Mag-log inSaí dali direto para o consultório da Karin.
Ela revirou os olhos no exato segundo em que me viu entrar. — Por que não estou surpresa em te ver aqui? — perguntou, assim que atravessei a porta. — Ele voltou! — soltei, indo direto para o divã e me jogando nele. — É, eu vi as mensagens no grupo — Karin respondeu, sem demonstrar a menor comoção. Sentou-se na poltrona e começou a pintar as unhas. Pelo estado do esmalte, estava fazendo aquilo havia um bom tempo. — Ele é meu chefe, Karin. Eu estou perdida… — levei as mãos ao rosto. — Sabe o que ele me disse? — Não estava lá — respondeu seca, sem sequer olhar para mim. — Disse que vai acompanhar de perto o meu setor. De perto, Karin! O que eu faço? Ela suspirou. — Bom… seria uma ótima oportunidade de contar a verdade pra ele. — Eu não posso fazer isso — sentei abruptamente. — Eu fingi que esqueci dele. Ele vai me odiar. — Realmente — ela murmurou, ainda focada nas unhas. — Deve ser complicado passar anos se achando tão insignificante na vida de alguém, a ponto dessa pessoa lembrar do entregador de pizza, mas não de você. E depois de todo esse tempo se sentindo um lixo, descobrir que era tudo mentira. Ela levantou os olhos para mim, cínica. — Tem razão. Melhor não contar a verdade. — E como eu faço pra continuar escondendo isso? — retruquei. — Uma coisa é fingir quando ele estava em outro continente. Outra é agora… aqui, tão perto. Minha mente, traidora, puxou imagens que eu não queria: O sorriso. O olhar. O peito forte sob o terno. — Está uma delícia… — Karin comentou distraída, olhando para o celular. Sentei de repente e arranquei o aparelho da mão dela. — Ei! Era uma foto no grupo. Maya Bloom, Leon Hart e… ele. A legenda dizia: “Meu novo chefinho…” — Um tesão — Karin completou, sem pudor. — Ela voltou a trabalhar na NovaCore? — perguntou. — Não. Inventou umas publis. Está se aproveitando — resmunguei. Notei uma enquete fixada no grupo, confirmando presença no Becker Bar, na casa do Theo. Só faltava o meu voto. Devolvi o celular para Karin e voltei a me jogar no divã. — Você vai ao Becker Bar? — ela perguntou. Neguei com a cabeça. — Se você não for, ele vai achar que você se lembra dele — disse calmamente. — Que outro motivo faria você fugir? As palavras dela se encaixaram como uma peça cruel de quebra-cabeça. Se eu o tratasse apenas como meu chefe — nada além disso — talvez ele mesmo esquecesse que eu já fizera parte do passado dele. — Sim… — murmurei. — Por que eu estou tão preocupada? Ele acha que eu não lembro dele. Se eu não lembro, então ele é só meu chefe. Basta agir naturalmente. — Ótimo — Karin suspirou, olhando o relógio. — Seu tempo acabou. — Mas você nem tem outro paciente — argumentei. — Sua secretária me disse. Eu preciso de ajuda. Ela apontou para a mesa de centro. — Pode levar um desses livros de pintar. Olhei incrédula. — Bobbie Goods, Karin? É sério isso? Em vez de me ouvir, você quer que eu pinte? — Está ajudando muitas mães — explicou, séria demais para alguém que não era. — Em vez de assistirem Bailarina Caputina e Tralalero Tralala, as crianças pintam Bobbie Goods. Encarei-a como quem pergunta em silêncio: e por acaso eu sou uma criança? — Você é péssima — concluí, levantando-me. E sim. Eu levei o Bobbie Goods. — Obrigada! — Karin respondeu, com um sorriso irônico demais para ser profissional.Eu não sabia se era a adrenalina ou o risco de estar cometendo aquela insanidade no escritório de Adrian, mas sentia meu corpo inteiro pegar fogo.Adrian abriu meu terninho com certa brutalidade, expondo meu sutiã. Ele se ajoelhou, ficando à altura do meu abdômen, e começou a sugar minha pele enquanto apertava meus seios com uma das mãos. A outra segurava minhas costas, deixando claro que não havia escapatória.Ele se afastou apenas para terminar de tirar meu sutiã. Seus olhos encontraram os meus e, para meu completo desespero, Adrian mordeu o bico do meu seio esquerdo, sugando em seguida como se saboreasse um vinho adocicado. Eu ofegava, agarrada aos seus cabelos, jogando a cabeça para trás.Eu queria mais. Pedia por mais.Abri ainda mais as pernas, fazendo com que Adrian começasse a alisar minhas coxas, ora apertando com força suficiente para deixar suas marcas. Ele desceu novamente pelo meu abdômen e, quando continuou aquele caminho, a ansiedade fez tudo dentro de mim vibrar.Ele p
Chegar junto com Adrian à empresa me rendeu olhares questionadores e cochichos pelos corredores. Principalmente daqueles que acreditavam que minha história com ele havia começado no dia em que se apresentou como CEO da Novacore, sem saberem que tínhamos um passado intenso e controverso.Por outro lado, aqueles que nos conheciam desde o colegial não perderam tempo em me questionar sobre nossa relação atual.— Então… estão juntos? — Maya perguntou depois de analisar o relatório detalhado da noite passada. — Meu Deus. E tipo… não veio nenhum flash do passado?— Primeiro, eu não sei o que somos agora. E segundo… não. Não lembrei de nada — respondi nervosa, sem tirar os olhos da tela, tentando me concentrar nos e-mails.Maya me observava atentamente, como se quisesse ler minha mente, o que me fez me remexer desconfortável na cadeira.— Ok… — ela disse, desistindo. — Mas agora que você aceitou ir à fazenda da família de Adrian, acho que preciso te falar algo importante.— Sobre…? — pergunte
Como se estivesse voltando no tempo, sentia que nunca ficamos separados por anos. E sabia que Adrian sentia o mesmo.Passamos a noite em claro, entre nos amarmos, conversas longas e o vinho da vinícola Blackwood.Adrian me contava sobre sua terra, sua família e os amigos de infância.E, muitas vezes, sentia meu coração apertar. Em nenhum momento ele falou sobre Camille, o que me fazia criar milhões de perguntas em minha mente.Eu sabia que ela havia sido uma pessoa muito importante em sua vida. Então, por que não citava seu nome?Deixei aquele assunto para conversar com Luna e Karin. No momento, só queria aproveitar o que estávamos vivendo.Quando acordamos, Adrian preparou um café da manhã reforçado. E eu me senti em algum lugar do tempo que havia perdido.Ele estava sem camisa, ouvindo as notícias que vinham da TV da sala, enquanto mexia os ovos na frigideira, e o cheiro de café se espalhava pela casa.Fiquei parada por alguns segundos, gravando aquela cena em minha memória, como se
Finalmente consegui respirar. Ainda olhando para a porta, comecei a pensar no que faria. Toda a minha coragem esvaiu-se, e a razão veio me alertar sobre meu erro. Mas eu estava absolutamente cansada de ouvi-la. E se ainda restava alguma dúvida sobre continuar ali, ela desapareceu quando Adrian me puxou novamente para junto de seu corpo. — Vamos continuar de onde paramos — não foi um pedido. E mesmo que fosse, eu diria mil vezes sim. Nossos lábios voltaram a se encontrar e, antes que alguém aparecesse novamente — ou que Leon resolvesse voltar — Adrian me pegou no colo e me levou até o quarto. Entre beijos e risos, ele me deitou sobre a cama. Quando pensei que me beijaria novamente, ele se afastou lentamente, percorrendo meu corpo com o olhar. Sentou-se ao meu lado e segurou meu rosto, mantendo meu olhar preso ao dele. — Eu sei que você nunca vai lembrar do nosso amor — começou, fazendo meu coração parar —, mas quero muito te reconquistar. Ou melhor… te conquistar novamente. Ele r
Ter os lábios de Adrian sobre os meus fez com que eu me sentisse exatamente no meu lugar de pertencimento. Eu correspondia com volúpia, sentindo quando ele me prendia cada vez mais em seus braços. A necessidade dos nossos desejos nos guiava naquele beijo. Quando o ar faltou, Adrian se afastou apenas o suficiente para me segurar pela cintura e me colocar sentada sobre a mesa, fazendo com que pratos, talheres e taças fossem ao chão. Seus olhos encontraram os meus por breves instantes, antes de ele voltar a me beijar. Desesperado, tomava posse dos meus lábios. E eu queria mais, eu queria tê-lo sobre mim, ansiava por ele. Quando seus lábios desceram até meu pescoço, foi a minha perdição. Puxei-o, grudando nossos corpos e causando atrito entre nossas intimidades. Suas mãos desceram até meu quadril, mantendo-me fixa no mesmo lugar enquanto ele fazia um movimento torturante de vai e vem. Eu só conseguia gemer, pois estava prestes a entrar em colapso. Joguei-me para trás, permitindo que e
Era cinco da manhã quando recebi uma mensagem de Adrian avisando que me aguardava no parque. Havíamos combinado às cinco e meia, mas imaginei que ele estivesse ansioso para me encontrar. Quando cheguei, vi-o sentado em um banco em frente ao lago. Distraído, observava o movimento tranquilo das águas. — Bom dia — cumprimentei. Ele ergueu o olhar para mim. Parecia sereno demais. Aquilo me causou um leve estranhamento. — Bom dia — respondeu, levantando-se. — Pronta? — Sempre estou pronta — respondi com firmeza. — Essa é a Cecília que eu conheço — disse, passando por mim. — Vamos nos alongar. Acompanhei-o até o gramado. Alongamos juntos, em silêncio. Um silêncio que parecia incomodá-lo. E, sinceramente, também me incomodava. Logo começamos a correr, lado a lado, no mesmo ritmo. Assim completamos duas voltas no parque. Depois, Adrian sugeriu cronometrarmos o tempo individual. Ele foi o primeiro — fez um ótimo tempo. Quando chegou a minha vez, comemorei ao ver que havia sido ma







