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Sua rotina

last update Fecha de publicación: 2024-11-11 18:32:01

Na segunda-feira, ele não dá aula, mas ainda assim não é um dia livre. Ele vai para a universidade. Imagino que seja um dia reservado para reuniões e preparação de aulas.

Outro detalhe que observei é que ele corre todos os dias no final da tarde. Sei disso porque sou a responsável por colocar o lixo para fora. Um dia, vi ele saindo de casa com roupas de corrida, e no dia seguinte, confirmei a rotina quando o vi novamente, saindo no mesmo horário.

Nos finais de semana, ele sai para comprar jornal. Achei curioso, já que o jornal poderia ser entregue na casa dele, como acontece na minha. Descobri isso por acaso, quando o meu pai pediu para eu pegar a pasta dele que havia esquecido no carro, e avistei o Zafir passando em frente à nossa casa, com o jornal debaixo do braço.

Ele parece adorar ler. Muitas vezes o observo deitado na cama, sempre com um livro nas mãos. Bem, isso era esperado, afinal, ele é professor de um curso que forma escritores, revisores e redatores.

E agora vem o detalhe que eu considero o mais interessante: até agora, não o vi com nenhuma mulher.

Suspiro.

Allah! O Zafir seria o homem perfeito para mim, se não fosse por um grande empecilho: a minha amiga está apaixonada por ele, e eu preciso respeitar isso. Tenho que parar de alimentar esses sonhos românticos com ele.

O pior de tudo é que, ao me envolver nessa tarefa de observá-lo, acabei me envolvendo demais. Sinto como se fosse puxada para a janela por um imã invisível, e os meus olhos buscam automaticamente qualquer movimento vindo da casa dele.

Aperto os lábios ao lembrar dos seus lindos olhos negros, que de vez em quando procuram os meus na sala de aula. É patético como o meu corpo reage. As minhas mãos ficam úmidas, o meu coração b**e descompassado no peito e o meu cérebro simplesmente trava, e eu demoro para responder qualquer pergunta que ele faça. Eu detesto sentir todos os sintomas típicos de uma adolescente, e isso me frustra ainda mais. Afinal, eu tenho vinte anos, já sou formada em Letras e estou cursando uma especialização em Escrita Criativa. Não estou mais no ensino médio!

Fico pensando… Se eu, que o conheço há apenas um mês, já estou completamente envolvida, imagina como a Samantha, que gosta dele desde o ano passado, deve se sentir?

Dá para entender por que ela é tão obcecada por ele.

Tento afastar os meus pensamentos do professor bonitão e acendo a luz do abajur. O que eu deveria estar fazendo agora é ler o livro que ele me passou para a aula!

Tic-tac, tic-tac.

Os minutos passam, mas quem disse que consigo me concentrar na leitura?

Um sorriso lento se forma nos meus lábios ao me lembrar da última aula que ele deu.

Allah! Ele estava simplesmente deslumbrante, de tirar o fôlego. Um verdadeiro bad boy chique. Cabelos negros, cheios, quase espetados. Jaqueta de couro preta e calça da mesma cor. Por baixo, uma camiseta branca que evidenciava os músculos sempre que ele se movia. As botas de cano curto completavam o visual impecável.

Ah, ele é um verdadeiro colírio para os olhos, um dos homens mais bonitos que já vi.

A classe inteira se enche de risinhos e cochichos quando ele entra. É sempre assim, a mulherada baba, comentando sobre as roupas dele, os sapatos… E não é para menos.

Quem já viu um árabe vestir-se de forma tão despojada?

Realmente, é intrigante!

A Samantha não age diferente das outras garotas. Já eu, ao contrário, tenho uma reação oposta: pura introspecção. Ele me inibe tanto que eu me fecho, passando até a impressão de ser uma pessoa desligada. Mas é só uma impressão, pois, na verdade, eu estou muito atenta a tudo. Mesmo de olhos fechados, posso sentir cada movimento que ele faz na sala.

Agora, voltando ao meu raciocínio anterior. Todo aquele burburinho da mulherada e as conversas paralelas dos homens terminam assim que o Zafir se posiciona em frente à sala.

Basta um olhar dele, e o silêncio reina.

As suas aulas são ótimas, sempre cheias de humor, com pausas dramáticas para criar um suspense, quase como uma peça de teatro. A turma se diverte com as suas tiradas. Porém, a sua postura nunca é relaxada. Ninguém ousa tirar sarro ou fazer graça com ele. A linguagem corporal dele impõe respeito.

Ah, e quando ele dá aquele sorriso frio… é como o rosnado de um cão ou o aviso de uma cascavel. Quem estiver conversando, mexendo no celular ou distraindo a aula, ao ver aquele sorriso que não toca os olhos, para na hora.

Apago a luz do abajur e volto a espiar pela janela, afastando as cortinas de leve. Quando o vejo na sua janela, pensativo, me assusto e dou um passo para trás, escondendo-me mais nas sombras.

Idiota!

Estou no escuro, ele não pode me ver!

Rio baixinho, respirando fundo. Olho novamente. Ele parece tão distraído, como se estivesse aproveitando a calma da noite. Ele permanece ali, os seus olhos passeando pela minha casa, depois pela rua, pelo céu estrelado, até que, alguns minutos depois, entra no quarto e apaga as luzes.

Cheia de tensão, suspiro, soltando o ar de uma só vez. Só então percebo que estava apertando as minhas mãos com tanta força que quase me machuquei com as unhas.

Lembro-me dos olhos do Zafir quando ele está na sala de aula, assim, pensativo. Ele não parece ser uma pessoa feliz. Há algo de amargo no fundo daqueles olhos. Até o seu sorriso, por mais bonito que seja, parece carregar dor ou ressentimento.

Não sei.

Talvez seja só fruto da minha imaginação fértil ou uma impressão equivocada.

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Último capítulo

  • Nas mãos Do Destino   Nossa janela.  

    ChatGPT Tenho um momento para apreciar ele esticando o braço e abrindo um preservativo e o coloca com dedos seguros. Ele então paira sobre mim e me beija, como se alimentasse uma fome insaciável. Fecho os olhos quando ele usa a boca em todo meu peito e cada músculo de suas costas enrijece quando eu o toco, deslizo minhas mãos sobre ele. Como um filme me lembro de como somos felizes juntos. E sorrio. Ele pega meu braço e me puxa para ele, silenciando meus pensamentos com o toque dos seus lábios. Macio e gentil, ele aprofunda o beijo, acariciando a minha língua com a sua. Explorando-me. Desemaranhando-me. Tudo isso a partir de um simples beijo. Ele então passa os braços em volta de mim e me puxa para cima dele, languidamente provando-me, enquanto sua mão lentamente se aventura deslizando sobre o meu corpo. Ele continua beijando e tocando, tentando me fazer voar alto. Seus toques leves fazem meu corpo mais consciente do que ele está fazendo, e meu pulso se acelera.

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    Rashid sumiu depois daquilo tudo, ficou enfiado em seu quarto. Zafir conversou com o pai. Foi tudo explicado, tudo resolvido. Segundo Zafir, seu pai ficou primeiro abismado com tudo, depois que assimilou, ficou feliz por ele ter recuperado a memória. Depois desgostoso quando soube da decisão do filho em voltar para o Arizona, e entendeu que forçar Zafir ficar era uma batalha perdida. Sem pontas solta, tudo resolvido, no dia seguinte partimos. Eu e meu habibi. Foi uma satisfação muito grande, cinco horas depois surgir na porta da casa de meu pai abraçada a Zafir tocando a campainha. É cedo, muito cedo. Seis horas da manhã.Meu pai atende com cara de sono. Seus olhos então se arregalam quando ele me vê abraçada a Zafir. —Jade! —Então olha Zafir e fica pálido. —O que você está fazendo com esse cara?—Esse cara é filho do Sheik Al Basin Jael Barak. Ele pagará todas as suas dívidas e eu me casarei com ele. Meu pai cambaleia, branco. Eu e Zafir o pegamos pelo braço e o colocamos no sofá

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    Ainda não é a resposta que eu quero. Defendo Rashid, mesmo sabendo que o que ele disse é verdade.—Como pode falar uma coisa dessa? Ele tem sido tão carinhoso comigo, atencioso, preocupado...Zafir respira fundo. Parece angustiado.—Khara! Porque você está se submetendo à sua vontade. Você não percebeu isso?—Eu não acredito em você. Acho que fala assim, só para eu não gostar dele.Zafir se levanta da cama, sua expressão continua angustiada.—Não tenho intenção de assustar você, não tenho a intenção que goste menos dele, pois você já não gosta o suficiente para se casar com ele, sei que você não ama Rashid. Jade, você me ama... —Ele ofega e coloca a mão na cabeça, está pálido. —Assim como eu te amo... —Ele diz sofrido, emocionado. —Eu só tenho argumentos com você pelo que sinto aqui dentro. Deveria valer! Por favor, não me cobre daquilo que não me lembro! Eu só sei o que arde no meu peito. E aqui grita EU TE AMO!A veemência da paixão na voz de Zafir faz meu coração de disparar. Eu es

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