FAZER LOGINSURINA
O Javali correu e se postou ao lado. A Serpente se transformou em fumaça e voltou para as costas dela, que ardeu.
Surina afastou a franja da testa e se colocou novamente em posição de ataque.
— Sure! — Ela ouviu a voz de Helgar. — Fuja! Saia da...!
ADAAda não esperava que Ian entrasse pela varanda naquela noite. Ela estava tão absorta com a história que escrevia que não se deu conta que um homem de um metro e oitenta e cinco entrava.Aquilo seria um tipo de comportamento maníaco? Se não fosse pelo fato de que ele a salvou, ela consideraria de verdade a ideia. No entanto, Ada achava que Ian só apareceu no quarto sem a autorização para lhe provocar, mas no fim se tornou algo que ela não esperava: a morte do irmão dele.Sentia, de fato, que algo estava errado. Por isso o pressionou para que falasse a respeito do que acontecia. Por um momento até pensou que Arthur tivesse sido sequestrado ou morto, mas, pelas graças dos céus, não foi. De qualquer forma, aquilo não excluía o fator principal: alguém morreu naquela noite.E tinha sido o irmão de
IANAda não estava entendendo o que estava acontecendo, óbvio, mas Ian agora tinha mais certeza de que ela não devia viver em um mundo tão... cruel. Conseguia agora sentir o cheiro dela emanar preocupação, compaixão, empatia, todos aqueles sentimentos doces e sagrados que passara anos desejando sentir de novo. Ou que ainda tentava cultivar, mesmo com as Marcas.Mas ele não conseguiu.Não tão bem, claro.Ada piscou duas vezes e inclinou um pouco a cabeça esperando que ele dissesse alguma coisa.— Não precisa me trazer nada, obrigado. Eu só... — ele tentou encontrar as palavras certas. — Eu só preciso...
IAN— O que foi? Você está passando mal ou algo assim? — Ada saiu da cama, mancando, e foi em direção a ele.Pelo maldito inferno, ela não podia simplesmente andar de camisola de unicórnios com aqueles cachos desordenados e achar que ele não sentiria vontade de colocá-la de volta na cama, mas com ele junto. Também não podia ficar diante dele, olhando para cima, sem nenhum pingo de desejo ou medo, como se tentasse entender o que se passava, porque era exatamente assim como queria que todas as pessoas agissem.É por isso que eu a quero!, alfinetou a Luxúria. Ela é diferente
Depois de enterrar Helgar, Ian voltou para a Mansão cercado da fumaça que os Pecados representavam quando não estavam em forma física e quando também não se encontravam no corpo. Não conseguia controlar as Marcas muito bem porque a raiva que sentia fazia com que a Ira despertasse todas as outras. Cogitou em ir para o subsolo na intenção de extravasar aqueles sentimentos, mas sabia muito bem que ficaria horas se desgastando em exercícios que não o fariam ficar melhor.Maldição!, pensou. Maldito seja Azira e todo o seu Clã.Por que não se vinga logo de uma vez?, a Ira lhe dizia. Vai ser bem melhor resolver agora do que depois.
LUCASLucas sabia que seria doloroso ver mais outro irmão ser enterrado. O choro de Surina por si só dificultava toda a situação. Não conseguia consolá-la quando sequer mantinha as próprias emoções no lugar. Se não estivesse ali, Lucas não teria notado que Ian não conseguiu ficar por muito tempo no Mosteiro. Ninguém conseguia dizer uma só palavra, para o bem da verdade.Bina, que tinha deixado o posto de observar Ada para dar vez ao John, assoava o nariz com um lenço, enquanto Bamby colocava a terra de volta. Nano era o único que, obviamente, tentava consolar Surina, mas sem sucesso. Perder um companheiro de séculos... com certeza, era algo difícil de lidar.Bem, Lucas também não aguentou ficar por muit
LUCASQuando Ian disse a Lucas para irem de encontro a Surina e Helgar, ele sabia que os irmãos estavam com problemas. Era bastante óbvio pela cara de ódio que via. Nos últimos séculos, conseguia interpretar as atitudes de Ian com relação a certas escolhas e, apesar de sempre discordar de algumas situações, ele sabia que no fim aquela seria a melhor alternativa. Não somente para ele, como para todo o Clã.Por isso Lucas não se espantou quando Ian lhe passou as novas informações que Ariane deveria ter dado ao Clã assim que colocaram os pés no Brasil. Os Duboi agora eram parte do Clã de Azira. Uma notícia daquela era de extrema importância. E saber que todos corriam perigo nas mãos dos antigos Duboi era algo preocupante.Então eles não perderam tempo em chamar Nano, que estava desocupado e próximo a região, e rumou até lá voando. Assim







