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Andréia e Gustavo capítulo 83

Autor: Mara Santos
last update Data de publicação: 2025-10-23 07:10:47

Gustavo

Assim que a porta do banheiro se fechou atrás de mim, eu não fazia ideia do que me esperava. Só queria relaxar depois de um dia cheio. Mas quando voltei e vi aquela cena… meu coração quase parou.

Ela estava ali, diante de mim, com um véu leve envolvendo cada curva do corpo, o perfume doce preenchendo o ar. Os olhos brilhavam, a boca úmida de expectativa.

— O que você está aprontando, minha joia? perguntei, mas já sabia que estava ferrado.

Ela apenas colocou o dedo nos lábios e me mando
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  • O Doutor que me rejeitou   leiloada para o Doutor 98

    Rogério ​Eu nunca pensei que quarenta dias pudessem durar uma eternidade. ​No papel de pai e marido protetor, eu era pleno. Ver a Liz com os bebês, observar a rotina da nossa casa se estabilizando... tudo beirava a perfeição. Mas, no silêncio da noite, havia uma fome que eu sufocava. Uma saudade física, uma carência de pele com pele que eu guardava a sete chaves. Ela tinha atravessado um inferno; meu papel era ser o porto seguro, não o homem que cobra. Eu esperaria uma vida inteira se fosse preciso. ​Até que, naquela tarde, o ar mudou. Liz me chamou ao quarto e, quando entrei, encontrei um brilho no olhar dela que eu não via desde antes do parto. Um brilho que não era de mãe, mas de mulher. ​— Rô… hoje eu quero um momento com você. Só nós dois. ​Meu coração deu um solavanco, batendo contra as costelas. Aproximei-me devagar, como se pudesse assustá-la, e emoldurei seu rosto com as mãos. A pele dela estava quente. ​— Você não faz ideia do quanto eu senti falta de ouvir isso — conf

  • O Doutor que me rejeitou   leiloada para o Doutor 97

    Os bebês estavam cada dia mais lindos. Antonela e Dominic… meu Deus, como dois seres tão pequenos podiam ocupar tanto espaço no meu coração?Depois de uma semana no apartamento, finalmente voltamos para casa. Mandei reformar tudo paredes, móveis, iluminação, até o quarto das crianças. Ficou melhor do que antes do caos todo. Eu queria um recomeço para nós.E hoje… era dia de buscar um membro importante da família.O Tob.Meu grandalhão desastrado, que tinha ficado no hotelzinho para animais depois da alta porque, sinceramente, com tanta coisa acontecendo, ele derrubaria até as paredes se ficasse em casa.Quando cheguei lá, ele fez tanta festa que quase me jogou no chão. Parecia um caminhão desgovernado.— Calma, rapaz! ri enquanto ele lambia meu rosto como se eu tivesse sumido por um ano.Mas ver a felicidade dele fez meu peito aquecer.Ele precisava voltar pra casa. Nós precisávamos dele.Quando abriu a porta de casa, ele entrou correndo como um foguete.Liz estava no sofá amamentan

  • O Doutor que me rejeitou   leiloada para o Doutor 96

    Rogério Já fazia uma semana desde que viemos para o meu apartamento. Uma semana desde que tirei minha mulher e meus filhos de dentro de um hospital e, mesmo assim, parecia que eu continuava vivendo lá. Todos os dias eu passava algumas horas no corredor frio, perguntando pelos mesmos boletins, esperando pelas mesmas respostas, torcendo para que melhorassem um pouco mais.Antony não era “só” meu amigo.Ele era meu irmão de alma.E vê-lo caído daquela maneira… sangrando… sabendo que salvou a Liz e meus filhos… isso me marcaria pelo resto da vida.Todas as manhãs, depois de ajudar Liz com Antonela e Dominic, eu deixava um beijo na testa dela e dizia:— Vou ver o Antony, amor. Qualquer coisa, me liga.Ela nunca reclamou. Nunca pediu para eu ficar. Pelo contrário sempre apertava minha mão antes de eu sair, como quem dizia: “vai, eu sei que você precisa”.Rosângela e Camila estavam sendo um apoio gigantesco. As duas praticamente se mudaram para o apartamento.Rosângela, a melhor amiga da

  • O Doutor que me rejeitou   leiloada para o Doutor 95

    Elizabeth Assim que a porta do apartamento se abriu, eu senti minhas pernas ficarem fracas.O cheiro familiar… o silêncio acolhedor… a sensação de estar em um lugar seguro depois de tanto caos. Meu peito apertou. Eu não entrava ali desde a cirurgia da Camila, quando Rogério emprestou o apartamento para ficarmos até ela se recuperar. Naquela época, eu nem imaginava tudo o que ainda estava por vir.Camila passou por mim com um sorriso orgulhoso, segurando um dos bebês no colo, enquanto o outro dormia no bebê conforto, ao lado do Rogério.— Eu ajeitei tudo ela disse, balançando as chaves no ar. Lembra? O Rogério deixou o apartamento pra gente usar quando eu operei… E como ele garantiu que estava liberado, eu vim arrumar ontem à noite. Vocês só vão entrar e descansar.Meu coração errou o compasso.Eu olhei ao redor devagar… o sofá limpo, as mantas dobradas, mamadeiras esterilizadas em cima da pia, fraldas organizadas, o quarto com berço portátil montado, cheirando a lavanda.As lágrimas

  • O Doutor que me rejeitou   leiloada para o Doutor 94

    O sol da manhã atravessava a persiana do quarto, criando faixas de luz suave sobre a pele da Elizabeth. Ela parecia ainda mais frágil dormindo daquele jeito, os cabelos caindo pela testa, os lábios entreabertos, respirando naquele ritmo calmo que só vem depois de enfrentar um furacão.E ela enfrentou um furacão.Nós enfrentamos.Os bebês também dormiam, encolhidos nos bercinhos, com aqueles bracinhos minúsculos se mexendo às vezes, como se sonhassem com o próprio peito da mãe. Meu coração sempre apertava quando eu olhava pra eles. Era um tipo de amor que doía.Eu estava sentado ao lado dela quando a enfermeira bateu na porta, abrindo bem devagarinho.— Doutor Rogério? ela sorriu. — O senhor já está acordado. Vim avisar que a alta está sendo preparada. Os pediatras passaram há pouco e liberaram os gêmeos também.Meu coração deu um solavanco.— Hoje? perguntei, engolindo um misto de alívio e nervosismo.— Hoje. ela respondeu com doçura. — Só precisamos assinar alguns documentos… mas e

  • O Doutor que me rejeitou   leiloada para o Doutor 93

    Rogério O telefone tocou bem na hora em que eu estava ajeitando o cobertor sobre a Elizabeth.Ela dormia tão quietinha, tão exausta… e os bebês também. A simples visão deles me aquietava por dentro.Até o telefone vibrar de novo.Número desconhecido.Atendi.— Doutor Rogério? a voz era firme, séria. Reconheci na hora. O delegado responsável pelo caso.Meu estômago travou.— Sou eu, delegado. Aconteceu alguma coisa?Minha voz saiu tensa demais.Ele respirou fundo. E esse suspiro… eu já sabia que vinha merda grande.— Doutor… eu preciso que o senhor se sente.Meu coração disparou.— Fala logo.Houve um silêncio curto, pesado, antes dele dizer a frase que virou meu mundo de cabeça pra baixo:— A mandante do crime era a Sofia. Ela confessou tudo.Eu senti minhas pernas fraquejarem. Segurei na beira da cama para não cair.— Como assim… Sofia? A minha…?Minha voz falhou.Meu peito apertou como se faltasse ar.— Ela confessou que matou sua primeira esposa, a Clarisse… grávida.Minha visão e

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