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CAPÍTULO 42

last update Data de publicação: 2026-03-21 11:36:43

MAYA

Acordei com o som da água caindo e a ausência do corpo quente dele.

Me virei na cama olhando em direção ao banheiro, observava através do vidro embaçado, como uma predadora admirando sua conquista.

Oliver estava sob a ducha, a água escorrendo por seus ombros largos e pelas tatuagens que pareciam ganhar vida sob a umidade. O banheiro estava saturado de vapor e do cheiro dele, aquele aroma de homem, sândalo e perigo que agora era meu oxigênio.

Senti um calor líquido percorrer meu c
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Último capítulo

  • ELE AINDA VAI ME AMAR QUANDO DESCOBRIR A VERDADE?    CAPÍTULO 68

    — Minha filha não vai querer saber de filho de ninguém, não! E outra o dia que ela inventar vai ter bom gosto, vai querer alguém tranquilo, não um projeto de encrenca igual a você. Tira o cavalinho da chuva! — Tranquilo? Você não se olha no espelho né, a gente né tão diferente não, ô Bichão. Tá dizendo que tua mulher não tem bom gosto? — Não posso discordar, tá dizendo que você é um péssimo gosto amor? Luara diz o olhando de sobrancelha arqueada. Soltei uma gargalhada, apertando a cintura da Maya. — O Vini vai ser o herdeiro do Pub, Kauan. Vai ter marra, vai ter estilo e ainda vai ter o pai aqui pra ensinar como se trata uma dama... e como se lida com sogro chato. — Sogro chato é a mãe! Kauan devolveu, e o Malcon e o Dogiê tiveram que segurar o riso. — Se esse moleque chegar perto da Laurinha com segundas intenções, eu te mando de volta pro hospital, mas dessa vez é pra ortopedia, quebro tuas pernas. — Tenta a sorte, padrinho! provoquei, piscando para a Luara, qu

  • ELE AINDA VAI ME AMAR QUANDO DESCOBRIR A VERDADE?    CAPÍTULO 67

    Tanta coisa mudou em poucos meses. O Pub, que era o meu campo de batalha, ficou para trás. Eu tive que me distanciar quando os olhares começaram a pesar e o Oliver... bom, o Oliver virou uma sombra. Ele não me deixava andar sozinha nem até a esquina. A proteção dele, que antes era rascante, agora era o meu porto seguro. Minha amizade com a Luara se tornou o meu refúgio diário, trocávamos figurinhas sobre enxovais e sobre como nossos maridos eram dois brutamontes de coração mole. Hoje era o dia. O dia de descobrir quem estava aqui dentro. Estava tão nervosa. Já tínhamos até sugerido nomes, tantos... Até pararmos em Penélope ou Vinícius. Mas não sei, meu coração sempre me disse que era um menino, ou era medo de ser uma menina. Porque não queria que ela passasse por dor algum. Pensei tantas vezes em ir ver minha mãe, mas no fim desisti em todas elas. Eu quebrava aquele ciclo, e nunca o traria pra minha filha, eu a queria longe. Seja sendo menina ou menino, eu o liv

  • ELE AINDA VAI ME AMAR QUANDO DESCOBRIR A VERDADE?    CAPÍTULO 66

    — Eu sei que usou a história do desgraçado do padrasto dela.. Sei que ele te deu as "armas" para usar contra ela. Mas você tem noção do que está fazendo? Rosneei, o rosto a centímetros do dela. — Aquele lixo abusou dela, porra. Ele é um monstro. E você está se tornando o braço direito de um estuprador só por causa de um ego ferido? É esse o nível que você desceu? — Quê? Vi o choque atravessar o rosto dela. A máscara de vilã inalcançável rachou. Ela não sabia disso. O silêncio que se seguiu foi pesado, carregado com a podridão da verdade. — Eu sei que você é uma mulher vingativa, mas não achei que fosse cúmplice de um monstro. Me afastei, sentindo nojo até do ar que a gente dividia. — Então, aqui está o seu único aviso: Deixa a gente em paz. Eu não vou mandar recado. Eu vou pessoalmente garantir que você se arrependa de ter nascido. E você sabe muito bem que eu não blefo. Caminhei até a porta, mas parei com a mão na maçaneta, olhando ela por cima do ombro. — Não m

  • ELE AINDA VAI ME AMAR QUANDO DESCOBRIR A VERDADE?    CAPÍTULO 65

    OLIVER A noite foi do caralho. Nunca senti tanta satisfação em dar uma festa pra comemorar algo. Ali era só os de verdade. O cara que me acolheu como filho, como melhor amigo, como aliados. Era nossas escolhas e nossa "Casa" como minha Ferinha falou, ali sim valia apena. Eu perdi tempo pra caralho, se soubesse que viveria isso, já tinha caçado aquela garota a muito tempo, mas... Ela tá aqui, toda minha agora. volta para casa foi no silêncio mais absoluto que aquele carro já viu. O barulho do motor era o único som, enquanto a Maya, exausta de toda a carga emocional da noite, capotou no banco do carona. Olhei para o lado e, por um momento, perdi o fôlego. Ali, naquele veículo, estava o meu mundo inteiro. Tudo o que importava estava respirando suavemente ao meu lado. A proteção que eu sentia era quase física, uma barreira invisível que eu tinha erguido em volta de nós. Quando estacionei na garagem do loft, não tive coragem de dar um susto nela. — Ei, Ferinha..

  • ELE AINDA VAI ME AMAR QUANDO DESCOBRIR A VERDADE?    CAPÍTULO 64

    Se eu tivesse perdido esse bebê naquele depósito... eu nunca, em toda a minha existência, me perdoaria. Senti o olhar do Oliver em mim. Eu sabia que, enquanto eu me afogava em culpa, ele estava construindo muros de concreto ao meu redor. Dava para sentir a energia dele: possessiva, protetora, letal. — Quero contar para o pessoal. ele disse, a voz rouca quebrando o silêncio. — Tá... respondi baixo, sentindo um calorzinho começar a substituir o gelo no peito. Ele não perdeu tempo. Vi seus dedos grandes se movendo com agilidade na tela do celular. Eu fiz o mesmo, abrindo a conversa com a Luara. Maya: "Amiga, as previsões da Laurinha estavam certas. O feijãozinho tá aqui. Eu to grávida" Quase no mesmo instante, o celular do Oliver começou a vibrar sem parar no console do carro. Ele deu um sorriso de canto, aquele sorriso de quem acabou de ganhar a maior aposta da vida, e me mostrou a tela. Ele tinha criado um grupo: "Malcon, Kelly, Luara e Kauan". As mensagens subiam

  • ELE AINDA VAI ME AMAR QUANDO DESCOBRIR A VERDADE?    CAPÍTULO 63

    O cheiro daquele consultório era um soco no meu estômago. Nunca fui fã de hospital, me faz ter sensação de fim de vida, só parada ruim. Estava ali, parado como um poste, sentindo minha mandíbula travar enquanto aquele médico de óculos na ponta do nariz olhava os exames da Maya como se estivesse lendo uma sentença. — Quais os seus nome? ele soltou, sem nem olhar pra gente. — Oliver, e ela é a Maya. respondi, minha voz saindo num rascunho de rosnado. Eu estava por um fio. — E então, o que trás vocês aqui é uma gestação não é isso? Mas porque a consulta encaminhada pra mim? A Maya começou a falar. Contou dos enjoos, daquela "virose" que a gente achou que ia passar, e do teste de farmácia. Mas quando ela abriu a boca pra falar da confusão no bar, da briga e do sufoco no depósito, o Dr largou a caneta, só então olhou pra nós sério. O silêncio que veio foi pesado. O cara me encarou com um olhar de quem ia me dar uma surra verbal e eu não podia revidar. — Preciso s

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