INICIAR SESIÓNAviso: Não sou médica e nem especialista na área, pesquiso muito antes de postar cada capítulo que não tenho conhecimento, mas não é garantia de que esteja correto. Se alguém for da área pode me corrigir se acontece ou não procedimentos assim (com educação). Personagens vocês encontram no meu perfil: autoraamandascheper
Leandro Caio O vento no topo do morro sempre batia diferente. Mais forte. Mais limpo. Como se ali em cima o mundo desse uma trégua, mesmo que fosse mentira. Eu subi na frente, como sempre fazia. Não por educação. Era instinto. Olhar antes, sentir o ambiente, ver se tinha qualquer coisa fora do lugar. Mania de quem vive cercado de problema. De quem sabe que um vacilo pode custar caro pra caralho. Mas naquela noite… não era só isso. Eu sabia que ela vinha atrás de mim. E por isso já mexia comigo mais do que deveria. Dei mais alguns passos até a beirada da mureta, de onde dava pra ver a maré lá embaixo. As luzes da cidade lá longe, o morro todo iluminado parecendo calmo… mas eu sabia que não era. Nunca foi, igual a gente. Escutei os passos dela pararem perto. Não olhei na hora. Dei um tempo. Porque, por mais que eu não quisesse admitir, eu precisava daquele segundo pra me ajeitar meus sentimentos por dentro. — Caralho… — ela soltou, baixinho. Aí eu olhei, Milena tava parada,
Milena Fernandes O som da voz dele do outro lado da porta ainda ecoava na minha cabeça. — São 18h… se arruma… Fiquei parada no meio do quarto, sem responder. Não consegui. Meu corpo simplesmente não reagiu na hora. Era como se tudo tivesse travado depois do que eu vi lá embaixo. A cena se repetia na minha mente. Paula perto demais. A mão no rosto dele. A tentativa de beijo. E ele… Ele empurrando ela. Fechei os olhos com força. Aquilo não fazia sentido. Nada ali fazia sentido. Respirei fundo, tentando organizar os pensamentos, mas só piorava. Porque quanto mais eu pensava, mais coisas vinham. O jeito que ele falou comigo ontem… o beijo… a forma como me olhava… como se eu fosse algo que ele queria, mas não deveria. Piorava lembrar da nossa noite juntos. O seu toque, o cheiro e como nossos corpos se encaixaram.Levei a mão até os lábios sem perceber. Droga. — Que merda é essa que tô sentindo… – murmurei pra mim mesma. Eu devia odiar ele. Devia. Era o certo. Era o lógico. M
Leandro Caio O morro já estava acordado antes mesmo do sol aparecer. E eu sempre estava de pé antes dele. Como sempre estive. Não era um hábito. Virou necessidade. Quando dormia demais aqui… perdia tudo o que passava bem de baixo dos meus olhos. Saí do quarto em silêncio, passando pelo corredor vazio. A casa parecia calma demais, mas eu sabia que era só aparência. Aqui dentro, tudo estava funcionando o tempo inteiro com a chegada de Milena. Como tenho feito nesses últimos dias, parei por um segundo antes de descer as escadas. Olhei na direção do quarto dela. Milena. Uma tensão estranha subiu pelo meu peito, rápida… incômoda. Lembrei no nosso beijo na noite passada, ela não saia da minha mente mais. Tocar nela era como cheirar uma carreira de pó, sempre ficava em busca de mais e mais. Era puro vício. Desviei o olhar na mesma hora. — Não viaja LC — murmurei baixo, passando a mão no rosto. Desci sem fazer barulho. Mas voltei sem hesitar, hoje eu queria sair com ela, mesm
Milena Fernandes Eu sei que não deveria gostar dessa sensação que ele me causa, era para eu me afastar e odiá-lo com todas as minhas forças por tudo que já causou. Agora me encontro aqui perdida na minha própria mente após ele me deixar sozinha. Deixando somente o gosto dos seus lábios nos meus. E eu não pude resistir, ao um homem de quase dois metros de altura exalando ciúmes, falando com todas as letras que agora eu era dele, fiquei fraca, cedi e não sei se me arrependo. Foi a primeira vez que alguém me disse algo com tanta intensidade assim, Leandro me tirava da realidade e me fazia ir aos céus somente com um olhar. Não era certo o que acontecia entre nós, quando tudo voltava ao normal vinha a culpa, o remorso e o arrependimento. Infelizmente cada vez que me aproximava mais dele, eram menos frequentes esses sentimentos de culpa. Deitada na cama esperava o sono vir, me recusava a fazer outra coisa a não ser dormir. O tempo parecia passar devagar, como se não houvesse pressa
Leandro Caio (LC) Chego em casa para ver Milena antes de ir ficar de plantão, essa madrugada tem carga de armamento para chegar e uma reunião com um traficante aqui da região. Entro pela porta da frente vendo que está tudo escuro, em silêncio absoluto. Passo na cozinha para deixar a sacola com espetinho que trouxe da rua, caso ela estivesse com fome e subo indo direto para o quarto. Ainda no corredor encontro a enfermeira saindo do quarto fechando a porta devagar, ela se assusta quando me vê e coloca a mão no peito tentando acalmar a respiração. – Que susto LC! – resmunga e só então noto que é mais uma das que já passaram pela minhas mãos. – Ahh pørra, teve a coragem de vir trabalhar pra mim mermo?! – ergo uma sobrancelha e me aproximo dela a intimidando. – Me mandaram vir... E-eu só vim... – seu olhar é puro desespero a poucos centímetros do meu rosto. – Espero que não abra essa tua boca sobre o que já aconteceu para
Milena Fernandes Aproveito o dia para descansar, é incrível como dormir aqui foi tão confortável para mim. Não tive pesadelos e nem despertares durante o sono, coisas que eram rotineiras na minha vida desde a morte de Mirella. Sentada na cama mexo no celular, minhas redes sociais estão bem paradas ultimamente e só por isso decido postar um novo storie. Ligo a TV colocando direto na n*****x e quando a logo aparece tiro a foto que publico juntamente com uma caixinha de perguntas. Meus amigos de Maceió e familia logo me enchem de perguntas, tenho pouco mais de dois mil seguidores, mas todos eles se fazem muito presentes nas minhas redes sociais. Começo respondendo algumas perguntas banais de como estou, status de relacionamento e como é a vida aqui no Rio. Largo o celular e assisto uma série criminal, alguns episódios depois sou tirada do transe que a TV causa com uma mulher aparecendo no quarto. – Boa noite... – franzo o cenho com seu "boa noite". – Noite? – Tento olhar pela janela e







