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Capítulo 18

Autor: Cat Freitas
last update Data de publicação: 2025-09-16 22:25:44

Caine

A casa está quente demais, mas não é o calor do verão. É o calor dela, dela grudada a mim, do cheiro dela, do toque dela que me enlouquece. Cada curva do corpo dela contra o meu é uma provocação que me faz perder qualquer merda de controle que ainda tivesse.

Laura levanta do sofá e pega minha mão, me guiando pelo corredor. Quando abre uma porta, vejo que entramos em seu quarto, mas ela não me dá tempo de ver mais nada. Me empurra na cama e tira minha cueca. Meu pau salta, babado na ponta
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Último capítulo

  • O CEO E A PROFESSORA MALUCA   Epílogo

    LauraO espelho devolve uma versão minha que eu quase não reconheço — e, ao mesmo tempo, reconheço completamente.Sou eu ali. Inteira. Em paz. Com os olhos brilhando não de nervosismo, mas de certeza.O vestido é simples do jeito que eu sou, fluido, leve, nada engessado. Não parece uma fantasia. Do meu jeito. Meus cabelos estão presos de forma suave, alguns fios rebeldes escapando, porque eu jamais conseguiria ser totalmente contida — e Caine aprendeu a amar isso em mim.Respiro fundo.Penso em tudo o que me trouxe até aqui.A sala colorida da escola.O muffin inesperado.O homem sério demais para o próprio bem.O tio que virou porto.O amante que virou casa.Nunca sonhei com um casamento. Sonhei com amor, e mesmo isso, às vezes, parecia grande demais para caber na minha vida. Mas agora estou aqui, com o coração tranquilo, sabendo que não estou entrando em algo perfeito.Estou entrando em algo verdadeiro.A música começa baixa, suave, e o burburinho do lado de fora se aquieta. Seguro

  • O CEO E A PROFESSORA MALUCA   Capítulo 39

    LauraPor um segundo, eu esqueço como se respira.Caine ajoelhado diante de mim não faz sentido nenhum. Não com aquele terno impecável, aquela postura de homem que controla o mundo, aquele olhar que costuma intimidar salas inteiras. E, ainda assim, ali está ele.Vulnerável. Tenso. Com a mão levemente trêmula segurando uma caixinha pequena demais para carregar algo tão grande.Eu sempre achei que reconheceria o momento.Que haveria trombetas, ou fogos, ou algum tipo de aviso divino.Mas não.O momento chega silencioso, vestido de cotidiano, amor e escolhas reais.As palavras dele ainda ecoam dentro de mim.Você bagunçou minha vida.Um sorriso nasce antes mesmo das lágrimas. Porque é verdade. Eu baguncei. Entrei sem pedir licença, com meus vestidos coloridos, minhas crenças improváveis, meu jeito de sentir tudo demais. E ele… ele deixou.Olho para aquele homem que aprendeu a amar do jeito mais difícil: ficando.— Caine… — minha voz sai fraca, emocionada demais para esconder qualquer coi

  • O CEO E A PROFESSORA MALUCA   Capítulo 38

    CaineNunca negociei tão mal quanto estou negociando comigo mesmo agora.O espelho do quarto me devolve a imagem de um homem que já encarou conselhos administrativos hostis, audiências jurídicas intermináveis e salas cheias de investidores prontos para arrancar sangue — e que, ainda assim, nunca sentiu esse tipo específico de pânico.Minha gravata está torta.Não porque eu não saiba dar um nó.Mas porque minhas mãos simplesmente se recusam a colaborar.— Calma — murmuro para mim mesmo, ajustando o paletó pela terceira vez. — É só um pedido de casamento.Só.Como se pedir Laura em casamento fosse algo simples. Como se não fosse a coisa mais importante que já decidi fazer em toda a minha vida.Respiro fundo, apoiando as mãos na cômoda. O quarto está silencioso, mas a casa não. Ouço passos leves no corredor, uma risada abafada de Elijah, a voz de Nathan mais forte do que deveria — ainda aprendendo a respeitar os limites do próprio corpo depois da recuperação.Três meses.Três meses desde

  • O CEO E A PROFESSORA MALUCA   Capítulo 37

    Laura O mundo não acaba quando ele diz. Ele para. Como se tudo ao redor tivesse entendido que aquele instante precisava de silêncio. — Eu te amo, Laura Hart. As palavras não vêm acompanhadas de urgência ou posse. Não são um pedido nem uma cobrança. Saem da boca dele como uma verdade que finalmente encontrou caminho para fora. Cruas. Imperfeitas. Reais. Meu corpo ainda treme. Não do que fizemos, mas do que ele acabou de fazer comigo agora. Eu fico alguns segundos sem reagir. Não porque não sei o que dizer, mas porque sinto demais. É como se algo tivesse se encaixado dentro do meu peito com um clique suave, definitivo. Um lugar que sempre existiu e que, só agora, foi ocupado. Abro os olhos devagar e encontro o olhar dele. Caine não parece o homem inabalável que conheci. Não agora. Há algo exposto ali, vulnerável, quase assustado. Como se ele tivesse acabado de atravessar um precipício e ainda estivesse esperando o impacto. Meu coração aperta. Eu sorrio. Não o sorriso leve qu

  • O CEO E A PROFESSORA MALUCA   Capítulo 36

    CaineO silêncio do quarto é preenchido apenas pelo som das nossas respirações descompassadas, um eco do caos que acabamos de desencadear. Mas o silêncio é uma ilusão. Por dentro, meus sentidos estão em chamas. O corpo dela ainda pulsa, estremecendo de prazer, mas não consigo parar. O ápice que ela acabou de atingir parece ter servido apenas como combustível para o meu próprio incêndio. Sinto cada fibra do meu ser tensionada, cada músculo travado em uma expectativa agoniante. Estou duro, latejando, à beira da loucura.Não é apenas desejo; é uma necessidade primitiva que me consome de dentro para fora. Olho para baixo e vejo o rastro do que fiz com ela, o brilho da luxúria que nos conecta. Meu queixo melado, minha boca faminta, minhas mãos segurando suas coxas abertas… tudo em mim grita que eu preciso estar dentro dela. O cheiro dela — uma mistura inebriante de perfume caro, suor e sexo — invade meus pulmões, roubando meu oxigênio.— Você me deixa doente de desejo, Laura — sussurro, mi

  • O CEO E A PROFESSORA MALUCA   Capítulo 35

    LauraHá casas que são só paredes.E há casas que respiram.A de Caine respira diferente hoje. Não é só o reencontro de pai e filho, nem o alívio que ainda paira no ar como um perfume suave depois de uma tempestade. É algo novo. Em construção. Vivo.Eu sinto isso assim que entro de verdade, depois das apresentações, depois do abraço de Elijah, depois do olhar silencioso de Nathan que disse mais do que qualquer palavra poderia dizer.Namorada.A palavra ainda ecoa dentro de mim como se tivesse sido dita em voz alta mais de uma vez.Não porque eu não queira — porque quero. Intensamente.Mas porque não esperava. Não assim. Não daquele jeito firme, sem pedir permissão ao medo.Caine não é homem de meio-termo. Eu já sabia. Mesmo assim, ouvir aquilo diante da família dele fez meu coração tropeçar dentro do peito.— Miss Laura, você pode ver meu quarto novo depois? — Elijah pergunta, segurando minha mão como se fosse a coisa mais natural do mundo.— Claro que posso — respondo, sorrindo. — Qu

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