LOGINIsabella foi vendida para uma boate onde sua única função era obedecer. Até que, em uma noite, Dante Moretti a escolhe. Um dos homens mais poderosos da máfia. Frio com todos. Intocável. Mas não com ela. Ele não a leva por desejo. Ele a tira dali. E, pela primeira vez desde que tudo começou, Isabella não é tratada como um objeto. Dentro da casa dele, ela encontra algo que não esperava: silêncio… limites… e um homem que a protege sem nunca dizer por quê. Ela deveria fugir. Deveria odiá-lo. Mas não consegue. Porque, aos poucos, Dante deixa de ser apenas o homem que a comprou… e se torna o único lugar onde ela se sente segura. Até que tudo muda. Isabella descobre que está grávida. Agora, presa entre um passado que volta para destruí-la e um mundo que exige um herdeiro, ela precisa decidir se confia no homem mais perigoso que já conheceu. Porque, dessa vez… ir embora pode custar muito mais do que ficar.
View MoreDante
O sangue já estava seco na minha mão, mas mesmo assim passei o pano de novo.
Mais por costume do que por outra coisa.
O homem na cadeira ainda respirava, embora já fosse difícil dizer até quando. A cabeça caída, o corpo largado, como se já não estivesse mais ali por completo. Ainda assim, quando ouviu meus passos, tentou se mexer.
Segurei o rosto dele e levantei um pouco.
Me questiono ainda o quanto quero viver essa rotina infernal, rodeado de homens, afazeres regras. Sem nenhuma paz, felicidade.
Sem ela...
— Olha pra mim.
Demorou, mas conseguiu.
— Já deu, Dante — Matteo disse atrás de mim. — Ele não vai aguentar muito mais.
— Aguenta.
— Quem te mandou?
Nada.
Ele tentou abrir a boca. Por um segundo, achei que ia sair alguma coisa.
Mas não saiu.
Só ar.
— Eu resolvo — Matteo falou, vindo mais perto.
Olhei pra ele.
— Ainda não.
Ele sustentou um segundo… depois recuou.
Voltei pro homem.
Esperei.
Ele tentou de novo.
Nada.
— Já era.
Puxei a arma e atirei.
O tiro bateu no galpão e voltou seco.
— Podia ter feito isso antes — Matteo disse.
— Podia.
Continuei andando sem olhar pra trás.
Matteo veio junto, acendendo um cigarro.
— Perda de tempo do caralho. O cara não ia falar porra nenhuma.
— Eu precisava ter certeza.
— E aí? Tem?
— Tenho.
O cascalho estalava sob o sapato enquanto a gente seguia até o carro.
— Então fala logo — ele soltou a fumaça. — Quem?
— Ainda não sei.
Ele riu pelo nariz.
— Que beleza. A gente fode a noite inteira pra sair com “não sei”.
— Se fosse qualquer um, ele já tinha aberto a boca.
Matteo ficou em silêncio por um segundo.
— Então é alguém que mete medo de verdade.
Abri a porta do carro.
— Não é gente de fora.
— Puta que pariu…
Ele entrou e jogou a cabeça no banco.
— Falando em dor de cabeça… o conselho quer reunião. Esses velhotes não te darão um momento de paz, irmão, porra, você precisa superar!
Já sabia.
— Quando? — Pergunto ignorando o resto de sua sentença insignificante para mim.
— Amanhã cedo. Disseram que é urgente.
Soltei um riso baixo.
— Claro que é. Sempre essa porra.
— Já sabe o assunto — ele falou.
— Não tem outro assunto que interesse eles, você sabe.
Fiquei um segundo em silêncio antes de completar:
— A porra de uma esposa do caralho.
— Sempre o mesmo.
Passei a mão no rosto, já sem paciência só de imaginar a reunião.
Velhos querendo decidir minha vida. Escolher mulher. Falar de herdeiro como se fosse negócio.
Que se fodam.
Matteo soltou fumaça pela janela.
— Vai fazer o quê depois da reunião?
Liguei o carro.
— O de sempre.
Ele riu baixo.
— Aquela boate de novo?
Olhei pra frente enquanto o portão começava a abrir.
— Pelo menos lá eu consigo esquecer por algumas horas.
IsabellaJá tinham se passado alguns dias desde a ultrassom, e eu ainda pegava as fotos do bebê para olhar antes de dormir. Dante tinha colocado uma delas na mesa de cabeceira, embora tivesse prometido que escolheríamos juntos um lugar para guardar todas. Na prática, ele continuava ocupado com os problemas da Famiglia e, mesmo quando estava em casa, recebia ligações que o faziam sair do quarto ou se trancar no escritório.Naquela tarde, eu tinha ido à casa da minha sogra visitar Matteo. Ele ainda estava se recuperando das agressões, e eu não queria deixar de vê-lo só porque Dante andava preocupado com o trabalho. Minha sogra me recebeu com um abraço e me levou até a sala, onde encontrei Matteo sentado no sofá, com uma almofada apoiada ao lado do corpo.
DanteMatteo voltou para a mansão de minha mãe no fim da tarde, com duas costelas machucadas e o rosto ainda inchado. O médico recomendou repouso, mas meu irmão nunca foi bom em ficar parado, e eu já esperava encontrá-lo no escritório assim que soube que tinha chegado. Quando entrei, ele estava sentado no sofá, com uma bolsa de gelo apoiada na lateral do corpo, conversando com Enzo sobre o que tínhamos descoberto.— Você devia estar descansando — falei, fechando a porta.— E você devia parar de trabalhar um pouco, mas nenhum dos dois parece disposto a colaborar. — Matteo tentou sorrir, mas fez uma careta quando se ajeitou no sofá. — Enzo estava me contando sobre as informações que você espalhou. Parece que a
DanteQuando cheguei à mansão, Matteo já havia sido levado ao hospital para fazer os exames. O médico suspeitava de lesões nas costelas, mas ainda não sabia dizer se alguma estava quebrada. Minha primeira vontade foi ir até lá, mas mudei de ideia assim que entrei no escritório e vi os relatórios espalhados sobre a mesa. Meu irmão estava ferido, a carga continuava desaparecida e alguém dentro da nossa estrutura tinha acesso a informações suficientes para comprometer nossas operações. Eu cuidaria de Matteo assim que terminasse o que precisava fazer. Antes disso, queria descobrir quem estava brincando com a minha família e com os meus negócios.Enzo e Sandro já me aguardavam. Luca entrou logo atrás de mim e fechou a porta, permanecendo perto dela e
DanteEu ainda estava na clínica quando Matteo ligou pela segunda vez. Na primeira, eu não havia conseguido atender porque estava resolvendo a saída de Isabella da sala de exames, mas a insistência dele me fez interromper o que estava fazendo. Assim que levei o telefone ao ouvido, percebi que havia alguma coisa errada. A respiração estava pesada, a voz falhava e, por trás dela, havia um esforço evidente para continuar falando como se estivesse tudo sob controle.— Dante, preciso que você venha até aqui. Agora.— Onde você está?Matteo demorou alguns segundos para responder. Quando finalmente passou o endereço, reconheci a região industrial nos arredores da cidade, um lugar com galp&otild






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