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Cumprimentos audazes

last update Data de publicação: 2025-11-27 19:14:55

Elara tentou evitar encarar Jon de todas as formas. Olhou para a bolsa, depois para si mesma através do espelho, e por fim para a janela.

Jon sentia o mesmo desconforto.

"Como algo tão pequeno ganhou essa proporção toda? E só faz um dia que nos conhecemos!"

Lançou um olhar rápido para o rosto dela, sem que ela percebesse.

"Deve ser porque agora ela está bem diferente daquela gatinha molhada na chuva."

O sinal abriu. Ele voltou os olhos para a rua.

"Um ser indefeso que agora tem garras."

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Último capítulo

  • MEU CEO NADA VIRTUOSO    Seu castigo sou eu

    Bianca foi arrastada para fora, assim como Vince e Tânia.​— Esperem, vocês não podem fazer isto conosco, somos seus tios, Jon! — Tânia saiu gritando aos quatro ventos.​— Roberta, sua maldita, eu vou acabar com você! — Vince gritou por cima do ombro dos seguranças que o arrastavam para fora.​Os acionistas se organizavam, cada um mais contrariado que o outro. Jon encarou a mãe, que logo lhe sorriu.​— Que foi? Eu não posso consertar meus erros de vez em quando? — Ela piscou para ele.​Elara os encarou, sentindo-se ainda mais deslocada.​"Esse é o preço de estar nessa família?... Ficar louca como eles?"​Roberta encarou os demais enquanto tomava sua posição ao lado do filho.​— Desculpem o meu atrevimento, porém todos aqui sabem que nunca aceitei muito bem a ideia de ter meus cunhados como parte dos acionistas! — Ela fez um gesto no ar de desentendida.​Jon abriu uma pasta que estava ao lado de Elara, uma das muitas que ela havia trazido a pedido dele.​— Senhores acionistas, quero aq

  • MEU CEO NADA VIRTUOSO    Chumbo trocado

    Vince e Tânia se ergueram de suas poltronas de um salto só, acompanhados de Bianca. — VOCÊ ENLOUQUECEU? — Tânia foi a primeira a gritar batendo forte as mãos contra a mesa.Vince encarou o sobrinho com a mesma fúria incontida.— Ela é uma estranha porque está passando metade de suas ações a ela? Sua noiva é Bianca.Vince argumentou, enquanto Jon tomava seu lugar diante da enorme mesa. Puxou Elara para sentarse ao seu lado. Com as mãos sobre a mesa e dedos entrelaçados numa pose firme, Jon continuou seu discurso.Todos os acionistas cochichavam entre si confusos com a situação. "Essa desgraçada. Porque ela ainda não morreu?'Bianca tentava manter a compostura, mas seria difícil diante de Jon.— Ela não é sua noiva Jon, eu sou! Porque não aceita isso?— Bianca o encarava do outro lado da mesa.Vince e Tânia a apoiando.Elara sentiu o gosto amargo lhe subindo pela boca."Ela realmente estar disposta a tudo, sequer pensou sobre as consequências de contrariar Jon."Para sua surpresa, Jo

  • MEU CEO NADA VIRTUOSO    Reunião do Conselho

    ​Assim que Elara desceu as escadas, Jon já estava lá a esperando, a alguns metros da porta.​— Estou pronta, senhor Jon! — A voz de Elara chamou a atenção dele.​Jon engoliu em seco.​"Definitivamente, essa mulher vai me enlouquecer."​Ele ajeitou a gravata para, em seguida, guardar as mãos nos bolsos da calça social.​"Por que ele parece estar apreciando a vista?"​Ela sentiu o rosto corar. Para sua sorte, Jon já havia lhe virado as costas novamente, enquanto caminhava sozinho para a saída.​Ela suspirou, tentando se recompor.​"Quase fui pega."​Apressou-se para acompanhá-lo. Jon já a aguardava dentro do veículo. Juan estava à direção.​Assim que se acomodaram, Jon ordenou:​— Pode ir. — A voz grave soou, assustando Elara.​Jon percebeu quando ela encolheu os ombros ao ouvi-lo. Discretamente, ele sorriu de canto.​"Será que ele está tentando me punir de alguma forma?"​Ele notou os gestos dela, apertando a bolsa com força contra o colo.​"Melhor que ela esteja assustada mesmo, assim

  • MEU CEO NADA VIRTUOSO    Próximo passo

    Jon encarou o rosto de Elara por mais alguns segundos.— Não sei o que realmente pode estar sob sua máscara... Você foi a responsável pela morte do meu pai, mas também sinto que posso estar sendo injusto.Suspirou pesado enquanto se afastava a passos lentos em direção a seu cômodo. Retirou as roupas para tomar um banho refrescante e finalmente encerrar aquela noite.Trinta minutos depois, estava de volta ao quarto usando apenas a toalha em volta de si.Enxugava os cabelos quando o celular vibrou sobre o móvel de madeira envelhecido ao lado da cabeceira.Encarou a tela pulsando em luz azul.— O que é agora? — estava um tanto irritado.A voz do outro lado respondeu hesitante:— Estão convocando o conselho da empresa para amanhã! — respondeu o homem, quase vacilando nas palavras.Jon fechou os olhos, inspirando fundo. As mãos pressionavam firmemente os nós dos dedos.— Meus tios, eu suponho.A voz dele respondeu ao outro, parecendo ter o efeito desejado.— Pelo visto, o senhor já sabia.

  • MEU CEO NADA VIRTUOSO     Resgate

    Jon estava ali diante de Elara, cada qual imerso um no outro, sem esconder ódio e desejo, amor e aversão. As mãos dela estavam semicerradas ao limite. Era como tentar conter uma bomba-relógio dentro de si mesma. Jon estava atento a cada gesto. Seu maxilar cerrou firmemente, mas suas mãos foram mais rápidas que sua razão. Ao contrário do que Elara pensou, Jon a puxou para junto do corpo, fazendo com que ela perdesse o equilíbrio e se apoiasse completamente nele. As mãos dele estavam em volta de sua cintura, como se ele mergulhasse nela sem deixar vestígios de seu desejo incontrolável. Os lábios dele nem precisaram dizer mais nada quando se apossaram dos dela com selvageria. Elara tentou afastá-lo em vão. As mãos dele a prenderam ainda mais firme contra o corpo dele. O ar era rarefeito naquele mar de emoções. “Por que ele parece tão ansioso?” O tempo pareceu parar a cada nova investida. “Eu não posso fazer isso com ela... não aqui.” Ele a tomou nos braços sem interro

  • MEU CEO NADA VIRTUOSO    Desalinho

    Elara tentou ao máximo evitar que Renato percebesse que já estava consciente. Para isso, necessitava estar naquele papel torpe por mais algum tempo."Preciso descobrir uma forma de sair daqui e, principalmente, por que estou aqui!"Seus olhos ainda estavam vendados. Escutou passos em sua direção. Estava quase imóvel. O desconhecido aproximou-se dela, formando uma sombra quase etérea sobre ela. Podia sentir o quanto ele estava próximo. Era sufocante.O aroma que chegava em suas narinas era um pouco mais cítrico do que estava acostumada a sentir; o estômago revirava em protestos."Esse aroma... eu o conheço bem... mas de onde?"Seu corpo quase retraiu quando sentiu mãos enormes e frias subindo e descendo por seus braços lentamente. Era uma carícia asquerosa."Então, trata-se de um homem e não de uma mulher."Buscou em seus pensamentos quem poderia fazer algo tão desprezível."Não posso imaginar ninguém..."Seus pensamentos foram interrompidos por batidas insistentes na porta, do outro l

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