Mag-log inPonto de Vista de GriffonFico em meu escritório esperando Dallas trazê-la até mim.De tudo o que já pedi a ele, esta talvez seja a tarefa mais difícil. A culpa que ele carrega pela morte da minha mãe só é menor do que a minha.Tenho certeza de que ele ficaria feliz em nunca mais precisar encarar Heather. Acho que a única razão pela qual ele ainda consegue lidar comigo é porque me culpa, até certo ponto.Toda a culpa que ele não consegue colocar sobre si mesmo, ele coloca sobre mim.Eu não me importo. Eu mereço. Tudo o que aconteceu naquele dia poderia ter sido evitado.Cerro os dentes e empurro as lembranças para o fundo da minha mente. Tranco tudo em caixas de aço e prometo a mim mesmo nunca mais voltar àquilo.Não preciso me lembrar do que aconteceu naquele dia para manter esta alcateia segura.Começo a andar de um lado para o outro diante da janela, com vista para a alcateia. Mandei instalá-la para que todos soubessem que estou sempre observando.Observando quem tenta faze
Ponto de Vista de GriffonOs gritos dela acalmam alguma coisa dentro de mim. Essa vadia e aquela maldita bruxa disputam o posto de pessoas que eu mais odeio neste mundo, logo depois de mim mesmo. E, como ainda não consegui encontrar a porra da bruxa, Clara acaba recebendo todo esse ódio sozinha.A faca deslizando por sua pele me faz sorrir e isso acontece tão raramente. É doentio. Eu sei disso, mas isso não muda minha reação.Pretendo deixá-la aqui embaixo para contemplar sua dor até o dia em que eu morrer. Ela não merece uma morte fácil; merece sofrer por tudo.Por tudo o que fez com a minha mãe e com o meu pai. Por colocar esta alcateia em perigo, por dar acesso à bruxa. Pelos próprios pais. Deusa, ela merece esse inferno tanto quanto eu.A minha hora vai chegar. Vou pagar pelos meus erros, mas, até lá, vou apreciar vê-la pagando pelos dela.A teimosia do caralho da Aspen também está me tirando do sério. Não sei lidar com tudo o que ela desperta em mim, então acabo descontando
Ponto de Vista de AspenMeu corpo treme de raiva enquanto encaro o corredor e os vejo arrastando-a de volta para a cela ao lado da minha. Jogam-na para dentro, e ela cai no chão. Seu rosto bate contra a terra.Batem a porta da cela e seguem de volta pelo túnel. Eu me pressiono contra as grades da minha cela, ignorando a dor que queima minha pele enquanto estendo a mão em sua direção.Ela não me nota; vira o corpo para que eu não veja o que fizeram com ela e caminha lentamente até a cama. Deita-se, com o rosto voltado para a parede.Deusa, por favor! Alguém nos ajude!Meu corpo se ergue bruscamente, ofegante, enquanto meu coração afunda ainda mais em meu peito.Odeio esses sonhos, a tortura, a dor, a tristeza. Não aguento mais.Mal tenho tempo para pensar quando ouço passos se aproximando pelo corredor.A nuvem negra e profunda, cortada por relâmpagos, me diz que é Griffon, enquanto seus passos pesados se aproximam.Vejo-o começar a passar por mim sem sequer olhar na minha dire
Ponto de Vista de AspenSinto que sair da parte das celas da fortaleza será a parte mais difícil, mas me mantenho nas sombras. Vou deslizando com as costas encostadas na parede, fazendo o possível para não ser vista nem ouvida.A tia sempre nos contava histórias da época da escola e dizia que, enquanto conseguisse se esconder, ninguém conseguia encontrá-la. Eu só preciso continuar escondida.Chego mais perto da saída e espio pela porta. O guarda está sentado na cadeira.Dormindo.Quase dou risada. Acho que Griffon não mantém uma disciplina tão rígida quanto gosta de acreditar. Deusa, espero não ser pega. Griffon já provou que não quer me machucar, depois de praticamente me deixar impune por quase tê-lo matado, mas isso não vai salvar esse homem.Cerro os dentes e fortaleço minha determinação. Eu preciso fazer isso. Isso é importante. Hazel e a família dela precisam sair daqui.Passo pelo guarda sem dificuldade e sigo pelo corredor mais próximo, mantendo distância da área onde se
Ponto de Vista de AspenDallas começa a me levar de volta para as celas, e eu ergo os olhos para ele. Percebo que ainda está irritado com o que eu disse antes. Então, por que não irritá-lo ainda mais?— Ele está bem. Caso estivesse se perguntando — digo.Ele me lança um olhar confuso, até que a compreensão cruza seu rosto.— Eu não me importo — rosna.Eu o ignoro.— Ele ainda está sofrendo. Não tem muita vida social. Está morando no porão da nossa casa.O maxilar dele se contrai, então continuo.— Mamãe tem tentado convencê-lo a sair, conhecer pessoas novas. Quem sabe encontrar um segundo companheiro. — Dou de ombros. Um rosnado baixo escapa de sua garganta.Seguro o sorriso que ameaça surgir.— Tem um cara muito bonito, o nome dele é Alex. Já faz um tempo que ele está interessado no Nick. Eu gosto bastante dele. Além disso, o nome dele é o mesmo da minha loba, então é divertido. Acho que eles formariam um bom casal — digo, e os dedos dele apertam meu braço com mais força.—
Ponto de Vista de AspenOlho para a porta fechada, confusa.Então ouço o som de passos e me viro para o enorme quarto.Griffon sai do que imagino ser o banheiro. A calça jeans azul-marinho está caída sobre os quadris, e ele está sem camisa, exibindo cada linha e músculo do corpo.Engulo em seco, mas não demonstro nenhuma outra reação.Não posso deixar que o corpo dele seja o que finalmente me faça ceder. Me recuso.Ele caminha em minha direção, e eu não me movo. Continuo parada junto à porta, com os braços ainda algemados à frente do corpo, olhando diretamente em seus olhos.Me recuso a olhar para baixo. Me recuso a olhar para baixo.Uso a imagem dele em minha mente, parado atrás de Cameron com um chicote na mão, como um freio. Me mantendo firme para não ceder a esse vínculo.Ele sorri de canto enquanto se aproxima, como se soubesse que estou tendo dificuldade para me manter firme.Ele para diante de mim, e inclino a cabeça para trás para continuar mantendo contato visual.O
Ponto de Vista de AmyMinha história começa com um garoto. Moro do outro lado da rua dele desde que nasci. Liam tem pelo menos um metro e noventa e oito, cabelo castanho curto e os olhos verdes mais brilhantes que você já viu. Ele é o futuro Alfa da alcateia, mas, antes de entendermos qualquer cois
Ponto de Vista de LiamObservo enquanto meu Gamma corre para minha casa, vindo da casa da Amy. Que porra ele está fazendo? Por que ele está falando com ela de repente? E por que isso está me irritando tanto?Assim que ele entra, agarro-o pela garganta e o jogo contra a parede.— Que porra você es
Ponto de Vista de AmyMinha última aula do dia é com Cole. Ele não se senta exatamente ao meu lado, mas se sentou mais perto de mim do que normalmente. Tento com todas as forças não olhar para ele, mas consigo sentir seu olhar sobre mim durante toda a aula. De repente, um bilhete cai na minha mesa,
Ponto de Vista de AmyRapidamente desvio o olhar da mesa deles e encaro Mia. Ela está me olhando com o mesmo nível de confusão que eu tenho certeza de que ela vê nos meus olhos. Recuso-me a falar sobre isso aqui, com tantas pessoas por perto, e agora que Dallas me colocou na mira, todo mundo vai te