FAZER LOGINLucie acordou com o coração martelando no peito. O sonho ainda grudava em sua pele como sangue quente: espadas cortando carne, asas iridescentes rasgando o ar, olhos cheios de ódio. Parecia tão real. Ela era Alexandra lá. Uma general em meio ao caos.
Kassiani a observava da porta, o rosto marcado por rugas de preocupação. — Bom dia, querida. Você estava agitada de novo. Chamava pela sua mãe... Lucie forçou um sorriso fraco, sentando na cama. — Foi só um sonho, Kassiani. Nada demais. A governanta, com quase sessenta anos, aproximou-se e abriu a janela. O ar frio de Paris invadiu o quarto, mas não afastou o peso no peito de Lucie. Kassiani havia sido sua babá e agora era a única mãe que lhe restava. — Você parecia apavorada. Tem certeza de que não quer falar sobre isso? Lucie hesitou. Como explicar que sonhara ser uma guerreira alada no meio de uma carnificina mágica? Kassiani nunca acreditaria. — Sonhei que era minha mãe... ou que eu era ela. Era confuso. Cheio de sangue e gritos. Mas agora preciso me arrumar para a universidade. Kassiani sentou na beira da cama e segurou suas mãos com força. Seus olhos estavam vermelhos. — Tem certeza de que deve ir hoje? Com esse casamento se aproximando... A palavra "casamento" caiu como uma sentença de morte. Lucie sentiu um arrepio gelado percorrer a espinha. — Preciso manter a cabeça ocupada, Kassiani. Senão vou enlouquecer. — Ainda dá tempo de fugir! — sussurrou a governanta, voz trêmula. — Você e seu pai poderiam desaparecer. Eu ajudo! — Par Dieu, Kassiani! — Lucie puxou as mãos, aflita. — Acha que não pensei nisso? Eles estão vigiando a casa desde ontem. Homens do Durand em cada esquina. Se eu correr, meu pai morre. E eu dei minha palavra. Kassiani baixou a cabeça, lágrimas escorrendo. — Aquele monstro... Maxime Durand. Ele colocou cães de guarda na nossa porta. Você vai ser entregue como um pedaço de carne. E eu não posso fazer nada! Odeio seu pai por isso. Odeio! Lucie abraçou a mulher mais velha, sentindo o corpo dela tremer. — Não fale assim. Ele é meu pai. Depois que mamãe morreu, ele desmoronou. Bebida, cassinos... perdeu tudo. Mas eu não vou abandoná-lo. O quarto ficou em silêncio por um momento. Lucie olhou pela janela e a memória daquela noite terrível voltou com força. Era domingo. Chuva pesada caía sobre Paris, raios cortando o céu negro. Ela esperava ansiosa, andando de um lado para o outro. Quando o pai finalmente chegou, por volta das três da manhã, estava encharcado e destruído. Adrien Chevalier a abraçou chorando, o cheiro de uísque e desespero impregnado na roupa. — Me perdoa, filha... Eu não queria. Juro que não queria! — O que você fez, pai? — perguntou Lucie, sentindo o pavor subir pela garganta. Ele havia apostado tudo no pôquer. E perdido. Para Maxime Durand, o mafioso que controlava metade da cidade. Quando o dinheiro acabou, Adrien, bêbado e desesperado, ofereceu mais. — Eu ainda tenho algo valioso — dissera ele naquela mesa. E apontara para uma foto de Lucie. A aposta foi aceita. A filha dele em troca da dívida perdoada. A noiva para o filho de Durand. Lucie sentiu náusea ao lembrar. Que infelizmente foi a sua aparência exótica quem alheio atraiu tida aquela desgraça — seus cabelos loiros platinados quase brancos, olhos azul-violeta amendoados, corpo curvilíneo e delicado — havia selado seu destino. Os homens na mesa olharam a foto com desejo. Para eles, ela era um prêmio. — Ele não vai ter piedade — murmurou Kassiani, enxugando o rosto. — Durand é o diabo. Se você não cumprir, mata seu pai sem piscar. E depois vem atrás de você. Lucie engoliu em seco. O medo apertava seu peito como uma mão invisível. — Eu sei. Mas não tenho escolha. Vou me casar com um homem que nem conheço para salvar a vida do meu pai. Ele era feliz antes... Depois da morte da mamãe, virou outra pessoa. Gastou tudo. A fortuna, a herança dela, nossa casa quase foi embora. Se ainda comemos, é graças ao meu salário que recebo do meu patrão do café Las Delícias. Kassiani balançou a cabeça, impotente. — Você sempre quer consertar tudo, meu anjo. Essa sua bondade vai te destruir. Lucie levantou, sentindo as pernas fracas. — Preciso estar forte. Não posso desmoronar agora. Enquanto caminhava para o banheiro, o pânico ameaçava tomar conta. O sonho ainda ecoava em sua mente — asas, sangue, guerra. E agora a realidade: um casamento forçado com o filho de um mafioso cruel. O tempo estava acabando. Em breve, ela seria entregue. E ninguém poderia salvá-la.O Silêncio seguiu Lucie, que naquele momento prendia o ar.Os dedos apertaram a carta até amassá-la. O mundo girava. — Ela... está viva! — A voz saiu rouca, quebrada. — Minha avó também. Elas... mentiram! Leon tentou tocá-la, mas ela ergueu-se de um salto, o rosto manchado de lágrimas. — Toda a minha vida... Toda a minha dor... foi uma mentira?! O vento rugiu dentro do quarto. Os objetos tremeram. As asas quase irromperam de suas costas novamente. Leon agarrou seus ombros. — Lucie, respira. Lucie balançou a cabeça em negativo apertou a carta entre os dedos, o papel amassando-se ainda mais. Seus olhos, ainda úmidos, incendiaram-se de raiva e confusão. — "Palácio"? "Reino"? "Ninfa"? — Ela soltou uma risada amarga, jogando o colar na cama como se queimasse. — Que história maluca é essa, Leon?Seus passos ecoaram pelo quarto, nervosos, enquanto o vento lá fora começava a uivar, respondendo à sua agitação. — Eu chorei por elas todos os dias. Meu pai quase morreu de desgosto
O sol da manhã acariciou o rosto de Lucie, despertando-a suavemente. Ela e Leon nem imaginavam que seus três guardiões mágicos haviam passado a noite inteira contendo o perigo que os rondava—um perigo que, na verdade, era o próprio poder descontrolado de Lucie, algo que ela ainda não compreendia por completo. Liz, porém, aguardava o momento certo para conversar com os dois. Enquanto isso, sob os lençóis, o corpo nu de Lucie se moveu sem querer contra Leon, provocando um gemido baixo dele. A pressão suave dela sobre sua ereção matinal o deixou à beira do descontrole, mas ele sabia que Lucie não cederia ao amor naquele momento—ainda assustada com o que acontecera na noite anterior. Com um beijo na testa dela, Leon a acordou, murmurando em voz rouca: — Minha fada… Você não faz ideia do que está fazendo comigo, não é? É tão sedutora, tão gostosa, que me enlouquece só de se mexer assim… Lucie corou, desviando o olhar. — Desculpa, Leon… Não foi de propósito. Ele riu, puxando-a m
O que Leon e Lucie não sabiam era que, durante a noite, algo extraordinário havia acontecido... Ainda escondidos nos galhos mais altos da árvore, dois gatos observavam a mansão. Mas esses não eram felinos comuns—seus olhos brilhavam com cores sobrenaturais: um verde intenso, como esmeraldas vivas, e outro âmbar dourado, flamejante como ouro derretido. — Pelos Deuses, você sentiu isso, Lily?! — Josh projetou a voz telepaticamente, suas pupilas dilatadas de espanto. — Só se eu estivesse morta para não sentir, Josh! — respondeu Lily, as patas trêmulas agarradas ao galho. E esse poder... É como se o próprio ar estivesse se curvando a ela! De repente, um vento cortante ergueu-se do nada, torcendo os galhos e arrancando folhas em um redemoinho violento. Lily, ainda em sua forma felina, arregalou os olhos para a janela do quarto do casal, onde luzes roxas e douradas pulsavam atrás dos vidros. — Maldição! Nessa forma, não consigo criar escudos de mana! — Lily gritou, saltando da árvo
Assim que terminou de falar, Lucie caiu novamente nos braços de Leon. Ele a estreitou com cuidado, beijando o topo de sua cabeça. Foi então que ambos ouviram a governanta da mansão de Paris — que Lucie agora sabia chamar-se Lina — bater na porta e perguntar, com voz preocupada:— Senhor Leon, o senhor e sua esposa estão bem? Esse vendaval apareceu do nada e destruiu parte do jardim e algumas janelas da mansão. Ficamos preocupados com vocês!Leon percebeu que Lucie ficou assustada, como se estivesse implorando para que ele não abrisse a porta. Ele fez um gesto para que ela ficasse em silêncio e respondeu:— Não se preocupe, Lina. Estamos bem. Amanhã, ligue para os meus funcionários para organizarem essa bagunça, ok?— Sim, senhor. Farei isso.— Ótimo. Boa noite.— Boa noite, senhor Leon. — A voz de Lina se afastou, seguida por outros passos, provavelmente de algum dos seguranças da propriedade.Assim que os passos desapareceram, Leon cobriu Lucie com o lençol e a levou de volta para a
Porém, ela não parou continuou a se mover sobre ele, Leon sorriu mordendo os lábios, pois imaginou que a sua pequena era simplesmente insaciável, por isso ajudou ela nos movimentos, no entanto notou que Lucie começou a falar algo, que para ele pareciam palavras totalmente incoerentes, uma mistura de gemidos e sussurros que soavam quase como uma invocação. — Selēnē... theá tēs selēnēs... photízō tēn agápē… (Selene… deusa da lua… ilumina nosso amor…) Lucie murmurou, estas palavras ecoando com uma estranha musicalidade. — Giortázō ti zoí... giortázō tin agápē... me ton ándra pou agapó… (Celebra a vida… celebra o amor… com o homem que eu amo…) Leon parou por um instante, surpreso com as palavras que saíam da boca dela. Era grego ele tinha certeza daquilo, enquanto olhava para ela, percebeu seus olhos brilhando com uma luz estranha, quase sobrenatural. A íris de Lucie, antes de um tom suave, agora brilhava, como se refleti
Antes que ela pudesse responder, ele desceu seus beijos e lambidas em direção à sua intimidade, arrancando mais gemidos de prazer dela. O quarto parecia responder novamente; as sombras nas paredes se moviam mais rápido, e o vento lá fora voltou a uivar, como se estivesse em sintonia com ambos novamente. Ao tocar seu ponto mais sensível, ela soltou um gemido rouco, pois ainda estava extremamente sensível. Ele sorriu e sussurrou:— Deliciosa… como sempre imaginei.Ele sugava, lambia e brincava com seu clitóris, arrancando gemidos de prazer de Lucie, que se segurava no lençol. Leon, então, sugeriu:— Posso te ensinar um lugar melhor para segurar, pequena… — Ele pegou suas mãos e as guiou por seu corpo, fazendo-a tocar cada parte dele. Lucie sentiu a rigidez e a força de seus músculos, e ao descer até seu membro, soltou um suspiro ao sentir sua pulsação em suas mãos pequenas.— Oh! É… grande! — ela disse, involuntariamente, surpresa.Leon deu