INICIAR SESIÓNEnquanto Catarina dirigia para casa, todas estavam curiosas com Aurora.
“Amiga, conte para gente, o que achou do Rafael?” Aurora fica vermelha e responde.
“É, parece ser, um rapaz legal. Uma pessoa agradável.”
“Aurora!” Disse Alice, “todas percebemos uma química entre vocês, não precisa se conter ao conversar com a gente.” Disse com suavidade, “deve esquecer seu passado e dar oportunidade, se dê uma chance. Ele é um rapaz charmoso e bonito e o mais importante, parece que gostou de você.”
“Percebi tia.” Disse com sinceridade, “mas conhecem minha história, não quero me machucar de novo.” Disse com uma tristeza na voz. Madalena, que está sentada do lado de Aurora, pega sua mão e diz.
“Filha, olha para suas mãos, está vendo?”
“O que Lena?” Pergunta Aurora sem entender.
Fazendo um carinho ela fala. “Sua mão não tem um dedo parecido com o outro, eles não são iguais. Então não julgue alguém por achar que se parece com outro.”
Todas ficam caladas diante do que Madalena fala, Aurora olha para fora pela janela e fica pensativa. Alice, para descontrair, olha para Catarina e fala.
“E você mocinha? Vai ficar calada? Gato comeu sua língua?
“O que tem eu, mãe?” Surpreende Catarina.
“Acha que não percebi?” Fala com uma risada.
“Mais do que está falando mãe?” Catarina fica sem entender.
“Em qual planeta aterrissou quando foi abraçada pelo Deus grego? Não minta, dizendo que não percebeu.”
“Oi?” Falou surpresa Catarina.
Aurora volta e fala.
“Verdade, amiga, eu também percebi que saiu da terra, entrou em um mundo de sonhos, nos braços do bonitão.” Disse rindo.
“Vocês estão sonhando! Não perceberam que ele parecia uma pedra? Deus grego! Doido! Nem falou nada, nem respondeu meu pedido de desculpas, é um mal-educado, isso, sim,” Falou ficando envergonhada.
“Um mal-educado, que te segurou e não queria soltar”. Falou Aurora rindo de sua amiga.
“Podem parar, espero não encontrar com ele tão cedo, não gosto de pessoas grosseiras, se achando o dono do mundo”. Disse Catarina nervosa.
“Calma, Catarina.” falou Madalena, “pelo visto ele mexeu com você, já que ficou nervosa só de falar sobre ele.
“Fiquei, nada, e chegamos.” Disse rápido.
Catarina saiu do carro antes que alguém falasse mais alguma coisa. Enquanto elas desciam do carro, Catarina já estava abrindo a porta.
“Nossa tia, nunca vi a Catarina assim!” Disse Aurora.
“Acredite, Aurora, o Deus grego mexeu com ela, sim, mas é melhor ir devagar, pois quando ela se esquenta, ninguém segura.” Disse Alice rindo para Madalena.
“Lembra quando ela tinha 11 anos, Alice?” Falou Madalena.
“Sobre o que está falando Lena?” Perguntou Alice.
“Ela estava em uma excursão da escola, era muito criança ainda, ela viu um garoto ser levado pelo policial, fez um escândalo tão grande que tivemos que ir buscá-la na escola. Não acredito que esqueceu!” Madalena arregala os olhos.
“Verdade! Me lembrei, nossa! Ela ficou brava por vários dias.” disse rindo. “Melhor não ficar irritando Catarina, ela é imprevisível.” falou Alice.
Aurora se lembrou do acontecido, ela estava junto na excursão.
“Me lembro deste fato, tia, eu estava junto, realmente, ela fez um escândalo tão grande, que os professores tiveram problemas em segurar Catarina, ela ficou muito irritada, durante muito tempo, toda vez que passava por um policial fazia careta.” Lembrou Aurora dando uma risada.
Quando Aurora termina de falar, elas já se encontram na sala,
“O que está tão engraçado para vocês?” Catarina perguntou desconfiada. Aurora pegando ela pelo braço disse.
“Nada, amiga, só estávamos lembrando de nossa infância, demos trabalhos para as tias.” falou rindo.
“Nem tanto Aurora, éramos boas alunas, nunca faltamos aulas…”
“Sim, mas quando ficávamos bravas ninguém segurava, principalmente você.” Disse balançando catarina.
“Não acredito que estão falando sobre isso! Já nem me lembrava do assunto.” Disse rindo.
“Sim, estamos e lembramos que você fazia careta para todos os policiais que via.” Colocando a mão na cabeça, Catarina falou.
“Nem me lembre, vamos subir para descansar, amanhã o dia começa cedo. E mãe, mais uma vez obrigado pelo colar.” Disse passando a mão sobre o pingente. “Não sei quem teve a ideia, mas amo todas vocês.” Disse, dando um beijo em Madalena e na sua mãe. “E quanto a senhorita!” disse olhando Aurora, “vamos subir, amanhã o dia será longo.” Falou subindo as escadas para o quarto.
Aurora foi logo atrás, depois, de beijar Alice e Lena. Colocando a bolsa na mesinha da sala, Alice fala.
“Madalena, me acompanha em um chá?”
“Claro, assim podemos conversar sobre as garotas.” Falou indo para a cozinha.
Alice se senta na bancada e fala.
“Às vezes, me pego pensando o que será de nós quando essas duas resolverem se casar. Elas são a alegria da casa.” Disse com um sorriso triste.
“Deixa disso, Alice, ganharemos netinhos lindos para encher nossa vida de alegria.” Respondeu Madalena.
“Verdade, mas vou sentir falta delas preenchendo o vazio de todos os dias.”
Madalena se sentou e disse. “Eu também, mas por enquanto vamos esquecer isso, vamos esperar. Um dia de cada vez, Alice, e elas nem estão namorando!”
Assim as duas tomam o chá e se despedem para descansar. Madalena tem seu quarto do lado de Catarina, mesmo depois que ela cresceu, o arranjo não mudou.
Madalena faz parte da família desde que foi morar com elas, após ficar viúva, ainda nova. Como não podia ter filhos, adotou Catarina e depois Aurora como filha. Alice teve em Madalena uma grande amiga para todos os momentos, bons ou ruins, as duas parecem irmãs, uma, sabia que podia contar com a outra.
O mesmo acontecia entre Catarina e Aurora.
Alice, antes de dormir, agradece a Deus a família que tem.
Aurora demora a dormir, ela se lembra de Rafael. Catarina, também, enfrenta o mesmo problema, quando fecha os olhos, vê o rosto do rapaz que a abraçou, evitando que caísse.
Catarina, evita qualquer tipo de aproximação masculina, primeiro quer fazer uma carreira, construir seu nome na gastronomia. Não tem planos para envolvimento emocional. O restaurante está em primeiro lugar, depois, de sua família. Revirando na cama, ela demora a pegar no sono. Devido a isso, seu sono não é reparador. Ela sonha com o deus grego.
Todos brindam e bebem uma taça. Eles vão para o jardim e ficam conversando até altas horas da madrugada. Catarina é a primeira a sentir sono. Leonardo pega ela no colo. “Se me permitem, vou levar minha vida para descansar.” Alice levanta e diz que está tarde que todos devem ir. No dia seguinte, eles curtem o primeiro dia do novo ano. Fazem planos para o recanto das crianças, planejam os meses seguintes, pois Aurora ganha neném antes de Catarina, com um mês, Catarina é quem entra em trabalho de parto. Catarina e Leonardo, realmente, não querem saber o sexo do bebê. No dia seguinte, todos voltam à vida normal, mas vai ser um ano diferente. Com novas expectativas, novos sentimentos. Alice se sente feliz, ela conseguiu que sua família encontrasse uma direção, que entrasse em harmonia. Foi difícil para ela criar a filha e Aurora. Mas ela se sente realizada. Pois os frutos de tudo estão bem à sua frente. Ela e Plínio, estão em frente de casa, vendo eles saindo para o trabalho
Ele entra e volta para casa. Catarina está com uma expressão, mais suave. Leonardo, cada dia mais apaixonado. Ao chegarem em casa, eles arrumam tudo para a virada do ano. Catarina prepara algumas coisas para eles. Depois eles vão passear pela vila. Leonardo olha e diz.“Antigamente, eu via esse lugar, como uma casa imponente, grandiosa. Mas era muito vazia. Era só uma construção grandiosa. Hoje eu sinto que gosto de andar por aqui. Ver as casas de todos. É como um mundo diferente, dentro de nossa realidade.” Catarina sorri para ele.“É bem assim, o carinho e calma de nossos pais, Valdo sempre caladão, mas feliz com Madalena, a tranquilidade e o jeitão de Rafael, e o riso de Aurora? É contagiante. É como se estivesse solto no ar, parece até que escuto a risada dela.” Leonardo olha para Catarina.“Então, somos dois. Eu também escuto.” Eles olham em volta. Rafael e Aurora, estão parados olhando para eles. Catarina fala. “Mas, vocês não estavam na pousada?” Diz indo até eles. Ra
No dia seguinte, Catarina e Leonardo saem cedo. Leonardo é acordado por ela. Catarina está ansiosa para sair. Ela o acorda com vários beijos.“Acorda, acorda vida, vamos logo.” Ele abre os olhos e sorri.“Dorme mais um pouco.” Diz ele suavemente. “Não vida, quero ver meu presente.” Leonardo sorri e senta na cama.“Eu não sei de onde tira tanta energia, achei que depois de nossa noite, estaria cansada.” “Engano, você nunca me cansa, pelo contrário, me deixa mais animada.” Leonardo cai na risada. “Vamos então, eu também quero ver se vai gostar.” Catarina corre e toma banho. Ele entra quando ela esta terminando. “Você está linda, sua barriga já está aparecendo.” Ela molhada abraça ele. Leonardo, do jeito que está, a leva para a chuveiro. Depois do banho os dois saem.“Acho que todos vão dormir mais um pouco.” Ele diz.“Vamos logo então.” Catarina pega na mão dele e o leva para o carro. Leonardo sai e pega o caminho até o onde está o helicóptero. Catarina está sorrindo o temp
Leonardo solta a mão de Catarina e fica de frente para seu pai.“Bem, nada do que tem aqui, vai poder usar, mas quem sabe meu neto, ou neta, podem ver que tem um avô, não quero comprar os anos perdidos, só te lembrar que eu nunca esqueci de você.” Leonardo fica curioso, Plínio entrega a ele o saco, Leonardo, olha para dentro e vê vários tipos de brinquedo. Ele vai tirando e abrindo, Leonardo encontra brinquedos que toda criança gostaria de ganhar, carrinhos, trenzinhos, pistas para os carros e os trens, bola, skate, ao todo são 24 brinquedos. Leonardo olha para Plínio.“Um para cada ano que não passamos juntos.” Fala com sua voz embargada. Leonardo olha e seus olhos enchem de lágrimas.“Eu nem sei o que dizer, teria gostado muito de todos esses brinquedos.” Diz com a voz rouca. Os dois, estão sem saber o que fazer, todos ficam olhando para eles, Catarina sabe que está sendo complicado para o marido, ela se aproxima.“Vida, se tivermos um menino, ele já tem muitos brinquedos, e ta
Catarina e Aurora se levantam. “Então, seremos as primeiras. Vamos começar com algo especial.” As duas pegam as cestinhas delas. Todos se acomodam para que ela inicie.“Bom, sabemos que Natal não é só troca de presentes. É algo particular de cada família, de cada pessoa. Quando sentamos para a ceia, procuramos levar no coração o espírito verdadeiro do Natal. Eu e Aurora, temos um hábito de dizer o que estamos comemorando. Não em presente. Mas em palavras, no caso uma carta. Fica mais fácil. Podem ler depois.” Aurora sorri e fala. “Se fôssemos falar para cada um, uma noite é pouco. Por isso fazemos as cartas. E este ano, temos mais pessoas com a gente. Por isso seremos breves.” Catarina olha para Aurora.“Vamos lá, quem começa?” Aurora balança o ombro de que tanto faz. Catarina sorri. “Vai você.” Aurora sugere.“Vamos nós duas. Uma fala e depois a outra.” Catarina concorda e olha por onde vai começar. “Para não sair da tradição, começaremos pela minha rainha.” Diz andando até
A mãe de Rafael diz.“Se não se importarem, nós queríamos passar um tempo aqui com vocês.” Rafael levanta e abraça a mãe. “Será um prazer, temos uma casa vazia pronta para morar. Podem passar um tempo que quiser, isso se não tiverem problemas.” Todos acham uma boa ideia. Alice fala.“Eu acho bom, descansar um pouco antes da ceia. Assim podemos ficar até mais tarde.” Plínio e Alice, levam os pais de Rafael para conhecer a casa. Os outros vão para suas casas.Catarina, pega uma vasilha de biscoito e leva para o quarto, Leonardo que está com ela, diz.“Ainda comendo biscoito?” Catarina ri.“Está bom.” E senta na cama comendo. “Vida, vai me contar o que vai dar a seu pai?” Leonardo senta.“Segredo, sabe, não foi fácil e nem é, eu não conheço o gosto dele, depois que tudo passou, é como se começasse do zero, não falamos sobre passado nem nada, só do presente, ele não me faz perguntas e nem eu faço também.” Catarina, escuta enquanto come. Ela coloca a vasilha do lado.“Mas o import







