FAZER LOGINPedro me deixou na casa de Vero e eu o agradeci. Assim que ele se foi, peguei a chave que eles me deram e abri a porta. Mal entrei e meus sobrinhos se jogaram em cima de mim e começaram a gritar.
"Oi macaquinhos, vem aqui." - Os abracei e fiz cócegas. Quando dei por mim, já estava no chão brincando com eles. "Vocês são umas coisas muito fofas e eu tenho vontade de morder vocês."
Continuamos brincando e rolando no chão até que meu cunhado apareceu na sala.
"Crianças, deixem a tia de vocês em paz." - E as crianças se levantam rapidamente e fiz o mesmo, me levantei e o abracei, pegando meu cunhado completamente de surpresa.
"Oi papai." - Rogério ficou todo vermelho, o que me fez rir.
"Sammy, para com isso." - Minha irmã apareceu da cozinha ralhando comigo, mas estava rindo. "Como você está, minha linda?"
"Estou bem, Vero, e você? Quando irá sair da cozinha?" - Dou um beijo nela, que retribui.
"Quando você aprender a cozinhar." - Olhei para ela e gargalhei.
"Então você nunca irá sair de lá." - Vero me deu um tapa no braço e eu protestei.
"Mamãe, a tia Sam queima até miojo." - Minha sobrinha Gabi diz, e sua mãe a repreende.
"Não precisa brigar com a menina, eu queimo até água, miojo é o de menos."
"Você sabe que tecnicamente não se queima água, não é? Porque ela evapora." - Rogério é o intelectual e sabe muito.
"Isso é uma forma de se expressar." - Digo a ele, que dá de ombros.
Minha irmã me arrastou para a cozinha e me perguntou se eu estava me adaptando bem no serviço e se a xará dela parou de me encher. Disse a ela que seria difícil ela parar de me perturbar, mas que eu aprendi a ignorá-la. Meu cunhado se juntou a nós, mas logo em seguida se foi alegando que não poderia deixar as crianças sozinhas. Estava ajudando minha irmã a lavar a louça quando ela olhou para mim.
"Sam, quem te trouxe?" - Estava demorando para ela perguntar.
"O Pedro, por que a pergunta?"
"Ele poderia ter ficado para jantar conosco?" - Ela perguntou, mesmo já sabendo a resposta.
"Ele foi para a casa dele, e também não seria um clima muito legal tê-lo aqui, já que você olharia para nós com olhos julgadores." - Minha irmã olhou para mim ultrajada e torceu a boca.
"Eu amo vocês dois, mas acho que o que fazem não faz bem a nenhum de vocês, os dois precisam encontrar pessoas que os amem. Sei que é difícil para você entender o que eu digo agora, mas quando encontrar essa pessoa que estou falando você irá entender. Sam, eu juro que se a sua relação com ele tivesse alguma forma de evoluir eu seria a primeira a torcer pela felicidade vocês e os apoiar, mas pelo o que vejo, nada aí vai a lugar. Sabe o que vejo?" - Ela perguntou, e eu neguei. "Duas pessoas que se usam para evitar relacionamentos e nem adianta dizer que é mentira, pois no fundo você sabe que é verdade."
Nós ficamos mudas, e enquanto eu lavava os vegetais, sabia que a minha irmã estava certa, mas eu não queria dar o braço a torcer e dizer que ela está certa. Minha relação com Pedro é apenas de amor de amigos e nada mais que isso. Enquanto ela mexia algo na panela, eu comecei a falar.
"Você sabe que é difícil para mim me relacionar, ainda mais depois do meu último namoro que só me serviu para ver o quão os caras são falsos e duas caras." - Vero respirou fundo algumas vezes e voltou a se concentrar na panela, e sei que ela está estruturando o seu argumento. Vero sempre diz que eu não devo me fechar para o amor por conta de um fracasso amoroso. Ela sempre diz que meu ex é um babaca e que não merece que eu viva assim por conta dele.
"Irmãzinha, você não pode ficar assim por culpa dele, pois faz parecer que ele foi mega importante na sua vida, enquanto na verdade, ele foi apenas um babaca que namorou duas garotas ao mesmo tempo. Esse pilantra quase acabou com a sua vida, e só não aconteceu o pior porque Rogério fez conexões e fez sumir sua ficha que te ferraria. Ainda não me conformo dele não ter sido preso como você." - Minha irmã tem tanto ranço dele que o seu nome não pode ser mencionado em sua casa.
"Por que foi levado como testemunha e como vítima da agressão."
"Idiota, tomara que ele encontre alguém faça algo que acabe com a raça dele." - Só assim para ele aprender. Deixamos os pensamentos de lado e voltamos a nos divertir.
O restante da noite foi maravilhoso. Ao final de tudo, estava prestes a chamar o carro de aplicativo quando a minha irmã tomou o celular da minha mão. Ela me disse que meu cunhado me levaria, e o agradeci por estar indo comigo. Assim que chegamos, o agradeci mais uma vez e entrei em meu apartamento.
Tomei um banho e estava prestes a dormir quando minha amiga me mandou uma mensagem me chamando para uma festa na sexta-feira, e eu disse que não sabia se queria ir.
"Amiga do céu, vai ser uma senhora festa! Não acredito que você irá perder." - Ela continua a me instigar.
"Alguns amigos nossos, eu soube que irão a festa e é a chance de juntar a velha gangue” – quando Rafa põe uma coisa na cabeça ela não tira.
"Vou pensar e depois te dou a resposta." – Aviso a ela que irei dormir e travei o celular. Estava prestes a fechar os olhos quando meu celular apitou novamente. Eu achei que era a minha amiga, mas me surpreendi quando vi que era meu chefe. Será que aconteceu alguma coisa? E li a sua mensagem. Depois de ler sua mensagem, resolvi responder. Pelo que entendi, meu chefe estava precisando de uma companhia, mas o seu melhor amigo estava ocupado, provavelmente com uma mulher. Então dei atenção, mas logo começamos a falar sobre o trabalho e o assunto rendeu. Quase uma hora depois, resolvemos encerrar a ligação, e eu resolvi dormir, pois amanhã o dia promete.
Saulo Lucatto O dia amanheceu preguiçoso e o tempo estava nublado, com um ar carregado de possíveis chuvas, o tempo aqui no Rio de Janeiro é imprevisível. Um calafrio percorreu meu corpo, mas pensei que fosse apenas um sopro de ar frio. Realizei todas as minhas higienes matinais e, antes de descer para ir ao trabalho, decidi ligar para Sammy. No entanto, ela não atendeu o telefone, o que me deixou um pouco preocupado e logo lembrei-me que ela me disse que passaria o restante da noite trabalhando. ‘Espero que ela não tenha dormido sentada imersa em papel.’ Digo a mim mesmo e fui para o escritório, assim que cheguei, cumprimentei Alice que sorriu. — Fico muito feliz em vê-lo feliz, Saulo, eu ficava muito triste em vê-lo andando pelos corredores cabisbaixo e sempre preocupado. – Ela diz. — Bom, a preocupação ainda não acabou, mas pelo menos a felicidade chegou. – Digo sincero. — Sabe me dizer se Wesley já chegou? – Perguntei e ela disse que não. — Me faça um favor, assim que ele che
É sexta-feira à noite, e após uma semana intensa de trabalho, Saulo e eu chegamos em minha casa e, depois de trocar de roupa, seguimos para a casa de Vero e Rogério. Assim que chegamos, Gabi e Bernardo, meus adoráveis sobrinhos, correm em minha direção, com sorrisos radiantes estampados em seus rostinhos. Eles são cheios de energia e sempre me alegram com suas travessuras.— Tia Sam! Tia Sam! Você veio! – Gabi exclama, pulando ao meu redor.— Claro que vim, meus amores! Como poderia faltar a um encontro com vocês? – Respondo, abraçando-os com carinho.Bernardo agarra minha perna, pedindo para que eu o pegue no colo. Eu o levanto com facilidade, sentindo seu abraço apertado ao redor do meu pescoço.— Vamos brincar, tia Shamya! – Ele exclama, com entusiasmo contagiante, meu sobrinho nunca acerta o meu nome e eu acho isso uma graça.— Crianças deixem a tia Sam descansar, vem amores entrem, cadê a Rafa não veio com vocês? – Minha irmã pergunta e eu aviso que ela disse que estava a caminh
Sammya Maciel Enquanto voltava para minha sala, não pude deixar de pensar em Rafa, minha amiga passou por tanta coisa, ela enfrentou uma luta interna tentando descobrir sobre sua própria sexualidade, depois passou a ter uma luta interna tentando confiar em alguém e agora, quando finalmente ela consegue encontrar alguém, isso acaba acontecendo, eu disse a ela que ficaria ao seu lado, mas já avisei que ela não escapará do sermão, e tenho certeza que quando Vero descobrir, também lhe dará um sermão daqueles. Estava inerte em meus pensamentos quando esbarrei em alguém, ao levantar meus olhos vi Veronica olhando para mim de maneira estranha. — Bom dia, Sammya, como está? – Ela me diz com seu falso sorriso. — Bom dia, Veronica, eu estou bem e você? – O ar está exalando falsidade. — Estou ótima,você anda muito distraída, tem certeza que não está acontecendo nada? — Tenho sim, obrigada pela preocupação. – Sorrimos falsamente uma para a outra e tomamos os nossos caminhos.Chegando em minh
Wesley Rodrigues Entro no bar com passos pesados, minha mente cheia de pensamentos conflitantes e o coração apertado. O ambiente escuro e barulhento contrasta com a turbulência que se desenrola dentro de mim. A música alta tenta mascarar meus pensamentos, mas é inútil.Peço uma bebida ao bartender e me sento em um canto isolado, buscando um pouco de privacidade para digerir tudo o que acabei de descobrir. Rafa, era uma das poucas mulheres que eu almejava alguma coisa, estava indo devagar, pois sabia da sua vida, um tempo antes ela disse que estava me amando e eu fiquei feliz por isso.Como ela pôde fazer isso comigo?Meus pensamentos oscilam entre a raiva e a tristeza. Raiva por ter sido deixado no escuro. Tristeza por perceber que a confiança que estávamos construindo pode ter sido quebrada.Bebo minha bebida rapidamente, buscando alívio em cada gole. Mas a bebida não pode afogar as emoções avassaladoras que me dominam. Sinto-me perdido, traído e ao mesmo tempo tentando entender a pe
Rafaela Nunes Sentada em meu quarto, olhando para o teste de gravidez positivo em minhas mãos, sinto uma mistura avassaladora de emoções. Por dias, revirei essa notícia em minha mente, ponderando sobre todas as possibilidades e consequências. Finalmente, decido que é hora de compartilhar essa descoberta com Wesley.Chamo-o para conversar, sentindo meu coração acelerar a cada segundo que passa. Wesley entra na sala, seu rosto refletindo curiosidade e preocupação. Respirando fundo, reúno toda a coragem que tenho e começo a falar.— Wesley, precisamos conversar sobre algo importante... Eu... eu estou grávida.Uma mistura de surpresa e alegria se espalha pelo rosto de Wesley. Seus olhos brilham e um sorriso sincero surge em seus lábios. Mas antes que ele possa dizer qualquer palavra, continuo, minha voz trêmula.— Mas... eu não tenho certeza se você é o pai. Há uma possibilidade de que seja de outra pessoa.O sorriso de Wesley desvanece, substituído por uma expressão de choque e confusão
Saulo LucattoSentei-me em minha sala, segurando a foto da mulher que se assemelhava tanto a Marina. Olhei fixamente para a imagem, sentindo uma mistura de raiva, tristeza e determinação. Era difícil acreditar que aquela mulher poderia ser Marina, minha falecida esposa. Com a voz trêmula de emoção, falei com a foto como se estivesse falando diretamente com Marina.— Se você for Marina, se tudo isso for verdade... Você vai pagar por tudo o que me fez passar. Pelas acusações, pelas mentiras, pelo sofrimento que causei a tantas pessoas inocentes. Não importa onde você esteja ou o que esteja planejando, eu irei encontrá-la e a verdade virá à tona.Enquanto ainda segurava a foto, ouvi uma batida na porta. Era Wesley.— Entre, o que você precisa de mim? – Pergunto, guardando a foto no envelope e colocando-o de lado.Wesley entrou na sala, sua expressão séria indicando que algo importante estava em sua mente. Ele sentou-se em uma cadeira em frente à minha mesa e olhou diretamente para mim.







