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Esse homem continua mexendo comigo.

Penulis: Sandra Rummer
last update Tanggal publikasi: 2026-09-15 19:25:15

Dois meses depois...

Aysha

Estou no corredor, observando Hakin sentado ao lado do meu baba. Com certeza, ele está esperando por minha irmã, que, como sempre, está atrasada.

Hanna possui muitas qualidades, mas pontualidade definitivamente não é uma delas. Ela pode passar horas escolhendo o vestido perfeito, combinando os acessórios, refazendo a maquiagem e testando diferentes perfumes antes de sair de casa. Depois, ainda espera que todos compreendam o atraso como se fosse algo natural.

Eu, ao co
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  • INFERNO EM SEUS BRAÇOS   Epílogo- Final

    Aysha Casa de veraneio. Quatro anos depois....Acordo devagar e dou com o nosso filho de três anos enfiado no nosso meio, o corpinho virado para Hakin. Ergo minha cabeça e observo a luz que entra no quarto. Encaro o rádio relógio. Oito e quarenta. Allah! Já é tarde. Não gosto de ir à praia muito tarde. O sol fica muito quente para Rael. Beijo as costinhas do meu filho que espreguiça. Hakin abre os olhos e sorri para mim. Eu sorrio de volta para ele e encaro Rael que se vira para mim e enfia a cabecinha no meu colo. —Vamos acordar? —digo fazendo cócegas nele. Ele ri, mas não abre os olhos. —Vamos para a praia? —Hakin diz as palavras mágicas. Ele abre seus olhos azuis e encara o baba. —Eu quelo. —Hum, ele quer. —Hakin diz fazendo cócegas em Rael. —Xixi. Xixi —ele diz colocando a mão no pintinho. Hakin para imediatamente. Rimos. Ele sempre usa esse argumento para fugir das cócegas. Minutos depois, já passei protetor em Rael e ele já está vestido com uma sung

  • INFERNO EM SEUS BRAÇOS   Você é o homem da minha vida. Cada pedacinho do meu coração te ama, te pertence.

    —Aysha, não precisa se sentir na obrigação de ficar ao meu lado. Sei que estar ao meu lado nunca fez muito sentido para você....Sou muito árabe para o seu gosto. —Hakin, eu te amo. Como pode pensar que não? E realmente Alex me agarrou e Hanna muito ardilosa tirou uma foto de nós dois, mas eu o coloquei para correr porque eu te amo. Ele não reage. Só fica olhando para mim, sem nem ao menos piscar. —Você ouviu o que eu disse? Eu. Te. Amo —Ama-me? —Hakin questiona ofegante, olhando para mim como se eu fosse de outro planeta —Ama-me a ponto de querer se casar comigo? —Sim. Você não sente a conexão que temos? Eu nunca senti nada parecido com alguém. Na verdade... você despertou meu interesse desde o primeiro dia em que te vi... Você é o promotor mais lindo e convencido que eu já conheci e tem todos os motivos para se sentir assim...você é maravilhoso. Os olhos de Hakin se tornam nublados, ele balança a cabeça em confusão: —Você se interessou por mim na festa da embaixada? —Exato!

  • INFERNO EM SEUS BRAÇOS   —Allah! Hanna fez isso?

    HakinA vida me deu uma dura lição, ela me ensinou a não colocar expectativas em nada, pois muitas coisas não acontecem como planejamos ou desejamos e meu joelho anda muito inchado para eu acreditar que ele esteja melhorando.A recepção está cheia de pessoas preenchendo seus formulários, retiro uma senha e aguardo sentado. Seguro com firmeza meus exames numa mão e na outra a bengala. Enfrento o mal-estar lutando contra a vontade de ir embora.Minhas mãos tremem e aperto a bengala, me forçando mais uma vez a manter a calma, giro minha cabeça em busca de alguma distração, mas não consigo me entreter com nada, não quando há uma tempestade dentro de mim se formando.Dez minutos depois sou chamado.Apresento meu convenio e sou encaminhado para a sala de espera do doutor Roger. Há duas pessoas aguardando a consulta como eu, um com o braço amputado e o outro numa cadeira de rodas e isso me faz pensar que mesmo com toda a desgraça que passei, poderia ter sido pior.Depois de quase meia hora

  • INFERNO EM SEUS BRAÇOS   Allah! O que eu tenho que fazer para chegar até Hakin?

    Dia seguinte...AyshaDeixamos meu baba em casa e eu me senti aliviada por esse motivo, na verdade foi um alívio esquisito, não foi fácil a despedida. Nestes dias que passei com ele conversamos tanto, foi tão gostoso ficar ao seu lado neste momento. Há muito tempo não tínhamos conversas tão longas; eu sempre estava correndo ou muito cansada para lhe dar atenção merecida. Graças a Allah ele está bem...Minhas lágrimas surgem quando penso nisso e eu solto um suspiro baixo, embora audível, já que estamos dentro do carro com os vidros fechados.E isso não passa despercebido por Hakin, que olha para mim, e permanece olhando, talvez tentando ler meus pensamentos. Eu sorrio sem graça para ele e o abraço forte. Descanso minha cabeça em seu peito. Quando chegamos em casa passamos o resto do dia na cama, o joelho de Hakin vive inchado e isso tem me preocupado. Hakin tem se revelado mais falante e hoje ele tem estado muito quieto e isso me faz pensar que deve estar com muita dor. Eu ergo u

  • INFERNO EM SEUS BRAÇOS   Essa foto é de agorinha. Fiz questão de registrar só para esfregar na sua cara arrogante.

    HakinEstou impaciente, toda hora olhando o relógio e a entrada do hospital e nada de Aysha aparecer. Encaro Romeu, meu motorista: —Fique aqui, vou verificar porque Aysha está demorando tanto.Logo que avanço no hospital sinto o cheiro forte de antisséptico. Isso me lança memórias amargas de tudo que vivi e uma dor forte e pungente aflige minha mente e aperta meu coração.Nem sinal dela na recepção.O refeitório! Com fome pode ter ido para lá comer alguma coisa antes de ir para casa.No refeitório avisto Hanna, que ultimamente tem andado de pernas de fora, muito diferente da imagem de mulher que um dia ela passou para mim. Ela está bebendo uma Coca-Cola e eu avanço até ela.—Não era para você estar ao lado de seu baba liberando assim Aysha para voltar para casa comigo?Ela me dá seu sorriso plastificado. —Sim. Mas Alex nos chamou até seu consultório para nos informar que nosso baba terá alta amanhã, então ele me expulsou de lá para ter uma conversa em particular com Aysha, acred

  • INFERNO EM SEUS BRAÇOS   Ama? Não, não acredito! 

    Alex encara nós duas com seriedade.—A angioplastia foi um sucesso. Amanhã, depois que ele tomar café e os remédios, poderá ir para casa. Eu sorrio aliviada para ele:—Que notícia maravilhosa! Hanna ergue as mãos para o alto.—Shukran Allah! (obrigada Deus)—E quando ele estiver em casa, precisará de cuidados especiais? —questiono.—Não. Vida normal. —Que bom, porque não sei se daria conta do recado — Hanna diz.Eu rio.—Até parece que se ele precisasse de cuidados ficaria com você! —digo—claro que ficaria comigo.—Muito natural, a enfermeira é você, não eu.—Hanna, nos deixa às sós por favor—Alex diz.—Por que Hanna precisa sair? —questiono, não gostando nada disso.—Quero conversar com você em particular. —ele diz e encara Hanna — Por favor, saia.Ela entorta os lábios em desagrado, mas ainda não sai, fica olhando para Alex avançando sobre mim. Sobressaltada dou um passo para trás, mas não adianta, ele me puxa para os seus braços:—Ah, não! —digo, ao mesmo tempo que vejo Hanna

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