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O Som Sob A Água

Autor: Dimond
last update Fecha de publicación: 2026-10-01 21:15:56

Quando saímos do lago, o sol já começava a descer.

Aika estava enrolada numa peça de roupa que Kiko lhe emprestara, sentada numa pedra, apertando o cabelo com as duas mãos.

— Ainda estou com frio.

Kaito passou por ela.

— Eu avisei.

— Não avisaste.

— Avisei sim.

— Não.

— Avisei.

— Não!

Ren suspirou.

— Vocês dois conseguem discutir até sobre isso?

Kaito apontou para Aika.

— Ela começou.

Aika apontou para ele.

— Ele começou!

Ren olhou para os dois.

— Não quero saber.

Maya começou a rir.

Kiko estav
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Último capítulo

  • O Fim Da Realidade   Bem Vindos Ao Mercado Aquático

    A água começou a se mover.Ninguém falou.Eu estava de pé na margem, olhando para o centro do lago.Kaito estava ao meu lado.Ren tinha ficado alguns passos atrás. Maya, Kenichi, Kiko e o soldado estavam espalhados pelo acampamento, todos atentos à água.Aika segurava a roupa de Kaito.— Vai sair alguma coisa? — perguntou.Kaito olhou para o lago.— Espero que não.Fechei os olhos.Não tentei simplesmente ouvir.Emiti uma frequência curta.O som entrou na água.Esperei.O retorno veio.Fraco.Água.Pedras.Lama.Uma raiz.Depois alguma coisa pequena se moveu.Tentei outra frequência.O retorno mudou.Consegui perceber melhor a margem, algumas pedras submersas e pequenas criaturas escondidas entre as plantas.Mas quanto mais fundo eu tentava alcançar, mais difícil ficava.A água distorcia os retornos.Emiti outra onda.Esperei.Nada.Ou melhor...Quase nada.Havia alguma coisa lá embaixo.Eu não conseguia enxergar sua forma.Só conseguia perceber que o som estava encontrando superfície

  • O Fim Da Realidade   O Eco Sob A Agua

    Havia alguma coisa debaixo daquela água.Continuei sentado na margem.Tum.Esperei.Tum.O som era baixo.Tão baixo que eu não tinha certeza se estava realmente ouvindo ou sentindo a vibração através do chão.Abri os olhos.O lago parecia normal.A superfície estava quase parada. A luz da lua refletia na água, quebrada apenas por pequenas ondulações.Olhei para trás.Todos continuavam dormindo.Por alguns segundos, pensei em deixar aquilo para lá.Talvez fosse apenas alguma coisa grande se movendo no fundo.Talvez uma criatura.Talvez pedras deslocando-se.Eu não sabia.E era justamente isso que me incomodava.Fechei os olhos.Não tentei ouvir o lago.Tentei fazer outra coisa.A Visão Sonórica ainda era nova para mim. Eu não podia simplesmente fechar os olhos e esperar que o mundo aparecesse.Eu precisava produzir um som.Respirei fundo.Soltei uma frequência curta.O som saiu de mim quase sem ser percebido.Esperei.O retorno veio.Fraco.Água.Pedras.A margem.As árvores.Não eram

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    Quando saímos do lago, o sol já começava a descer.Aika estava enrolada numa peça de roupa que Kiko lhe emprestara, sentada numa pedra, apertando o cabelo com as duas mãos.— Ainda estou com frio.Kaito passou por ela.— Eu avisei.— Não avisaste.— Avisei sim.— Não.— Avisei.— Não!Ren suspirou.— Vocês dois conseguem discutir até sobre isso?Kaito apontou para Aika.— Ela começou.Aika apontou para ele.— Ele começou!Ren olhou para os dois.— Não quero saber.Maya começou a rir.Kiko estava tentando torcer a própria roupa.— Amanhã, se alguém disser que tomar banho no lago foi uma excelente ideia, eu vou negar.Kaito levantou a mão.— Eu disse que era uma boa ideia.— Então amanhã eu bato em ti.— Justo.O soldado estava sentado perto do fogo improvisado, esfregando os cabelos com um pedaço de tecido.Kenichi estava quieto.Olhei para ele.— Estás bem?Ele levantou os olhos.— Sim.Ouvi o coração dele.Ainda estava um pouco acelerado.— Não estás.Kenichi franziu a testa.— Estou

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    Depois da conversa sobre os monstros, ninguém parecia saber muito bem o que dizer.Aika chutava pequenas pedras pelo caminho.Uma delas bateu numa árvore.— Acertei!Kaito olhou para a árvore.— Estavas tentando acertar na árvore?— Sim.— Então erraste.Aika parou.— Como?— A árvore estava ali.Ela ficou olhando para ele.— Não entendi.Kaito sorriu.— Exatamente.Ren soltou uma risada baixa.Foi bom ouvir aquilo.Depois de alguns minutos, parei.Água.— Tem um lago à frente.Kaito levantou a cabeça.— Lago?— Parece.Aika imediatamente acelerou.— Lago?!— Espera — chamou Ren.— Mas tem água!— Nós sabemos.— Então por que eu tenho que esperar?Ren ficou sem resposta.Kaito riu.— Ela ganhou.— Não começa — disse Ren.Pouco depois, atravessámos as árvores.O lago apareceu.Aika parou.— Uau...Era grande.A água refletia o céu entre as árvores e pequenas ondas batiam contra a margem.Kaito foi até a beirada e tocou na água.— Fria.Aika aproximou-se.— Posso entrar?— Primeiro veri

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    Eu ainda estava com o cristal na mão.Olhei para ele.Depois para as coisas espalhadas no chão.As raízes do Flotal tinham desaparecido quase todas para dentro daquele pequeno espaço.Kaito estava agachado, mexendo numa das fibras metálicas.— Ainda não acredito nisso.— Eu acredito — disse Aika.Kaito olhou para ela.— Tu nem sabes o que é.— Sei sim.— O quê?Ela apontou para o cristal.— É onde as coisas ficam.Kaito ficou alguns segundos olhando para ela.— Tecnicamente...— Então eu tenho razão.Maya soltou uma risada.Kaito levantou uma sobrancelha.— Está bem. Tens razão.Aika sorriu.Eu guardei mais uma fruta.Dessa vez funcionou sem dificuldade.Ren observava tudo em silêncio.Kenichi também.Kiko estava olhando para o cristal como se esperasse que ele desaparecesse da minha mão.O soldado tinha os braços cruzados.— Quantas coisas cabem aí?— Não sei.— Já tentaste descobrir?— Não.— Por quê?— Porque não quero gastar mana sem necessidade.Ele ficou quieto.— Faz sentido.F

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    Eu estava cansado de olhar para as coisas espalhadas no chão.Não pelo peso.Pelo contrário.O problema era justamente esse.Era peso demais.Raízes do Flotal, fibras, frutos, pedras, algumas ferramentas, comida que já carregávamos... tudo estava se acumulando.Olhei para Kaito.— Não vamos conseguir levar tudo.— Eu sei.Ele levantou uma das raízes.— E isto não é exatamente leve.Coloquei a mão na minha bolsa.Foi então que senti algo duro.Parei.O cristal translúcido.Eu tinha esquecido dele.Retirei-o.A luz atravessava seu interior e fazia com que parecesse quase vazio.— O que foi? — perguntou Kaito.— Lembras-te disto?Ele olhou.— O cristal que conseguimos daquele monstro.Assenti.Eu tinha visto Varyn usar algo parecido.Ele havia colocado coisas dentro e depois retirado como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.Talvez eu pudesse fazer o mesmo.— Vou tentar.Aika aproximou-se.— Guardar as coisas?— Talvez.Ren e Maya também prestaram atenção.Segurei o cristal.Ten

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