INICIAR SESIÓN— Cuidado, Mia. Você pode estar falando da sua futura Luna — Darian repreendeu a filha.
Mia deu de ombros. — Seria uma pena para a alcateia Cabeça e para o resto das alcateias. Ela expôs sua opinião sem medo. Conhecia bem Ravena desde a infância. — Mas ela já fez a transformação no ano passado, não é sua companheira, Ian? — provocou. — Eu jurava que seria. O deboche era evidente. Ian não gostou. — Mesmo que minha verdadeira companheira apareça nesse meio tempo, se for uma companheira fraca eu renunciarei ao vínculo e tornarei Ravena a Luna desta alcateia. Ele falou com firmeza. — Ela se preparou a vida inteira. É uma loba forte. Mia se assustou com a frieza e a praticidade com que Ian tratava o assunto. Um vínculo baseado em força e poder era tudo o que Mia repudiava. E tudo o que sua mãe sempre desejou que ela nunca vivesse. — Nossa… — disse Mia, sem se importar. — Essa é a coisa mais deprimente que eu já ouvi. O clima na mesa pesou imediatamente. — Basta, Mia — disse Darian, em tom firme. Ian não suavizou. — Nem todos conseguem as coisas fazendo birra e chorando, Mia. A maioria de nós precisa fazer sacrifícios. O sangue de Mia ferveu. Ah, se ele soubesse o quanto ela já tinha sacrificado… Ela abriu a boca para responder. — Chega. — A voz de Theron ecoou, carregada da autoridade de um Alpha. Mia não sentiu os efeitos da ordem. Mas Ian imediatamente se encolheu na cadeira. O silêncio dominou a mesa. Alguns momentos depois, Elowen se levantou e saiu da sala. Quando voltou, carregava um pequeno bolo decorado com luas prateadas. — Mia — disse ela com um sorriso gentil —, fiz isso especialmente para você. Com alguns dias de atraso… mas não poderíamos deixar de comemorar. O coração de Mia aqueceu. Lágrimas quase subiram aos seus olhos. Luna Elowen sempre a tratou com carinho, como se fosse uma segunda mãe. Afinal, ela havia sido a melhor amiga da mãe de Mia. — Obrigada… eu amei! — disse Mia, emocionada. Todos começaram a cantar. — Agora sopre as velas, querida — disse Elowen. — E faça um pedido. Mia fechou os olhos. Que eu consiga esconder minha loba. Que eu faça o sacrifício da minha mãe valer a pena. Ela soprou as velas. Quando abriu os olhos, Lucca ergueu o copo. — Um brinde à Mia! Agora ela finalmente pode ir às festas e beber álcool. Mia sorriu, travessa. — Hmmm… então posso parar de usar identidade falsa! Ela ergueu o copo e o bateu contra o de Kiara, que riu. Lucca tentou não olhar para Kiara. Mas quando ela sorria, era quase impossível. Era como se ela tivesse lançado um feitiço sobre ele. Ele desviou o olhar. Era o certo a fazer. Mas sabia que, com Kiara morando ali agora, aquilo seria muito mais difícil. Darian observava a cena com uma expressão emburrada. Theron, por outro lado, soltou uma gargalhada sincera. — Mia, você é terrível, menina! Ian fechou ainda mais a cara. Ele nunca via o pai agir com tanta leveza com ninguém. Mas quando o assunto era Mia, Theron sempre parecia rir, até mesmo quando ela fazia algo imprudente. E com ele… …era sempre exigida perfeição. Mia então se levantou. — Agora, se me dão licença, preciso ajeitar minhas coisas. Mais tarde tem o luau e estou doida para rever todo mundo. Ela beijou Elowen e Theron. — Obrigada por tirarem um tempo para me receber. Sei que vocês têm muitos compromissos. Lucca franziu a testa. — Como você sabe do luau? Mia deu um sorriso evasivo. — Um amigo me convidou. Ela se virou. — Vem, Kiara. Vamos colocar suas coisas no seu quarto também. Kiara se levantou imediatamente. — Que amigo, Mia? — Lucca insistiu. — Um amigo, Lucca. O que isso importa? Ela desapareceu pelo corredor. Darian olhou para o filho. — Espero que seus planos para esta noite incluam ir a esse luau. Lucca não estava com a mínima vontade. Mas concordou. Ele se virou para Ian. — Vai comigo? Ian assentiu. — Claro. Ravena chega hoje. Com certeza ela vai querer ir. Lucca sentiu o estômago embrulhar. Se Ravena vinha… …então Seraphine também viria. Ela era sua companheira destinada pela Deusa da Lua. Mas tinha uma personalidade terrível. Lucca a detestava. Mesmo assim, nunca rompeu o vínculo. A tradição da alcateia era importante demais para ele.Oi, queridas! 💙 (Não me matem! 😂) Antes de qualquer coisa, preciso dizer uma coisa muito importante: esse não é o final da história da Mia. Esse foi apenas o fim do Livro I – Forjada pelo Amor: A Descoberta do Segredo. E, convenhamos… acho que depois desse final vocês já imaginavam que ainda tinha muita coisa para acontecer. 👀 A história continua em Forjada pelo Amor II – O Despertar da Luna, com uma nova capa, uma nova fase da história e muitos desafios pela frente. Agora que o maior segredo das alcateias foi revelado, chegou a hora de descobrir o que realmente significa ser a Loba Branca. Como Mia vai despertar todo o seu poder? Quem estava atrás dela desde o início? Como Ian e Mia vão lidar com tudo o que aconteceu entre eles? Os primeiros capítulos do Livro II já estão praticamente prontos e não deve demorar muito para ele entrar na plataforma. Se tudo der certo, ainda esta semana vocês já poderão continuar essa jornada comigo. Assim que ele estiver disponível, eu avis
Mia respirou profundamente. Não havia mais escolha. Ela ergueu os olhos para o céu. A lua rompeu as nuvens naquele exato instante. Seu corpo foi envolvido por uma intensa luz branca. O vento explodiu pela floresta. As árvores se curvaram. A terra tremeu. Todos pararam. Aliados. Rebeldes. Até as bruxas interromperam seus feitiços. Quando a claridade desapareceu… A enorme Loba Branca estava diante deles. Sua pelagem parecia refletir a própria luz da lua. Os olhos prateados percorriam o campo de batalha. Majestosa. Imponente. Sagrada. Por um instante… Ninguém ousou respirar. Então ela avançou. Seu primeiro salto lançou vários rebeldes contra as árvores. Um único golpe de suas garras derrubou outro grupo inteiro. Os inimigos começaram a recuar. Ela atravessava o campo de batalha como um raio branco. Cada movimento era preciso. Cada ataque fazia os rebeldes recuarem ainda mais. Ian conseguiu finalmente alcançar Theron. Ajoelhou-se ao lado do pai. O Rei Alfa pe
O cortejo avançava lentamente pela antiga Estrada dos Ancestrais. À frente, a Guarda Real abria caminho em absoluto silêncio. Logo atrás vinham as carruagens cobertas pelos estandartes negros do luto. Na primeira delas repousava o corpo de Danayla. Ao seu lado, os membros do Conselho de Coluna que haviam tombado durante a rebelião. O destino de todos era a Alcateia Coração. A terra sagrada. Desde a fundação da Ordem das Alcateias, aquele território era considerado inviolável. Nenhuma guerra podia ser travada ali. Nenhuma arma podia ser erguida. Era o lugar onde os grandes líderes encontravam seu descanso. Theron seguia à frente da comitiva. Ao seu lado cavalgava Ian. Darian permanecia logo atrás, acompanhado de Elara e Mia. Aurelin fechava a formação ao lado dos guerreiros da Guarda Real. Ninguém dizia uma palavra. O luto era pesado demais. O início da guerra tornava o silêncio ainda mais sufocante. A floresta permanecia imóvel. Nem mesmo os pássaros c
O silêncio nunca parecera tão pesado.A sala de reuniões da mansão Alfa permanecia mergulhada em um luto que nenhum deles tivera tempo de viver.A guerra havia começado.E, pela primeira vez em quinhentos anos, uma alcateia caía nas mãos de um usurpador.Theron permaneceu de pé diante da grande mesa de carvalho. O olhar percorria cada rosto presente.Darian.Alguns dos principais Alfas aliados.Betas.Generais.Ninguém ousava quebrar o silêncio.Foi Darian quem respirou fundo.— Quantos?Um dos soldados abaixou a cabeça antes de responder.— Ainda estamos contabilizando… mas já confirmamos mais de cento e cinquenta mortos.O número pareceu sufocar a sala.Theron fechou os olhos por um instante.Danayla não fora apenas uma Luna.Sua morte era o símbolo de algo muito maior.Davi havia declarado guerra a todas as alcateias.— E Coluna? — perguntou Theron.— Totalmente ocupada.— Sobreviventes?— Alguns conseguiram fugir antes que os portões fossem fechados. Estão sendo procurados pelas t
Ian não soube como conseguiu deixar os jardins da mansão Alfa.Cada passo parecia mais pesado que o anterior.Durante poucas horas, depois que Mia o marcara, ele finalmente compreendera o que significava encontrar sua companheira. O vazio que sempre carregara desaparecera, substituído por uma paz que jamais conhecera. O vínculo era inteiro, forte, vivo. Ele conseguia senti-la além das palavras, além da distância. Era como se uma parte de sua alma, incompleta desde o nascimento, enfim tivesse encontrado seu lugar.Agora, tudo havia mudado.A ligação continuava existindo, mas estava fraturada. Fraca. Instável. Ele ainda conseguia sentir Mia, porém como um eco distante, abafado por uma dor constante que apertava seu peito a cada passo que dava para longe dela.Os guardas abriram caminho assim que o viram.Ninguém ousou dirigir-lhe a palavra.Seu semblante bastava para deixar claro que algo terrível havia acontecido.Ian atravessou a mansão em silêncio, subiu as escadas e entrou em seu qu
Quando voltou a falar, sua voz estava quase irreconhecível. — Sua mãe… Respirou fundo. — Ela nunca tentou proteger você do mundo. Levantou os olhos lentamente. — Ela tentou proteger você… de mim. Mia balançou a cabeça imediatamente. — Não. — Ela queria proteger nós dois. — Ela acreditava que, quando chegasse a hora, nós precisaríamos fazer nossas próprias escolhas. Ian sorriu sem humor. — E você escolheu esconder a verdade. Ela fechou os olhos. — Escolhi esperar. — Esperar para saber quem você realmente era. Ele respirou profundamente. — Então eu estava certo. Os olhos dela voltaram aos dele. — Você nunca confiou em mim. — Ian… Ele deu mais um passo para trás. A dor em seus olhos era ainda pior que a raiva. — Desde o primeiro momento… Sua voz falhou. — Eu protegi você. Respirou fundo. — Eu estive ao seu lado. — Eu enfrentei qualquer um por você. As lágrimas começaram a escorrer por seu rosto. — Como… Ele balançou a cabeça, in







