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Capítulo 9

Penulis: Panthera_Black
last update Tanggal publikasi: 2024-08-24 04:45:46

Amanda Almeida

Esse ano letivo tá acabando comigo.

Estou exausta, com sono e sobrecarregada.

Uma tática que adotei foi sempre me esforçar no primeiro e segundo bimestre, assim poderia relaxar no terceiro e último.

Só que agora eu tenho que ajudar Sofia a estudar matemática ou ela pode reprovar na matéria e consequentemente no ano.

Explico a ele milhões e milhões de vezes a fórmula simples para resolver a equação de segundo grau.

Olho para seu rosto e ela me encara de volta com uma cara imensa d
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    Sinto o frio gélido atravessar meu corpo, me fazendo arrepiar dos pés à cabeça. Instintivamente, abraço a mim mesma numa tentativa inútil de me aquecer. O cômodo é grande demais para ser reconfortante. Janelas amplas de vidro ocupam uma das paredes inteiras, dando vista para uma varanda aberta, sem proteção alguma. As paredes são cinzas, com detalhes em rosa e dourado que parecem fora de lugar. Não há quase nada ali além de uma cama de casal e duas portas. Banheiro e saída, provavelmente. O pensamento some quando flashes explodem na minha mente. Gabriel. Diego. Heros. Meu olhar desce pelo meu corpo em busca de qualquer sinal de violência. Não há machucados visíveis, mas não estou com a mesma roupa de antes. E isso basta para me fazer sentir exposta. Que tipo de pessoa faz isso? Respiro fundo, tentando me obrigar a levantar. O corpo ainda está pesado, e um ponto no meu braço arde — onde quer que tenham me aplicado aquela injeção. O que foi que fizeram comigo…? Como ele teve c

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    Amanda Almeida Sinto meus joelhos fraquejarem. A cada palavra daquele homem, uma parte de mim se despedaça. Não entendo nada. Dívida? Notas falsas? Tráfico? Palavras jogadas ao ar que me atingem sem que eu possa me defender. Eu só sei que estou no meio de algo que não é meu. Que não deveria ser meu. Diego grita, tenta negociar. Gabriel cospe ódio em cada palavra, mas no fundo, vejo o medo estampado em seus olhos. E eu? Só consigo chorar. — Tenho certeza que ela dará conta da dívida — ele diz, e sinto minha respiração falhar. Eu não sou uma moeda. Não sou um pagamento. Mas, naquele lugar, sou exatamente isso. — Por favor… — em um pedido de socorro minha voz falha embargada. — Gabriel… o que você fez? Ele tenta se soltar. Tenta lutar. Mas é em vão. A cena é cruel demais. O homem volta a se aproximar de mim. Seus dedos frios tocam meu rosto como se quisessem me acalmar, mas só me deixam mais desesperada. Eu viro o rosto, recuso o toque. Me oferecer algum tipo de conforto nes

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    Heros Caccini Observo o pequeno corpo feminino adentrar pela porta, trêmulo e pálido, como se o sangue tivesse congelado em suas veias. Provavelmente por conta do revólver apontado diretamente contra sua cabeça. Não pude evitar que escapasse um sorriso de canto ao ver seu semblante. O medo já não era apenas medo: era desespero. Agonia. Seu namoradinho está machucado… e isso dói? Faça-me o favor. É uma garota bonita, apesar do corpo bem mais magro do que nas fotos. Os fios escuros estão presos em um rabo de cavalo malfeito, e suas roupas lembram um fardamento escolar. Seu estado é quase deplorável. — Pode soltar. — Não demora para que obedeçam. Seu corpo é empurrado ao chão, bem aos meus pés. Ela cai de joelhos, a cabeça baixa, sem pronunciar uma palavra se quer. Sua respiração descompassada preenche o silêncio à medida que me aproximo. Posso sentir o medo dela mesmo a quilômetros de distância. Agacho-me, ficando frente a frente com seu corpo encolhido e trêmulo como um pinsc

  • Minha obsessão Brasileira    Capítulo 12

    Amanda Almeida Meu coração não b**e forte. Não sinto a ansiedade, nem a adrenalina correr por minhas veias. Eu devia estar ansiosa? Claro. É o meu aniversário de 18 anos. Sonhei tanto com esse dia, mas nunca imaginei que aconteceria dessa maneira. Tudo está acontecendo rápido demais. Frio. Cruel. Não tenho notícias do meu tio, meu primo mal fala comigo, e Julia só se aproxima por causa da nossa festa. Tento prestar atenção na aula de encerramento, mas meus pensamentos me incomodam. — Amanda? — ouço Sofia me chamar baixinho, sentada ao meu lado. — Me empresta o corretivo? — rio baixo. Sofia sempre esquece alguma coisa em casa. Abro o estojo e entrego o objeto para ela. A sala está mais cheia que o normal. Todo fim de semestre é a mesma coisa: alunos que mal frequentaram as aulas aparecem como se nada tivesse acontecido. Ouço meu nome ser pronunciado, trazendo-me de volta à realidade. — Amanda? Por gentileza, poderia me acompanhar até a diretoria? — a diretora anuncia, seca, e

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    Amanda Almeida Observo as nuvens carregadas entre alguns morros altos da comunidade detalhadamente. A minha hora favorita aqui é a noite, onde todas as luzes das casas são acessas, o que me lembra bastante o natal e vagalumes em meio ao anunciado da noite.Eu amo aqui, o único defeito foi me envolver com uma pessoa errada.Não adianta me lamentar, a merda foi feita, eu aguento às consequências.Ouço o ranger dá porta do quarto ao se abrir vagarosamente.Suspiro pesado encolhendo meu corpo abraçando com os braços as minhas pernas.-Você não vem comer?- seu tom de voz é aparentemente preocupado, ecoa pelo cômodo . -Já tem dias que não come, Amanda.Só aparentemente preocupado.Eu odeio todo esse fingimento, eu odeio o seu tom de voz, o jeito que me toca é tudo tão... superficial.Se esse homem algum dia foi apaixonado por mim, morreu.Já faz dez dias que Gabriel me mantém presa no meu quarto, privada de tudo e de todos."Para sua segurança" O olho de relance notando sua aproximação si

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