH Acordei em um quarto estranho, cercado por aparelhos apitando ritmicamente. As lembranças da noite anterior invadiram minha mente como uma avalanche, e uma onda de preocupação me atingiu. A última imagem nítida era Any, pálida, com sangue escorrendo. Virei a cabeça com dificuldade e vi Ryan dormindo pesadamente em uma cadeira ao lado da cama. — Ryan! — minha voz saiu rouca, um fio de som. Ele sobressaltou, os olhos arregalados antes de se suavizarem em um sorriso aliviado. — Pai! Que bom que acordou! — Como está a Any? Ela estava sangrando.— a urgência na minha voz era inegável. — Está tudo bem agora, pai. Os gêmeos nasceram e estão ótimos. — Nasceram? — a pergunta escapou, carregada de incredulidade. — Sim, e a mãe está revoltada. Nasceram mais dois filhos loiros de olhos azuis. — Ryan riu. Um sorriso fraco brotou em meus lábios. Any sempre ficava possessa com a genética teimosa que insistia em gerar filhos com minha aparência. Ryan, Liz, Isaac e agora os gêmeos. O cabe

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status