INICIAR SESIÓNElara engoliu em seco, mas não discordou. Não sabia ao certo como reagir. Seu coração lhe traiu no primeiro instante.
"Ele está bêbado certo? Ele e eu... não podemos."
Os olhos dela estavam nos lábios dele.
"Tenho certeza que em outras condições... Ou será que ele está mesmo me desejando?"
Ela sentia o corpo reagindo ao pedido dele. Jon a puxou para junto do peito. De modo que ela estava colada a ele. Ela sentiu o ar lhe faltar.
Uma das mãos dele agora estava sobre a lombar dela. E a outra estava acariciando o rosto.
— Eu sinto muito, mas suas chances de me repelir acabaram!— ele murmurou no ouvido dela.
Em seguida ele rolou sobre ela de modo que ele ficasse por cima prendendo todo o corpo dela debaixo do seu.
— Você é a pintura mais linda que já vi Elara! E é somente minha! — ele murmurou mais uma vez antes de pressionar seus lábios contra os dela.
Os lábios dele se moviam com cuidado, roçando os dela num ritmo que fazia o coração de Elara tremer dentro do peito. Era a pressa de não querer apressar. Era o toque que desperta, sem invadir.
E então algo mudou.
Talvez fosse o suspiro dela, quente, desobediente. Talvez fosse a forma como as mãos dela se prenderam aos ombros dele, sem perceber. Ou o jeito como Jon inclinou o rosto, aprofundando o beijo com uma fome controlada… até deixar de ser controlada.
O beijo antes lento começou a ganhar peso. A respiração dos dois se misturou; o ritmo ficou irregular. Os lábios dele passaram a explorar os dela com mais firmeza, como se uma faísca tivesse caído em algo que já estava seco, pronto para incendiar.
Elara sentiu o corpo inteiro reagir. As mãos dele passaram a envolver seu rosto, guiando-a para mais perto, como se a proximidade física fosse pouca para o que ele sentia. Os lábios dele já não pediam permissão; queriam o sabor dela, queriam o sim que o corpo dela estava dando antes mesmo da consciência entender.
Elara por sua vez acariciava ombros, peito e nuca dele. Por vezes arranhando quando ele a pressionava. Podia sentir o desejo dele emergir sobre sua intimidade.
O que a levou a afastá-lo aos poucos.
— Jon...espere!— a voz dela saiu rouca.
Ele parou tentando controlar-se ao máximo. Não tinha mais como voltar atrás. Seu corpo a desejava, seu membro já estava pronto para ela.
Mantendo o pouco de autocontrole que ainda tinha. Jon preparou-se para o pior, enquanto deixava espaço para ela.
"P****! M****!*
As mãos dele passaram por sobre os cabelos em ansiedade. Elara sentou-se tentando cobrir com as cobertas parte do que já tinha mostrado.
— Eu...bom nunca fiz nada disso...pode ser que ...— a voz dela falhou.
Jon que estava encarando o outro lado, retornou o olhar para ela. Não com decepção ou ira, mas compreensivo. Puxou as mãos dela e as beijou lentamente antes de dizer o que pensava.
— Preste atenção no que vou dizer Elara!
Ela o encarou firme.
— Eu estou louco para tornar você apenas minha, mas isso não quer dizer que eu tenha que ter você contra sua vontade! — cada palavra foi sincera.
Elara sentiu o coração aquecer.
"Espero que eu jamais me arrependa de te escolher, Jon Odero!"
Ela se aproximou dele devagar. Jon manteve-se quieto esperando a reação dela.
Ele a encarou ficar diante dele e subir em seu colo. Encaixando-se perfeitamente sobre seu membro que estava louco para possuí-la.
As mãos dela se prenderam na volta do pescoço dele. E os lábios dela devagar foram em direção aos dele.
Jon não reagiu em primeiro instante. Deixou que ela fizesse o que desejava fazer.
O beijo se aprofundou. Ela o explorava com desejo crescente. Jon não conseguindo mais manter-se indiferente, rolou sobre ela retirando o vestido dela e com este a única peça que lhe restava.
Os olhos dele brilharam ao encarar o corpo perfeito de Elara.
— Eu não poderia pedir visão mais perfeita! — ele a beijou em cada parte da pele exposta.
Elara estava sem ar. A cada pressão dos lábios dele sobre ela mais seu corpo reagia.
— Jon...— a voz dela falhava em suspiros murmúrios que ela mesmo desconhecia.
Ele por outro lado, a provocava com seu membro cada vez que a beijava. Levando o corpo dela se contorcer em antecipação.
— Diga Elara...diga o que quer de mim!— a voz dele não era muito diferente da dela.
Sua mãos iam e vinham por cada parte dela, a acariciando e apertando.
— Quero você...por favor! — a voz dela sumiu.
Jon não conseguia mais se conter. Lentamente ele investiu contra ela. A acariciando e beijando. Ela contorcia-se debaixo dele, em primeiro momento ela o tentou afastar, mas logo foi retribuindo suas investidas.
Seu corpo era dele. Se encaixavam perfeitamente como peças de um quebra cabeça. Era impossível acreditar que ela jamais esteve com ele.
— Elara... Você é perfeita demais!— ele a beijava com voracidade.
Seu membro ia e vinha com força. E ela correspondia a ele na mesma medida.
As mãos dela o arranhavam e seus lábios o mordiam e chupavam em seu peito e pescoço, lábios e braços. Jon não reagia diferente.
A pele dela estava toda marcada por ele.
"Não posso mais resistir a ela! Não tem como ignorar o que sinto!"
Jon sentiu seu ápice chegando, Elara grunhia com ele. Ambos estavam repletos um do outro.
Ela descia lentamente sobre o peito dele. E Jon a abraçava com ternura beijando a testa dela.
Em instantes ela levou as mãos para o rosto. Jon sorriu desfazendo o gesto dela. Os olhos dele estavam no rosto dela.
— Olhe para mim! — a voz grave estava de volta.
Ela o encarou. O brilho dos olhos dele estavam refletidos nos dela.
— Não tem mais volta! — ele acariciou o rosto dela.
Ela se manteve quieta esperando o pior.
"Por favor, seja o que for, só não diga que foi um erro!"
Ele sorriu contornando a
s feições do rosto dela.
— Você agora me tem para sempre, Elara! E seja como for, você também me pertence!
Antes que desistisse de protegê-la e decidisse ficar, Jon fechou os olhos com força para, em seguida, retirar-se dali. Porém, seus planos foram por água abaixo quando ela o abraçou pela cintura.Seu mundo inteiro se desfez sob o toque e o choro silencioso. Aos poucos, sentiu suas costas umedecerem."Como vou dizer a ela que é para protegê-la que estou fazendo isso?"As mãos dela apertaram ainda mais em volta da cintura dele.— Por favor, Jon. — A voz embargada o quebrou ainda mais. — Não vá, não me deixe sozinha.Jon apertou as suas mãos sobre as dela."Como posso dizer a ela o motivo de deixá-la aqui?"Fechou os olhos e reuniu toda a coragem que não tinha até aquele instante.— Elara, você é a única mulher que amo de verdade. Esteja ciente disso, mas é por este mesmo motivo que tenho que deixar você por uns dias.As mãos dela permaneceram no mesmo lugar. O choro ainda era audível.— Está a me punir, não está?Jon virou-se por completo para encará-la. O belo rosto de sua amada estava
A viagem seguiu silenciosa até a mansão de Roberta. Assim que ele parou diante da propriedade, ela encarou as costas dele sem nenhuma expressão.Ele devolveu o olhar através do espelho.— Sei que você gostaria que o Jon soubesse a sua verdadeira identidade — ela pausou por um instante. — Mas sabe, Botelho, tudo isso pode desencadear inúmeros problemas para nós.Ela não parecia estar mentindo, porém ele sabia que era mais uma vez uma espécie de peça no imenso tabuleiro que ela havia criado há muito tempo.Ele sorriu levemente enquanto encarava o lado oposto da mansão.— Não se preocupe com a sua mancha do passado, eu mesmo cuido disso.Roberta o encarou, atônita.— O que quer dizer com isso? Você... — ela apontou para ele, nervosa.Ele virou-se para encará-la nos olhos.— Sempre pensei que você faria uma escolha entre mim e o Antony, mesmo depois daquele fiasco que foi a sua festa de casamento.Ambos encaravam-se numa disputa sem ganhadores ou troféus. Ele deixou que o olhar
Jon abriu a porta de uma vez só. Deitou Elara na cama e tomou posição ao seu lado, abraçando-a contra o peito, de modo que ela se assemelhasse a um bebê no útero da mãe.— Desculpe! Eu... sinto muito! — A voz dela saiu embargada. As lágrimas corriam vertiginosamente por sua bela face.Seus olhos estavam inchados e vermelhos. Jon acariciava gentilmente o rosto dela, beijando devagar a trilha por onde as lágrimas passavam. Ele segurou a face de Elara nas mãos, obrigando-a a encará-lo.— Não se preocupe com nada, estou aqui com você. Não me importa o seu passado, Elara, já resolvemos tudo isso!Ela podia sentir o quanto ele estava sendo gentil e a quantidade de confiança que esperava que ela também depositasse nele. Sentiu um calor agradável tomar conta de seu coração."Então é assim que é ser amada e protegida?"Ela ergueu-se até alcançar os lábios dele. Podia ouvir sua respiração, enquanto os olhos dele permaneciam fixos na boca dela.— Obrigada, Jon. Você é muito melhor do que
Elara sentiu o mundo cair a seus pés."Será que o sol nasceu ao contrário?"Ela engoliu em seco. Surgiu-lhe de repente um frio na barriga."Será que ele vai me rejeitar?"Jon permaneceu ali com um anel de diamante estendido a ela. Era uma versão ainda maior que a anterior. Muito mais delicada.— Eu sei que não fui nada santo com você, Elara, mas... — antes que ele terminasse de falar, ela o abraçou pelos ombros e sorriu com o rosto colado ao seu colo.— Aceito. Só não seja mentira, por favor, Jon Galdruno! — as palavras doces e gentis saíram vacilantes.Jon abraçou sua cintura firmemente para então ergual-a junto dele. Seus olhos se encontraram por um instante.— Eu não sou mentira, minha doce Elara! — sem aviso, ele a tomou num beijo lento que tornou-se viciante.Jon sorriu contra os lábios dela; os dois estavam sem ar. Ela foi a primeira a afastar-se para encará-lo. Ele a deixou deslizar devagar de seus braços para o chão, mas sem soltá-la por completo.— Quero marcar a da
Enquanto isso, Bianca e Tânia dividiam a mesma cela. Vince estava em um lado separado delas. — MALDITOS! — Bianca chutava as grades da cela com toda a força. Tânia estava sentada na cama beliche, ao lado de alguns poucos pertences e de uma mesinha com cadeira ali próxima. Ela suspirou ao ver o comportamento da sobrinha. Terminou fechando o livro que estava lendo, ao mesmo tempo em que dizia algo em voz alta: — Pare com esse chilique! Acha que alguém se importa com você? — Tânia se ergueu da beliche como quem está diante de uma passarela e caminhou em direção contrária à outra. — Sabia, Bianca, você é muito impulsiva. É por este motivo que Jon não está com você! Bianca girou o corpo de uma vez só, dando de cara com Tânia. Ambas estavam agora encarando uma à outra. — O que quer dizer, tia? Fale claramente! — perguntou, encarando a outra. Tânia aproximou-se da parede e a riscou com um pedaço de lápis roído que havia encontrado por ali. Bianca encarou os rabiscos como se ho
As palavras dela lhe caíram como uma bofetada dolorosa. Ele segurou firme os braços dela, impedindo-a de afastar-se dele.— Repita o que você disse agora! — A voz dele saiu grave.Elara sentiu o frio percorrer sua espinha."Ele vai surtar, mas, se eu não fizer assim, pode ser que jamais me livre de seu domínio. Afinal de contas... ele me julga como sua propriedade, isso jamais será amor."Os olhos dele estavam nela sem pestanejar. Havia ali uma mistura de obsessão e loucura que ela não sabia explicar.— Jon. Eu não posso cumprir este acordo. Ainda nos restam onze meses e nós já estamos envolvidos de uma forma bem errada. — A voz dela foi ganhando uma outra dimensão na cabeça dele.— Do que diabos está falando? — Ele a sacudiu. — Você enlouqueceu por acaso? Estou aqui me declarando para você e me lembra desse maldito contrato? — Estava exaltado.Sentiu as mãos dele apertarem ainda mais.— Estou disposto a esquecer seja lá o que teve em seu passado. Não vou mais buscar quem você realme







