ログインYuri estava com pressa e sem nenhuma vontade de ouvir as chantagens emocionais e irracionais de sua mãe.
- Olhe eu realmente estou sem tempo para seus mexericos minha mãe, não provoque Rosana, ela é uma boa garota, humilde e honesta. Agora eu preciso ir, conversaremos depois.
Ela ia dizer algo, mas ele não lhe deu chance.
Yuri saiu em direção aos guardas ele pediu para que eles fizessem a ronda em volta do palácio, não era possível que ela teria ido tão longe.
Ele passou o dia procurando-a, seus homens foram a até a cidade.
Ele caminhava, o sol já estava quase se pondo, quando ele olhou para o bosque e teve um vislumbre “certamente ela entrou no bosque! Porque não pensei nisso antes” ela era simples e previsível.
Ele não queria alarmar seus pais, nem chamar a atenção para Rosana. Ele pegou algumas coisas que precisava e entrou no bosque a procura dela, ele nem havia almoçado.
Ele havia ido à cidade com alguns homens, quando havia esgotado a possibilidade dela estar no palácio.
Com o chegar da noite o sereno e arvores deixavam o clima mais frio, ele caminhava de pressa, olhando por todos os lados para ver se encontrava alguma pista dela.
Estava preocupado, ferida, fraca e andando sem rumo.
Dizem que quem anda numa mata sem ter experiência acaba por andar em círculos e não sair do lugar, mas Rosana era criada na aldeia, andava por aquele montes e matas.
Sua preocupação era se ela se machucasse, pois não estava em condições ainda de andar muito, seu ferimento ainda não havia cicatrizado por completo.
Rosana caminhou um bom trecho, mas não alcançou a estrada, ela sentiu sede e ouviu um barulho de água ela caminhou até o barulho, para descobrir que se tratava de uma pequena mina, ela tomou um pouco da agua, e sentou-se perto de uma árvore para descansar, uma dor no abdome a incomodava, era difícil andar pelo terreno irregular.
Ela estava tão magoada “parece que vim ao mundo para sofrer” ela pensou.
Havia perdido seus pais, depois seus avós, Yuri apareceu, parecia alguém em quem ela podia confiar, talvez amar, mas ele era um homem comprometido e inacessível para alguém como ela.
Chorou o que pôde até que não tinha mais lágrimas, não sabia quanto tempo ficou ali sentada, mas suas pernas adormeceram.
Ela tentou se levantar, mas suas pernas não a obedeciam, ela tentou mais uma vez e deu um passo para cair mais adiante.
Arh!!! Ela sentiu como se algo abrisse dentro dela.
Olhou para sua barriga e seu vestido estava com uma mancha, ela colocou a mão para ver um liquido vermelho em seus dedos brancos e trêmulos.
Ela insistiu em mais um passo, se sentiu tonta e perdeu sua consciência.
Yuri andou muito, e se lembrou do riacho logo a frente e também de uma mina que ele havia visto com seu avô quando costumavam sair para caçar.
Ele passou pela mina e depois seguiria as margens do riacho.
Próximo ao riacho ele achou a presilha que estava nos cabelos de Rosana naquela manhã, ele acelerou os passos, mas não a encontrou. Onde Rosana estava?
No palácio o imperador já havia percebido que algo havia acontecido e que certamente sua mulher estava envolvida na confusão.
Ele não viu Yuri e viu homens para lá e para cá, pareciam preocupados.
Ele também não havia avistado a bela Rosana, ele imaginou que Yuri a levaria para conhecer a cidade, mas ele viu a forma que ela e Yuri ficaram depois que sua esposa mencionou o casamento, suas suspeitas estavam confirmadas.
Os dois jovens pareciam se gostar e se Yuri ainda não havia dormido com ela era só questão de tempo e isso traria problemas.
Yuri andou até sair na estrada e já estava tarde, ele voltou para o palácio na esperança de encontrá-la lá, mas não a encontrou, ela não havia voltado. “Não é possível que ela tenha se perdido”. Ele pensou.
- Senhor, seus pais o esperam para jantar. Um dos empregados veio lhe avisar.
- Obrigada, diga que já comi algo na cozinha e que vou me deitar mais cedo.
O homem saiu pensando em como dar aquela noticia, embora fosse apenas o mensageiro, aquele tipo de mensagem sempre vinha acompanhada de alguma confusão.
E ele estava certo a imperatriz não gostou nada da recusa do filho de se sentar a mesa com eles.
-Ele passa mais tempo fora que nesta casa e quando chega, não faz questão de jantar com sua mãe, eu o chamei para um chá e ele se negou. Ela disse com voz chorosa.
- Talvez porque você tenha o afastado, arrumando confusão e falando coisas erradas na hora errada. O imperador a lembrou.
- O que você quer dizer? Ela perguntou fingindo inocência.
- Você viu a garota por aí? Ele perguntou a ela?
- O que isso tem a ver? Ela perguntou.
- Oras, não me insulte mulher, você falou do casamento na frente da moça e é certo que Yuri não havia falado com ela, assim como é certo que os dois estão apaixonados, a moça ferida foi embora e seu filho passou o dia todo a sua procura. Ele disse irritado, também já tinha perdido o apetite.
- Não acredito que meu filho esteja apaixonado por aquela garota, ele é o príncipe e precisa de uma mulher a sua altura.
- Diga isso ao coração dele. Ele a protege e ela a ele, a tal ponto dela se colocar na frente de um revolver por ele. E ele deixar para trás sua tropa para vir resgata-la. O homem disse.
- Ela deve ter enfeitiçado meu filho, essa gente da outra província é miserável, ela deve ter enfeitiçado meu filho para sair da pobreza. Ela disse amassando o guardanapo na mão e o jogando com raiva sobre a mesa.
- Vou lhe avisar novamente fique longe disso deixe que ele resolva, quanto mais você se envolver mais eles irão se apegar. Ele a advertiu se levantando da mesa.
Ela olhou para o marido com raiva, por ele parecer tão tranquilo com este assunto.
Os dias se passaram Yuri tinha muito trabalho, Rosana se dedicava a caridade, sempre viajavam para a província Leste para saber como estavam indo as coisas por lá. Sempre que os dois apareciam em público, as pessoas os cumprimentavam felizes e agradecendo tudo que o casal havia feito pela província. Depois Rosana já não podia acompanhar mais Yuri, pois já estava no finalzinho da gestação, ele também estava evitando viajar para longe queria estar ao lado dela quando seu filho nascesse, seu pai o ajudava, o imperador passou a levar a imperatriz com ele quando saia nas viagens de negócios, ela estava bem mais fácil de lidar. A avó de Yuri estava sempre perto de Rosana a ajudando, Yuri pediu para que fosse construída uma casa para eles na propriedade, para que ficassem perto deles. Yuri e Rosana estavam jantando em casa quando ela sentiu uma dor, vendo-a. – O que foi? Está bem? Yuri perguntou preocupado. - Acho que está na hora! Ela disse tentando se levantar com a mão em sua barriga
Numa certa manhã Rosana e Yuri tomavam café juntos, na casa de verão, raramente iam ao palácio, a não ser que tivesse algum evento, Rosana estava estudando, e ajudava algumas instituições de caridade representando Yuri, ele não tinha ocupado o trono estava adiando enrolando seu pai, mas já era ele que tomava praticamente todas as decisões. - Precisamos nos casar! Ele disse, de supetão. - Agora? Já estamos juntos, não precisamos disso. - Sim precisamos! Você merece uma festa linda! - Não gosto dessas coisas, você sabe! - Você é uma princesa, merece uma festa a sua altura! - Terei que ir ao estrangeiro para uma reunião entre líderes, quero que vá comigo, lá compraremos seu vestido. Ele disse se levantando da mesa. Antes de sair ele ainda acrescentou. – Faça uma lista do que você gostaria que tivesse na festa e quem você gostaria que estivesse presente. Antes que diga algo, não importa a distância, mandaremos trazer todos que você queira na nossa festa! Ele saiu e Rosana ficou pen
- Você não foi para seu quarto? Ela disse, segurando a toalha com força.- Este é meu quarto! Você quer que eu vá embora?- Não é isso é que...- Você está com vergonha de que saibam que dormimos jutos? Você é minha mulher, já estávamos prestes a se casar, por falar nisso faremos isso o quanto antes! Venha cá.Ela caminhou até ele devagar, seus cabelos estavam enrolados na toalha, e ela segurava a que estava envolta de seu corpo com firmeza, a sensação que sentia era indescritível, seu coração estava palpitando.- Vire-se ele pediu.Ela olhou-o nos olhos e não disse nada apenas obedeceu.Sentiu quando delicadamente ele passou a mão a sua frente e sentiu quando pousou em seu pescoço algo gelado. Ele segurou sua cintura a guiando até o espelho.- O que acha? Ele perguntou em seu ouvido.- É lindo. Ela disse tocando o colar com os dedos.- Não tanto quanto você! Ele disse abraçando-a de costas para ele, que tirou a toalha de seus cabelos e pegou as mãos dela para que soltasse a toalha qu
Os dois se amaram, a saudade não cabia em seus peitos, Yuri parecia insaciável.Na manhã seguinte os dois chegaram bem cedinho a pensão, nem perceberam haviam dormido fora, estavam preparando o café quando o imperador entrou na cozinha, os cumprimentou os três se sentaram e tomaram café juntos.- O senhor já está recuperado, vou leva-lo de volta. Disse Yuri, colocando um bolinho no prato de Rosana.- Oras você está me expulsando? O homem perguntou curioso.- Não é isso! Mas você precisa ir cuidar das suas coisas, não posso ficar lá, tenho meu trabalho aqui agora.- Você é herdeiro da Província Oeste, tem suas responsabilidades, além disso estou bem aqui e já estou velho preciso descansar.- Pai não comece, já discutimos isso...- Me leve a capital, mas a da Província Leste.- O que você quer fazer lá?Rosana com os olhos regalados observava a conversa dos dois, mas se ateve a ficar quietinha comendo sua comida.- Vamos conversar com o parlamento.- O que você quer conversar? Yuri perg
Mais dois dias se passaram, Yuri soube que os soldados estavam com Akira na mira ele desceu até a fronteira, queria participar da operação.Quando chegou a fronteira já passava da meia noite, estavam à espreita disseram que Akira tentaria fugir naquela noite pois tinham recebido informações que um pequeno avião o esperava no pais vizinho, se ele conseguisse cruzar a fronteira ficaria mais difícil, pegá-lo.Como Yuri era herdeiro da Província Oeste e era chefe do exército da Província Leste ele tinha jurisdição para pegar Akira em qualquer uma das duas províncias.Conforme as investigações iam avançando, descobria-se que Akira, embora tivesse uma boa aparência e parecia um nobre, ele era responsável pelo maior esquema de contrabandos de armas e drogas, além disso era bem provável que ele também estivesse envolvido com lavagem de dinheiro e tráfico de humanos.Estavam todos à espreita quando um caminhão suspeito passou na estrada, mais a frente um grupo tinha colocado uma barreira para
O médico examinou o imperador, ele havia sido atingido peito, mas não tinham acertado o coração, levaram-no para o hospital ele ia ter que passar por cirurgia. Rosana estava desolada dona Satoko e as pensionistas tentavam acalma-la. Quando percebeu a movimentação o imperador, que depois que conversou com o filho se sentou no fundo próximo da entrada onde seria a cerimonia, caminhou discretamente entre os carros e arvores e quando iam colocar Rosana no carro ele atirou com precisão atingindo o homem que a soltou, mas revidaram e acabou sendo atingido. Yuri e seus homens não perderam de vista os carros da gangue de Akira, seguindo-os de perto e trocando tiros. No caminho já encontraram alguns soldados da Província Leste que tinha vindo ajudar. - Avisem as fronteiras e portos. Yuri disse aos soldados da Província Leste. E ele continuou. - E vocês dois, vão para a Província Oeste e diga o que aconteceu, diga que estou ordenando que fechem as fronteiras e deem busca e apreensão em tod







