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Mason - Meu Assassino Possessivo
Mason - Meu Assassino Possessivo
Autor: Edi Beckert

Prólogo

Autor: Edi Beckert
last update Fecha de publicación: 2025-12-13 20:09:33

Prólogo

Mason Hart

Eu estava acostumado a estradas vazias.

Elas sempre me levaram a algum lugar onde alguém deixaria de respirar.

A moto cortava o asfalto enquanto o vento batia forte no meu rosto. O som do motor era constante, firme, como o ritmo da minha vida. Jaqueta de couro preta. Luvas. Botas pesadas. Armas no corpo — mais de uma. Nada ali era aleatório. Cada peça tinha uma função. Eu não me vestia para impressionar ninguém. Eu me vestia para matar e sair vivo.

Sou um assassino de aluguel.

Não daqueles impulsivos. Sou pago para resolver problemas. Pessoas. Rápido, limpo, sem erros.

Enquanto a cidade surgia à frente, lembrei da ligação que me colocou naquela rota.

— Preciso que traga minha filha de volta. Violet Jones. — A voz do homem era firme, mas cheia de medo. Patético— Há gente atrás dela. Mentirosos que a roubaram e mentiram ser seus pais por todos esses anos. Gente que não posso enfrentar e precisam morrer imediatamente.

— Se estão atrás dela, vão morrer — respondi sem emoção.

— Quero ela viva.

— Isso encarece.

Houve uma pausa.

— Sei disso. E aceito pagar. Mas não só com dinheiro.

Sorri de leve.

— Continue.

— Se você a trouxer viva… ela será sua esposa. — Ele disse como se estivesse falando de um negócio comum. — Preciso que esteja protegida. E, no meu mundo, isso só acontece assim.

— Então você está me entregando sua filha — falei. — Não peça depois o que não pode desfazer.

— Desde que ela esteja sob seu nome… não me importo.

Fechei o acordo ali mesmo. A transformaria na minha mulher, minha puta particular.

Nunca esperei prazos. Três dias era coisa de amador. Decidi buscá-la no dia seguinte. Quem estivesse no caminho não teria tempo de pedir perdão.

---

O internato parecia tranquilo demais. Grades altas, pintura clara, jardins bem cuidados. Lugar feito para enganar pais ricos. Para mim, era só mais um lugar fácil de entrar.

— Vim buscar Violet Jones — falei ao segurança.

Ele conferiu, desconfiado.

— Não há saída autorizada hoje.

— Há agora.

Mostrei os documentos. Ele não discutiu. O portão abriu.

Esperei dentro do carro, então ela apareceu.

Violet Jones não parecia uma garota indefesa. Caminhava firme. Olhar atento. Nenhum sinal de choro ou desespero. Gostei disso. Pessoas frágeis quebram rápido demais.

— Quem é você? — perguntou, parando à minha frente.

— Alguém que seu pai mandou.

— Meu pai não manda estranhos me buscarem.

— Foda-se. Você fala demais.

Ela me estudou por alguns segundos.

— Você não parece segurança. Nem motorista. Então o que você é?

Inclinei um pouco a cabeça.

— Alguém que resolve problemas.

Ela estreitou os olhos.

— E eu sou um problema?

— Ainda não — respondi. — Entre no carro.

— E se eu não entrar?

Meu olhar ficou mais frio. Me aproximei e sussurrei:

— Você não vai querer saber como vou te enfiar lá dentro. — Arregalou os olhos.

A diretora apareceu com uma bolsa pequena. Peguei antes que Violet reclamasse. Ela não discutiu, mas também não abaixou a cabeça. Entrou no carro com raiva.

Assim que me sentei ao volante, senti o olhar dela sobre mim.

— Posso saber para onde estou indo?

Inclinei-me, invadindo seu espaço, minha voz baixa demais para qualquer um além dela.

— Pode.

Esperei um segundo.

— Mas não vai.

Ela suspirou, entrou e cruzou os braços. O cheiro simples dela de perfume de mulher me fez olhar pra ela por dois segundos. Gostosa pra caralho, e cheira bem. Fiz um excelente negócio.

Fechei a porta. Dei a volta. Assumi o volante.

Ela me observava. Não desviava o olhar.

Como se achasse que ainda tinha algum controle.

Engano perigoso.

Girei a chave. O motor respondeu.

Antes que o dia terminasse, Violet Jones descobriria exatamente quem eu sou.

E, principalmente, o que acontece quando alguém passa a ser meu.

A primeira coisa que vou fazer é...

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