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119: Perseguição

last update 公開日: 2026-10-21 22:12:32

O carro já tinha desaparecido entre as árvores quando Alessandro se moveu.

Não houve hesitação. Não houve segundo de paralisia. O corpo reagiu antes mesmo que a mente terminasse de processar o que acabara de acontecer. Ele voltou para dentro da cabana em três passos largos, puxou a calça do chão, enfiou a arma na cintura e agarrou o telefone que estava sobre a mesa de cabeceira. A primeira ligação foi para Enzo. A voz saiu baixa, controlada e absolutamente letal — a voz de um homem que acabara
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  • HERDEIRO SEGREDO: GRÁVIDA DO INIMIGO DO PAI   122: Até o fim

    O cheiro de sangue ainda impregnava o escritório quando Alessandro se levantou.Os homens de Enzo já trabalhavam em silêncio, removendo o corpo, limpando o tapete, apagando os rastros visíveis da sentença. Alessandro limpou as mãos em um pano limpo que lhe foi entregue, os movimentos metódicos, quase mecânicos. O vermelho saiu da pele, mas não da memória. Quando finalmente olhou para Enzo, a voz saiu baixa e definitiva.— O resto fica com você. Cada nome que ainda estiver aberto. Cada contato residual da rede dela. Eu não quero ser interrompido até o amanhecer. Nada entra neste andar sem a minha ordem direta.Enzo apenas assentiu. Não fez perguntas. Já sabia o suficiente.Alessandro se virou para Isabella. Ela ainda estava sentada no sofá, a mão sobre a barriga, o olhar firme apesar do que acabara de testemunhar. Ele estendeu a mão. Ela a aceitou sem hesitar. Os dedos se entrelaçaram, o residual metálico ainda presente na pele dele manchando levemente a dela. Juntos saíram do escritór

  • HERDEIRO SEGREDO: GRÁVIDA DO INIMIGO DO PAI   121: Ninguém toca no que é nosso

    A descoberta da traição surgiu dias depois. Mas não chegou como um relatório frio ou uma imagem de câmera distante. Chegou como uma confirmação amarga, costurada a partir de fragmentos que Alessandro reunira durante dias de silêncio calculado e de noites em que dormia com a mão espalmada sobre a barriga de Isabella. A localização da cabana — o refúgio discreto onde ele a levara para uma noite de paz e onde o grito dela o arrancara do sono — fora vendida. Não por um informante periférico. Por um homem de dentro. Um dos seus. O mesmo que, semanas antes, dirigira o carro que a resgatara das mãos dos homens de Lorenzo Rossi. O mesmo que jurara lealdade sobre o sangue da família Vitale. O nome era Rocco. E a prova agora era incontestável.Alessandro estava no escritório quando a última peça se encaixou. Mapas, gravações de áudio e o depoimento forçado de um intermediário de baixo escalão cobriam a mesa de carvalho. A luz baixa cortava o ambiente em faixas estreitas. Isabella permanecia sen

  • HERDEIRO SEGREDO: GRÁVIDA DO INIMIGO DO PAI   120: Depois...

    O carro não foi direto para a mansão. Alessandro deu a ordem em voz baixa, os olhos ainda no retrovisor, a mão firme sobre a coxa de Isabella. Os dedos dele pressionavam a pele dela através do tecido da saia como se precisassem confirmar, a cada segundo, que ela ainda estava ali. O motorista não fez perguntas. Seguiu a rota alternativa sem hesitar. O médico da família os encontrou em um apartamento discreto no caminho — um dos vários imóveis que não estavam no nome de ninguém da família, um espaço limpo e funcional preparado com antecedência para situações exatamente como aquela. A sala era clara, as cortinas entreabertas deixando entrar a luz pálida da manhã, o ar impregnado de antisséptico suave e de lençóis limpos.Isabella foi examinada em silêncio. O médico trabalhava com eficiência profissional, sem comentários desnecessários. Pressão arterial. Batimentos do bebê. Marcas nos pulsos onde a fita adesiva e as mãos dos sequestradores tinham apertado. Possíveis contusões nos braços e

  • HERDEIRO SEGREDO: GRÁVIDA DO INIMIGO DO PAI   119: Perseguição

    O carro já tinha desaparecido entre as árvores quando Alessandro se moveu.Não houve hesitação. Não houve segundo de paralisia. O corpo reagiu antes mesmo que a mente terminasse de processar o que acabara de acontecer. Ele voltou para dentro da cabana em três passos largos, puxou a calça do chão, enfiou a arma na cintura e agarrou o telefone que estava sobre a mesa de cabeceira. A primeira ligação foi para Enzo. A voz saiu baixa, controlada e absolutamente letal — a voz de um homem que acabara de ver a mulher grávida ser arrastada para fora de uma cama onde, horas antes, ele a fizera gozar em silêncio.— Eles levaram ela. Cabana. Dois homens. Carro escuro, placa parcial que eu não consegui ler. Rastreiem cada câmera da estrada secundária. Bloqueiem as saídas. Eu quero o perímetro fechado em dez minutos. E quero cada homem disponível em movimento. Agora.Desligou sem esperar resposta. Não precisava. Enzo já estaria em movimento antes mesmo de a linha cair. Alessandro saiu da cabana des

  • HERDEIRO SEGREDO: GRÁVIDA DO INIMIGO DO PAI   118: Cabana

    A tensão na mansão Vitale estava insuportável. Depois da expulsão de Donatella e do "quase" sequestro de Isabella, o ar naquele lugar estava pesado e impossível de respirar. Alessandro precisava tomar uma providência para aquela sensação ser dissipada. A decisão de sair veio no final da tarde, depois de mais um dia de listas, nomes e silêncios longos no escritório.Alessandro apareceu no quarto quando Isabella terminava de ajeitar o mobile sobre o berço. A luz da janela caía em faixas douradas sobre o chão de madeira. Ela estava de pé, a mão ainda no ar, ajustando o último fio do mobile de estrelas e luas que tinham escolhido juntos semanas antes. Ele parou no umbral por um segundo, observando-a. Estava de camisa social escura, as mangas dobradas até os cotovelos, o corte na sobrancelha quase invisível sob a luz suave, o olhar mais leve do que ela vira desde o retorno do campo. Havia uma determinação quieta nele, mas também algo que se aproximava de cansaço — não o cansaço físico, mas

  • HERDEIRO SEGREDO: GRÁVIDA DO INIMIGO DO PAI   117: Intermediário

    O homem chegou pouco depois das dez da noite. Dois homens de Enzo o trouxeram pelo acesso dos fundos, as mãos presas à frente do corpo com uma fita grossa e discreta, o rosto já marcado por um hematoma recente na maçã do rosto direito. A camisa estava amarrotada, o colarinho sujo, e o cheiro de suor frio e medo o acompanhava como uma segunda pele. Não era alguém importante. Nunca fora. Apenas um facilitador — o tipo de nome que aparece em listas quando alguém precisa mover dinheiro ou informação sem deixar digitais óbvias. O tipo de homem que sobrevive justamente por ser pequeno demais para chamar atenção e útil demais para ser descartado cedo.Alessandro o esperava na sala do porão, a mesma onde o traidor da portaria havia sido executado semanas antes. A luz era fria, proveniente de uma única lâmpada industrial presa ao teto baixo. As paredes de concreto absorviam o som. O chão estava limpo, quase brilhante sob a luz crua. A cadeira no centro do cômodo estava vazia até o homem ser em

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