Compartilhar

Capítulo 2

Autor: Arthur Souza
last update Data de publicação: 2026-07-23 02:38:53

Gustavo olhou para Clara, que estava paralisada, os olhos arregalados, a mão tremendo onde ele havia apertado. Por um segundo, pareceu que ele iria avançar novamente. Mas o círculo de curiosos crescia, celulares começavam a ser apontados. Ele cuspiu sangue no chão, lançou um último olhar venenoso para Julian e rosnou:

— Isso não termina aqui. Eu vou te destruir. E depois vou atrás dela. Ela é minha.

Virou-se e saiu andando rápido, empurrando quem estava no caminho, ainda segurando o rosto latejante. Julian respirou fundo, sentindo a adrenalina correr em suas veias. Só então virou-se completamente para Clara.

Ela estava tremendo. O braço onde Gustavo havia apertado já começava a mostrar marcas vermelhas que virariam hematomas roxos. Seus olhos, grandes e castanhos com toques de mel, estavam cheios de lágrimas não derramadas e algo mais: incredulidade absoluta.

Julian suavizou o olhar imediatamente. A ferocidade de segundos atrás deu lugar a gentileza. Ele estendeu a mão devagar, palma para cima.

— Ei… — a voz dele agora era baixa, quente, completamente diferente do tom que usara com Gustavo. — Você está segura. Ele foi embora.

Clara olhou para a mão estendida. Era grande, com veias marcadas e dedos longos. A mão de alguém que trabalhava o corpo com disciplina. Ela hesitou por longos segundos antes de colocar os dedos trêmulos sobre os dele.

O toque foi como eletricidade.

Julian sentiu também. Um calor súbito subiu pelo braço dele, algo primitivo e inesperado. Os olhos dela eram lindos. Assustados, sim. Mas havia profundidade ali. Inteligência e uma dor que o apertou por dentro de um jeito que ele não esperava.

— Meu nome é Julian — disse ele, mantendo a voz suave. — Julian Almeida.

— Clara… — a voz dela saiu rouca. — Clara Mendes.

Ele não soltou a mão dela imediatamente. Em vez disso, usou o polegar para acariciar de leve as costas da mão dela, um gesto instintivo de conforto.

— Clara… você está machucada? Ele te bateu em algum outro lugar?

Ela negou com a cabeça, mas os olhos traíram a mentira. Julian percebeu. Ele percebeu tudo: a forma como ela se encolhia, o jeito como olhava para os lados como se esperasse Gustavo voltar a qualquer momento, as marcas no braço.

— Você não precisa ter medo de mim — murmurou ele, dando um passo mais perto, mas ainda respeitando o espaço dela. — Eu não sou como ele.

Clara soltou uma risada fraca, sem humor.

— Ninguém nunca interfere… ninguém nunca… — a voz falhou. Ela engoliu em seco. — Por que você fez isso?

Julian pensou por um momento. O vento bagunçou ainda mais seu cabelo. Ele era absurdamente atraente de perto. Traços angulosos, barba por fazer de dois dias, boca bem desenhada que parecia feita para sorrir e para outras coisas que Clara nem permitia que sua mente imaginasse.

— Porque eu não consigo ficar parado vendo um homem tratar uma mulher como se ela fosse propriedade dele — respondeu com sinceridade. — Principalmente quando a mulher parece estar pedindo socorro sem conseguir falar.

Clara sentiu as lágrimas finalmente descerem. Ela as limpou com raiva, envergonhada.

— Eu… eu não sei o que fazer agora. Ele vai voltar. Ele sempre volta. E fica pior.

Julian olhou ao redor. As pessoas já começavam a dispersar. Ele não queria que ela ficasse exposta ali.

— Você mora perto? Quer que eu te acompanhe até algum lugar seguro? Uma delegacia, casa de alguma amiga, sei lá… Eu não vou te deixar sozinha agora.

Ela hesitou. Parte dela, a parte destruída por dois anos de abuso, gritava para correr, para não confiar em nenhum homem. Outra parte, uma parte que ela pensava ter morrido há muito tempo, olhou para Julian e sentiu algo perigoso.

Porque Julian era lindo de um jeito quase injusto. Alto, atlético, com braços que pareciam capazes de proteger e destruir ao mesmo tempo. A camiseta preta colava no peito definido, revelando ombros largos e bíceps marcados. O cheiro dele, suor limpo de quem tinha acabado de treinar, misturado com algo amadeirado, chegava até ela e fazia seu corpo traidor reagir de formas que a envergonhavam.

— Eu… não tenho para onde ir agora — confessou ela, a voz quase um sussurro. — Minha amiga mora longe e Gustavo conhece todos os meus contatos. Ele… ele controla tudo.

Julian apertou levemente a mão dela, ainda segurando-a.

— Então vem comigo. Tem um café ali na esquina que eu conheço. Você bebe alguma coisa, respira, e a gente pensa no que fazer. Sem pressão. Se você quiser que eu vá embora depois, eu vou, mas agora… você não precisa ficar sozinha com isso.

Clara olhou para ele e pela primeira vez em muito tempo, alguém não a olhava como uma posse. Julian a olhava como uma mulher. Uma mulher que estava sofrendo, sim. Mas também como alguém que despertava nele curiosidade, proteção… e uma atração que ele não estava conseguindo disfarçar muito bem.

Os olhos dele desceram por um breve segundo até a boca dela antes de voltar ao olhar. Foi rápido. Quase imperceptível. Mas Clara sentiu e seu corpo também sentiu.

Um calor baixo, traiçoeiro, se acendeu em sua barriga. Fazia tanto tempo que ela não sentia desejo que quase não reconheceu o que era.

— Tudo bem — sussurrou ela finalmente. — Só… um café.

Julian sorriu. Foi um sorrihso pequeno, cuidadoso, mas genuíno. O tipo de sorriso que transformava todo o rosto dele e fazia aparecer uma covinha na bochecha esquerda.

— Só um café — repetiu ele, como se selasse uma promessa. — E eu prometo que, enquanto eu estiver por perto, aquele desgraçado não vai encostar um dedo em você de novo.

Ele soltou a mão dela devagar, mas colocou a palma nas costas dela com leveza, guiando-a pela rua sem pressionar. O toque era protetor. Enquanto caminhavam, Clara sentia o coração bater descompassado. Medo do que Gustavo faria depois. Vergonha por ter sido vista assim. E algo novo, pulsante, vivo:

A sensação de que, pela primeira vez em anos, alguém havia realmente visto ela e que esse alguém, com seu corpo de atleta, voz grave e olhar que parecia capaz de incendiar o mundo, havia acabado de mudar o curso de sua vida de forma irreversível.

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • Grávida do Meu Protetor   Capítulo 19

    Ela aumentou o ritmo, fazendo sons molhados e obscenos. Saliva escorria pelo queixo, pingando nas coxas. Julian começou a gemer mais alto, os quadris se movendo levemente, fodendo a boca dela com estocadas curtas e controladas.— Se você continuar assim eu vou gozar na sua boca… quer que eu goze na sua garganta, linda? Quer engolir tudo?Clara gemeu afirmativamente, vibrando o pau dele com a voz. Julian apertou o cabelo dela com mais força, mas ainda gentil.— Então mama mais gostoso… isso… porra, que visão… sua boca esticada no meu pau grosso… você é perfeita.Depois de quase dez minutos de boquete intenso, Julian a puxou para cima, beijando-a com fome, sentindo o próprio gosto na língua dela.— Minha vez — rosnou ele.Ele a virou de costas, inclinando-a sobre o braço do sofá. Clara empinou a bunda instintivamente. Julian deu dois tapas firmes nas nádegas, fazendo a carne balançar.— Olha como você está molhada… toda inchada e brilhando pra mim. Essa boceta está pedindo pra ser destr

  • Grávida do Meu Protetor   Capítulo 18

    Cinco dias depoisO envelope oficial chegou às mãos de Gustavo por um oficial de justiça às 10h47 da manhã de uma quarta-feira chuvosa. Ele estava de ressaca, vestindo apenas uma cueca boxer, com os olhos inchados e o hematoma no maxilar ainda amarelado.— Gustavo Silva? — perguntou o oficial, sério. — Intimação judicial. Comparecimento obrigatório na 2ª Vara de Família e Sucessões para audiência de divórcio litigioso e medida protetiva. Data: 18 de março, 14h. Ausência implicará em condução coercitiva.Gustavo pegou o envelope como se fosse uma bomba. Leu as primeiras linhas e seu rosto foi se transformando. As veias do pescoço saltaram. Os olhos injetados de sangue se arregalaram.— Isso é alguma piada? — rosnou ele, amassando o papel com força. — Divórcio? Medida protetiva? Essa vadia acha que pode me trocar por aquele palhaço de merda e ainda me chamar pro fórum como se eu fosse o criminoso?!O oficial de justiça deu um passo atrás, já acostumado com reações ruins.— Senhor, o doc

  • Grávida do Meu Protetor   Capítulo 17

    Gustavo avançou, o rosto contorcido de fúria. Ele agarrou o braço dela com força, os dedos cravando na carne.— Sua puta desgraçada! Você é minha! Minha! Eu vou te matar antes de te deixar com aquele…— SOLTA ELA AGORA!A voz de Clara saiu como um grito. Ela puxou o braço com toda a força e deu um passo para trás, derrubando a cadeira.— Eu não sou sua. Nunca mais vou ser sua. Acabou, Gustavo. Eu quero o divórcio. Vou procurar um advogado essa tarde mesmo e te aconcelho a fazer o mesmo.Gustavo ficou paralisado por um segundo, como se não acreditasse no que estava ouvindo. Então explodiu.— Divórcio?! Você não vai conseguir merda nenhuma! Eu vou acabar com você! Vou contar pra todo mundo que você é uma vadia traidora! Vou destruir sua carreira, sua imagem, sua família! Você não tem nada sem mim!Ele avançou novamente, mas dessa vez dois colegas seguraram seus braços. Marta já estava ao telefone chamando a polícia.Clara tremia, mas sua voz não vacilou mais.— Pode falar o que quiser.

  • Grávida do Meu Protetor   Capítulo 16

    Eles ficaram mais alguns minutos naquela posição íntima, conectados de corpo e olhar. Julian acariciava suas costas com movimentos lentos, quase reverentes, enquanto Clara traçava círculos preguiçosos no peito dele com a ponta dos dedos. O apartamento estava silencioso, exceto pelo som distante de um carro passando na rua e pela respiração ritmada dos dois.— Eu não planejei que fosse assim… na mesa da cozinha — confessou Julian com um sorriso torto, a covinha aparecendo. — Mas também não me arrependo de nada.Clara riu baixinho, um som ainda rouco de tanto gemer.— Eu também não. Foi… intenso. Eu nunca me senti tão desejada na vida.Julian segurou o queixo dela com delicadeza e a beijou, dessa vez um beijo lento, profundo, sem a urgência desesperada de antes. Quando se afastou, seus olhos estavam sérios.— Amanhã você precisa tomar uma decisão, Clara. Não dá mais pra continuar vivendo naquela casa. Não depois do que aconteceu entre a gente. Não depois de você ter gozado no meu pau gr

  • Grávida do Meu Protetor   Capítulo 15

    Julian soltou um gemido gutural e obedeceu. Segurou o cabelo dela com a mão livre, puxando sua cabeça para trás enquanto metia com violência controlada. A mesa rangia perigosamente a cada investida.— Então toma. Toma tudo. Sente como eu tô batendo bem no fundinho dessa bocetinha apertada. Eu vou te deixar marcada. Amanhã você vai sentir cada estocada quando sentar.Clara explodiu.O orgasmo foi devastador. Ela gritou o nome dele tão alto que sua voz falhou, o corpo inteiro convulsionando sobre a mesa. Suas paredes internas apertaram o pau de Julian ritmicamente, ordenhando-o com força enquanto ela gozava sem parar, o líquido escorrendo pelas coxas dele.— Isso… isso… aperta meu pau assim, porra! — grunhiu Julian, diminuindo o ritmo apenas o suficiente para sentir cada contração dela. — Que boceta perfeita… tá me espremendo inteiro. Boa menina… muito boa menina.Quando os tremores dela diminuíram, Julian saiu de dentro dela devagar, o pau brilhando com a mistura dos fluidos dos dois.

  • Grávida do Meu Protetor   Capítulo 14

    Ele capturou um mamilo com a boca, chupando com força enquanto a mão massageava o outro seio. Clara arqueou as costas, gemendo alto, enfiando os dedos no cabelo dele.— Julian… por favor…Ele tirou a própria camiseta e o short dela num movimento rápido. A calcinha foi arrancada em seguida. Clara ficou completamente nua sobre a mesa. Julian deu um passo para trás por um segundo apenas para admirá-la, os olhos escuros de desejo.— Olha pra você… toda molhada pra mim. Essa boceta está brilhando, linda.Ele ajoelhou entre as pernas dela. Não houve preliminares suaves. Julian simplesmente mergulhou o rosto entre suas coxas, lambendo-a com fome. A língua larga percorreu toda a extensão da boceta encharcada, circulou o clitóris e depois penetrou nela. Dois dedos grossos entraram ao mesmo tempo, curvando-se no ponto G.Clara gritou, segurando a cabeça dele contra si.— Ah, meu Deus… Julian… assim… assim!Ele chupou seu clitóris com força, os dedos metendo rápido e fundo. O som molhado e obsce

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status