FAZER LOGINUma prisão disfarçada de casamento e um homem marcado pelo seu passado. Lizandra nunca esperava ver sua liberdade ser arrancada de uma hora para outra. Forçada a se casar com Sebastian Lancaster, um estranho que nunca viu na vida, ela recebe uma imposição ainda mais cruel: dar a ele um herdeiro. Vitimado por um trágico acidente de carro há quatro meses, Sebastian carrega sequelas físicas, a paralisia e uma alma tomada pela amargura. Ele se tornou um homem ainda mais frio, implacável e intolerante com o mundo. Forçada a entrar na vida desse homem enigmático, Lizandra se vê em meio a um jogo perigoso. Como será a convivência com alguém tão desprovido de afeto? Ela conseguirá resistir até o fim deste plano, ou acabará sucumbindo às sombrias conspirações familiares?
Ver maisLizandra respirou fundo, tentando estabilizar o tremor que ainda insistia em ditar o ritmo de suas mãos. Ela deu um passo à frente, diminuindo a distância entre si e a governanta, e falou em um sussurro urgente: — Eu quero outro quarto. Este não é seguro. Nem que seja no andar dos empregados, pode ser um quarto ao lado do seu. Glenda recuou minimamente, os olhos arregalados em pura incredulidade com o pedido absurdo da nova patroa. — Mas por que isso, senhora? O senhor Xavier não vai admitir uma coisa dessas de forma alguma. Isso seria uma afronta, e das grandes, à dignidade da família. — Ele não precisa saber — Lizandra rebateu prontamente, a voz firme apesar do medo. — Para todos os efeitos, eu estou dormindo aqui. Se você não contar, ninguém saberá. E, por favor, pare de me chamar de senhora. Já disse que pode me chamar de Liz. — Me desculpe, senho... quero dizer, Liz — corrigiu-se a governanta, ajeitando a roupa com nervosismo. — Não sei... E se, mesmo assim, o Sr. Xavier des
A luz implacável da manhã atravessou as imensas cortinas atingindo o rosto de Lizandra e despertando-a de seu sono profundo. Ela começou a se espreguiçar tranquilamente, os músculos relaxados como se estivesse na segurança de seu antigo quarto. No entanto, a sensação de conforto evaporou em um milionésimo de segundo quando seus olhos se abriram e colidiram com um par de olhos escuros, intensos e cortantes fixados diretamente nela.O susto foi como um soco no estômago. A memória da noite anterior, o terror provocado por Trevor, a fuga desesperada e o refúgio nos aposentos de seu marido desconhecido, inundou sua mente, fazendo seu coração disparar.— Me desculpe! Eu vim até aqui ontem à noite para te pedir ajud... — As palavras morreram em sua garganta enquanto ela se levantava rapidamente da poltrona. Sentindo-se visivelmente exposta e desconfortável sob aquele olhar gélido, ela ajeitou a camisola de seda preta com mãos trêmulas, tentando cobrir a fenda na coxa e o decote. — Eu chamei
— Essas que se fazem de difíceis são as minhas preferidas — ele sibilou contra o ouvido dela, ignorando os protestos. — Vai gostar quando eu te fizer gemer, tenho certeza. O desespero tomou conta. Lizandra gritava por socorro, mas as paredes espessas da mansão pareciam absorver seus gritos, transformando seus pedidos de ajuda em ecos inúteis. Trevor a pressionava com força, sua força física sufocando qualquer tentativa de esquiva. Foi então que a adrenalina, pura e cortante, assumiu o controle. Em um movimento rápido e desesperado, Lizandra concentrou toda a sua força e desferiu uma joelhada certeira nas partes íntimas de Trevor. O impacto foi imediato. Trevor soltou um gemido abafado, soltando-a no mesmo instante. Ele se dobrou, levando as mãos à região atingida, o rosto contorcido em uma careta de agonia enquanto gemia de dor. Lizandra não esperou para ver o resultado. Ela não olhou para trás. O som dos gemidos de dor de Trevor foi abafado pelo sangue que latejava em seus ouv
A viagem até a residência dos Lancaster foi imersa em silêncio, quebrado apenas pelo som dos pneus cortando o asfalto úmido da chuva. Quando o carro atravessou os portões de ferro, a imponência da mansão surgiu diante de Lizandra como uma fortaleza de mármore e sombras. A arquitetura clássica, iluminada por luzes amareladas que destacavam as colunas monumentais. Não era apenas uma mansão qualquer, era um monumento ao poder e à tradição que a elite tanto prezava. Horace estacionou. Ao descer, Lizandra sentiu-se minúscula diante da fachada colossal. Ao cruzar a entrada principal, o hall de entrada revelou-se um espetáculo de luxo, o chão de granito polido refletia o brilho de um lustre de cristal que parecia flutuar no teto trabalhado. — Seja muito bem-vinda, Senhora Lancaster. — Sou Glenda a governanta. Uma mulher de aparência serena e movimentos graciosos aproximou-se. A governanta da casa, vestia um uniforme impecável e carregava um sorriso que, pela primeira vez naquele dia, nã












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