Mag-log in— Tia Lydia! — A garotinha gritou dramaticamente. — Eu senti sua falta!Ela disparou direto na direção de Lydia, ignorando por completo o aviso do pai para ter cuidado. O jovem que parecia absorvido no próprio mundo de repente também começou a correr.— Ah, meus amores! — Lydia os recebeu calorosamente.Ela abraçou Grace com força, então, no instante em que viu Josh, fez um bico de falsa ofensa.— Então você não quer mais me abraçar, Josh?— Claro que quero. — Josh riu.Ele se moveu um pouco para empurrar a irmã para o lado, fazendo Grace ficar furiosa. Uma pequena batalha começou imediatamente para decidir quem conseguia abraçar Lydia com mais força e, portanto, vencer.— Sinceramente, vocês dois. — Advertiu Daven.— Sim, sim, sim, eu sei. Todos sentiram minha falta.Lydia o dispensou com um gesto.Ela não se importava com quem ganharia. Sentira uma saudade terrível dos dois.Quando finalmente ficaram satisfeitos, Josh e Grace recuaram o suficiente para deixar a mãe se apro
Três dias depois de chegar a Carrington Bay, a febre de Naomi finalmente havia cedido por completo.Seu corpo ainda se cansava com facilidade, mas a cor começava a retornar ao rosto antes pálido. O quarto preparado para ela ficava no lado leste da mansão, com vista para um amplo jardim com um pequeno lago e árvores cuidadosamente dispostas. Todas as manhãs, a luz do sol entrava pelas janelas altas, tocando o piso de madeira e as cortinas finas com um calor silencioso.Era um lugar pacífico demais para alguém acostumada a viver em alerta.Naomi estava sentada na pequena varanda, segurando uma xícara de chá, quando Lydia chegou carregando uma bandeja com frutas cortadas e remédio.— Você fica encarando esse jardim como se estivesse contando cada pétala de flor lá fora. — Disse Lydia, sentando-se diante dela.— Estou me certificando de que tudo isso é real.— Infelizmente, é. E você ainda precisa tomar seu remédio.Naomi suspirou.— Estou começando a suspeitar que você gosta disso
Alguns minutos depois, Falcon ergueu uma das mãos.Tudo parou.Andrew desabou de bruços no chão, o corpo tremendo de dor.— Por que ainda está resistindo? — Perguntou Falcon.Andrew cuspiu sangue sobre o mármore, então olhou para ele através dos olhos inchados.— Porque... Existem pessoas que valem a pena proteger.Por um breve segundo, algo escureceu no olhar de Falcon.— Levem-no para baixo. Tratem-no o suficiente para mantê-lo vivo. Não deixem que morra ainda.Andrew foi arrastado para fora, deixando um rastro fino de sangue pelo mármore branco.Falcon voltou ao seu assento. Seus dedos bateram levemente contra a mesa.— A família Miller. — Murmurou. — Um nome grandioso, mas apenas fragmentos de seu rastro podem ser encontrados.— Continuamos investigando, senhor. — Disse rapidamente o homem de terno cinza. — Os registros públicos sobre Cale Miller são extremamente limitados. A empresa dele opera por meio de várias camadas de estruturas de investimento e administração priv
O escritório de Don Falcon ainda carregava os restos de uma raiva que não havia terminado de queimar.Um copo de cristal estava estilhaçado no canto, seus fragmentos brilhando pelo piso de mármore. Uma cadeira havia sido empurrada violentamente para fora do lugar, e o cheiro pesado de álcool misturado à fumaça de cigarro permanecia no ar.Ainda assim, o homem no centro da tempestade parecia perfeitamente calmo.Falcon estava diante da enorme janela, com as duas mãos nos bolsos. Seu terno escuro estava impecável, o cabelo perfeitamente arrumado, como se nada no mundo pudesse perturbar seu controle.Apenas seus olhos o traíam.Algo se movia por trás deles.— Ontem à noite. — Disse ele, baixinho. — Eu decidi não persegui-los.Ninguém ousou responder.— Queria ver quem era ousado o bastante para levar aquela garota bem diante de mim.Ele se virou lentamente, a voz calma o suficiente para deixar o ambiente mais frio.— Agora, me digam o que descobriram.Um funcionário de terno ci
Naomi observou tudo em silêncio.O respeito deles por Cale parecia absoluto, mas o carinho que demonstravam por Lydia também era claro. Aquele casal parecia pertencer a um mundo completamente diferente do dela.Ela foi colocada no banco de trás do primeiro carro com Lydia, enquanto Daniel ocupou o banco do passageiro à frente. Cale entrou por último e se sentou ao lado de Lydia, posicionando-se instintivamente entre a esposa e a porta.— Você está bem? — Perguntou Cale, suavemente.— Estou bem.Lydia olhou para ele.— Você é quem parece tenso.— Só estou cansado.— Espero que Vincent não comece a enterrar você em trabalho assim que chegarmos. Ele deveria deixar você descansar.— Sim, sim, sim.Cale estalou a língua, embora um sorriso discreto tocasse seus lábios. Com uma afeição silenciosa, passou a mão de leve pelo topo da cabeça da esposa.Naomi virou o rosto para a janela.Por algum motivo, observar aquele pequeno gesto fez algo dentro de seu peito parecer estranho. Não
As rodas do jatinho tocaram a pista com um solavanco suave, ainda forte o suficiente para ser sentido pelo corpo enfraquecido de Naomi. Ela abriu os olhos devagar e olhou pela janela oval ao lado de seu assento.O céu havia mudado.Já não era mais o branco pálido acima das nuvens, mas um azul lavado de dourado, refletindo entre fileiras de prédios altos ao longe.Carrington Bay.O nome da cidade ainda soava estranho em sua mente.— Pousamos. — Disse Lydia, ajustando o lenço ao redor do pescoço. — Espero que esteja se sentindo bem melhor. Assim que chegarmos em casa, um médico vai examiná-la de novo. Só aguente mais um pouco.Naomi se virou para ela, fraca.— Sinto muito por incomodá-la, senhora Lydia.— Ah, por favor. Eu não sinto isso nem um pouco.Lydia sorriu discretamente, então se certificou de que o casaco que Naomi usava estivesse bem fechado.Cale se levantou do assento, ajustando os punhos da camisa escura. Seu rosto continuava indecifrável, o olhar calmo como sempre







