INICIAR SESIÓNSenti como se estivesse fora da realidade. Aquilo não podia ser real, eu planejei tudo por meses! Era o meu momento de liberdade, apenas uma plataforma de distância do trem….
E o que essa megera está fazendo abraçando a fulaninha secretaria cujo nome nem me dou o trabalho de lembrar? Se gosta tanto dela, e me odeia, bastava me deixar ir embora! Mas não, esse “Shaytan” gosta de me maltratar, aposto que os únicos orgasmos que teve em vida foram quando me maltratou.
Quem sou eu para falar de orgasmos, nunca vi, só ouço falar…
Esse era o grau de desprendimento da realidade que eu me encontrava, minha mente vagando por coisas sem noção para me afastar da vida real, onde, entre a minha liberdade e eu, estava um grupo de “Djins”.
Amir caminhou lentamente na minha direção, com um sorriso cruel nos lábios e olhos faiscando de raiva.
Ele acha mesmo que eu sou idiota de ficar parada? Pelo portão que entrei, sai correndo.
Se ele me pegar, vai me castigar de qualquer jeito, mas se não conseguir me pegar, vai enfiar a raiva no meio do…
Infelizmente, correr com o corpo todo coberto não é muito fácil, e o barulho dos passos dele indicava, que estava cada vez mais perto. As buzinas gritaram como loucas quando atravessei uma rua movimentada sem olhar, torcendo para que ele fosse atropelado atrás de mim.
Eu também desejo coisas ruins…
Virei numa esquina, e para o meu azar, como nos piores filmes, encontrei-me num beco. Virei na direção de onde vim, mas Amir já estava lá. Ele estava bufando, como um touro irritado.
— Para com a palhaçada, Esmeralda, ou vai ficar muito pior para o seu lado!
— Amir, sejamos francos aqui, não existem sentimentos entre nós. Eu não gosto de você e claramente você me detesta!
— Você é minha esposa, e está obviamente alterada. Serei paciente e te levarei para um terapeuta que possa te ajudar a controlar a histeria.
A mãe dele apareceu ofegante acompanhada da oferecida cagueta.
— Eu não sou louca, não seja condescendente comigo! E não te suporto, odeio a sua mãe, que é uma desgraçada escravista! Deixe-me ir embora e pode ficar com a secretária que está doida para tomar o meu lugar! Ficaremos todos muito bem!
— Meu filho, mostre para ela quem é o homem da casa! Aninha será a sua segunda esposa e essa rameira está dando um péssimo exemplo a ela!
— Esposa? — Eu ri alto. — Amir, na frente de Allah, eu te repudio!
— O que está fazendo, Esmeralda, não se atreva!
— Eu te repudio!
— Você é louca, é apenas uma mulher, não tem essa autoridade! — Berrou a megera com o rosto vermelho.
E peça terceira e derradeira vez, eu recitei as palavras:
— Amir, eu te repudio!
Arranquei a aliança do meu dedo e atirei no chão, aos pés dele, com toda a minha força.
Quando o anel atingiu o chão, a coisa mais assustadora da minha vida até então aconteceu. Um forte feixe de luz e um ruído ensurdecedor veio do fundo do beco. A luz era tão forte que me cegou e perdi totalmente o senso de equilíbrio. Não sabia onde estava, não conseguia ver nada, tudo era uma luz branca e ardente.
Ouvi vozes estranhas, que grunhiam e retumbavam num idioma desconhecido. Senti alguém segurar o meu braço, falando rapidamente coisas incompreensíveis. Apenas uma das vozes eu conseguia discernir, era feminina e sedosa, mas parecia estar vindo debaixo d'água.
“ Andem logo, não podemos demorar neste mundo, sabem o que pode acontecer!”
A pessoa que apertava o meu braço grunhiu feito um porco e gritou algo ao tentar arrancar o meu Niqab, mas a voz feminina o interrompeu.
— Não tire o pano da fêmea, Demon! São vestes de sacerdotisas dos deuses humanos, não contrariamos deuses!
Depois disso, apaguei. Acordei deitada numa cama estranha, com muito barulho de vozes e choro a minha volta. Eu ainda era a mesma, inteira e viva. Confusa, mas desperta.
Será que estou presa em um pesadelo? Que lugar é esse?
Olhei em volta, estava numa espécie de prisão, com as paredes cobertas por azulejos muito brancos, grades na entrada. Não estava sozinha, havia uma garota chorando sentada no chão.
— Esmeralda, você está bem? — Ah, não, Amir me persegue até nos meus pesadelos estranhos?
— Não quero falar contigo! É o meu sonho e não preciso te atirar! — Falei sem olhar na direção dele.
— Não é um sonho, esposa, fomos sequestrados, olhe ao seu redor mais uma vez!
Eu olhei, ele estava numa cela em frente a minha, com mais dois rapazes, um deles desacordado no chão.
— Eu não sou mais sua esposa, Amir! Te repudiei em publico!
— Não é hora para suas palhaçadas, Esmeralda, fomos sequestrados. A essa hora devem estar pedindo resgate, só o que me faltava ter que dar o meu dinheiro para bandidos! Tudo por sua culpa!
— Seria bom se fosse simples assim, mas não haverá resgate para nenhum de nós…
Afirmou um idoso sentado numa cadeira de rodas na cela ao lado da minha.
— Como assim? — Perguntei aflita.
— Não escute esse velho, não sabe de nada!
— Estou aqui há muito tempo, acho que sei algumas coisinhas. Uma delas é que a sua atitude não vai te ajudar neste mundo.
— Eles vêm e escolhem a gente como se fôssemos algum tipo de mercadoria.
— Vocês são malucos, só estão falando merda!
— Cala a boca, Amir! Chato pra caramba! — Escuta, senhor, de quem está falando? Eles quem?
— Não se atreva a falar assim comigo, Esmeralda!
— Vai fazer o que, me bater? Não tem como, idiota!
— São monstros…. — Choramingou a moça que dividia a cela comigo.
— Eu falei que são malucos! — Vociferou Amir antes de se jogar na cama da cela onde estava.
Foi o idoso que continuou a fala dela.
— Todo tipo de monstro, vampiros, lobisomens, até demônios…. Eles vêm em busca de parceiros…Sh, silêncio, vem vindo alguém!
O velho fechou os olhos e a mocinha se encolheu num canto da cela, tentando se esconder de quem quer que estivesse chegando.
Uma bela mulher de longos cabelos negros abaixo da cintura e vestido longo cor de vinho entrou olhando para o interior das celas, até que me viu, parou e sorriu para mim. NO entanto, o que me impressionou foi o homem que a acompanhava, muito alto e musculoso, com as costas cobertas de pelos e escamas, usando uma túnica como as que os antigos Imperadores romanos vestiam.
— Tivemos uma bela colheita neste ciclo, resgatamos cinco companheiros humanos, dessa vez, Lorde Demon.
O homem monstruoso sorriu, mostrando enormes dentes na boca, todos pontiagudos como pontas de facas. Ele disse alguma coisa a ela numa língua que nunca ouvi antes daquele dia. Ele apontou para mim e disse mais alguma coisa, ao que ela sorriu em retorno antes de se dirigir a mim.
— Ele está perguntando de qual deus você é sacerdotisa e se poderia retirar as vestes que te escondem. O seu cheiro e doce ao nariz dos machos, ele está curioso sobre a sua aparência.
— Bismillah ir Rahman Ir Rahim — Respondi em oração. Aquela altura eu estava com tanto medo, que mal conseguia raciocinar.
— Ah, acho que já ouvi falar, o deus do povo do livro. — Ela se virou para a criatura e disse com desdém: — E não, Lorde, infelizmente, a sacerdotisa não pode retirar as vestes ou será uma grande ofensa aos deuses humanos e o seu pai não gostaria nada de saber que o seu herdeiro é um blasfemador.
O monstro bufou, bateu com o punho no peito, vociferou sei lá o que, então deu as costas e foi embora. A mulher misteriosa revirou os olhos e respirou fundo, antes de segui-lo.
— Espere, senhora, quem são vocês, o querem de nós?
Ela parou, ergueu uma sobrancelha e me fitou.
— Sou Deanera, sacerdotisa da deusa Arádia e rastreadora de companheiros. E você, humana sacerdotisa, é uma companheira…
— Companheira? Como assim?
— Alguns humanos, por algum mistério divino, têm almas gê-
— Ei, você, eu tenho grana, tá legal? — Gritou Amir, enfiando a cara entre as grades da sua cela. — Me diz quanto quer para me libertar e assinarei o cheque agora mesmo! Eu dou a grana e me deixam voltar para casa, simples assim!
— Voltar para casa? — A mulher riu alto. — Nunca voltarão para casa, é impossível.
A jovem da minha cela soluçou, chorando mais alto do que conseguia controlar.
— O que quer dizer com impossível? — Perguntei em voz baixa.
— O primeiro identificador chegou, fiquem de pé e prestem respeito! — Ela ordenou, me ignorando.
Um grupo de pessoas entrou pelo corredor, olhando atentamente para dentro das celas, no centro, uma bela mulher de olhos negros e longos cabelos loiros, caminhava devagar, cheirando o ar. Ela fechou os olhos e inspirou profundamente, então, sorriu e disse alguma coisa, empolgada, e os seus acompanhantes sorriam e agiram como se estivessem parabenizando-a por algo. A mulher misteriosa foi até ela, e a loira apontou para a cela onde estava o senhor idoso.
Um dos lacaios que estavam de guarda trouxe um grande chaveiro de metal, com muitas chaves, e abriu a cela. Na mesma hora, a loira correu para dentro e saltou sobre o idoso. O velho gritou, mas a mulher o atacou sem piedade e….
Oh, Allah…
Ela o mordeu no pescoço, ele se estrebuchava e ela mordeu-o, bebendo o sue sangue enquanto os outros aplaudiram.
— Que merda é essa? — Sussurrou Amir, se afastando das grades e andando de costas para o fundo da sua cela.
O idoso parou de se mover, e a mulher lambeu a ferida, da sua boca escorria sangue e ela sorria, alisando o rosto enrugado dele. Dois dos homens que acompanhavam a loira pegaram o corpo do velho e o levaram embora.
Por Allah, que lugar é esse? Devo estar morta e condenada a um dos infernos.
“Oh Allah, tem misericórdia de mim!”
Próximo livro da série, sigam o meu perfil e fiquem de olho no lançamento em breve!BJKS!*****Ele segurou a mensagem com as mãos trêmulas. Lia e relia o seu conteúdo quase incrédulo, temeroso de tudo ser apenas um sonho.O coração dele batia acelerado e estava a cada segundo mais difícil controlar a fera de sua essência.Ele não era mais um adolescente, era um alfa beirando os trinta anos, líder de um clã, cujo membro mais jovem passava dos dezesseis.Era difícil mensurar a alegria que aquela notícia traria para o clã inteiro e não apenas para a sua natureza.Beta Eli observava o amigo e líder de cabeça baixa, ajoelhado no chão, pois o desequilíbrio da aura que emanava do Alfa o deixava apreensivo, até mesmo apavorado.Dérik era um dos alfas mais poderosos em existência, um dos únicos a alcançarem a terceira forma.Beta Eli temia que seu clã estivesse em perigo, o que explicaria a ansiedade do seu líder ao ler a mensagem urgente enviada pelo grupo de busca liderado pelo general Adan
Olá, meus amores!Teremos mais dois capítulos bônus e terminarei essa que foi uma coletânea de três livros da série: Esmeralda, a Luna humana, A Redenção de Orium e Mina. Publiquei os três de uma vez aqui.Sigam o meu perfil e fiquem atentos, pois em breve publicarei O MILAGRE DO ALFA, O quarto livro da série, com o Alfa Derik como Protagonista, ele será seguido pelo livro Minha ômega, o último da série, contando a vida dos filhotes e finalizando o enredo com o vilão Malakai.Enfim, espero que gostem deste encerramentoBJKS!*****MinaAcordei com o zumbido de uma abelha próxima a minha cabeça. Tentei espantá-la, mas ele foi mais rápido do que eu, mesmo de olhos fechados, capturou o inseto em pleno voo. Ele estava atrás de mim, agarrado ao meu corpo, seu braço me servindo de travesseiro. Me virei de frente para ele, o meu rosto em seu peito, a tempo de vê-lo sorrir com o braço que segurava a abelha estendido. — Elias! Ela vai picar a sua mão! Ainda de olhos fechados, ele abriu a m
Olá, amores!E aí, como estão?Falta só um agora, hein! Espero que gostem, não esqueçam de comentar e compartilhar!BJKS!*****MinaEu estava nervosa, mas contente. O reflexo no espelho não parecia com a “antiga eu”, nem com a pessoa que me tornei após sofrer violência. A fêmea que me encarava de volta era o resultado de tudo o que vivi, desde o meu nascimento, com todas as minhas dores e traumas, incluindo minhas alegrias e esperanças.Os meus cabelos estavam presos em tranças na frente, que se uniam atrás por um laço de fita adornado com penas coloridas. Presente do clã da montanha, parte do costume das cerimônias e união por lá.Sim, aquele era o dia da celebração da união entre o general Gama do clã e mim, três noites após eu aceitar Elias como meu macho.— Tão bonitinha, sabia que rosa combinaria contigo!Sorri com as palavras de Luna Esmeralda, a fêmea do temido Alfa Ares, também conhecido como o alfa maldito. Ela era bem diferente de tudo o que imaginei, de uma beleza ímpar e
Olá, amores!Ontem nem falei com vocês no capítulo que postei.Então, estão bem? Postei as fotinhas do meu chá de casa nova no Insta, já viram?Meu cantinho, humilde, mas cheio de amor!Anunciando aqui, só faltam dois capítulos! Depois deles, voltaremos para o Minha Ômega!Preparados?Espero que gostem, não esqueçam de comentar e dar presentinhosBJKS!*****MinaEu queria chorar, mas fiz o possível para conter o pranto. Ele estava tão bonito perto do Alfa, seus cabelos um pouco crescidos. Notei que perdeu um pouco de peso, mas não perdeu a majestade de sua aparência atraente.Que bom que não raspou os cabelos ao ser condenado por me marcar. Queria que estivessem longos, fantasiei algumas vezes em como deve ser agradável deslizar os dedos pelas mechas...Não sabia que ia encontrá-lo, a Luna não me disse nada, nem o Anwar. Ao vê-lo de surpresa, não me controlei e corri para ele. Me atirei em seus braços sem pudor, queria me atar em seu peito e me aninhar em seus braços. Meu herói…Ele
Mina— Mas… Mas, Luna Odessa, como pode ser um crime se ele salvou a minha vida? — perguntei, desesperada por compreender o mal que causei ao pobre Gama.Ele estava preso injustamente. Pelo que me contaram, tudo o que fez foi me marcar para me salvar, certo? — Mina, querida, marcar alguém a força é um crime hediondo em nossa sociedade, você sabe disso. — Mas ele não me forçou… — Disse com a voz fraca, pois sabia que o meu argumento era muito falho.— Quando ele te marcou, você tinha apenas consentido a reivindicação, não para a marca. Se estava desacordada, era incapaz de consentir em algo, logo, ele cometeu um crime. A Luna colocou a mão no ombro do sacerdote e ele arregalou os olhos antes de começar a falar:— O meu irmão estava muito preocupado contigo, visto que você estava presa mentalmente no momento em que te atacaram no cativeiro. Desculpa mencionar isso, mas eu não consegui te trazer de volta, nada do que aprendi funcionou. Te marcar era uma esperança, porque a sua loba se
Olá, amores!Hoje tem festinha aqui em casa, o chá de casa nova, como já tinha contado para vocês antes. Ontem, ralei muito preparando as comidinhas e acabei não terminando esse capítulo, mas posto hoje.Agora, vou terminar as últimas comidinha e arrumar, porque daqui a pouco chega gente.BJKS!*****Mina“ Parei diante dele com os olhos fechados, meu corpo tremia, estava tão nervosa, mas a minha loba estava feliz, exigindo que eu abrisse e olhasse.Levantei a mão devagar e toquei nela…A marca, cicatrizada e aceita.‘Meu!’” — Eu tenho uma marca? — Perguntei em voz baixa e trêmula. Não podia conter as lágrimas, era tanta coisa de um vez. Destruíram as minhas flores, escreveram palavras tão cruéis me mandando ir embora e, ao mesmo tempo, a marca no meu pescoço indicava que não apenas fui reivindicada, como um vínculo foi criado e aceito pela minha natureza.Lorde Anwar me observava sem dizer nada., estava mordendo o lado de dentro da bochecha e parecia preocupado. — Onde ele está? —







