FAZER LOGINNo dia seguinte, Aisha passou o resto do dia cuidando da saúde fraca de Layla. Haidar permaneceu em casa para cuidar da segurança das mulheres, não que os seguranças não fossem capazes, tudo havia sido ordem de seu pai, para que Khalil saísse para verificar os acontecimentos intrigantes.Samuel andou pela primeira vez em muito tempo nas ruas sem o sheik, sem um carro real, mas com a esposa ao lado.— Onde vamos visitar hoje? — Samia perguntou com carinho disfarçado, para não soar carinhosa demais na frente dos filhos.O marido sorriu curto para a esposa, mas sincero.— Não tenho ideia, quem irá decidir?Ravi observou a dinâmica dos dois, enquanto as duas irmãs ao lado começaram a lançar opções diversas para o casal, algumas grandes demais para um dia só cumprir ao menos um pequeno passeio em um.— Hotel Central seria bom. — A voz de Ravi chamou a atenção do pai.Ambos trocaram olhares pelo espelho. No entanto, houve muita reclamação, as outras ocupantes não gostaram da ideia de serem
— Por acaso sabe o que fez Lila para que eu o incumbisse de ser seu prometido? — aquela pergunta provocou receio em Ravi. Ele não fazia ideia; era um assunto interno deles, não tinha como Ravi ter conhecimento.— Não, amo... — manteve a voz controlada, apesar de sentir um mau pressentimento.Khalil o estudou. O assunto era vergonhoso, mas o aviso tinha que ser claro. Para isso, Ravi precisava saber até onde iriam os impulsos de Lila.— Lila tentou seduzir Samir. — Viu os olhos de Ravi perderem o brilho.— Posso perguntar como? — era uma pergunta desesperada.Khalil compreendeu os sentimentos já nutridos do genro por sua filha. Tendo sentimentos envolvidos, era bom para manter uma estabilidade no casamento, mas, neste momento, o segredo poderia quebrar a confiança de Ravi.O sheik aliviou as marcas de expressão que, sem perceber, forçava.— Lila faz as coisas sem pensar e depois se arrepende. Não dê liberdade a ela.Khalil decidiu poupá-lo. Entretanto, ficar imaginando sobre o assunto
Khalil procurou alguém no lugar com cuidado. Mesmo que não estivesse sozinho, ainda preferia se precaver.— Não diga isso ainda para Haidar! — Khalil pediu ao irmão.— Eu não diria. Uma coisa é o meu sobrinho se infiltrar no meu grupo de abate para salvar a mulher que ama; outra coisa é dar a própria vida em um risco ainda maior, porque agora envolve um filho. — Naim suspirou.— As coisas não estão complicadas só aqui, não é? — Naim perguntou, prevendo uma surpresa do irmão mais novo.— Sim. A nossa mãe tem arritmia cardíaca, que a fez desmaiar nas escadas hoje. — As palavras do sheik provocaram um alarde no irmão mais velho.— Como ela está? — Naim se preocupou verdadeiramente.Layla podia não ser sua mãe de sangue, mas, pelo menos, era o amor de seu progenitor, além de ser uma ótima pessoa, aquela que o aceitou de imediato quando soube da sua existência.— Eu a trarei para casa, para continuar tratando-a, longe dessa nova ameaça. — Khalil suspirou, olhando para os detalhes das porta
"Ela entende como é se levantar contra o sheik?"Omar colocou as mãos nos bolsos, ele era apenas um boneco descartável novamente, não faria diferença alertar ninguém.— Eu queria que agisse o mais rápido possível, mas agora estão todos atrás de você. O que é uma pena. Eu esperei por tanto tempo por isso.O comentário dela foi um tanto descuidado, na opinião do loiro.— Não precisa esperar tanto. — atraiu o interesse dela.— Eu não preciso mais ser treinado, não quero tempo. E ninguém vai me achar. — assegurou.Verônica ficou interessada nos seus pensamentos.— Ninguém procura um criminoso duas vezes no mesmo lugar.Verônica não compreendeu sua jogada, ele apenas riu.— Eu voltarei para Abu Dhabi, ficarei onde sempre estive e agirei quando encontrar uma oportunidade.Viu a desconfiança agir no rosto dela. Nenhum confiava no outro, só não deveriam mostrar tanto. Ele respirou fundo e mudou de assunto:— Eu não preciso entender seu motivo para isso. Mas preciso saber… — inclinou a cabeça,
Enquanto todos deveriam estar dormindo, as luzes da cela nunca eram apagadas, o sono não vinha, o tempo não passava, os horários só eram regulados pela comida, mas havia uma diferença naquele dia: era o dia do julgamento.Nas primeiras horas da manhã, tudo já havia sido preparado para o transporte de Omar Al-Baghdadi. Um banho com água fria foi o primeiro a acontecer. Primeiro, um guarda jogou água com um balde sobre ele, depois o mandou para o lavabo enquanto o loiro estava ensopado e quase tremendo de frio.Omar apenas observou, o guarda era estranho e agia de forma estranha."Pegadinhas sempre são feitas quando se está chegando, não quando se está saindo."Depois do banho, a roupa não era um macacão de cor neutra ou coisa parecida, na verdade, foram entregues roupas formais, até mesmo sapatos.Fazia um bom tempo que Omar não se vestia assim, muito menos se barbeava, e, no meio das peças, um aparelho de barbear veio junto, demonstrando o quanto ele deveria aparecer apresentável.Qua
As portas do quarto se abriram, Youssef passou por elas, fazendo Khalil levantar do sofá de imediato.— Me diga o que aconteceu com ela? — Khalil pediu que fosse direto.— Sua alteza teve arritmia cardíaca. — Khalil estreitou os olhos com suas palavras.— Explique! — ordenou, sem dar muito espaço para o pai de sua nora.— Ela vinha apresentando indisposição há meses, sentia tontura, a pressão caía, o coração dela estava batendo de forma irregular. Foi isso que provocou o desmaio dela na escada.— E por que eu não sabia disso? — o sheik encarou o médico com seriedade.— Eu sempre a visitei quando ela permitia. Não posso ultrapassar os limites com a mãe da nação.Khalil bufou, encarando Youssef. Era óbvio o desejo do sheik de castigar aquele homem, mas não podia passar por cima das regras criadas antes dele. O distanciamento entre os gêneros era uma forma de proteção em muitos aspectos, ele não poderia negar.— E como ela está agora? — tentou aliviar a tensão dentro dele, perguntando pe







