FAZER LOGINO império dele. As regras dela. Um teto pequeno demais para os dois. Vinícius Albuquerque tem tudo o que o dinheiro pode comprar: um sobrenome influente, o império da família ao seu alcance e o topo da hierarquia social na faculdade de Tecnologia. Lindo, frio e terrivelmente sarcástico, seu lema é simples: pega e não se apega. Nenhuma mulher jamais abalou sua pose impecável de intocável — até que sua rotina é invadida pela pior pessoa possível. Melanie veio do interior apenas com uma mala surrada, seus livros e a determinação inabalável de construir o próprio futuro. Humilde, absurdamente linda e dona de um orgulho afiado, ela é recebida na luxuosa mansão dos Albuquerque para estudar. Mas, ao contrário das garotas que rodeiam seu primo playboy, Mel não se impressiona com os carros de luxo nem abaixa a cabeça para a arrogância dele. Forçados a conviver sob o mesmo teto e a se encontrarem diariamente nos corredores da faculdade, Vinícius e Mel transformam cada interação em um campo de batalha. Entre sabotações, trocas de farpas e o surgimento de rivais dispostos a jogar sujo, a hostilidade entre eles começa a acender uma faísca perigosa. A linha entre o ódio e a tentação é tênue — e quando a química represada finalmente explode, o dono do jogo descobre que está prestes a perder o controle para a única garota que jurou ignorar. Um romance viciante sobre opostos que se enfrentam, segredos não ditos e a certeza de que a provocação mais perigosa é aquela que esconde o desejo.
Ver maisCapítulo — Algumas coisas estavam mudando Mel Eu ainda estava com a mão de Vinícius entre as minhas quando Helena recebeu aquela mensagem que tinha deixado seu rosto completamente vermelho. Ela tentou esconder o celular dentro da bolsa, mas já era tarde. Tom tinha percebido. Paulo também. E, infelizmente para ela, eu conhecia aquela expressão. Mel: — Você vai me contar. Helena: — Não tem nada para contar. Mel: — Helena Ela apertou os lábios, tentando não sorrir. Helena: — É só uma mensagem. Tom: — De quem? Helena: — Ninguém. Paulo: — Esse ninguém está ficando frequente. Tom começou a rir. Tom: — Eu quero conhecer esse ninguém. Helena: — Vocês são terríveis. Eu me inclinei um pouco na direção dela. Mel: — Depois você me conta. Ela olhou para mim e finalmente sorriu. Helena: — Conto. Vinícius observava a conversa enquanto mexia distraidamente no copo. Vinícius: — Eu já sei quem é. Tom: — Você sabe? Vinícius: — Sei. Helena arregalou os o
Capítulo 72 — O lugar onde eu escolhi ficar Mel Na manhã seguinte, acordei antes do despertador. Fiquei alguns minutos olhando para o teto, lembrando de tudo que tinha acontecido nos últimos meses. Era estranho pensar que aquela mesma casa, que no começo parecia grande demais para mim, agora tinha se tornado familiar. Eu conhecia os sons. Os horários. Os passos de Dona Ana no corredor. As discussões de Vinícius ao telefone. As risadas de Tom e Paulo quando apareciam sem avisar. As mensagens de Helena. Até o jeito como Bianca entrava na sala contando alguma história antiga. Eu tinha deixado de ser uma visitante. Eu pertencia àquela rotina. Levantei, me arrumei e desci. Vinícius já estava na cozinha. Ele estava tomando café enquanto lia alguma coisa no celular. Assim que me viu, colocou o aparelho sobre a mesa. Vinícius: — Bom dia. Mel: — Bom dia. Ele estendeu a mão. Vinícius: — Vem cá. Aproximei-me. Ele me puxou delicadamente para perto e beijou minha testa. Mel
Capítulo 71 — As pessoas que ficaram Mel Eu queria acreditar que aquela sensação de paz duraria para sempre. Não porque a vida tivesse se tornado perfeita, mas porque, pela primeira vez, eu não sentia necessidade de esperar pelo próximo problema. Depois de tudo que tinha acontecido, eu tinha aprendido que felicidade também podia ser silenciosa. Podia estar em uma caminhada pelo campus com Vinícius, em uma mensagem de Helena, em uma piada idiota de Tom, em uma discussão entre Paulo e Tom sobre alguma coisa completamente inútil ou até mesmo em Bianca contando uma história antiga que, meses atrás, teria despertado meu ciúme. Agora eu conseguia ouvir. Sem procurar ameaças. Sem comparar meu lugar com o de ninguém. Eu simplesmente fazia parte daquela vida. E talvez isso fosse o que mais me emocionava. Quando chegamos ao estacionamento, Vinícius abriu a porta do carro para mim. Mel: — Você está muito cavalheiro ultimamente. Vinícius: — Sempre fui. Mel: — Não. Vinícius: — Sempr
Capítulo 70 — Um futuro que parecia nosso Mel A manhã começou exatamente onde a noite anterior tinha terminado, com aquela sensação estranha de tranquilidade que eu ainda estava aprendendo a reconhecer como felicidade. Eu estava na cozinha preparando café quando Vinícius apareceu atrás de mim. Vinícius: — Você acordou cedo. Mel: — Você também. Vinícius: — Eu senti cheiro de café. Mel: — Interesseiro. Ele sorriu e pegou uma xícara. Vinícius: — Você fez para mim. Mel: — Fiz para mim. Vinícius: — Então vou fingir que foi para mim. Mel: — Pode fingir. Ele encostou na bancada ao meu lado. Por alguns segundos, ficamos em silêncio. Não era um silêncio desconfortável. Era aquele tipo de silêncio que existe quando duas pessoas já não precisam preencher cada espaço com palavras. Vinícius: — Você ficou pensando no que conversamos ontem? Mel: — Fiquei. Vinícius: — E? Olhei para ele. Mel: — Acho que estou começando a gostar da ideia de ter um futuro. Ele ficou sério. Viníciu












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