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10. Alpha de Pelo Negro

Autor: Grazy Souza
last update Data de publicação: 2025-06-06 19:36:51

Hoop (Crystal)

Quando voltei a mim, a primeira coisa que senti foi o toque morno de uma mão. Algo escorria pela minha perna… pelo cheiro, deduzi ser alguma erva medicinal. Tentei abrir os olhos. O esquerdo ainda estava pesado, selado pela dor, mas consegui entreabrir o direito.

Uma mulher de cabelos escuros, pele clara e feições serenas estava ajoelhada ao meu lado. Seu olhar estava concentrado enquanto aplicava o medicamento. Notei um tecido grosso apertando minha costela e na minha perna, ago
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Último capítulo

  • Luna Perdida. A Escrava do Inimigo.   Agradecimento

    Querido(a) leitor(a),Quero agradecer primeiramente a Deus por me permitir escrever mais uma história.Também quero deixar aqui meu mais sincero agradecimento por ter caminhado comigo pelos capítulos de Luna Perdida: A Escrava do Inimigo. Cada capítulo escrito carregou uma parte de mim, mas foi você, com sua leitura e emoção, que deu vida a esta história.Peço desculpas por eventuais falhas nas postagens. Conciliar o trabalho, a casa e a família muitas vezes foge do nosso planejado, e ainda enfrentei dias em que minha doença (Lúpus) resolveu se manifestar, tornando impossível escrever. Mesmo assim, segui em frente, porque histórias como esta merecem um final feliz.Um agradecimento especial à amiga, beta e escritora Flávia Saldanha, que esteve ao meu lado durante todo o processo, oferecendo sua ajuda, apoio e incentivo. Sua presença fez toda a diferença nesta jornada.Agradeço também à minha família, que sempre acreditou em mim e apoiou meu sonho, estando comigo nos momentos de inspira

  • Luna Perdida. A Escrava do Inimigo.   91. Fim

    HoopHoje, Aurora completa quatro anos e será sua primeira transformação! O costume é fazer a primeira transformação no início do dia, para que a primeira transformação seja iluminada pelos raios de sol, e quando voltar à forma humana, a lua a abençoa com a vida longa de um transmorfo.O vento da manhã acariciava a clareira, trazendo consigo o cheiro da terra molhada e das flores silvestres que se misturavam ao perfume do novo dia. Os raios de sol, ainda tímidos, caíam sobre nós como um manto dourado, iluminando cada rosto com delicadeza. Pela primeira vez em anos, senti estarmos exatamente onde deveríamos estar.Connor estava ao meu lado, segurando minha mão com firmeza. Seu olhar estava profundo, carregado de amor e proteção. Aurora estava à nossa frente, os olhos brilhando de emoção e ansiedade. Ela respirava fundo, ansiosa pela sua primeira transformação.— Mamãe, acha que consigo? — Aurora perguntou, a voz trêmula de emoção.Eu sorri, apertando sua mão. — Você vai conseguir. Só

  • Luna Perdida. A Escrava do Inimigo.   90. Aurora

    Hoop. ‘Oi, Hoop, quanto tempo!’ Cristal?’ pergunto, surpresa. ‘Sua família está crescendo… e com ela eu voltarei para sua vida, não como sua, mas como a loba de sua filha! Prometo cuidar dela como cuidei de você!’ Não tive tempo de responder, acordei com o sol ainda se escondendo atrás das árvores quando, com um leve desconforto na barriga. Isso foi um sonho? Ou uma visão? Coloco as mãos sobre minha barriga, a sensação persistia, e algo dentro de mim parecia diferente. Algo que eu ainda não sabia explicar. Decidi, então, procurar a xamã. Se havia alguém que poderia me dar respostas sem julgamento, era ela. Caminhei até a clareira onde ela me esperava, sentindo cada passo mais ansioso que o anterior. — Hoop, minha filha — disse a xamã, com aquele sorriso sereno que sempre me acalmava. — Vejo preocupação em seus olhos. O que a traz até mim tão cedo? Respirei fundo e toquei minha barriga, sentindo uma mistura de medo e esperança. — Preciso saber... algo dentro de mim mud

  • Luna Perdida. A Escrava do Inimigo.   89. Celebração

    Hoop A celebração aconteceu sob a Lua cheia, que reinava alta e imponente no céu como se tivesse sido convocada especialmente para aquele momento único da nossa vida. O círculo sagrado brilhava com a dança das tochas e dos cristais espalhados pela relva, refletindo a luz prateada que parecia abençoar nossa união. Nossa alcateia não estava sozinha; aliados de outros clãs, o conselho e seus acompanhantes cercavam o círculo, todos em silêncio, como se até mesmo o vento tivesse parado para ouvir o que estava prestes a acontecer. A xamã surgiu no centro, envolta em mantos prateados que refletiam a luz da Lua, como se a própria Deusa a tivesse vestido. Seus passos eram lentos, quase etéreos, e quando ela ergueu os braços, o ar pareceu vibrar, carregado de energia. Sua voz, firme e, ao mesmo tempo, doce, ecoou pelo campo. , Seus cantos não eram apenas sons: eram ventos, eram águas, eram fogo e terra. Cada palavra tinha peso, cada verso era uma invocação que nos envolvia por dentro. Eu pod

  • Luna Perdida. A Escrava do Inimigo.   88. Fique longe.

    Connor A Lua mal havia tomado o céu quando senti algo estranho percorrer meu corpo. Estava entre os convidados, ouvindo conversas que não me interessavam, quando o elo me puxou de repente. Era como se um fio invisível me chamasse, ardendo no fundo do peito. ‘Ela precisa de nós’ a voz de Brutus rugiu dentro da minha mente. ‘Hoop está na tenda, se preparando’ retruquei, tentando controlar a ansiedade que crescia. ‘Ela está bem.’ ‘Não está.’ O lobo insistiu, firme, quase impaciente. ‘O coração dela não está em paz. Vá até ela.’ Meu corpo inteiro vibrava. O cheiro da noite parecia pesado demais, os sons ao redor abafados. Eu não conseguiria respirar em paz enquanto não a visse. Brutus estava certo. Não havia razão, não havia protocolo que segurasse meu instinto. Meus passos foram firmes e rápidos até a tenda. E quando me aproximei, ouvi a voz dela. Forte. Dolorida. — Naquele dia, Tom, eu perdi tudo o que acreditava ser importante. Fiquei destruída por dentro e por fora. E com essa

  • Luna Perdida. A Escrava do Inimigo.   87. Perdão.

    HoopO cheiro de flores silvestres misturado ao das tochas queimando folhas de alecrim preenchia o ar da tenda. Eu estava sentada diante de um espelho antigo, observando meu reflexo com um misto de incredulidade e gratidão. Nunca pensei que viveria este dia. O dia em que meu nome e o de Connor, o filho do inimigo do meu pai, seriam unidos diante da Deusa, diante da alcateia, diante de todos.Minhas mãos tremiam levemente enquanto ajeitava a coroa de cristais e folhas no cabelo. O tecido branco que cobria meu corpo parecia brilhar à luz das tochas, e mesmo assim, por dentro, eu ainda sentia as cicatrizes que ninguém via. Eu não era a mesma Hoop de tempos atrás. Eu tinha rachaduras, marcas, perdas que o tempo jamais apagará. Mas hoje... hoje eu estava em pé.E foi nesse momento, quando meu coração se enchia de expectativa pelo futuro, que o passado decidiu entrar.A voz dele cortou o silêncio da tenda como uma lâmina.— Hoop...Meu corpo inteiro ficou rígido. Eu conhecia aquele timbre.

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