INICIAR SESIÓN“Nada de coisas indevidas com a minha garota, chefinho.” Violet adverte Romeu com uma expressão séria que tenta, em vão, disfarçar o humor que dança no canto de seus lábios.
Há algo teatral no modo como ela cruza os braços e estreita os olhos, como se quisesse fazer a pose de irmã superprotetora, mas o brilho zombeteiro que cintila nos olhos
“Vanessa... Vanessa... Vanessa...” ele murmura baixinho, sua voz um sussurro rouco que dança no ar, carregada de uma ternura que aperta meu coração com uma curiosidade ardente.O corpo dele se agita enquanto dorme, seus músculos tensos sob a pele bronzeada, cada gemido do nome “Vanessa” enviando uma onda de fascínio e ciúme através de mim. Quem é Vanessa? A pergunta queima em minha mente, uma mistura de intrigue e uma ponta de inveja que não consigo explicar, porque este homem, este forasteiro que o mar trouxe até mim, é como um presente divino, e a ideia de que seu coração pertença a outra faz meu peito apertar com uma emoção que não quero nomear.Meus dedos trabalham com cuidado, trocando os curativos em seu ombro, o t
Meu corpo está pesado, como se o peso do luto tivesse se instalado em meus ossos, e minhas mãos tremem, agarradas à borda da cadeira, as unhas cravando na madeira áspera enquanto tento ancorar a dor que consome meu peito.“Vamos fazer uma busca pela costa, ele tem que aparecer,” Rael diz decidido. “Romeu é o alfa, ele é imortal, ele não pode ter simplesmente morrido.”Concordo com um aceno fraco da cabeça, o movimento lento, quase automático, porque não tenho forças para falar, não depois de ter derramado cada pedaço da tragédia que testemunhei. Explicar o que aconteceu foi como reviver cada momento, cada grito, cada olhar de Romeu antes de ele se jogar do precipício, e sinto lágrimas quentes ameaçarem cair novamente, mi
Corro até o precipício, meus pés tropeçando no chão áspero. Olho para baixo, meus olhos varrendo a vastidão do abismo, mas não encontro o corpo de Romeu, nem o de Rihara, apenas a espuma branca das ondas chocando-se contra as rochas, um rugido ensurdecedor que parece zombar da minha angústia. Sinto meu corpo tremer, minhas pernas fraquejando, e caio de joelhos na borda do precipício, o chão frio e úmido sob minhas palmas, enquanto lágrimas quentes escorrem pelo meu rosto, misturando-se ao sal do ar.Romeu se foi.A constatação é como um peso esmagador, uma verdade que não consigo aceitar, e sinto meu coração se partir, uma dor tão profunda que parece engolir o mundo ao meu redor. Meu peito aperta, a respiração
Os olhos escuros da Vanessa me olham com dor porque ela sabe, ela sabe exatamente o que eu quero dizer.“Eu amo você,” digo olhando para Vanessa e depois para Rihara. “Me desculpe por ter demorado tanto para perceber isso. Deixe-a ir. Ela volta para o mar e nós dois ficamos juntos, só nós dois. O que me diz?”Estendo a minha mão para Rihara, meu braço tremendo com o esforço, não apenas pela dor lancinante que pulsa em meu ombro e abdômen, mas pelo peso esmagador do momento.Cada batida é uma súplica silenciosa para que Rihara acredite nas minhas palavras, para que ela aceite a mentira que estou tecendo com tanto cuidado, mesmo que cada sílaba seja uma traição ao amor que carrego por Vanessa. Sinto
O impacto é como um soco, e sinto meu equilíbrio vacilar, meus joelhos fraquejando enquanto tento me segurar em um tronco áspero, a casca arranhando minha palma.O som dos tiros cessa e o silêncio que se segue é pesado. Saio de trás das árvores, meus passos hesitantes, cada movimento enviando uma onda de dor lancinante pelo meu corpo.Olho em direção ao precipício, onde Maik e Vincent estão desacordados, seus corpos inertes no chão, e sinto uma pontada de alívio misturada com uma culpa que pesa em meu peito, porque Vincent, meu ômega, foi usado contra mim, e a ideia de que ele sofreu por minha causa é como uma ferida que não sangra.Rihara está de pé, segurando Vanessa pelo pescoço, seus
O desespero me consome, uma onda avassaladora que engole meu peito, como se meu coração estivesse sendo esmagado por garras invisíveis. Maik matou todos os meus homens e sinto uma dor tão profunda que parece rasgar minha alma. O encantamento dele já saiu do meu corpo, mas estou petrificado, meu corpo rígido, incapaz de se mover, enquanto o choque me mantém preso, como se o peso do que aconteceu tivesse roubado minha força.Meus olhos ardem com lágrimas que não caem, e sinto meu lobo, Soren, rosnar baixo, sua fúria misturada com uma angústia que ecoa a minha. Cada respiração é um esforço, o ar entrando em meus pulmões com um sabor amargo e sinto meu coração pulsar com uma mistura de culpa, raiva e um desespero que faz meu peito tremer.







