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118 - EU ME LIBERTEI

Autor: Débora Oliveira
last update Última actualización: 2025-05-18 09:51:16
Celina saiu da sala de Thor com o corpo tenso e o coração disparado. Cada passo em direção à sua sala parecia ecoar mais alto do que o anterior, como se o chão estivesse marcando o fim de um ciclo — e o começo de outro. O som dos saltos sobre o piso liso da T&R Enterprises não escondia mais sua decisão: ela não ia mais se calar. Não ia mais abaixar a cabeça.

Assim que entrou em sua sala, fechou a porta e se encostou nela, como se seu próprio corpo precisasse impedir qualquer pensamento de recu
Débora Oliveira

Boa noite meus queridos leitores... Acho que uma tal de Celina finalmente resolveu mudar!!! Amanhã tem mais capítulos... Ótimo domingo para todos.

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Comentarios (2)
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Adriana
Acho que muita enrolação, ela deveria falar logo sobre a gravides , e este negócio de de eles terem que abrir mão do amor um pelo outra pessoa acho muito chato , daí só depois de anos que eles se encontram para viver juntos , mude logo esta história ok
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Visitor
Estou amando a história,só espero que não fique longa demais senão fica cansativa.Parabéns a autora !
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Último capítulo

  • O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR    431 - A VIDA SEGUIU SEU CURSO

    O celebrante então leu algo preparado. — Thor, quando lhe perguntei o que mais admira em Celina, você disse muitas coisas. Mas duas me marcaram. A primeira foi o olhar dela. Você disse que se perde nele, que foi a primeira coisa que te atraiu, que ele tem um magnetismo impossível de conter. Que não é à toa que uma de suas filhas se chama Safira, porque depois de conhecer Celina a cor verde se tornou a sua favorita. Thor sorriu, emocionado, enquanto passava o polegar sobre a mão da esposa. — A segunda — continuou o celebrante — foram os cabelos dela. Você confessou que é viciado em dormir sentindo o cheiro deles. Que, depois de um dia difícil, seu remédio é tê-la nos braços, acariciando seus fios. Que ali você encontra paz. Celina não conteve as lágrimas. — É exatamente assim… — murmurou ela, a voz embargada. O celebrante voltou-se então para ela. — Celina, você também disse muitas coisas sobre Thor. Mas duas me tocaram. A primeira é que ele foi o homem que a fez se sentir única,

  • O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR    430 - A FAMÍLIA CONSOLIDADA

    A empresa dos dois prosperava, agora com uma filial no Canadá. E havia outra novidade que muitos comentavam com alegria: Luzia, mãe de Gabriel, havia se casado com um americano viúvo e sem filhos, encontrando ao lado dele uma nova chance de amor.Isabela e Felipe também estavam ali, acompanhados dos filhos adotivos, Lorenzo, de dez anos, e Larissa, de seis. O gesto de acolher irmãos para não separá-los mostrava quem eles haviam se tornado: uma família que escolhia o amor todos os dias. Isabela seguia administrando a ONG com dedicação, rodava o país dando palestras inspiradoras. Publicou vários livros e ainda encontrava tempo para cursar um mestrado. Felipe, agora juiz, equilibrava sua rotina com sua pós-graduação e se mostrava sereno, maduro, um homem completamente realizado. A mansão que haviam comprado não era apenas uma casa confortável: era um lar pensado para as crianças e para a mãe de Isabela, onde a vida recomeçava diariamente em harmonia.Sabrina e Maurício estavam com os gêm

  • O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR    429 - ALGUÉM QUE SUPERE O PAPAI

    Mais tarde, enquanto Antonella e Safira acompanhavam Celina e Emma ao SPA para uma tarde de cuidados antes da festa, Ravi ficou em casa com o pai e James.— Pai, você acha que um dia eu vou ser como o senhor? — perguntou o adolescente, enquanto ajudava Thor a escolher o terno.Thor sorriu.— Você vai ser melhor que eu, meu filho.— Mas eu quero ser forte igual o senhor e cuidar da minha família igual o senhor cuida, pai.Thor olhando nos olhos do filho, falou.— A força não está aqui — mostrou o braço. — Está aqui dentro. — Apontou para o coração do filho. — E isso você já tem.Ravi abriu um sorriso satisfeito, sentindo-se grande demais para sua idade.James, que observava a cena em silêncio, aproximou-se e completou com a voz grave e serena:— Ouça bem, Ravi… um homem se mede pelo amor que entrega. Se você aprender a amar e respeitar como seu pai ama e respeita sua mãe, vai ser não apenas como ele… mas um exemplo ainda maior para quem vier depois de você.O adolescente ficou em silên

  • O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR    428 - ALICE COMBINARIA MUITO MAIS

    Ficaram ali, trocando palavras baixas, lembranças e risadas cúmplices. Até que, quando Celina já quase se rendia ao sono, Thor a cutucou de leve.— Ei, nada de dormir ainda. Vamos tomar um banho e nos vestir. Você sabe que quando o dia clarear, o nosso trio vai invadir o quarto com o café da manhã deles. — Ele riu. — E eu não abro mão da segunda rodada debaixo do chuveiro.Celina gemeu, manhosa. — Você continua insaciável, Thor Miller.Ele segurou o queixo dela, fitando-a com intensidade. — O fogo que você tem me faz ser assim. — Sorriu malicioso. — Você pode enganar o mundo com esse jeito doce… mas entre quatro paredes, você é uma diabinha, e eu amo isso. Nada de recatada.Celina corou, batendo de leve no peito dele, mas acabou rindo. — Seu atrevido.— Meu. — Ele a corrigiu, antes de envolvê-la nos braços.Num gesto firme, Thor a pegou no colo e a levou até o banheiro. O chuveiro se abriu, e ali dentro eles se amaram outra vez, rindo, provocando, entregues como adolescentes apaixon

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    Em São Paulo, do alto da cobertura de Thor, o mundo parecia pequeno, como se aquela cidade que nunca dormia estivesse ali apenas para assistir à história deles.Era meia-noite. Quinze anos de casamento. Quinze anos de amor, de superações, de lágrimas e vitórias. Todos os anos, sem falhar, Thor tinha o mesmo ritual: começava a comemoração à meia-noite. Era o momento sagrado do casal, o instante em que o tempo parecia voltar para o início de tudo, apenas os dois, longe de qualquer testemunha.Naquela noite não seria diferente.Thor entrou no quarto sem fazer barulho, fechou a porta atrás de si e girou a chave, trancando. Nas mãos, duas bolsas e um olhar travesso. Celina, já deitada, folheava um livro, mas levantou os olhos ao sentir a presença dele.— Amor… — ela sorriu, fechando o livro. — O que você está aprontando?— Nada que você não vá gostar. — A voz grave soou carregada de desejo.Ele deixou as bolsas sobre a mesa de cabeceira, aproximou-se devagar e apoiou um joelho no colchão.

  • O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR    426 - VAMOS CUIDAR DELA

    Naquela manhã, seguiram para Ouro Preto, onde o casarão colonial e as ladeiras estreitas compunham um cenário digno de cartão-postal. Felipe, animado, mostrava a ela a Igreja de São Francisco de Assis, obra-prima de Aleijadinho, enquanto Isabela se encantava com os detalhes dourados do barroco mineiro.— É lindo… — disse ela, observando a grandiosidade da construção. — Parece que o tempo parou aqui. Felipe sorriu, orgulhoso.— Minas é isso, amor. História em cada canto.Na parte da tarde, seguiram de carro até a Praça Tiradentes, onde turistas tiravam fotos e vendedores ambulantes ofereciam doces de leite caseiro. O semáforo fechou, e Felipe parou o carro. Isabela, distraída, olhou para o lado. Seu coração disparou.A poucos metros dali, sentada na calçada, estava uma mulher magra, com roupas rasgadas, os cabelos desgrenhados e os olhos perdidos. Mas havia algo inconfundível naquele rosto envelhecido antes do tempo.— Mãe… — o sussurro escapou de seus lábios como um grito preso por a

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