INICIAR SESIÓNA Laura ia pra casa comigo ficar essa semana afastada do trabalho e eu poderia cuidar dela. Nós estávamos bem novamente e isso me deixou bastante aliviado. Eu sabia que ela estava ainda abalada devido ao aborto espontâneo, mas com o tempo eu acreditava que essa tristeza iria diminuir. O importante é que poderíamos passar por isso juntos. Logo que deixamos o hospital, nós passamos na casa dela para pegarmos algumas roupas para ela passar essa semana comigo. Esse período seria interessante também, porque serviria como uma prévia da minha intenção de morarmos juntos. Eu estava bem mais animado do que queria que ela percebesse. Eu iria tentar convencê-la a ficar mesmo depois que o atestado dela acabasse. Eu imaginava que provavelmente, não seria fácil convencer minha noiva de personalidade difícil. Eu estava observando-a conferir as coisas que ela já colocado na mala, tentando se lembrar se faltava algo importante.Estava me dando uma agonia. Eu só queria ir logo embora pra casa. -
- Eu sou um policial aposentado devido a um acidente de trabalho que me impediu de continuar trabalhando em campo. Então trabalhar com as investigações de forma particular me ajudou a seguir em frente com que eu sou bom, pelo menos de alguma forma. Eu já trabalhei como muitos advogados na minha carreira, e posso dizer tranquilamente que eles podem ser indivíduos traiçoeiros. Então eu sempre faço a minha própria investigação do contratante além do objeto que foi contratado. E nesse caso a surpresa durante a minha investigação foi ainda maior. - Isso quer dizer que você me investigou também? - Certamente que sim. Eu gosto de saber para quem estou trabalhando. Mas no seu caso, eu não demorei muito para descobrir informações sobre sua origem e sua família, como a doença e o falecimento da sua mãe e que seu pai nasceu no interior do Paraná e sempre foi muito bom nos negócios se tornando quem é hoje. Você é o principal herdeiro, além da sua irmã, claro. Mas pelo que conclui das minhas
Eu cheguei no hospital e a Clara estava fazendo companhia para a Laura no quarto. - Oi Clara. - Oi Oliver, não imaginava que você viria aqui. - Onde está a Laura? - Tomando banho. - Clara, você me faria a gentileza de me deixar a sós com ela e voltar só as oito e meia? - Sem problema. Vou aproveitar para dar uma volta e fazer um lanche. - Obrigado. Depois que a Clara saiu eu sentei na poltrona ao lado da cama e esperei a Laura terminar o banho. Ela saiu do banheiro e me olhou surpresa. - Oliver? Cadê a Clara? - Ela foi fazer um lanche. Eu pedi pra ela voltar mais tarde pra gente poder conversar. Eu a observei caminhando lentamente para a cama e eu me levantei para ajudar. - Obrigada. - Ela me agradeceu de um jeito formal por eu ter a apoiado até a cama. Isso foi frustrante. Ela parecia dolorida ainda da cirurgia. - Como você está se sentindo? - Eu estou bem. - Claro que ela não iria admitir. - Você parece que está com dor ainda. - Só um pouco.
Eu estava absorvendo ainda a ideia de ter sido enganado novamente pela Melissa e o pior, por uma pessoa que eu confiava meus segredos e meus negócios, o Yan. Mas eu precisava de mais informações. Então mandei uma mensagem para o Elias. "Acabei de receber suas fotos. E estou bem confuso. Precisamos conversar pessoalmente." "Eu imaginei que as minhas fotos iam causar isso, senhor Righi. Podemos nos encontrar hj mesmo, por um bom preço, tenho informações que vão lhe interessar muito." "Eu achei que já estava lhe pagando para investigar para mim." "Seu advogado não foi muito honesto comigo. Não pagou o valor combinado e me dispensou dizendo que meus serviços não eram mais necessários. Mas eu sou um homem prevenindo senhor Righi. Ninguém me passa pra trás. Então pelo preço justo eu lhe conto tudo o que descobri a respeito da sua ex-noiva." "Tudo bem, vamos nos encontrar essa noite às 21h. Me mande o endereço e o valor que considera como justo. E é bom que saiba que eu não aceito
Aquela noite antes de deixar a Laura sozinha no hospital, eu mandei uma mensagem para a Gabi vir ficar com ela no dia seguinte. Quando cheguei ao meu apartamento, eu estava exausto físico, mental e emocionalmente, pois no meu peito estava se formando uma dor insuportável. Eu não iria mais ser pai do bebê da mulher que eu amo, e ela ainda por cima estava se afastando de mim. Mandei um email para minha secretária avisando que eu iria tirar uns dias de folga e que ela deveria enviar os meus relatórios da última loja que gerenciei para o Nakamura. Então tomei um remédio para dormir por algumas horas. Esse trabalho de gerenciar as lojas, pra mim já tinha sido mais do que suficiente. Eu esperava que meu pai mudasse de ideia e me liberasse desse ritual. De qualquer forma, agora eu pretendia usar esses dias para colocar minha cabeça no lugar e tentar ficar bem novamente com Laura. Eu dormi a manhã toda de terça-feira e quando acordei, já era hora do almoço. Peguei o meu celula
Eu tinha me despedido da Laura de manhã e ido trabalhar. Ela estava feliz e bem-disposta. Ela estava empolgada em almoçar com a Gabriela e contar as novidades pra ela. Eu notei que elas se tornaram boas amigas. A sua amiga Leticia parece que estava prestes a se mudar para o interior com o tal namorado Edi e ela estava precisando de uma nova amiga. Eu fiquei feliz que as duas se deram tão bem. Eu fui almoçar com o meu advogado Yan para falar sobre o resultado do DNA da Melissa. Ele já tinha as minhas amostras e marcou de se encontrar com a Melissa de manhã para fazer o teste. E o resultado já tinha saído e ele iria me mostrar na hora do almoço. Eu estava uma pilha de ansiedade para ver esse resultado. Meio-dia e meia eu estava abrindo o envelope com o resultado no restaurante em frente ao meu advogado que parecia mais agitado do que eu. - Você não leu isso antes? - Não. Eu esperei para ver junto com você. - Puta merda Yan. Tá, abra isso logo. – Eu entreguei o envelope pra







